O INE ou Instituto Nacional de Estatística é o organismo oficial espanhol, encarregado de recopilar as estatísticas demográficas, sociais e económicas bem como planificar, levantar e analisar o censo da população. A cada vez que há eleições, elabora o censo eleitoral, que contém todas as pessoas com direito a voto. Para efectuar as suas tarefas tem-se de coordenar com as prefeituras, para trocar dados sobre o registro dos residents espanhóis. Através da página web oficial podem-se seguir todas as actualizações dos diferentes campos de estudo.
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A sede principal da INE encontra-se ao Passeio da Castelhana número 183 de Madri , o edifício construiu-se o 1973 e foi reformado o 2008, através de uma obra dos arquitectos César Ruiz-Larrea e Antonio Gómez, que transformaram completamente o aspecto original de cor gris num aspecto colorit, se colocaram plafons de cores, com cifras que vão desde o 001 até o 058. Esta fachada é uma obra da escultor Cruz Novillo e denominou-se Diafragma Decafònic de Dígits.[1]
O organismo espanhol mais antigo do que temos documentação é a Comisión de Estatística do Reino estabelecida o 3 de novembro do 1856. O General Narváez, presidente do Conselho de Ministros de Isabel II, assina um decreto pelo qual cria-se uma comissão, formada por pessoas de reconhecida capacidade para a formação da Estatística General do Reino.
O 21 de abril do 1857, a comissão passa a denominar-se Junta de Estatística e o seu primeiro trabalho é a elaboração do Censo de População.
Um Decreto de 12 de setembro do 1870, durante a governação provisória do general Serrano, cria o Instituto Geográfico. Três anos mais tarde, o 19 de junho do 1873, passa a denominar-se Instituto Geográfico e Estatístico, assumindo assim todas as tarefas de recolhida de informação numèrica pelo Estado. O 1890 as estatísticas passam a depender do Ministério de Foment.
Um Decreto de 1 de outubro do 1901 estabelece a formação das estatísticas oficiais e a publicação das mesmas. O Instituto Geográfico e Estatístico transforma-se em Direcção general e criam-se departamentos nos ministérios para completar a sua tarefa.
O 1921 cria-se o Conselho do Serviço Estatístico, o qual é renovado o 1924. O 1928 passa a fazer parte do Ministério de Trabalho e Previsão e o 1931 do Ministério de Presidência.
Durante a Guerra Civil (1936-1939) começa a funcionar o Serviço Sindical de Estatística em coordenação com os Serviços de Estatística do Estado, dentro da denominada zona nacional.
O Instituto Nacional de Estatística foi criado arran da Lei de 31 de dezembro de 1945 , publicada no BOE de 3 de janeiro de 1946 , com a missão de elaborar e perfeccionar as estatísticas demográficas, económicas e sociais já existentes, a criação de outras novas e a coordenação com os serviços estatísticos das áreas provinciais e municipais.
No final de 1964 instala-se ao INE o primeiro computador. trata-se de um IBM 1401 de primeira geração para o qual forma-se uma equipa de quatro estatísticos facultatius e 10 técnicos. Nos quatro anos seguintes consegue-se que o computador funcione a cheio rendimento. O 1970 instala-se um IBM 360/50, um dos mais grandes da administração espanhola do momento. Pela sua utilização formam-se a 10 facultatius e 20 técnicos.
No II Plano de Desenvolvimento (1969-1972), projecta-se a nova sede da INE, que fica acabada o 1972 e está situada ao Passeio da Castelhana de Madri . O 2004 iniciaram-se uns trabalhos de melhora e ampliação das instalações da sede principal que fizeram necessária uma sede provisória, situada ao edifício Torre Rioja, à rua de Rosario Pino. O final destas obras foi o 2007, estando ubicat de novo ao passeio da Castelhana 181, num colorit e remodelat edifício.
O 9 de maio do 1989 se promulga a Lei da Função Estatística Pública que faz do Instituto Nacional de Estatística um organismo autónomo potenciando as novas tecnologies estatísticas, a coordenação com as Comunidades Autónomas, a elaboração do Plano Estatístico Nacional e as relações com a União Européia em matéria estatística.
O Estatuto do Instituto Nacional de Estatística aprova-se por Real Decreto 508/2001, o 11 de maio de 2001 (BOE 12-05-2001), atribuindo ao Instituto Nacional de Estatística as funções de coordenação geral dos serviços estatísticos da Administração Geral do Estado, a vigilância, controle e supervisió das concorrências de carácter técnico dos serviços estatísticos estatais, e as outras previstas na Lei 12/1989, de 9 de maio, da Função Estatística Pública.
O INE elabora mensalmente o índice de preços de consumo (IPC) e o IHPC. Outros indicadores económicos que elabora o INE são o índice de vendas do comércio a varejo, o preço do lloguer e estatísticas sobre a transacção e compra e venda de moradias entre de outras. Entre os relatórios destaca o enquesta de estrutura salarial elaborada a cada quatro anos. Desde outubro do 2008 publica o índice de preços da moradia (IPV).
Para a obtenção de dados reais de população leva-se a termo um Censo de população. Em Espanha realiza-se ao lado do censo de moradias com uma periodicitat de dez anos, por imperatiu legal. Entre os censos a informação poblacional obtém-se dos procedimentos de gestão dos padrons municipais.
O último Censo de População e Moradias foi realizado o 2001, teve um orçamento de 27 mil milhões de pesetas (um pouco mais de 162 milhões de euros), participaram 40.000 pessoas, percorreram-se 21 milhões de direcções postals, visitando 13 milhões de lares e tomando informação de aproximadamente 40 milhões de pessoas.
Este censo teve importantes inovações:
Até o estabelecimento do INE como organismo autónomo com a Lei da Função Estatística Pública de 1989 , a INE era dirigido por um director geral. A partir do 1989 o principal responsável do organismo foi a figura do presidente.
Desde o 1946 até o 1989 fossem directores gerais do INE:
Desde o 1989 foram presidentes do INE: