O liberalismo é um grupo de ideologies políticas, sociais e religiosas que afirma a liberdade da pessoa e a supremacia da acção individual acima da colectiva. Isto implica que as estruturas de governação reduzam a sua intervenção ao mínimo necessário para garantir a convivência, seguindo a filosofia do laissez faire, laissez passer (em francês: "deixar fazer, deixar passar").
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Apesar que as suas raízes afundam-se dentro a noite do tempo, com uma especial menció à Antiga Grécia, o liberalismo moderno nasce ao redor do século XVIII como afirmação das liberdades e os direitos do indivíduo ante a tirania das monarquies absolutas da Ancien Régime. Evolui de forma paralela a ambos lados do Canal da Mànega, em França na sua forma revolucionária e em Grã-Bretanha na variante reformista.
O primeiro grande pensador classificable como liberal foi John Locke, filòsof de origem britânica. A sua obra Dois Tratados sobre a Governação supõe o começo do liberalismo político, ao ser aplicado arran da Revolução do 1688. Neste ensaio nega-se a origem divina da autoridade do rei, defendendo que este emana do povo e, portanto, o sistema de monarquia constitucional e representativa.
Continuando esta linha, aparecem em França os pensadors ilustrados, precursors da Revolução Francesa, entre os que destacam Montesquieu (autor da teoria da separação de poderes), Rousseau (teòric do contrato social) e Voltaire. Mas a repressão política em França leva a muitos liberais ao exílio inglês, produzindo neste último país um autêntico intercâmbio de ideias que dará o impulso definitivo à ideologia liberal. A ajuda que os oferece o reformador Jeremy Bentham (teòric do utilitarisme) lhe vale, ao 1792, o título de Cidadão de Honra de França.
O triunfo relativo na conquista do poder político marca o início da aplicação sistémica da visão do mundo liberal ao resto dos âmbitos sociais, estacant a sua derramando económica, iniciada por Adam Smith à sua obra A Riqueza das Nações, continuada por David Ricardo e John Stuart Mill, e finalmente completada pela teoria geral do equilíbrio de Léon Walras.
A época hegemònica do liberalismo coincide com a modernitat, isto é, o período compreendido entre o falhanço da Restauração e a Primeira Guerra Mundial, arran da qual os grandes desequilíbrios económicos (especialmente ao campo monetário e financeiro) converteram o sistema económico liberal em inviable. Como consequência, produz-se uma forte ascensão dos nacionalismos e os totalitarismes.
Deste enfonsament do sistema liberal, culminado com o Crac de 1929 e a Grande Depressió, surge uma nova efervescència dentro o pensamento liberal (aparte de uma agudització da luta de classes), que acaba escissió em duas correntes: o Liberalismo Americano e o Liberalismo Austríaco.
Este cisma se gesta desde princípios do século XX, arran da discussão teòrica sobre o rigor dos agregados macroeconòmics, de uma evidente utilidade pragmàtica, mas discutible nos seus métodos. Vilfredo Pareto chega ao fundo da questão quando, depois de ler sobre uma disputa entre um servidor público britânico e um braman sobre o Sistema de Castes da Índia, nega a intercomparabilitat da satisfação entre dois indivíduos, rompendo assim com a tradição igualitarista de Bentham .
Segundo Pareto, a satisfação se uma magnitude ordinal e pessoal, e portanto não se pode quantificar, nem muito menos somar à de outro indivíduo. Isto não só desbarata a possibilidade de realizar agregados de satisfação social, senão que justifica as mais extremas desigualdades de base.
Com a concepção de Bentham , seguindo a Lei de Rendimentos Decreixents, pode-se demonstrar que a distribuição da renda óptima para a sociedade se a completa igualdade. A nova teoria de Pareto negava esta conclusão, propondo outra situação óptima: quando ninguém pudesse incrementar a sua satisfação sem reduzir a de outro. Existem infinitas situações que cumprem este critério, e vão desde o total acaparament da riqueza por parte de uma única pessoa até o óptimo social igualitarista.
Apesar que o problema de fundo é este, o palco da ruptura definitiva foi bem mais superficial. O 1936 John Maynard Keynes publicou a sua opera magna: a Teoria geral da ocupação, o interesse e o diner, na qual defesa a intervenção activa do Estado na economia por tal de garantir a estabilidade da demanda agregada, e com isto a ocupação e o crescimento económico.
Esta deriva para o socialisme e a economia mista não gostou nada aos pensadors austríacos, liderados por Friedrich Hayek. disputa-las dialécticas acabaram num grande distanciament entre os sectores mais progressistes e os mais conservadores dentro do liberalismo.
O Escola Americana, representando dos progressistes, começou a defender a intervenção do Estado em matéria macroeconòmica, em promoção da mobilitat social, controle dos oligopolis que a crescente automatització e produção em demasiado fomentava, etc.
Muito pelo contrário, o escola austríaca culpabilitza de todos os trastorns macroeconòmics ao Estado, voz com bons olhos as desigualdades sociais e considera os oligopolis como símbolo do sucesso na gestão. Alguns sectores, inclusive criticam o liberalismo político porque segundo eles levaria aos mais débis a instaurar uma governação socialista totalitari.
Depois da Segunda Guerra Mundial produz-se uma divisão do mundo em dois grandes blocos: o comunista e o capitalista, passando a um período denominado Guerra Fria. Ao bloco capitalista tenta-se reconstruir um sistema, tomando este um caire keynesià, muito influído pelo medo a uma nova Grande Depressió e ao comunisme. Este medo afasta-o dos postulats da economia liberal, mas o liberalismo político e social mantém-se.
Mais adiante, a Crise do Petróleo, a neutralització da ameaça comunista e, sobre todo, a ascensão a começo dos anos 80 de uma nova geração que não padeceu a Grande Depressió, supõem uma mudança de direcção brusco. Liderados por Margaret Thatcher ao Reino Unido e por Ronald Reagan aos Estados Unidos de América, os teòrics austríacos chegam ao poder, iniciando o que muitos politicòlegs já qualificam como nova era de hegemonia liberal.
Para uma ideologia tão madura como o liberalismo, nos anos supuseram a criação de um esquema de ideias radicalmente coherent, ou mais bem dito, vários esquemas. Isto não quer dizer, obviamente, que todos os liberais o sejam: de fato se comum encontrar-se com gente de ideologia não-liberal (auto)identificada como "liberal" pelo simples fato de compartilhar pequenos pontos com o liberalismo. Ao mundo anglosaxó o escola americana propiciou uma identificação com corrente de pensamento socialistas, enquanto que ao Europa continental a influência austríaca a tem emmarcat dentro movimentos reaccionaris e conservadores. Por exemplo, ao Estado espanhol é comum encontrar-se com tabela-franquistes tentando fazer-se passar por liberais, pelo simples fato de sentir afinitat pelo sistema capitalista e oposição ao progressisme político.
Deixando de banda o uso abusiu da palavra, faz falta definir os fundamentos das correntes de pensamento liberais, começando pelo escissió em duas famílias, baseadas em duas concepções diferentes do homem e a sociedade.
Esta família pode-se considerar actualmente como a mais genuïna representação do liberalismo, já que leva até o extremo os seus postulats básicos. Em consequência da explicação de Pareto da satisfação, o liberalismo paretià considera ao indivíduo finalidade em si mesma, ignorando qualquer consideração social. O indivíduo se a base de todo, e a medida de todas as coisas. Mas faz falta dizer que os liberais paretians não escatimen à incoherència de percorrer a argumentos sociais e aos indicadores macroeconòmics que tanto criticam à teoria, por questões puramente retóricas, coisa que pode chegar a confundir à hora de classificar ideológicamente a esta pessoa.
Com o indivíduo como finalidade em si mesma, nascem três ideologies propriamente ditas (cadascuna com a sua diversidade interna): o anarcocapitalisme, o liberalismo autoritari e o autodeterminisme ou poliarquia.
Se temos de ser estritos, não existe a família ideológica benthamiana, já que esta não é mais que a vertente liberal de uma a mais grande: a col·lectivista. Mas emmarcada dentro o grupo liberal toma cheia autonomia e um carácter genuïnament próprio.
O disparo diferencial desta "família" com respeito a outras col·lectivismes é a convicção de que a acção individual , à busca de maximitzar a sua própria satisfação, resulta socialmente mais eficiente que a colectiva (apesar que o colectivo tem de velar pelo interesse geral), ao garantir uma maior adaptação às preferências dos seus membros.
Isto supõe que as acções da governação basicamente vão encaminhadas a gerar umas determinadas condições gerais, favoráveis a que a totalidade dos indivíduos possam encontrar o seu lugar à sociedade independentemente da sua origem (mobilitat social). Ademais, em vez de proibições e obrigações, tende a propor incentivos e penalitzacions, ampliando assim a margem de manobra das pessoas.
À hora de procurar diferenças entre pensadors, o fato de aceitar a existência de uma satisfação social faz da família benthamiana uma corrente fortemente pragmàtic, adaptando-se na cada momento a umas condições históricas e sociais determinadas, coisa que dificulta uma classificação taxonòmica das ideologies que a formam. Basicamente encontramos dois: o social-liberalismo de direitas e o de esquerdos.
A coerência adquirida ao longo dos anos por parte do liberalismo não tivesse sido possível sem o allau de críticas que sofreu ao longo dos anos, primeiro na sua luta contra a absolutisme e depois para se manter como sistema hegemònic, em frente ao embat obrerista.
Estas críticas podem-se agrupar, de forma resumida, dentro três categories:
A principal crítica da família col·lectivista centra-se na concepção paretiana do homem. Afirma, portanto, que a incomparabilitat de satisfações se uma fal·làcia já que se ignora tàcitament a nossa capacidade de empatia, bem como numerosos estudos psicológicos, sociològics e biológicos. Portanto, existe a possibilidade de comparar satisfações, e a única maneira de justificar desigualdades seria a traves de diferenças no sistema de preferências (uns preferem descansar a ter doblers, etc.).
Depois, existem as críticas internas da família, dirigidas contra aqueles que aceitam a igualdade de base dos seres humanos, mas que apostam pelo indivíduo. Basicamente, son as críticas socialistas ao social-liberalismo, segundo as quais a um sistema liberal o Estado se incapaz de garantir a total igualdade de base (já que, por exemplo, escapa do seu controle uma parte da herança, e sobre todo a parte da educação que transmitem os pais aos filhos), e resalta que grande parte dos sucessos e falhanços de uma pessoa dependem mais de factores casuais que das suas eleições. Portanto, a única forma de garantir a igualdade é mediante a acção colectiva (socialització dos meios de produção, etc.).
Ademais, ressalta o fato de que uma grande parte da satisfação provem de coisas que dificilmente se podem submeter a regimes de propriedade privada (ou o seu equivalente não-mercantil), mas que faz falta proteger adiante de externalitats. Isto o aceitam a maioria dos social-liberais, mas a uma escada bastante mais reduzida que os socialistas e os ecologistes.
Assim mesmo, destaca-se a grande quantidade de projectos que, por motivos técnicos, económicos, etc. dificilmente son viables fora da acção colectiva, mas que beneficiam a todo mundo de tal maneira que son indispensáveis. Este poderia ser o caso dos sistemas GPS ou similares.
Durante o seu confronto com os absolutistes, o liberalismo recebeu uma série de críticas de carácter moralitzant. Esta linha também se pode encontrar entre alguns sectores marxistas, apesar que no seu momento este movimento também foi branco destes ataques.
De forma resumida, estas críticas baseiam-se na ausência de uma moral preestablerta ao próprio sistema, de forma que esta é definida pelas acções dos humanos. Isto implica que valores superiores aos humanos (religiosos, naturais, etc.) deixam-se de banda.
No caso da moralització pseudomarxista, a crítica prove da não-fixació de valores ao próprio sistema. Mas ao próprio marxisme estes valores também não estão fixats, senão que estes son definidos pelo colectivo. Esta crítica, portanto, vem de indivíduos egocèntrics que propõem converter em sistema a totalidade das suas próprias convicções morais, negando a validade da dos outros.
Como aclariment a estas palavras, faz falta dizer que cabe sistema carece de moral, mas se que se certo que a moral liberal se bem mais laxa que a de outras ideologies.
A crítica pragmàtica faz incidència nos problemas de ordem prático que pode oferecer a ideologia liberal. É importante não perder de vista que o pragmatisme se o caminho realista para um ideal, e que portanto não está exempt de ideologia (nem responde a uma de única).
Um exemplo de crítica prática já foi mencionat às críticas ol·lectivistes, e versa sobre a impossibilitat (ou grande dificuldade) de submeter ao regime de propriedade coisas como a paisagem, o ar (apesar que alguns proponham a sua privatização), as ondas electromagnètiques que possa enviar um satélite de posicionament global (GPS), etc.
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Podemos dizer, que o que distingue ao liberalismo político na cada período da história é a fé na existência dos direitos fundamentais e inviolables das pessoas e a igualdade dos cidadãos ante a lei (igualdade formal). O ponto de vista da pessoa e o gaudi da liberdade individual consideram-se os paràmetres válidos para julgar a bondade de uma política e de uma social. Nesta perspectiva, os poderes do sido têm de cumprir com limites estritos para evitar a violação dos direitos e liberdades dos cidadãos. Disto se desprende da negativa que de vez em quando surge do poder autoritari da monarquia e do clergat, e do totalitarisme em general, toda doutrina que proclama o sacrifício em nome da visão externa da mesma.
| « | As consequências do liberalismo em matéria de religião e o secularisme é a separação entre Igreja e Estado:
"A liberdade ao Estado Livre da Igreja | » |
| —Camillo Cavour | ||
| « | Mas o liberalismo é laico, porque as trucades ao Estado de não interferir nas decisões morais:
"Ninguém pode obrigar a ser feliz à sua maneira (isto é, como ele se imagina o bem-estar de outras pessoas), mas cadascú pode encontrar a felicidade na forma em que parece boa, sempre e quando não afectem negativamente à liberdade dos outros a que se esforcin por mesmo propósito. » | » |
O liberalismo dentro do âmbito da religião está atado geralmente às igrejas do protestantisme (principalmente o anglo-saxó) contrárias aos dogmes e que afirmam a liberdade do crendo em questões de fé. Esta afirmação da liberdade e dignidade pessoal trouxe a membros destas igrejas a ser capdavanters em temas sociais como agora o direito de voto, a igualdade racial e de género, o ordenació das mulheres, a aceitação do casal homossexual e outras questões de tipo social e moral. São esglèsies liberais os quàquers, os unitaris e os universalistes, bem como alguns ramos dos anglicans, metodistes e dos baptistes, entre de outros.
Por extensão, fala-se também de liberalismo para se referir a movimentos contrários ao dogmatisme e ao fonamentalisme a outras religiões: assim se pode falar de budisme liberal (também conhecido como "comprometido"[1], islão liberal (o mais disposto a aceitar os direitos individuais reconhecidos à sociedade ocidental)[2], etc.
O liberalismo económico é um movimento político segundo o qual não se tem de intervnir economicamente na macroeconomia, já que, segundo os seus seguidores, esta se autorregula. Assim, em princípio o Estado não teria de querer modificar cabe tipo de oferta (por exemplo, a favor de produtos locais, mais ecológicos, mais sociais, etc.) nem da demanda (por exemplo, a aplicação de bonus ou de malus a certos produtos, para favorecer ou não o seu consumo). São partidários de poucos impostos, em especial os progressivos (e em especial, os que têm a ver com querer diminuir as desigualdades, por exemplo o da lava) e de um sistema de impostos sencill, sem casos adaptados à cada situação. Se associa com o que popularmente se denomina política "de direitas".
A seguinte lista recolhe uma breve relação orientativa de liberais de grande rellevància na história desta corrente de pensamento intelectual, académico e político.
Pensadors |
Economistas
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Políticos
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Divulgadors
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| Falta contextualitzar as referências no corpo do artigo.
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