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Literatura inglesa

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Geoffrey Chaucer, numa ilustração publicada vora o 1902.

entende-se por literatura inglesa a literatura escrita em inglês (actual ou antigo) e em Inglaterra. Num sentido mais amplo, também se pode utilizar para se referir a literatura escrita em inglês em outros países. Há várias literaturas nacionais que também são escritas sobretudo em inglês. Vejais literatura estatunidenca, literatura australiana, literatura canadense, literatura escocesa, literatura anglo-galesa, literatura irlandesa.

A literatura inglesa surge à época medieval, quando se pode começar a falar de uma língua inglesa diferenciada. A primeira grande figura literária desta época é o poeta Geoffrey Chaucer, mas a grande figura da literatura inglesa é William Shakespeare, ao século XVI. A primeira grande novela em inglês é Robinson Crusoe, de Daniel Defoe.

Os períodos da literatura inglesa, se bem seguem as convecions estilístiques européias, costumam a estar associades ao monarca, de modo que os reis podem dar nome a um período ou corrente.

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Literatura medieval

Os primeiros poemas èpics orals pertenciam à cultura dos saxons, como o poema Beowulf, escrito em inglês antigo. O primeiro nome conhecido é o de Cædmon , que recolhe a tradição saxona. Com conquista-a normanda, o francês penetrou na corte e transformou a língua inglesa. vão-se popularitzar as canções de gesta continentais e surgiram os poemas e histórias que rodeavam a lenda do rei Artús, se formando uma saga èpica e maravilhosa. Aos povos representavam-se obras de teatro baseadas em fragmentos da Bíblia ou em pequenas cenas de mistério.

Geoffrey Chaucer, o primeiro autor conhecido, escreveu os Contos de Canterbury, um recolhe de contos inspirados em Boccaccio que dão passo ao Renaixement inglês.

Período clássico

Suposto retrat de William Shakespeare.

A introdução da impremta e o protestantisme fizeram proliferar as obras religiosas e exemplars. A tradução da Bíblia (na versão denominada do rei Jaume) foi uma das empresas mais destacadas do seu tempo.

Durante o reinado de Elisabet E surgiu a figura de William Shakespeare e a auge do denominado período clássico inglês. O teatro renovou-se e incorporou elementos grecollatins e alusions à situação política e religiosa do país enquanto que o público se vai diversificar. Muito pelo contrário, Ben Jonson conreava um teatro tradicional e as suas personagens seguiam a teoria dos quatro humores, à época era considerado o grande dramaturgo.

Em poesia, compuseram-se poemas inspirados na tradição renaixentista italiana. Destacam os autores Edmund Spenser e Philip Sidney. Ao barroc, impôs-se uma poesia de caire metafísic, como a de John Donne, ou al·legòrica, como John Milton. Às acaballes do período clássico, a censura fez aparecer poesia satírica popular e um certo regresso aos temas moralitzants.

A Restauração

Com a Restauração triunfam as novelas inglesas, com nomes como Daniel Defoe e John Bunyan. Os seus protagonistas são bons cristães que vivem aventuras e viagens de crescimento (na tradição da Bildungsroman alemã).

Alguns autores tentam emular as canções de gesta, já que pensam que Inglaterra não tem uma grande epopeia nacional como outros países. Na vertente da lírica, se innova na mètrica (John Dryden ou Emdund Waller) e os temas giram ao redor da tradição pastoral, onde se alaba a vida singela do campo e os encontres entre o poeta e uma pastora, para criticar o puritanisme oficial. Aphra Benn é uma das poucas figuras femininas recordadas do período, abrindo um caminho profissional fecund ao romantismo.

Os ensaios filosòfics que tinham começado a conrear-se à anterior etapa conseguem a sua maturidade, com a figura de John Locke e o seu empirisme como máximos exponents.

Uma segunda etapa da restauração é a denominada literatura augusta, que quer emular o esplendor romano imperial e que segue os ditados do neoclassicisme. Dentro este período destacam Alexander Pope em poesia e Jonathan Swift em prosa. A imprensa acontece muito popular, com publicações periódicas como Spectator.

O romantismo

Inglaterra, juntamente com Alemanha, foi um país líder na introdução do romantismo em Europa. A poesia dividiu-se em duas escoles. A primeira, denominada lakista, contava com Samuel Taylor Coleridge ou William Wordsworth, entre outras. Escrevem uns versos muito lírics, centrados na paisagem como projecção da alma do poeta (o nome do escola vem dos lagos que alabavam às suas obras). A segunda escola, denominada dos poetas malditos, representa o romantismo da rebelió e inclui autores como Lord Byron ou John Keats.

Este segundo corrente inspirou a novela, com autores como Mary Shelley ou as irmãs Brontë. A novela se diversifica e aparecem os subgèneres, como o amorosa (que segue a tradição de Samuel Richardson) ou a gòtica, por exemplo. Durante era-o victoriana, a novela misturava elementos realistas e sentimentais, com nomes como George Eliot ou Charles Dickens. A vertente paròdic esteve representado sobretudo por Lewis Carroll.

O modernisme

O modernisme inglês não equivale ao catalão ou hispanoamericà. É uma corrente estética caracterizado pelo pessimisme existencial e a influências dos diferentes movimentos de avantguarda, mas manteve grande parte das convenções românticas. Dura desde princípios do século XX até o final da segunda guerra mundial.

A novela modernista trata temas quotidianos e se descomposa a unidade do parágrafo, para reproduzir o discurso da mente (influência das teories de Freud). Os autores mais valorizados são James Joyce, Virginia Woolf, E.M. Foster e os escritores americanos de entreguerres, como William Faulkner ou Ernest Hemingway. P.G. Wodehouse mantém a lína de humor clássico britânico.

A poesia também rompe com as convenções formais e trata da morte e de temas considerados tabu como o sexo. São obras complicadas, cheias de alusões cultas, longe do sentimentalisme. Os poetas mais destacados são T.S.Eliot, Ezra Pound ou Gertrude Stein.