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África do Sul

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África do Sul
Ficheiro:Coat of arms of South Africa.gif
Escudo
Lema: !ke e: ǀxarra ǁke (/Xam: «Unidade na diversidade»)
Hino nacional: Nkosi Sikelel' iAfrika
 
África do Sul}}}
 
Capital Pretoria, Cidade do Cabo e Bloemfontein1
33°55′ S 18°27′ E
Cidade mais povoada Johannesburgo
Idiomas oficiais Afrikáans, inglês, ndebele, sesotho, sesotho sa leboa, setsuana, suazi, tsonga, idioma venda venda, xhosa e zulú
Forma de governo
Presidente Jacob Zuma
Independência
 • Data fundação_datas = Do Reino Unido
31 de maio de 1910
Superfície
 • Total
 • % água
Fronteiras
Posto 25º
1.219.912 km²
Despreciable
- km
População total
 • Total
 • Densidade
Posto 29º
44.187.637
36 hab/km²
PIB (nominal)
 • Total (2007)
 • PIB per capita
Posto PIB_nominal_posto}}}º
$ 271.779
$ 5.680
PIB (PPA)
 • Total (2007)
 • PIB per capita
Posto PIB_posto}}}º
$ 643.808
US$ 13.455 (2007)
IDH (2007) 0,674 (121º) – Médio
Moeda Rand (ZAR)
Gentilicio Sul-africano, -a[1]
Huso horário
 • em Horário de verão
CET (UTC+2)
CEST (UTC+3)
Domínio Internet .za
Prefixo telefónico +27
Prefixo radiofónico S8A-S8Z
Código ISO 710 / ZAF / ZA
1 Pretoria é a capital administrativa, Cidade do Cabo é a legislativa e Bloemfontein a judicial.

A República de África do Sul[1] é um país localizado no extremo meridional da África]]. Limita com os países de Namibia, Botsuana, Zimbabue, Moçambique e Suazilandia. O Reino de Lesoto encontra-se enclavado dentro da República de África do Sul. Suas capitais são Pretoria (administrativa), Bloemfontein (judicial) e Cidade do Cabo (legislativa).

Os humanos têm habitado o sul da África desde faz mais de 100.000 anos. No momento da chegada dos europeus, a população indígena era uma mistura de povos emigrados desde outras partes da África, sendo os povos dominantes o Xhosa e o Zulú.

Em 1652 a Companhia Holandesa das Índias Orientais estabeleceu um pequeno assentamento que converter-se-ia em Cidade do Cabo. A cidade converteu-se em colónia britânica em 1806. Os assentamentos europeus se expandieron durante a década de 1820, quando os Bóers (colonos originarios de Holanda, Flandes, França e Alemanha) e os colonos britânicos reivindicaram territórios ao norte e ao este do país. Produziram-se uma série de conflitos entre os Afrikáner, os Xhosa e os Zulú pela posse do terreno.

A descoberta de yacimientos de diamante]]s e minas de ouro]] provocaram o conflito conhecido com o nome de Segunda Guerra Bóer, que enfrentou a britânicos e bóers pelo controle dos recursos minerales do país. Ainda que os bóers resultaram perdedores da guerra, o Reino Unido concedeu em 1910 uma independência limitada a Suráfrica como colónia britânica. No interior do país, a elite branca antibritánica levou a cabo uma série de políticas com a intenção de conseguir a independência total. A segregación racial foi tomando força e impregnando a legislação surafricana, instituindo-se o regime que conhecer-se-ia posteriormente com o nome de apartheid]], que estabeleceu três classes de estratificación racial.

O país atingiu finalmente a independência em 1961, quando foi declarada a República de África do Sul. O governo continuou legislando segundo o regime do apartheid, apesar da oposição tanto exterior como interior ao país. Em 1990, o governo sul-africano começou Negociações para o fim do apartheid em África do Sul|uma série de negociações]] que terminaram com as leis discriminatorias e com a convocação das primeiras eleições democráticas em 1994. Depois das eleições o país voltou a unir-se à Mancomunidad de Nações.

África do Sul é conhecido por sua diversidade de culturas, idiomas e crenças religiosas. Onze idiomas são reconhecidos como oficiais pela constituição, sendo o inglês o mais comum na vida oficial e comercial sul-africana, apesar de ser o quinto idioma mais falado do país de forma materna.[2] África do Sul é um país variado desde o ponto de vista étnico, e conta com as maiores comunidades de habitantes caucásicos, índios e multirraciales do continente. Ainda que o 79,5% da população sul-africana é Raça negra|negra]], dentro deste grupo encontram-se grande quantidade de comunidades étnicas que falam diversas línguas bantúes, nove das quais contam com o estatus de oficial. África do Sul é também um país no que existem grandes desigualdades entre os diferentes grupos sociais; enquanto existem grandes fortunas e as capitais estão entre os principais centros de negócio da África, aproximadamente uma quarta parte da população sul-africana encontra-se em desemprego[3] e vive com menos de 1.25 dólaré ao dia.[4]

Possui uma rica fauna e flora pelo que se encontra dentro da lista de país megadiverso|países megadiversos]].[5]

Índice

História

Artigo principal: História de África do Sul
Artigo principal: União Sul-africana

África do Sul conta com alguns dos yacimientos paleoantropológicos mais antigos da África. Faz três milhões de anos estava habitada por grupos de Australopithecus como atestiguan os restos encontrados nas grutas de Sterkfontein e Kromdraai. Sucederam-lhes várias espécies de Homo, incluindo Homo habilis, Homo ergaster e o homem moderno (Homo sapiens). Agricultores e ganaderos bantúes estabeleceram-se no s. IV e V mais ao sul do rio Limpopo. Mais tarde transladaram-se mais ao sul, a actual província de KwaZulu-Natal, onde se encontra a fundición mais antiga que data de 1.050. Os xhosa foram o grupo que mais ao sul se estabeleceu, atingindo o rio Fish no que é a província do Cabo Oriental. Estas populações mais avançadas, na idade de ferro deslocaram pobladores caçadores-recolectores mais antigos.

A história escrita de África do Sul começa com a chegada dos portugueses. Em 1487 Bartolomé Díaz foi o primeiro europeu em atingir o ponto mais meridional da África, e denominou-o Cabo dás Tormentas (Cabo das Tormentas) devido ao mau tempo que experimentou na região. No entanto, quando voltou a Lisboa carregado de notícias sobre a descoberta, o monarca Juan II de Portugal quis lhe mudar o nome pelo de Cabo dá Boa Esperança (Cabo de Boa Esperança) e prometeu estabelecer desde esse ponto uma rota marítima para que os portugueses pudessem ir procurar as riquezas da Índia. Mais tarde o grande poeta português Luís de Camões inmortalizó a viagem de Bartolomé Díaz no poema épico Vos Lusíadas, concretamente com a personagem mitológico Adamator, o qual simboliza as forças da natureza que os navegantes portugueses tiveram que superar durante a circunnavegación dos cabos. Os primeiros relatos escritos da história de África do Sul obtiveram-se dos primeiros navegantes e os náufragos sobreviventes. Durante os dois séculos posteriores a 1488 os marinheiros portugueses realizaram alguns pequenos acordos de pesca em dita costa, mas não se conserva nenhum escrito sobre estes. O 6 de abril de 1652, Jan vão Riebeeck estabeleceu um posto de avituallamiento no cabo de Boa Esperança para a companhia holandesa das Índias Orientais. Durante os séculos XVII e XVIII a pequena colónia foi-se estendendo lentamente quase sempre baixo a soberania holandesa. Os colonos finalmente se toparon com os povos Xhosa em expansão na região do rio Fish. É então quando se desencadearam uma série de guerras chamadas as guerras de Fronteiras do Cabo originadas por conflitos pela terra e os víveres. Para aliviar a escassez de trabalhadores no Cabo, trouxeram-se escravos da Indonésia]], Madagascar e Índia. Descendentes destes escravos, que com freqüência se casavam com colonos holandeses, foram depois classificados junto com os descendentes dos san como mestizos do cabo e malayos do Cabo, constituindo quase a metade da população da província do Cabo Ocidental.[cita requerida]

Grã-Bretanha ocupou a área do cabo de Boa Esperança em 1797 durante a quarta guerra anglo-holandesa. Os holandeses declararam a bancarrota, e os britânicos anexaram-se a colónia do cabo em 1805. Os britânicos continuaram com suas guerras contra os Amaxhosa, empurrando a fronteira oriental mais ao este ao longo de uma linha de fortes ao longo do rio Fish e o consolidando promovendo novos assentamentos britânicos. Devido à pressão das sociedades abolicionistas de Grã-Bretanha, o parlamento britânico primeiro parou seu comércio de escravos em 1806, então a escravatura aboliu-se em todas suas colónias em 1833.

As descobertas de diamante]]s em 1867 e o ouro em 1886, animaram o crescimento da economia e a imigração, intensificando a subyugación dos nativos. Os Bóers resistiram com sucesso o assédio dos britânicos na primeira guerra bóer (1880-1881) baseadas em tácticas que aproveitavam melhor as condições locais. Por exemplo os Bóers levavam roupa caqui, da mesma cor que a terra, enquanto os britânicos levavam brilhantes uniformes vermelhos, lhes fazendo objectivos mais fáceis para os tiradores Bóer.[cita requerida] Durante a segunda guerra Bóer (1899-1902) os britânicos regressaram com os mesmos tipos de uniformes mas em maior número. A tentativa dos Bóer para aliar com os alemães de África do Sudoeste foi outra razão para controlar às repúblicas Boers.

Letreiro em uma praia de Durban (1989). O texto diz: «Segundo a ordem 37 do código de leis de Durban, esta praia é para uso exclusivo de gente de raça branca.»

Os Bóers resistiram-se com fiereza, mas os britânicos finalmente derrotaram às forças Bóers, usando sua superioridad numérica e o abastecimento externo de equipamento, além da controvertida táctica de terra queimada]]. O tratado de Vereeniging declarava soberania britânica total sobre as repúblicas sul-africanas, e o governo britânico lembrou assumir a dívida de 3 milhões de libras dos governos Afrikaner.[cita requerida] Uma das principais disposições do tratado era que aos negros não permitir-se-lhes-ia votar salvo na colónia do Cabo.[cita requerida]

Após quatro anos, criou-se a União Sul-africana a partir da Colónia do Cabo, a Colónia de Natal e as repúblicas do estado livre de Orange e o Transvaal (estas duas últimas anexadas após a Guerra Anglo-Bóers na Colónia do Rio Orange e o Transvaal), o 31 de maio de 1910, justo dez anos após o fim da segunda guerra bóer. Em 1934 o partido sul-africano e os partidos nacionais se fusionaron para formar o partido unificado, que procurava a reconciliação entre os Afrikaners e os alvos angloparlantes, mas se escindió em 1939 na decisão sobre a entrada na Segunda Guerra Mundial como aliado do Reino Unido. A asa mais conservadora do partido nacional simpatizaba com a Alemanha nazista durante a guerra e procurou uma segregación racial ou apartheid maior após a guerra.

Em 1948 o Partido Nacional chegou ao poder. Abogando um sistema segregacionista e racista, este iniciou o apartheid, palavra que em Afrikaans significa "separação". Criou-se um vasto sistema jurídico e social para separar às raças branca e negra, com vantagem para a primeira em forma de privilégios:[cita requerida]

  • Direito ao voto, reservado unicamente para os alvos,
  • Só os alvos podiam viajar livremente pelo país,
  • Era legal que um alvo ganhasse mais que um negro pelo mesmo trabalho,
  • Os negros deviam viver em zonas afastadas dos alvos,
  • Os negros deviam estudar em escolas separadas dos alvos, e sua educação devia ser limitada,
  • etc.

Em 1960 após o massacre de Sharpeville, Verwoerd levou a cabo um referendo pedindo à população branca que se pronunciasse a favor ou na contramão da união com a Grã-Bretanha. O 52% votou na contramão. África do Sul se independizó de Grã-Bretanha, mas seguiu sendo membro da Commonwealth. Sua permanência nesta organização fez-se a cada vez mais difícil, pois os estados africanos e asiáticos, indignados pelo apartheid, intensificaram sua pressão para expulsar a África do Sul, que finalmente se retirou da Commonwealth o 31 de maio de 1961, data em que se declarou república.

Com o passo dos anos, o apartheid provocou repudio, rejeição e indignação no mundo inteiro. Numerosos países romperam relações diplomáticas e comerciais com África do Sul.[cita requerida] O país foi excluído dos Jogos Olímpicos, da Copas Mundiais de futebol, rugby e outras concorrências desportivas. Dentro de África do Sul, os movimentos anti-apartheid, especialmente o Congresso Nacional Africano ou CNA, iniciaram campanhas de resistência, greves, marchas, protestos e sabotagens que respondiam à forte repressão.

Em 1989 produziu-se um golpe palaciego dentro do Partido Nacional. Nele, o Presidente Pieter Botha foi deslocado por Frederik De Klerk, e este iniciou o desmantelamiento do apartheid. Levantou-se a proscripción que pesava sobre o Congresso Nacional Africano e outras organizações políticas de esquerda e se libertou a Nelson Mandela, depois de 27 anos de prisão. A legislação do Apartheid foi gradualmente retirada. Em 1993, em um referendo, os alvos aceitaram outorgar-lhe o direito ao voto à maioria negra, e ao ano seguinte, em 1994, realizaram-se as primeiras eleições democráticas do país. Nelson Mandela foi eleito presidente por maioria absoluta em representação do CNA, partido que se manteve no poder desde então. O isolamento internacional que pesava sobre o país chegou a seu fim.

Apesar do fim do apartheid, milhões de sul-africanos negros continuam vivendo na pobreza, em parte, por causa dos problemas herdados do regime do apartheid e, em parte, devido a que o actual governo não tem sabido abordar temas sociais.[cita requerida] No entanto a política de moradia]] do CNA tem produzido alguma melhora nas condições de vida em muitas regiões.

A exportação de ouro e diamantes segue sendo a principal fonte de rendimentos do país. Mas o governo de África do Sul actualmente está também empenhado em realizar uma vasta reforma agrária, para aliviar a tensão social e as desigualdades raciais, que consiste na devolução de terras, por parte dos alvos, aos negros aos quais lhas arrebataram (cerca de um 80% das terras cultivables ainda estão em mãos dos alvos[cita requerida]). A reforma avança com lentidão: menos de 10% das terras têm sido devolvidas[cita requerida], pelo que o Governo tem decidido obrigar aos alvos a vender as terras por um preço razoável ou expropiarlas em um curto período de tempo. Mas existe, também, um grande temor de que a impaciência da população negra por ter terras leve a uma reforma desordenada e caótica, o que poderia repetir a desastrosa reforma agrária realizada na vizinha Zimbabwe, que arruinou a agricultura e causou uma terrível fome nesse país.

O futuro de África do Sul parece incerto. A alarmante onda de criminalidade (50.000 homicídios por ano, proporcionalmente, 8 vezes mais que em EE.UU.) e a nova legislação criada pelo CNA, que proíbe aos alvos ocupar numerosos postos de trabalho, agora reservados aos negros, estão a empurrar a milhares de alvos a abandonar o país.[6] Desde o fim do Apartheid (1994) até agora já têm emigrado quase um milhão de alvos.[7] Os altos índices de delincuencia, e a crescente sensação de que o CNA não tem sabido governar bem o estado, não fazem mais que agravar a incerteza.

Jacob Zuma, actual líder do CNA, um político que foi acusado de corrupção]] e de violação|violar]] a mulher,[8] é presidente de África do Sul desde o 9 de maio de 2009.

Governo e política

Pretoria, capital administrativa.

O governo de África do Sul actua baixo um sistema parlamentar inspirado no Britânico, no de Cidade de Westminster|Westminster]]. O sistema parlamentar sul-africano é notavelmente diferente a outros sistemas de países da Commonwealth.

O presidente de África do Sul é o Chefe de Estado e o Chefe de Governo. Este é eleito pelo parlamento bicameral, que consiste na Assembleia Nacional ou câmara baixa e o Conselho Nacional das Províncias, ou câmara alta. Na prática o presidente é o líder do partido maioritário no parlamento.

A Assembleia Nacional tem 400 membros, elegidos através de um sistema eleitoral proporcional. O Conselho Nacional das Províncias (NCoP), o qual substituiu ao Senado em 1997 está formado por 90 membros que representam à cada uma das nove províncias de África do Sul, ao mesmo tempo que também têm representação as grandes cidades.

A cada província de África do Sul tem uma Legislatura Provincial Unicameral, e um Conselho Executivo encabeçado por um Premier.

  • Forças Armadas Sul-africanas

Leis

Artigo principal: Leis de África do Sul

As fontes principais das leis de África do Sul foram as leis mercantis romano-holandesas, junto com a lei Comum Inglesa, trazidas pelos colonos holandeses e britânicos. A primeira lei sul-africana baseada em princípios europeus foi trazida pela Companhia Holandesa das Índias Orientais e denomina-se lei romano-holandesa. Foi importada dantes da codificación da lei européia segundo o Código Napoleónico e é comparável, em muitos aspectos, à lei escocesa. A isso seguiu no s.XIX pela lei britânica comum e estatutária. Começando em 1910 pela unificação, África do Sul tinha seu próprio parlamento, o qual legislaba especificamente para África do Sul, baseando nas leis aprovadas anteriormente pelos membros individuais das colónias. A África do Sul posterior ao apartheid está sozinha na África com suas políticas de direitos homossexuais, em 2006 converteu-se no primeiro país da região em legalizar os casais gays.

Organização político-administrativa

Ficheiro:Sudafrica politica.svg
Divisão Política do País.

Divisão política: África do Sul tem nove províncias.

Estas nove províncias aparecem a seguir com suas cidades capitais e seus nomes abreviados que correspondem a suas siglas em inglês:

  1. Cabo Ocidental(Cidade do Cabo) abrev. WC
  2. Cabo do Norte (Kimberley) abrev. NC
  3. Cabo Oriental (Bhisho) abrev. EC
  4. KwaZulu-Natal (Pietermaritzburg) abrev. KZ, KZN ou KN
  5. Estado Livre, (Bloemfontein) abrev. FS
  6. Noroeste (Mafikeng) abrev. NW
  7. Gauteng (Johannesburgo) abrev. GT ou GP
  8. Mpumalanga (Nelspruit) abrev. MP
  9. Limpopo (Polokwane) abrev. LP

Os portos principais de África do Sul são: Durban, Cidade do Cabo, Port Elizabeth, East London, Richards Bay, Saldanha Bay e Mossel Bay.

Divisão administrativa

Quando finalizou o apartheid em 1993, o governo integrou os bantustané anteriormente independentes e semi-independentes à estrutura política do país. Com este fim, aboliu as quatro antigas províncias de África do Sul (Província do Cabo, KwaZulu-Natal, Estado Livre de Orange e Transvaal) e as remplazó por nove províncias totalmente integradas. As novas províncias eram bem mais pequenas que suas antecessoras, o qual, teoricamente dava aos governos locais mais recursos para distribuir em áreas de menor tamanho.

As nove províncias foram posteriormente subdivididas em 52 distritos:

- 6 metropolitanos e

- 46 municipais.

Geografia

Artigo principal: Geografia de África do Sul

Com uma superfície de 1.219.080 km² estende-se ao sul do continente Africano. Limita ao norte de oeste a este com Namibia, Botsuana, Zimbabue, Moçambique e Suazilandia. Assim mesmo um país como Lesoto se encontra rodeado de território sul-africano.

Devido a sua extensão, o clima é variable vai desde o clima temperado do sul e as zonas altas, ao subtropical no noroeste e ao semiárido na parte ocidental. A média anual de precipitações é de 464 mm.

Os rios principais são o rio Orange que desemboca no oceano Atlántico, o rio Vaal sua principal afluente e rio Limpopo que desembocam no oceano Índico, nasce cerca de Johanesburgo e depois marca no norte a fronteira com Botsuana e Zimbabue

O ponto mais meridional do país, e portanto do continente africano, é o cabo Agulhas.

Flora e fauna

África do Sul tem mais de 20.000 [[planta s diferentes, que representam cerca do 10% de todas a espécies conhecidas do mundo, pelo que se lhe considera uma área particularmente rica em biodiversidade]] vegetal.

O bioma prevalente neste país é a pradera, especialmente no Highveld, onde a flora predominante são os pastos, os arbustos baixos e as acacias, principalmente as de espinha branca e camel. A vegetación é mais escassa para o noroeste, devido a que ali há poucas precipitações lluviosas.

WWF distingue quatro ecorregiones de pradera de montanha:

O pasto e os espinos da sabana lentamente dão passo aos arbustos da sabana para o nordeste do país, com um crescimento mais lento. Existe um número significativo de árvores baobabs nesta área, cerca do extremo norte do Parque Nacional Kruger.[9]

No Bushveld encontram-se numerosos hábitats de mamíferos como o leão, o leopardo, o ñu azul, o kudu, o impala, a hiena, o hipopótamo e a jirafa. Existe uma extensão significativa do hábitat do Bushveld ao nordeste que inclui o Parque Nacional Kruger e a Reserva Má Má, bem como bem mais ao norte a Biósfera de Waterberg. WWF divide a região de sabana do nordeste em três ecorregiones, deste a oeste: sabana arbolada de mopane do Zambeze, sabana arbolada da África austral e sabana arbolada do Kalahari.

A região desértica do Karoo, no oeste do país, divide-se em três ecorregiones: o Karoo suculento, cerca da costa, o Karoo nama, no interior (Namaqualand), onde existem várias espécies de plantas que armazenam água, como os aloes e euforbias, e, mais ao norte, a sabana xerófila do Kalahari.

O bioma mediterráneo do fynbos, um dos seis reinos florais, está localizado em uma pequena região da Cabo Ocidental e consta a mais de 9.000 destas espécies, o que lhe converte em uma das regiões mais ricas do mundo em termos de Biodiversidade Floral. A maior parte das plantas são Planta perenne|perennes]] e de folhas duras com folhas finas como agulhas, por exemplo as plantas esclerófilas. Outra planta exclusiva de África do Sul é o género das proteas, das quais existem ao redor de 130 espécies diferentes neste país. WWF divide esta região em três ecorregiones: fynbos e renosterveld de terras baixas, fynbos e renosterveld de montanha e matorral de Albany.

Conquanto África do Sul tem uma grande quantidade de plantas florais, possui poucos bosques. Só o 1% de África do Sul é bosque, quase exclusivamente no plano costero húmido do Oceano Índico em KwaZulu-Natal: a selva mosaico costera de KwaZulu e O Cabo e a selva mosaico costera de Maputaland e, mais ao sul, a selva montana de Knysna e os montes Amatole. Existem reservas inclusive mais pequenas de bosques que se encontram fora do alcance do fogo. As plantações de espécies de árvores importados são predominantes, em particular do eucalipto não nativo e o pino. África do Sul tem perdido uma extensa superfície de hábitat natural nas últimas quatro décadas, devido à sobrepoblación, aos patrões descontrolados de desenvolvimento e à deforestación do s. XIX.

África do Sul é um dos países mais afectados pela invasão de espécies foráneas (por exemplo a Acacia mearnsii, Port Jackson, Hakea, Lantana e Jacarandá) que são uma grande ameaça à biodiversidade nativa e a actual escassez de recursos hídricos. O bosque temperado original que encontraram os primeiros europeus que se estabeleceram neste país, foram explodidos despiadadamente até que só ficaram umas poucas e pequenas áreas. Actualmente as árvores de madeiras nobres em África do Sul como o Podocarpus latifolius, o Ocotea bullata e o Olea lurifolia se encontram baixo protecção governamental.

Finalmente, na costa do Índico encontram-se vários enclaves de manglar da África austral.

Espera-se que a mudança climática traga aquecimento e sequedad em forma considerável a esta região que já é semi-árida, com maior frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, inundações e secas. De acordo aos modelos computacionales realizados pelo Instituto de Biodiversidade Nacional de África do Sul (SANBI, por suas siglas em inglês)[10] (junto com muitas de suas instituições associadas), algumas partes da África do sul verão um incremento em sua temperatura de cerca de 1 °C ao longo da costa a mais de 4 °C nas já calurosas terras interiores, como em Província do Cabo do Norte|Cabo do Norte]] a fins da primavera e o verão do ano 2050.

O Reino Floral do Cabo tem sido identificado como um dos pontos mais polémicos da biodiversidade, já que será seriamente afectado pela mudança climática e tem uma enorme diversidade de vida. Secas, aumento da intensidade e frequência de incêndio]]s e grandes escaladas das temperaturas levarão à extinção de muitas desta espécies exóticas. O livro Scorched: South Africa's changing climate utiliza grande parte do modelo realizado pela SANBI e apresenta uma recopilación de ensaios de estilo narração de viagens.[11]

África do Sul alberga muitas espécies animais endémicas, como o coelho ribereño (Bunolagus monticullaris) que se encontra em perigo crítico de extinção no Karoo.

Economia

Artigo principal: Economia de África do Sul
Johannesburgo, capital económica.

África do Sul é a primeira economia da África (acapara um 25% de todo o PIB africano), e joga um papel importante no desenvolvimento da região. A economia sul-africana conta com um grande volume de capital nacional (público e privado) em estreita relação com as grandes redes económicas mundiais.

Sua moeda é o Rand divisible em 100 centavos, que é também usada em outros países da Área Monetária Comum da África do Sur]] (se veja também: Krugerrand). A carteira de valores de Johannesburgo é a maior da África.

Um importante sector é a minería sobretudo a extracção de carvão, e de minerales e metais preciosos como o diamantes, o ouro, e o platino.É um dos países com maiores reservas e diversidade de riquezas mineiras.

África do Sul conta também com a indústria mais poderosa e diversificada de todo o continente africano. Desde os sectores de transformação de bens agropecuarios e minerales, até os sectores automobilístico, aeronáutico e energético.

Um factor importante da economia sul-africana radica em sua natureza extraordinária, única no mundo, e em seus numerosos parques nacionais, que atraem a gente de todo mundo (se veja Parques nacionais de África do Sul).

Demografía

[[Arquivo:South-africa-demography.png|250px|right|thumb|Evolução demográfica de África do Sul de 1961 a [[2003[["

A maioria da população são negros de origem africano em um 79,6%, xhosa, zulu, e outros 8 grupos. A percentagem no entanto é o mais baixo da África subsaariana, o multirracismo e a multiculturalidad existentes valeu-lhe o nome do país do arcoiris. O 9,2% dos sul-africanos são de raça branca, de origem holandês (bóers) ou britânico. Um 8,8% são mestizados chamados coloured, descendentes dos boers e escravos de origem malayo ou africano. Um terceiro grupo é o dos asiáticos (indostaníes em um 91%) que vivem sobretudo ao redor de Durban representa o 2,4% da população. Dos quatro grupos étnicos, só a população branca é a que se está a reduzir devido à baixa taxa de fecundidad e à emigración de sul-africanos brancos para a Europa, América do Norte e Oceania.[1]

Desde a queda do regime do Apartheid em 1994, uns 850.000 sul-africanos brancos (um 16% do total) têm emigrado, sobretudo a Reino Unido e Austrália ante o incremento da insegurança e das medidas de discriminação positiva. Ante esta situação, desde 2006 o governo tem começado a tomar medidas incentivas para reduzir a emigración da qualificada população branca, do mesmo modo iniciaram-se medidas a favor da volta dos emigrados.

A principal religião tanto entre os negros como os alvos é o cristianismo, maioritariamente reformado. Mas também se praticam cultos tradicionais africanos, o Islão, o Mormonismo, e o Hinduismo, também subsiste uma comunidade judia (3% dos alvos)

É o país do mundo com maior número de infectados por SIDA, o que unido a uma baixa taxa de natalidad para os estándares africanos (2,16 filhos por mulher), tem feito que sua população tenha diminuído durante 2003, segundo a CIA World Factbook.

Cultura

Artigo principal: Cultura de África do Sul
Bandeira sul-africana em um parque nacional.

Em África do Sul não nos encontramos com uma cultura única senão que existem uma diversidade de culturas que têm enriquecido a música, a arte e a cozinha do país. A variedad racial do país é muito ampla. A princípios do século XX o 60% da população era de raça negra, o 30% de raça branca e o resto em sua maior parte mestizos ou surasiáticos. A religião predominante é a cristã: 55% da população protestante, 9% católica. O resto de habitantes são indianos, muçulmanos ou de outras confesiones.

Mas devido ao apartheid produziu-se um desenvolvimento cultural desigual entre os diferentes grupos raciais e étnicos, historicamente separados. Entre a população de origem europeu, a cultura inglesa tem emergido ultimamente como dominante depois do fim do apartheid e do isolamento internacional. A antiga distinción entre os afrikaners, mais nacionalistas e religiosos, e os anglosajones, mais liberais e cosmopolitas, está a apagar-se entre as gerações jovens e urbanas. Em mudança nas zonas rurais os afrikaners ainda se resistem a abandonar a cultura tradicional, isolada durante séculos da evolução da Europa]].

  • A cultura negra urbana é multiétnica e tem uma a cada vez maior influência tanto no país como fora, por exemplo entre os afroaméricanos. Há que assinalar que nas zonas urbanas está a começar a surgir uma cultura interracial.
  • Nas zonas rurais com maioria negra costuma produzir-se uma reafirmación das tradições da cada grupo étnico, nas que costumes como a poligamia e as dotes são comuns.
  • Quanto a outros grupos étnicos destacables, é o grupo dos mestizos o que tem manifestado uma maior reafirmación. Este grupo de raça mista constitui o 9% da população de África do Sul. Às pessoas deste grupo denomina-se-lhes com o termo "de cor" (em inglês, coloured), a diferença de outros países anglosajones como Estados Unidos ou Grã-Bretanha, onde o termo "de cor" tem caído em desuso.

Línguas

Artigo principal: Línguas de África do Sul

África do Sul reconhece até 11 línguas como idiomas oficiais, ainda que os dois principais são de origem europeu: o inglês usado como veículo de comunicação entre todos os sul-africanos. O afrikáans derivado do holandês, é usado pelos bóer e também pelos coloured. Os outros idiomas oficiais são Idioma ndebele|ndebele]], sesotho (sotho meridional), sotho setentrional, tswana (estes três idiomas do grupo shoto), swazi, tsonga, idioma venda venda, xhosa e zulú.

Sul-africanos famosos

Monumento a Nelson Mandela em Sandton.
Festas
Data Nome em castelhano Nome local Notas
1 de janeiro Dia de ano novo New Year’s Day
21 de março Dia dos direitos humanos Human Rights Day
Varia a cada ano Sexta-feira Santo Good Friday
Varia a cada ano Segunda-feira de Pascua Easter Monday
27 de abril Dia da liberdade Freedom Day Comemora as primeiras eleições livres depois do apartheid
1 de maio Dia Internacional do Trabalho Dia do trabalho Worker’s Day
16 de junho Dia da juventude Youth Day Comemora os distúrbios de Soweto
9 de agosto Dia nacional da mulher National women’s day
24 de setembro Dia da herança Heritage Day Dia nos que os sul-africanos celebram a diversidade do país
16 de dezembro Dia da reconciliação Day of Reconciliation
25 de dezembro Dia de Navidad Christmast Day
26 de dezembro Dia do entendimento mútuo Day of Goodwill

Desportos

As divisões raciais e étnicas ainda existentes em África do Sul se notam inclusive nos desportos. Os alvos afrikaners são fanáticos do rugby, enquanto os alvos angloparlantes preferem o cricket. Os negros, em mudança, são mais aficionados ao futebol.

No rugby, África do Sul é uma potência. O país tem ganhado a Copa Mundial desse desporto duas vezes. Por outra parte, será o primeiro país africano em organizar uma mundial de futebol (sera o anfitrião no ano 2010).

http://é.fifa.com/worldcup/index.html

Médios de comunicação

Em África do Sul editam-se numerosos jornais. Entre eles se contam: The Star, The Sowetan e This Day (editados em Johannesburgo), Isolezwe (editado em Cidade do Cabo) e Daily Sun (editado em Gauteng).

Referências

  1. a b Dicionário Panhispánico de Dúvidas. Em África do Sul. "A variante Suráfrica é minoritária e, por isso, menos recomendable. Paralelamente, o gentilicio maioritário e preferível é sul-africano, melhor que surafricano".
  2. South Africa facts
  3. South Africa’s Unemployment Rate Increases to 23.5%
  4. média/HDI_2008_EM_Tables.pdf HDI
  5. }}«Member Countries» (em inglês). Publicado por "Like Minded Megadiverse Conutries" (LMMC) () }}. Consultado o 24 de outubro de 2009.
  6. http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/specials/newsid_1514000/1514811.stm BBC: Relatório sobre a desilusión da população branca em África do Sul
  7. }}«Gloobal - Os alvos vão-se de África do Sul» () }}.
  8. http://ecodiario.eleconomista.é/africa/notícias/1179211/04/09/Zuma.html Relatório jornalístico sobre o perfil de Jacob Zuma
  9. South Africa On-line Travel Guide: Plants and Vegetation in South Africa
  10. South African National Biodiversity Institute
  11. http://www.scorched.co.za Scorched : South Africa’s changing climate

Veja-se também

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