Álvaro Bardón
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Álvaro Bardón Muñoz (n. 5 de outubro de 1940 - † 12 de fevereiro de 2009 ) foi um economista chilenão.
Durante a ditadura militar de Augusto Pinochet desempenhou-se como presidente do Banco Central de Chile (1977-1981), subsecretario de economia (1982-1983) e presidente do Banco do Estado (1988-1990).
Foi parte do grupo de economistas denominados Chicago Boys. Desde 1971 escreveu colunas sobre matérias económico-sociais no matutino chileno O Mercurio. Também foi professor da Universidade Finis Terrae. Foi um reconhecido defensor do liberalismo.
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Educação
Cursó seus primários e secundários no Colégio Hispano Americano, em Santiago de Chile. O estabelecimento é um colégio fundado por sacerdotes espanhóis escolapios ao qual assistiam os filhos de Imigração espanhola em Chile|imigrantes de dito país]]. O pai de Álvaro Bardón era uma imigrante espanhol proveniente de León.
Em 1962 titulou-se de Administração de empresas|Engenheiro Comercial]] da Universidade de Chile. Posteriormente entrou à Universidade de Chicago, onde obteve um mestrado em economia]]. Regressou a Chile em 1967.
Carreira durante o governo militar
Foi assessor do Ministério de Economia em 1973, cargo que cumpriu em paralelo com sua função de director do Departamento de Economia da Universidade de Chile. Em 1974 renunciou a seu cargo naquele departamento e passou ao Banco Central, onde se converteu em um dos principais assessores. Em 1975, Augusto Pinochet nomeou a Pablo Baraona como presidente do Banco Central, e a Bardón se lhe atribuiu a vicepresidencia. O 26 de dezembro de 1976, Sergio de Castro -anteriormente ministro de Economia- foi nomeado ministro de Fazenda, a Pablo Baraona designaram-no como ministro de Economia e Álvaro Bardón passou a ser presidente do Banco Central, o mais jovem (36 anos) da história de dita instituição.
Em seu novo cargo, e em estreita colaboração com o vice-presidente, Sergio da Quadra, Bardón começou uma ardua labor destinado a desregular a quantidade de emissão e deixar as remessas em estado de "flutuação", como uma forma de controlar a inflação, questão que se conseguiu gradualmente a partir de 1977.
Em fevereiro]] de 1981, Bardón renunciou a seu cargo no Banco Central já que considerou sua tarefa cumprida, e aceitou ser presidente do Banco Concepção. A presidência do Banco Central foi assumida por Sergio da Quadra.
Em julho]] de 1982, no meio de uma enorme crise económica, e com dois ministros que tinham renunciado a seus cargos (de Castro e da Quadra), e com Miguel Kast presidindo o Banco Central, Pinochet lhe solicita a Rolf Lüders que se encarregue da difícil situação económica do país e o nomeia biministro de Fazenda e Economia. Lüders solicitou expressamente a Álvaro Bardón para o cargo de subsecretario.
Os dois mantiveram-se no gabinete até o 16 de janeiro de 1983. Pinochet foi pressionado para apartar de seu cargo a Lüders porque este último se viu obrigado a intervir uma quantidade importante de bancos para evitar o colapso do sistema bancário. Álvaro Bardón também abandonou seu cargo no Ministério de Economia e se dedicou a escrever sua colunas de opinião.
Em 1988, Augusto Pinochet solicita-lhe que assuma a presidência do Banco do Estado. Em 1989 inaugurou grande quantidade de novas sucursais e levou a cabo uma campanha para Privatização|privatizá-lo]]. A tarefa quase cumpriu-se, mas o Almirante José Toribio Merino e o Geral de Carabineros Rodolfo Stange finalmente recusaram a ideia. Em 1990 culmina o governo militar e Bardón abandona o cargo.
Carreira profissional e académica
A seu regresso desde Chicago, em 1967, começa a trabalhar no departamento de Economia da Universidade de Chile, onde exerce até alguns dias após o Golpe Militar de 1973. Nesses momentos o coronel Enrique Lackington junto a um grupo de economistas chamam-no para colaborar na redacção de O Tijolo, documento com o programa económico para o novo governo da Junta Militar. Bardón passa ao Ministério de Defesa, e depois começa a estudar os documentos que guardava o Ministério de Economia para começar a formular ideias destinadas a contrarrestar a difícil situação económica daquele momento.
Desde 1971 escreveu Coluna (imprensa)|colunas]] em O Mercurio, primeiro em forma anónima, e depois assinaturadás.
Em 1974, por iniciativa pessoal e de seu amigo e colega Andrés Passicot, fundou a Consultora Gémines, que asesoró até 2008 a bancos e empresas, e onde foi seu gerente geral.
Em 1988, junto a Pablo Baraona e outros, como o actual Reitor Roberto Guerreiro, criaram a Universidade Finis Terrae, que funciona até hoje, onde deu classes. No mesmo ano ocupou o cargo de director do Instituto de Políticas Públicas.
Caso O Mercurio e Copesa
Em novembro]] de 1991, em causa-a papel N° 133.428-6, o juiz do Quinto Julgado do Crime, Alejandro Solís, submeteu a processo aos ex directores do Banco do Estado, incluído seu antigo presidente, Álvaro Bardón. As empresas de comunicações O Mercurio SAP e COPESA encontravam-se praticamente em quebra]], e o Banco do Estado, em uma operação de triangulación, salvou a ambos conglomerados através de crédito]]s. Posteriormente, em falha da Quarta Sala do Corte Suprema, Álvaro Bardón foi exonerado de todos os cargos em seu contra.
Participação em política e meios
Em 1957, sendo muito jovem, converte-se em militante do Partido Democrata Cristão. Sua admiração para o ex presidente Eduardo Frei Montalva, máximo referente deste partido, manteve-se até a morte do ex chefe de estado em 1982. No entanto, em 1975 renunciou a este partido, momento no que grande parte do PDC manifesta sua oposição ao governo militar.
Em 1988 Bardón cria o Centro Democrático Livre, que apresenta alguns candidatos ao primeiro Congresso Nacional após o golpe militar. O conglomerado não atingiu grande sucesso eleitoral e depois adere à candidatura presidencial de Francisco Javier Errázuriz Talavera.
Também participa activamente em um programa de discussão política no antigo Canal 11, "Correntes de Opinião". A isso se soma suas intervenções em programas radiales (Rádio Minería, principalmente) e aparecimentos como convidado a variados programas de televisão.
Algumas declarações suas lhe granjearon inimizade com outras personagens da direita, como Sergio Onofre Jarpa e Andrés Allamand. Bardón, no entanto, apoiou as pré-candidaturas de Sergio Dez, e finalmente a do ex ministro de Fazenda Hernán Büchi. De todos modos, Bardón estimava que o candidato mais idóneo teria sido Sergio de Castro.
Desde então não participou mais em política partidário e se manteve como comentarista e columnista. Normalmente concedeu entrevistas à imprensa escrita e assistiu a programas de televisão, destacando por seu estilo mordaz, coloquial e sarcástico.
Liberalismo
Por sua formação em Chicago foi um defensor natural dos princípios do monetarismo e das teorias económicas promovidas por Milton Friedman e Friedrich Hayek. Suas opiniões tenderam a destacar a importância do papel do mercado por sobre o accionar governamental, e foi uma das poucas vozes chilenas que se alçaram a favor da despenalización do consumo e venda de drogas macias.
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