Ángel Puigmiquel
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Ángel Puigmiquel Lis (Barcelona, 1922-20 de março de 2009)[1] foi um autor de desenhos animados]], historieta e jornalista espanhol, radicado também em Venezuela.
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Infância e juventude
Puigmiquel nasceu em Barcelona, em uma família de classe média. Estudou primeiro em Escoa-a do Bosc, e depois, durante a Segunda República, no Institut Escoa, de orientação progressista, fundado pela Generalitat de Cataluña.[2]
Dibujante precoz, durante a guerra civil publicou caricaturas no jornal A voz do combatente.[2]
Primeiros trabalhos como historietista (1941-51)
Quase toda a carreira de Puigmiquel no mundo da historieta se desenvolveu nas revistas editadas por Consolo Gil, especialmente em Garotos.[2] Pertence à geração de Jesús Blasco, Emilio Freixas, Gabi, K-Meta ou Arturo Moreno. O teórico Salvador Vázquez de Parga distingue quatro fases na obra historietística de Àngel Puigmiquel:[3]
1. Rudimentaria (1941-43):
Terminada a contenda, começou a colaborar a instâncias de Emilio Freixas na revista Minhas Garotas editada também por Consolo Gil, com historietas humorísticas, como Dom Juan Obeso quer emagrecer ou Dom Camilo caçador. No suplemento infantil dessas revistas, chamado Chiquitito, apareceram aventura-las Dom Justo.[4]
Em 1942 criou, para o número 18 de Garotos, a que é com segurança sua série mais importante, Pepe Carter e Coco, que narra os casos de uns meninos detectives de diferente raça em mundos exóticos e fantásticos, cuja primeira entrega se titulou "O colar de hipopótamos".[4] e, para Minhas Garotas, Aventuras de Barquillito e Historieta de Monina, a hormiguita chiquitina.
2. De desenvolvimento (1943-45):
Ángel Puigmiquel seguiu desenhando para Garotos novas entregas de Pepe Carter, como A sombra de Gulliver, e cria as séries cómicas Bambolia e Púa (1943), ambientadas em uma selva que recorda à de Tarzán, e No país dos chiflados (1944). Também realiza a historieta Tony Martín em Punhos contra chumbo, cujo estilo gráfico está a cavalo entre o desenho caricaturesco e o realista.[4]
Neste último ano tinha criado com Carlos e Emilio Freixas o Editorial Mosquito, mas como conta o teórico Antonio Martín esta durou muito pouco, devido às manobras conjuntas que Consolo Gil e seu distribuidor fizeram para afundar a editorial e evitar que os três dibujantes pudessem independizarse.[5] Chegou a escrever, no entanto, o guião da primeira história de O Capitão Mistério para seu colega Emilio Freixas.[4]
3. Culminación (1945-48):
Colaborou também com a revista Os grande Garotos, aparecida em 1945, com as personagens Dom Fiscornio e Flanagan, o pulpo (1946).[6] Finaliza a série de Pepe Carter com S.Ou.S. no museu diabólico e Os Crimes do Gramófono, que, em palavras de Salvador Vázquez de Parga, representam "o passo mais importante na carreira historietística do autor", mostrando, ademais, "uma estrutura e uma forma narrativa muito superior à de toda a banda desenhada espanhola da época."[7]
Combina a narrativa policíaca e a ensoñación onírica O ladrão de pesadelos (1948), que desgraçadamente deixaria inacabada.
4. Superação gráfica (1949-51):
Depois de casar-se em 1948 com Cristina Durbá, desenha uma risueña visão do mundo do contos de hadas em Petalito (1949) para a revista Cubilete, e O aguerrido Felipe para Minhas Garotas. Suas séries cómicas Búfalo e O torero Manzanilla apareceram na revista Búfalo, em 1950,[6] mas em um ano depois fecham as revistas de Consolo Gil.
Residência em Venezuela (1952-1962)
Em 1952, o autor emigra a Venezuela, fascinado pelo sonho americano. Como ele mesmo explica,[8] os jornais do país já dispunham de todas as historietas que pudessem querer graças aos Syndicates estadounidenses, de modo que se dedica ao jornalismo, sobretudo desportivo, em diários como O Nacional, e a fotografia. Inicia-se depois também no cinema de animação, realizando numerosos curtos com Alfons Figueras[2]
Regresso a Espanha (1963-2009)
Regressou a Barcelona em 1963 e cria Estudos Cormorán, dedicado à produção de curtos publicitários. Em 1992 realizou uma historieta para a editorial Toutain titulada O terror cinza que, por causa do fechamento da empresa, permanece inédita.[6]
Edições
No 2006, Glenat editou um recopilatorio titulado O ladrão de Pesadelos, dentro de sua colecção Património da Historieta. Em lhe volume incluem-se três das mais conhecidas obras de Puigmiquel: S.Ou.S no museu diabólico, O crime do gramófono e O ladrão de pesadelos. Contém também dois estudos de Antonio Martín e Salvador Vázquez de Parga, que são imprescindibles para conhecer a vida e obra do autor.
Referências
- ↑ Falece em Barcelona aos 88 anos o humorista gráfico Àngel Puigmiquel
- ↑ a b c d "Ángel Puigmiquel, património da historieta universal", prólogo de Antonio Martín ao livro O ladrão de pesadelos e outras histórias, Barcelona: Glénat, 2006, ISBN 84-8449-775-5, pp. 5-8. Accesible no site da editorial Glénat. Consultado o 22/03/2009.
- ↑ "Um autor total, análise da obra de Àngel Puigmiquel" por Salvador Vázquez de Parga, publicado como epílogo de livro O ladrão de pesadelos e outras histórias, Barcelona: Glénat, 2006, ISBN 84-8449-775-5. Accesible no site da editorial Glénat. Consultado o 05/04/2009
- ↑ a b c d "Ángel Puigmiquel", em www.as9musas.net. Consultado o 22/03/2009.
- ↑ "Ángel Puigmiquel, património da historieta universal", prólogo de Antonio Martín para O ladrão de pesadelos e outras histórias. Editorial Glénat, Barcelona, 2006
- ↑ a b c "Ángel Puigmiquel Lis", em www.delcomic.es. Consultado o 22/03/2009.
- ↑ "Um autor total, análise da obra de Àngel Puigmiquel" por Salvador Vázquez de Parga, publicado como epílogo de livro O ladrão de pesadelos e outras histórias, Barcelona: Glénat, 2006, ISBN 84-8449-775-5.
- ↑ Coluna do próprio autor na História dos Comics (1983) de Ed. Toutain.
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