Íngrid Betancourt
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| Íngrid Betancourt Pulecio Ficheiro:Escudo do Príncipe das Astúrias.svg | ||
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Íngrid Betancourt em Calca, Itália em 2008. |
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Dados pessoais
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| final = 23 de fevereiro de 2002 | cargo2 = [[Câmara de Representantes de Colômbia|Membro da Câmara de Representantes[[]]Arquivo:Coat of Arms of Colômbia.svg|25px]] | distrito2 = Bogotá | inicio2 = 20 de julho de 1994 | final2 = 20 de julho de 1998 | fechanac = 25 de dezembro de 1961 (49 anos) | lugarnac = Ficheiro:Flag of Colômbia.svg} | alt = Bandeira de Colômbia | variante = | altlink = | bandeira alias-1811 = Bandeira1114.svg | bandeira alias-1814 = Bandeira1416.svg | bandeira alias-1819 = FlagGranColombia1819.png | bandeira alias-1820 = FlagGranColombia1820.png | bandeira alias-1821 = FlagGranColombia1821.png | bandeira alias-1822 = FlagGranColombia1822.png | bandeira alias-1834 = Flag of New Granada.svg | bandeira alias-1858 = Granadine confederation.png | bandeira alias-1861 = Flag USColombia.png
}} Bogotá, Colômbia | fechamuerte = | lugarmuerte = | partido Partido Verde Oxigénio]] (até 2002) | afiliaciones = | cónyuge = Fabrice Delloye (1983-1990)
Juan Carlos Lecompte (1997-2002) | profissão = Politóloga | filhos = Melanie (n. 1985) e Lorenzo (n. 1988) | residência = Bogotá, Colômbia | almamáter = Institut d'Études Politiques de Paris | fortuna = | religião = Católica | assinatura = | sitioweb = | notas = }} Íngrid Betancourt Pulecio (n. Bogotá, 25 de dezembro de 1961) é um política colombiana. Possui também nacionalidade francesa em virtude de um casal, já dissolvido, com um cidadão francês (a este respecto, é sabido que apellido Betancourt--com suas numerosas variantes--é o apellido paterno da esta senhora, apellido frequente na América espanhola e procedente das Ilhas Canárias). Durante a década de Anos 1990|1990]] desempenhou-se primeiro na Câmara de Representantes de Colômbia, onde atingiu um alto reconhecimento por sua actividade contra a corrupção política, abogando por uma saída pacífica do conflito armado de seu país.[1] [2] [3] Após renunciar ao Partido Liberal depois de tê-lo denunciado na crise conhecida como Processo ochomil, postuló pelo Partido verde Oxigénio ao Senado nas eleições legislativas do ano 1998, sendo eleita com a primeira maioria nacional. Renunciou a sua cadeira no ano 2001 para postularse ao presidência de seu país nas eleições do ano 2002.
O 23 de fevereiro de 2002, em momentos que se dirigia à zona de distensión estabelecida pelo então presidente Andrés Pastrana com o fim de realizar conversas de paz com a guerrilha das FARC, foi sequestrada junto a seu acompanhante e assessora Clara Vermelhas. Seu sequestro, que teve uma duração de seis anos, quatro meses e nove dias, manteve em vilo a Colômbia, bem como a França e outros países. Durante seu cativeiro sofreu os rigores de sua reclusão em zonas selváticas de Colômbia, junto com vários colegas em sua prisão. Seu caso ganhou crescentes sentimentos de solidariedade, convertendo-se em uma cause célèbre. Sua situação deu um dramático viro o 2 de julho de 2008, quando membros das Forças Armadas realizaram uma operação de inteligência militar]] que teve como resultado sua libertação junto com três contratistas estadounidenses e onze membros do Exército Nacional, que tinham permanecido sequestrados alguns por mais de dez anos.[4] [5] Sua libertação por médio da chamada Operação Xeque constituiu um grande triunfo político para o governo de Álvaro Uribe.[6] [7] [8]
Betancourt tem recebido várias distinciones internacionais. Em maio de 2008]], ainda cativa, foi declarada presidenta de honra do congresso internacional dos Partidos Verdes, que teve lugar em Sao Paulo.[9] Igualmente recebeu a Legión de Honra francesa no grau de Caballero[10] e foi proposta, junto aos outros catorze reféns resgatados das FARC para o Prêmio Nobel da Paz.[11] Em 2008 obteve o Prêmio Príncipe das Astúrias da Concordia.[12] O 30 de novembro de 2008 foi designada embaixadora e vocera dos familiares de sequestrados de Colômbia.[13] No mês de janeiro]] de 2009 personalidades italianas voltaram a propor seu nome para o Prêmio Nobel da Paz ante o Comité do Prêmio Nobel em Oslo.[14]
Índice
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Biografia
Filha do político antioqueño Gabriel Betancourt quem foi Ministro de Educação e fundador do ICETEX (Instituto Colombiano de Crédito Educativo e Estudos Técnicos no Exterior) durante a ditadura do General Gustavo Vermelhas Pinilla e de Yolanda Pulecio, quem foi rainha de beleza e Representante à Câmara por Bogotá. Betancourt cursó seus estudos de secundária no Liceo Francês de Bogotá e mais tarde Ciências Políticas na França]] no Instituto de Estudos Políticos de Paris (popularmente conhecido como Sciences Po'), se especializou em comércio exterior e relações internacionais.[15] Viveu em vários anos em Paris onde seu pai se desempenhava como embaixador ante a Unesco.[16] Ali conheceu a seu primeiro marido, o diplomata francês Fabrice Delloye com quem casou-se em 1981 e separou-se em 1990. Deste casal teve dois filhos, Melanie e Lorenzo.[15]
Carreira política
Regressou a Colômbia em 1989 após o assassinato do líder liberal e candidato presidencial Luis Carlos Galã de quem sua mãe Yolanda, tinha sido colaboradora e amiga.[17] Divorciou-se em 1990 e uniu-se ao Partido Liberal inicialmente desempenhando-se como assessora do Ministro de Fazenda Rudolf Hommes, e de Comércio Exterior, Juan Manuel Santos, durante o governo de César Gaviria.[18]
Em 1994 lança-se à Câmara de Representantes fazendo fórmula com Claudia Blum que aspirava ao Senado, Betancourt obtém 15.800 votos que lhe permitiram sair eleita, ali se destacou por suas denúncias na contramão da corrupção.[19] Junto com os parlamentares María Paulina Espinosa, Guillermo Martínez Guerra e Carlos Alonso Lucio, formaram um bloco que se conheceu como «Os quatro mosqueteros» e que fez importantes denúncias de corrupção.[20] Betancourt inicialmente apoiou ao presidente liberal Ernesto Samper, mas mais tarde seria uma de seus mais fortes contradictoras ao destaparse o escândalo do processo 8.000, que revelava a filtración de dinheiros das máfias do narcotráfico do Cartaz de Cali no financiamento da campanha política que levou a Samper à presidência. Durante esta época e junto com Guillermo Martínez Guerra realizou uma greve de fome no Congresso da República para protestar pela conformación da Comissão de Acusações da Câmara que absolveu ao presidente Samper dentro do escândalo.[3] Betancourt continuaria denunciando no Congresso os vínculos entre a classe política e os narcotraficantes, razão pela qual recebeu em 1996 várias ameaças de morte pelo que toma a decisão de enviar a seus filhos fosse do país a viver com seu pai.[2] [17] Igualmente enfrentou-se a seus copartidarios quando em março de 1997, no meio de uma convenção do liberalismo gritou "No Partido Liberal há interesses mafiosos" e continuou “Desde faz muitos anos o Partido Liberal vem tendo umas relações vergonzosas com os delinquentes do país". Íngrid foi abucheada e sacada do recinto.[17]
Para as eleições de 1998 deixou o Partido Liberal e fundou o Partido Verde Oxigénio, afín aos partidos verdes europeus ainda que sua principal bandeira foi a luta contra a corrupção.
Em 1998 chega ao Senado da República com a votação mais alta do país, mais de 150.000 votos, durante sua gestão como parlamentar liderou o referendo contra a corrupção com o objectivo de realizar uma Reforma Política anticlientelista. No entanto esta possibilidade se frustró após que mais de 500 mil assinaturas fossem anuladas pela Registraduría.[21] Para esta época decide respaldar a candidatura presidencial de Andrés Pastrana com o compromisso de que este realize a Reforma Política uma vez que atinja o poder. Pastrana incumpriu sua promessa e Íngrid disse ter-se sentido traída.[3]
Betancourt casou-se por segunda vez com o publicista colombiano Juan Carlos Lecompte. Durante este período escreve o livro A Rage au cœur, (A raiva no coração), originalmente publicado em francês, sobre sua visão da corrupção durante o governo de Ernesto Samper. O livro foi um "bestseller" na França enquanto em Colômbia foi muito criticado. O ex presidente Samper demandó a publicação do livro na França por considerar que apresentava acusações sem fundamento em seu contra procurando que o livro fosse retirado do mercado. Um tribunal de Paris resolveu que o livro incluísse a nota de protesto de Samper mas não proibiu sua publicação.[22]
Nas eleições regionais de 1999 o Partido Verde Oxigénio obtém seu maior lucro com a prefeitura do município de San Vicente do Caguán em Caquetá, parte da Zona de Distensión na qual o governo celebrava diálogos com a guerrilha das FARC.
Durante sua carreira política, Íngrid acordaria o interesse na opinião pública por sua linguagem directa e irreverente denunciando a corrupção dos grandes caciques políticos do país,[2] e por sua forma simbólica de fazer política, separada da classe política tradicional, além da greve de fome que realizou no Congresso, também são recordados os episódios nos que repartiu condoné nas ruas argumentando que "a corrupção é o sida da política em Colômbia" e Viagra para "parar aos corruptos", bem como o momento em que dava a conhecer seu programa montada em uma Chiva e quando iniciou sua campanha à presidência lhe dando três beijos à estátua do libertador Simón Bolivar na Praça de Bolívar de Bogotá.[3]
Aspiração presidencial
Em 2001 renunciou a sua cadeira no Senado alegando que aquele era um "ninho de ratas" e apresentou sua aspiração para chegar à presidência nas campanha de 2002 pelo partido Verde Oxigénio.[15] Em dita campanha, com seu acostumado estilo polémico, não poupou qualificativos para seus adversários Horacio Serpa e Álvaro Uribe Vélez, do primeiro questionou o ter estado envolvido no escândalo de corrupção do processo 8.000 “Como uma pessoa que esteve alcahueteando o que estava a suceder no governo de Samper pode hoje em dia dizer que quer lutar contra a corrupção?” disse. Enquanto do segundo questionou seus supostos vínculos com o paramilitarismo: “Eu diria que Alvaro Uribe tolera os assassinatos em Colômbia como um método de enfrentar a guerrilha”.[2] De igual forma à candidata Noemí Sanín reclamava-lhe o apresentar-se como candidata independente enquanto fazia alianças com políticos tradicionais como Fabio Valencia Cossio. Não obstante, Íngrid apresentava um respaldo muito baixo nas encuestas. Dantes de ser sequestrada aparecia só com um 0,8% de intenção de voto,[23] em parte devido a que a publicação de seu livro A raiva no coração que tinha tido grande acolhida na França, tinha gerado polémica em Colômbia em detrimento da imagem de Betancourt, já que segundo os seus críticos afectava a "boa imagem" do país no exterior.[24] Ao mesmo tempo que se impunha Uribe, o candidato considerado de mão de ferro em frente à guerrilha depois dos evidentes falhanços dos diálogos de paz do Caguán do Governo Pastrana.[25]
Como aspirante presidencial assistiu a uma reunião com os chefes guerrilheiros das FARC em uma sessão especial com os candidatos por convite do governo na zona de distensión, ali sentada em frente a alguns dos principais membros da secretariado lhes increpó pela prática do sequestro e pediu que acabassem definitivamente com dito método. Que libertassem a todos os sequestrados. Que sem esse passo, a paz e a reconciliação entre os colombianos não era possível.[26]
== Sequestro Arquivo:MarchaIngridFrancia.jpg|300px|right|thumb|Manifestação na França pedindo a libertação de Betancourt. À frente sustentando o cartaz, Cristina Kirchner, presidenta argentina ]] Ao suspender-se os diálogos com as FARC em fevereiro de 2002 o governo de Pastrana ordena a tomada da chamada Zona de Distensión por parte do exército.
Para o 23 de fevereiro, o presidente Pastrana viaja a San Vicente do Caguán com o objectivo de reconhecer a presença da força pública novamente no município. Íngrid Betancourt, no meio de sua própria campanha presidencial decide fazer acto de presença, segundo disse, para solidarizarse com o povo de San Vicente e acompanhar a seu prefeito quem tinha sido elegido pelo partido de Betancourt e a quem tinha prometido acompanhar nas boas e nas más.[17]
Íngrid parte para San Vicente do Caguán, por terra desde Florencia, já que não se lhe tinha permitido viajar em um helicóptero militar que se deslocava para aquele lugar, na contramão das advertências realizadas pelo governo ante a presença de guerrilheiros e os combates na zona. Quando os detiveram dois retenes do Exército, um regular e um segundo ao comando de um General colombiano, este lhe adverte sobre a presença da guerrilha quilómetros mais adiante. Íngrid diz-lhe a seu condutor que siga seu trajecto. Após avançar vários quilómetros, Íngrid e seu chefe de debate Clara Vermelhas são detentas e sequestradas pelas FARC, Vermelhas é subida a um veículo diferente.[27] Os então ministros de Justiça e Interior declararam ante os meios que a candidata era responsável de seu sequestro, o Partido Verde Oxigénio se declarou surpreendido por estas afirmações e respondeu em um comunicado: "Reclamamos ao Governo que assuma sua responsabilidade na busca da libertação de Íngrid, não só porque é sua obrigação garantir o exercício da democracia, senão também porque foi por sua negligencia que a candidata teve que se transportar por terra para San Vicente do Caguán".[23]
Desde o cativeiro, Betancourt referir-se-ia assim às afirmações que a assinalavam como responsável por seu sequestro:
Junto com outros congressistas e políticos sequestrados pelas FARC, o sequestro de Betancourt e Vermelhas foi catalogado como político. Junto com vários militares sequestrados desde o governo de Samper, as FARC esperam trocar estes sequestrados por guerrilheiros detidos em prisões colombianas, no que se denominou um Acordo Humanitário.
Deve aclarar-se que os políticos e militares canjeables em dezembro de 2007 eram 46 segundo a Fundação País Livre,[30] dos quais 20 eram polícias, 14 militares, nove políticos e três estadounidenses alguns deles libertados a inícios do ano 2008 (Operação Emmanuel) e outros que foram resgatados junto com Betancourt em julho do mesmo ano (Operação Xeque); no entanto, estes não são os únicos sequestrados pelas FARC. Dita organização também realizam sequestro extorsivo (por dinheiro), sendo muito maior o número destes sequestrados que o de sequestrados canjeables. Segundo cifras do ano 2006 da ONG Fundação Nova Esperança, as FARC retêm sequestrados a 1.100 pessoas de diversas nacionalidades de todo o tipo de condição social reclamando dinheiro a mudança de sua devolução.[31]
Primeiras provas de sobrevivência
O 23 de julho de 2002, cinco meses após seu retención, as informativo Notícias Um revelou um video no que se conheceram as primeiras imagens da ex candidata durante seu cativeiro, nestas provas de sobrevivência aparecia Betancourt junto a Clara Vermelhas, aparentemente o video tinha sido gravado em maio, 11 dias após as eleições presidenciais que tinha ganhado Álvaro Uribe. Ali Betancourt criticava a indiferença do governo Pastrana em frente aos sequestrados e reiterava que devia viajar a San Vicente do Caguán a acompanhar aos habitantes desta zona já que lhes tinha prometido estar com eles nas boas e nas más desde que Néstor León Ramírez, um membro de seu movimento tinha resultado eleito. Disse ademais que teve negligencia por parte do governo que conhecia seu propósito e não lhe tinha permitido viajar em um helicóptero militar que se deslocava para a zona e a mudança lhe tinha facilitado um veículo do DÁS mas que aos escoltas lhes tinham dado a ordem de não a acompanhar. Também pediu ao procurador Edgardo Maya Villazón abrir uma investigação sobre as circunstâncias que rodearam seu sequestro.[32]
Em outubro de 2003]] conheceu-se um novo video, nesta ocasião Betancourt não estava acompanhada de Clara Vermelhas, neste video Betancourt fala sobre a possibilidade de um resgate militar mas desde que se façam “milimetricamente e baixo a responsabilidade do presidente da República” e também propõe a necessidade de um acordo humanitário.[33] Após este video não se voltaram a ter provas de vida nem notícias sobre Íngrid e Clara, tão só existiam diferentes rumores que iam desde que Betancourt tinha morrido até que padecia a síndrome de Estocolmo e se tinha unido à guerrila, tudo isto ver-se-ia desvirtuado mais tarde.[34] [35] No 2006 o jornalista Jorge Enrique Botero em seu livro "Últimas notícias da guerra" revelou que Raúl Reis, um dos comandantes das FARC tinha confirmado o rumor de que Clara Vermelhas tinha tido um filho varão com um guerrilheiro raso, notícia que foi tomada com escepticismo em seu momento ainda que confirmar-se-ia tempo depois.[36]
Possível localização, fevereiro de 2007
Em fevereiro de 2007, o presidente Álvaro Uribe Vélez declarou à imprensa francesa que, "conquanto até o momento o que há são rumores sem confirmar, existe uma informação recente de que a ex candidata presidencial poderia se encontrar fosse do país". Em suas declarações também lhe pediu ao governo francês colaboração tecnológica para dar com seu paradeiro e pediu a esse país não opor ao resgate militar dos sequestrados.[37] "Iván Márquez", do secretariado das FARC, desmentiu ditas declarações, assegurando que ela se encontrava ainda em Colômbia.[38] As afirmações de Márquez confirmar-se-ia meses depois com as declarações de um dos colegas de cativeiro de Betancourt que conseguiu fugarse.
Prova de sobrevivência, maio de 2007
O 17 de maio de 2007, o polícia Jhon Frank Pinchao chegou à cidade de Bogotá após ter-se fugado de um acampamento das FARC no Departamento de Vaupés, então afirmou ter sido parceiro de cativeiro de Íngrid Betancourt durante dois anos e tê-la visto por última vez o 28 de abril, poucos dias dantes de sua fuga, e confirmou que Clara Vermelhas tinha um filho fruto da relação com um guerrilheiro sem comando e que o menino se chamava Emmanuel, disse ademais que os guerrilheiros eram quem criavam ao menino e ocasionalmente deixavam a Clara o ver, razão pela que ela sofria muito.[39] Também confirmou que Betancourt estava em um grupo diferente ao de Vermelhas e que a ex candidata presidencial tinha estado doente de hepatitis e que tinha tentado fugarse cinco vezes sem sucesso, em uma ocasião teria conseguido escapar mas foi recapturada aos 5 dias e após esse facto lhe impuseram como castigo levar uma corrente no pescoço durante as 24 horas, ainda que depois lhe foi levantado esse castigo.[40] Disse que por ditos tentativas se lhe tinham suprimido a Betancourt por períodos de tempo o acesso à rádio e à imprensa e que eram constantes seus confrontos verbais com os guerrilheiros. O uniformado agregou que Íngrid se encontrava em bom estado de saúde, que lia, escrevia e recorta todas as notícias dos jornais que chegam a ela.[41] Depois de falar com Pinchao, Juan Carlos Lecompte, esposo da candidata, manifestou que "Íngrid passa bem de saúde, faz exercícios físicos a diário e dorme encadeada do pescoço sobre uma cama feita de ramos” e acrescentou que era tratada como um animal.[42]
Provas de sobrevivência, novembro de 2007
O 30 de novembro de 2007, dias após que o governo desse por terminada a gestão do presidente venezuelano Hugo Chávez e a senadora Piedade Córdoba para conseguir o acordo humanitário, o governo colombiano informou que se tinham apreendido a milícias urbanas das FARC em Bogotá as provas de sobrevivência de Íngrid Betancourt e outros sequestrados. A prova de vida de Íngrid, segundo o governo colombiano, data de 24 de outubro de 2007. Em ditas provas podia-se apreciar a Íngrid demacrada e cabizbaja.[43] Entre as provas encontrava-se uma carta dirigida a sua mãe, que foi filtrada irregularmente aos meios, na que relatava sua situação em cativeiro, a perda das vontades de seguir adiante, e dava agradecimientos e conselhos a amigos e familiares. A carta ademais fazia um paralelo entre a escravatura contra a que Abraham Lincoln combateu e a situação dos sequestrados.[44]
Revelações sobre o cativeiro
Vários detalhes de sua vida em cativeiro revelaram-se após que vários dos que a acompanharam recuperaram sua liberdade. Um dos eventos mais traumáticos foi o inteirar da morte de seu pai quem faleceu dias após seu sequestro mas ela se inteirou em um ano depois. Outro dos factos relatados têm sido suas tentativas de fuga, como já o tinha feito saber o subintendente Pinchao após recuperar sua liberdade, Betancourt tinha tentado fugarse em várias ocasiões. Segundo informação deste e de Luis Eladio Pérez, Betancourt e Clara Vermelhas tinham tentado fugarse em três ocasiões mas tinham terminado de novo recapturadas, situação pela qual foram atadas durante um tempo a uma mesma corrente. A relação entre Vermelhas e Betancourt deteriorou-se muito durante o tempo que permaneceram juntas. Depois de ser separada de Vermelhas, Betancourt tentou-se fugar uma vez mais com Luis Eladio Pérez com quem atingiu a estar 6 dias em liberdade até que foram recapturados. Dito tentativa provocou que os guerrilheiros decidissem lhe pôr uma corrente ao pescoço apesar das tentativas de Íngrid pelo impedir. Por sua constante rebeldia em frente a suas captores era castigada e maltratada. Após conhecidas as provas de sobrevivência de novembro de 2007]] atribuiu-se-lhe um maior deterioro psicológico e desinterés por seguir lutando por sua liberdade e por sua vida.[45]
Gestões para sua libertação
Íngrid é uma das pessoas que tivessem entrado dentro de um futuro acordo humanitário entre o governo colombiano e a guerrilha das FARC. O presidente da França Nicolas Sarkozy adiantou conversas com a família de Íngrid e com o governo colombiano com o fim de conseguir sua libertação.[46]
O governo colombiano permitiu que a senadora Piedade Córdoba e o presidente de Venezuela Hugo Chávez, participassem como facilitadores para o acordo humanitário em agosto de 2007]].[47] O governo suspendeu unilateralmente ditas gestões o 21 de novembro de 2007, argumentando que o presidente Chávez se tinha comunicado com um Alto Comando militar colombiano apesar de que o presidente Uribe lho tinha negado previamente.[48] A decisão de interromper a mediação tem causado um incidente diplomático entre os dois países. Dias depois conheceram-se, ao ser interceptados seus portadores pelas forças militares colombianas, as provas de sobrevivência que tinham anunciado os facilitadores Chávez e Córdoba. Mais tarde as FARC anunciaram que libertariam a Clara Vermelhas, a seu filho Emmanuel e à ex representante Consolo González de Perdomo como desagravio ao presidente Chávez.[49]
O operativo para concretar a libertação conheceu-se como Operação Emmanuel. Um comunicado das FARC dado a conhecer pelo presidente venezuelano responsabilizou de demora-las para a libertação à presença de actividades militares na zona.[50] [51] As FARC, em outro comunicado, admitiram que não tinham em seu poder ao pequeno, quem foi achado no Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar.[52] Mais tarde viria a libertação de Consolo Gonzáles de Perdomo e Clara Vermelhas quem conseguiu reunir com seu filho. No dia 27 de Fevereiro de 2008, as FARC libertaram a Luis Eladio Pérez, Glória Polanco, Orlando Beltrán Cuéllar e Jorge Eduardo Gechem Turbay. Entre as declarações de Luis Eladio Pérez, menciona-se a gravidade do estado de saúde de Íngrid Betancourt, a qual segundo o libertado, esta ainda pior que como se via na última prova de sobrevivência. Ao conhecer-se seu grave estado de saúde o presidente francês Nicolas Sarkozy disse que estaria disposto a ir até a selva na fronteira colombo venezuelana se é necessário, para conseguir sua libertação.[53]
Enquanto os familiares de Íngrid, sua mãe Yolanda, sua irmã Astrid, seu esposo Juan Carlos Lecompte, seu ex esposo Frabice Delloye e seus filhos Melani e Lorenzo continuaram realizando manifestações e gestões para conseguir sua libertação.
Rumores sobre seu estado de saúde
Em março de 2008]] conheceram-se rumores sobre a saúde de Betancourt que foram amplamente difundidos pela imprensa. Diziam que tinha sido vista em centros de saúde de longínquas populações rurais custodiada por numerosos guerrilheiros e que se encontrava em grave estado de saúde por padecer hepatitis B, leishmaniasis e outras doenças, além de um estado de depresión profunda que punham em alto risco sua vida.[54] O governo anunciou então que estaria disposto a libertar a guerrilheiros presos a mudança de Betancourt além de anunciar que o governo francês estava disposto a receber aos guerrilheiros que entregassem prisioneiros em seu poder.[55]
Resgate
O 2 de julho de 2008, Íngrid Betancourt foi resgatada pelo exército colombiano em uma zona selvática do departamento do Guaviare de Colômbia em uma operação de inteligência militar denominada "Operação Xeque", junto a três cidadãos estadounidenses e sete membros do Exército de Colômbia e quatro membros da Polícia Nacional de Colômbia.
Para a noite desse mesmo dia, participou em uma conferência de imprensa junto aos demais resgatados (excepto os 3 norte-americanos, quem foram transladados de imediato a Estados Unidos) organizada pelo presidente Uribe, e contou com a presença de todos os ministros do governo e os comandantes das Forças Militares de Colômbia. Os resgatados deram depoimentos de seu cativeiro, de sua libertação e exhortaron às FARC a atingir a paz.[56]
A Rádio Suisse Romande reportou sobre um suposto pagamento de 20 milhões de dólares a alias "César" pela libertação de Betancourt e os demais sequestrados[57] A chancelaria francesa recusou oficialmente que seu governo tivesse realizado qualquer pagamento.[58] O Comandante das Forças Armadas colombianas negou qualquer pagamento do governo colombiano e afirmou que, em caso de ter pago, teria sido melhor o comunicar para desmoralizar às FARC.[59] [60]
Após seu cativeiro
Após sua libertação Íngrid Betancourt transladou-se com sua família a França, dedicando-se a trabalhar pelas vítimas do terrorismo e em especial por quem ainda permaneciam em poder das FARC, manifestou que não descansaria até que todos quem permaneciam em cativeiro por essa guerrilha recobrassem sua liberdade e que símbolo disso seria seu cabelo o qual não cortar-se-ia até que o último dos sequestrados fosse liberto.[61] Betancourt continuou enviando reiterados mensagens a Alfonso Cano e a seus homens para que procurassem caminhos de paz. Mais tarde anunciou que retirar-se-ia da vida política.
Betancourt realizou vários encontros com líderes mundiais como Ban Ki-moon, Rodríguez Zapatero, Benedicto XVI e Giorgio Napolitano e recebeu vários reconhecimentos entre eles a Legión de Honra no grau de caballero, outorgada pelo presidente francês Nicolás Sarkosy.[10] Betancourt declarou que dedicava o galardão a "todos os que sofreram", "os que não voltaram" e "os que seguem cativos".[63] A recepção foi organizada nos jardins do Palácio do Elíseo depois do desfile militar do 14 de julho que celebra a Tomada da Bastilla.
Em setembro de 2008 enquanto Betancourt encontrava-se em Nova York participando em um foro de Nações Unidas a favor das vítimas do terrorismo anunciou-se que tinha sido ganhadora do Premeio Príncipe das Astúrias da Concordia porque «personifica a todos aqueles que no mundo estão privados de liberdade pela defesa dos direitos humanos e a luta contra a violência terrorista, a corrupção e o narcotráfico», segundo a Fundação Príncipe das Astúrias.[12]
Dias depois o governo chilenão manifestou que tinha postulado oficialmente a Betancourt ao Prêmio Nobel de Paz como já o tinha anunciado a presidenta Michelle Bachelet meses atrás quem então manifestou que estava impressionada pela fortaleza de Betancourt.[11]
Gira-a americana de Betancourt terminou em Caracas onde se reuniu com o presidente Hugo Chávez a quem agradeceu os esforços levados a cabo em sua libertação e a do resto de reféns das FARC afirmando que, sem dito esforço, dita libertação "possivelmente jamais se tivesse realizado".[64]
Veja-se também
- Acordo humanitário
- Conflito armado em Colômbia
- Clara Vermelhas
- Que passou com Julio Lopez?
Referências
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<ref>inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadasTEMPO - ↑ A candidata sequestrada
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- ↑ A decisão de finalizar a mediação de Chávez e Córdoba é irreversible, assegura o governo
- ↑ nota=338928 As FARC libertam a três reféns para “desagraviar” a Chávez
- ↑ Operações militares impedem entrega de reféns (FARC), Colômbia nega
- ↑ Nessa declaração, ante uma consulta da entrevistadora do canal estatal Venezuelana de Televisão, Chávez não descartou recorrer a uma operação de resgate clandestina, mas aclarou que não é o que deseja. Em frente a isto, o comisionado para a paz de Colômbia, Luis Carlos Restrepo, afirmou que essa possibilidade "não tem nenhum sentido" e reiterou que seu governo mantém as garantias para que a entrega se concrete, depois de assegurar que na zona onde eventualmente se pode fazer a libertação não se apresentaram combates desde faz três semanas. mais em Chávez cruza acusações com Uribe e permite a Colômbia fazer provas de DNA por Emmanuel
- ↑ As Farc admitem que Emmanuel sim está baixo tutela do governo colombiano
- ↑ Sarkozy quer ir à selva para conseguir a libertação de Betancourt
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Enlaces externos
Wikimedia Commons alberga objecto|contido multimédia}}} sobre Íngrid Betancourt.Commons
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Error reading SVG:Failed to open file '//home/admin/wikilingue/big/images/1/13/Spanish_Wikiquote.SVG': No such file or directory - Premeio Príncipe das Astúrias da Concordia 2008
- ESPECIAIS de Perfil.com
Notícias
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- internacional/vivemos/mortos/elpepuint/20071201elpepuint_7/Tes Aqui vivemos morridos, reportagem sobre a carta enviada a sua mãe, O País.
- Semana.com - Estou Cansada de Sofrer (Carta de Ingrid Betancourt a sua Mãe)
- Astrid Betancourt: Chávez e Venezuela dão prioridade à vida e à liberdade
- "Uribe aposta à opção militar e isso termina com Ingrid morrida na selva"
- Apaga-se Ingrid por Revista Semana
Campanhas procurando sua libertação
- Sitio dos Partidos Verdes (Green Parties) pela libertação de Ingrid Betancourt e Clara Vermelhas
- Petição, acções e notícias no lugar de seu Comité de apoio (em francês)
- As últimas notícias sobre a negociação(em francês)
- Lugar da Federação Francesa dos comites para a libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns de Colômbia (em francês)
- Acções dos comites franceses para a libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns de Colômbia(em francês)
- Todas as acções dos comites de apoio(em francês)
- Campanha pela libertação de Íngrid (multiples idiomas)
- Comité canadiano de apoio a Íngrid Betancourt
- Habeas Corpus, pela dignidade da pessoa humana, Justiça e Democracia
- Grupo na Rede Social Facebook este grupo é em francês mas encontram-se grupos em outros idiomas incluído o espanhol.
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