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Íris Láinez

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Íris Láinez, cujo verdadeiro nome era María Zulema Mas (n. Buenos Aires, 24 de janeiro de 1922 - f. Mar da Prata, Província de Buenos Aires, 13 de outubro de 2008) foi uma actriz argentina com uma extensa trajectória em rádio, televisão, cinema e teatro.


Índice

Primeiros anos

Nasceu no bairro de Barracas, na cidade de Buenos Aires. Era capitã da equipa de básquet do clube de bairro. O seudónimo de Íris Láinez que utilizou em sua actividade artística lho pôs uma colega de escola. Debutó em rádio aos catorze anos quando estando entre o público a elegeram para acompanhar a um jovem desconhecido chamado Eduardo Rudy em um concurso. Ganharam e a partir de ali realizou pequenos papéis radiales de várias emissoras porteñas. Devido ao excelente tom de sua voz e ao talento no que apoiou seus esforços chegou a ocupar um lugar de privilégio tanto em frente ao microfone da rádio como nos palcos teatrais. Sucederam-se as radionovelas na que a actriz sabia transmitir tanto sua reciedumbre como sua calidez nos mais heterogéneos papéis, acompanhada sempre pelos mais importantes galanes de moda se destacando sempre por uma voz de mil matizes que cultivó e converteu em sua jóia mais preciosa. Recorda-se o ciclo Que diz uma mulher quando não fala (1961) que se transmitia em simultâneo por Canal 13 e Rádio Belgrano, que consistia na teatralización de casos sentimentais que propunham os oyentes, em unitarios que terminavam com algum conselho apropriado.

Debutó em cinema em 1951 com A rua junto à lua, de Román Viñoly Barreto e trabalhou em comédias como A cigarra está que arde, A grande rota, O tio Disparate e A carpa do amor.

O amor tem cara de mulher

Sua enorme popularidade chegou-lhe quando começou a actuar em 1964 no teleteatro O amor tem cara de mulher, de Nené Cascallar, que girava em torno de quatro mulheres interpretadas por Delfy de Ortega, Angélica López Gamio, Bárbara Mujica e Íris Láinez. que trabalhavam em um salão de beleza e no que além dos temas tradicionais do género tratava outros novos relativos às mudanças ocorridas na sociedade em general e no papel da mulher em particular. Láinez encarnava a Laura, que na obra representava os valores da maternidade, a independência, a luta, a cultura do trabalho e da honestidade, a família. Entre 1964 e 1971 fizeram-se 800 capítulos e replicou-se sete vezes, no país, México e Brasil. Depois trabalhou em outros programas de televisão como Quatro mulheres para Adán, Histórias na noite, A família dorme em casa, Um anjo na cidade e Alta comédia.

Labor teatral

Em teatro animou personagens em faze-las Praça Suite e O último dos amantes ardentes, entre muitas obras e já residindo em Mar da Prata participou dos elencos dessa cidade representando as peças Filomena Marturano, de Eduardo De Filippo e As árvores morrem de pé, de Alejandro Casona, que se mantiveram várias temporadas e com as quais saiu em gira pelo interior da Província de Buenos Aires.

Renunciou a fazer televisão para mudar-se em 1989 a viver a Mar da Prata porque a seu esposo que sofria do coração lhe aconselharam viver cerca do mar. Nos primeiros anos não trabalhou mas depois de cinco anos voltou à actividade. Dava classes de actuação, actuava em teatros de Mar da Prata e era Presidente da Associação Argentina de Actores local.

Esteve casada 60 anos com Eddie Williams, que foi produtor de programas como Odol Pergunta, A Família Falcón, O amor tem cara de mulher e Sábados da bondade, entre outros, e director de cinema, rádio e televisão da agência de publicidade Walter Thompson, que faleceu em meados do 2004, com o que teve um filho. Foi encontrada morrida em sua casa de Parque Luro em Mar da Prata, onde residia e trabalhava desde faz dezassete anos, por uma de sua rês netas. Faleceu de um desemprego cardíaco ao redor das 10 da manhã do 13 de outubro de 2008.

Filmografía

  • Loucos pela música (1980) dir. Enrique Dawi.
  • A carpa do amor (1979) dir. Julio Porter
  • Amigos para a aventura (1978) dir. Palito Ortega.
  • O tio Disparate (1978) dir. Palito Ortega.
  • A grande rota (1971) dir. Fernando Ayala.
  • Uéi Paesano (1953) dir. Manuel Romero.
  • A rua junto à lua (1951) dir. Roman Vignoly Barreto

Enlaces externos

Referências

  • Bruno, Adriana ()

}}. «Morreu Íris Láinez: Uma grande actriz, uma mulher suave» }}. Consultado o 2008-10-14.

}}«Entrevista com Íris Láinez.» () }}. Consultado o 2008-10-14.

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  • Martínez, Adolfo C. ()

}}. «Morreu Íris Láinez, o rosto das telenovelas dos 60» }}. Consultado o 2008-10-14.

  • Predefinição:Cita livro autor = Manrupe, Raúl e Portela, María Alejandra

Predefinição:ORDENAR:Láinez, Íris