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Ítalo Luder

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Ítalo Argentino Luder
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Lúder em 1979


Dados pessoais

| final= 24 de março de 1976 | sucessor= | carrego3= Senador Nacional | distrito3= Santa Fé | inicio3= 25 de maio de 1973 | final3= 1 de julho de 1974 | fechanac=31 de dezembro de 1916 | lugarnac=

  1. REDIRECT Plantilla:Geodatos Argentina Rafaela, província de Santa Fé, Argentina

| fechamuerte=25 de maio de 2008 (91 anos) | lugarmuerte=Buenos Aires, Argentina | cónyuge= Isolda Fabris | partido Partido Justicialista]] | almamáter= Universidade Nacional do Litoral | profissão= Advogado | religião= Católica | cargo4=Candidato A Presidente da Argentina
Eleição 30 de outubro de 1983 | fórmula4=Deolindo Felipe Bittel | oponentes4= Raúl Alfonsín(UCR)
Oscar Alende(PI) | enelcargo4= Gene. Reynaldo Bignone
(de facto) |}} Ítalo Argentino Luder (Rafaela, província de Santa Fé, 31 de dezembro de 1916 - Buenos Aires, 25 de maio de 2008) foi um político e advogado constitucionalista argentino que ocupou interinamente a presidência da Nação durante uma licença por razões de saúde da presidenta María Estela Martínez de Perón em 1975. Desempenhou-se como deputado nacional, senador nacional, presidente provisório da Câmara de Senadores da Nação, convencional constituyente, ministro de Defesa e embaixador na França. Nas eleições de 1983, convocadas para dar fim à ditadura militar conhecida como Processo de Reorganización Nacional, foi candidato a presidente da Nação pelo Partido Justicialista, sendo derrotado por Raúl Alfonsín da União Cívica Radical.

Índice

Biografia

Juventude e actuação até 1973

Ítalo Luder realizou seus estudos universitários na Universidade Nacional do Litoral na que se recebeu de advogado]] em 1938. Desempenhou-se como professor de Direito Constitucional]] nas principais universidades do país.

Adherente da gestão de Juan Domingo Perón, eleito Presidente da Nação em 1946, foi eleito convencional constituyente em 1949 em representação do Partido Peronista, realizando um labor destacado na redacção da Constituição de 1949. Em 1955, foi designado por Juan Domingo Perón como seu advogado defensor no julgamento por "traição à pátria" que lhe realizasse o governo militar que o derrocou como presidente.

Entre 1973 e 1983

Em 1973, Luder foi eleito senador pela Frente Justicialista de Libertação Nacional (FREJULI) nas eleições que consagraram presidente ao candidato do justicialismo Héctor José Cámpora, depois do fim da ditadura de Alejandro Lanusse.

Luder caracterizou-se sempre por adoptar uma atitude moderada que lhe ganhou o respeito do mundo político, tanto dentro como fora de seu partido, mantendo também relações fluídas com as Forças Armadas. Em meados de 1975, a figura de Luder adquiriu relevancia ao constituir-se em um dos referentes do peronismo que enfrentavam ao ministro de Bem-estar Social José López Rega, líder do sector de extrema direita do governo e impulsor do grupo parapolicial Triplo A. Nesses momentos e até os golpe de estado do 24 de março de 1976 Luder emergiu como um candidato eventual para substituir à presidenta María Estela Martínez de Perón, conhecida popularmente como (Isabelita).

Depois da greve geral do 7 e 8 de julho, declarada pela Confederación General do Trabalho (CGT), que causou a queda de López Rega, Luder foi eleito Presidente da Câmara de Senadores, o 11 de julho, designação que o localizou em primeiro lugar na linha sucesoria presidencial, para o caso de renúncia ou remoción da Presidenta. Nesse mesmo dia aprovou-se a Lei 20.972 de Acefalía, que constituiu uma clara indicação dos planos que existiam no mundo político, orientados a promover a substituição da presidenta Martínez de Perón.

O 13 de setembro de 1975 a presidenta Martínez solicitou licença por motivos de saúde, assumindo Luder, a primeira magistratura do país, até o 17 de outubro, em que regressaria a presidenta. Durante seu exercício da presidência, Luder assinou os decretos 2770, 2771, e 2772 criando um Conselho de Segurança Interior integrado pelo presidente e os chefes das forças armadas, e estendendo a todo o país a política de "aniquilar" o accionar dos elementos "subversivos" que tinha sido iniciada poucos meses dantes, com a Operativo Independência desenvolvido em Tucumán.

Luder manteve-se activo durante o período de ditadura|governo militar]], e representou ao Partido Justicialista (peronista) na Multipartidaria formada em 1981 pelos cinco principais partidos políticos para promover a volta a um governo democrático.

Desde 1983

Depois da derrota argentina na Guerra das Malvinas em 1982, e o colapso subsiguiente do ditadura militar, que levou à decisão de convocar a eleições em 1983, Luder foi eleito candidato a presidente da Nação Argentina, representando ao Partido Justicialista, acompanhado na fórmula por Deolindo Felipe Bittel como candidato a vice-presidente, nas que obtiveram o 40,1% dos votos, sendo derrotados inesperadamente por Raúl Alfonsín (51,7%), candidato da União Cívica Radical. Entre as razões de sua derrota, mencionou-se sua posição favorável a convalidar a autoamnistía decretada pelo governo militar (Lei Nº 22.924) pouco dantes de entregar o poder,[1] e queima-a de um ataúde de papel com os signos radicais por parte do candidato a governador da província de Buenos Aires, Herminio Iglesias, durante o fechamento de campanha.

Uma vez assumido o governo democrático, o presidente Alfonsín ofereceu-lhe presidir a nova Corte Suprema de Justiça da Nação, oferecimento que Luder recusou devido a sua decisão de se dedicar à reorganización do peronismo, depois da derrota eleitoral. Em 1987 encabeçou a lista de deputados nacionais do Partido Justicialista na província de Buenos Aires, resultando triunfador com o 45,8% dos votos.[2]

Durante o primeiro mandato do presidente Carlos Menem (1989-1995), Luder desempenhou-se brevemente como Ministro de Defesa, para ser designado com posterioridad, embaixador argentino na França]].

Nos últimos anos de sua vida padeceu o mau de Alzheimer, falecendo o 25 de maio de 2008, aos 91 anos de idade.[3] Seus restos foram sepultados o 26 de maio de 2008, em um cemitério privado de Pilar, Província de Buenos Aires, República Argentina.

Publicações

  • Luder Ítalo (1951). A política social da Constituição, A Prata.
  • Luder, Ítalo (1959). "Sociologia do Parlamento", Revista Mexicana de Sociologia, Vol. 21, Nº 2 (may-ago., 1959), pp. 621-638, Universidade Nacional Autónoma de México.
  • Luder, Ítalo (1974). A Argentina e suas finques geopolíticas, Buenos Aires: Eudeba.

Veja-se também

Fontes

Referências

  1. Böhmer, Martin (2000). Corte-a dos ´80 e o corte dos ´90. Um diálogo sobre o rule of law em argentina, Universidade de Yale, 2000.
  2. Terragno, Rodolfo (2005). nota=617 A levedad do sufragio, publicado originalmente o 27 de outubro de 2005 na Revista Debate, republicado no Lugar oficial de Rodolfo Terragno.
  3. O 25 de maio de 2008 falece o dirigente justicialista Ítalo Argentino Luder; quem chegou a ser Presidente interino da Nação Argentina, em 1975. Durante seus últimos anos padeceu o mau de Alzheimer, doença esta que lhe impediu se apresentar como testemunha no julgamento que se promove contra a ex Presidente María Estela Martínez de Perón. (Fonte: Clarín.com).

Bibliografía

Enlaces externos


Predecessor:
María Estela Martínez de Perón
Presidente Provisório da Honorable Câmara de Senadores da Nação em exercício do Poder Executivo (Presidente Provisório da Nação Argentina).
13 de setiembre ao 17 de outubro de 1975
Sucessor:
María Estela Martínez de Perón

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