| A Pintada | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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A Pintada é um município da República de Colômbia , situado na subregión Sudoeste do departamento de Antioquia . Limita ao norte com os municípios de Fredonia e Santa Bárbara, pelo oriente limita também com o município de Santa Bárbara; pelo sul a sua vez com o município de Valparaíso e com Aguadas (Caldas); e pelo ocidente com os municípios de Valparaíso , Fredonia e Támesis. O território do município é atravessado pelo rio Cauca.
Tem uma extensão de 55 quilómetros quadrados, superfície que resultou da fusão, segundo ditame do governo em seu tempo, de duas áreas diferentes que pertenciam respectivamente aos municípios de Santa Bárbara e Valparaíso. Entre os apelativos que a população tem estão “Emporio Turístico de Antioquia”, "O Melhor Canto de Antioquia", "A Porta de Antioquia".
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A Pintada foi-se criando espontaneamente desde suas origens como assentamento e agrupamiento de colonos na região, a qual tem sido lugar de convergência de várias rotas e caminhos que desde ali vêm e conduzem ao sul e ao ocidente do país. Não teve pois os povoado fundadores específicos, mas pode se dizer que iniciou sua vida como conglomerado estável aproximadamente em 1921 , e começou a se desenvolver com notoriedad ao redor de 1933 ou 1934.
Conhece-se que neste lugar viveram antigamente duas comunidades das etnias Tahamíes, Quiramas e Armas, e uma da etnia dos Catíos chamada Emberá. Os indígenas encontravam-se bem estabelecidos ali, viviam em organizações tipo cacicazgo, quando no ano de 1864 o governo autorizou colonizar o sector para abrir zonas adicionais para cultivar fumo e estabelecer outras indústrias agrícolas. Rapidamente os colonizadores deslocaram aos indígenas que finalmente tinham desaparecido totalmente da região em 1910 .
A princípios do século XX construir-se-ia o Caminho-de-ferro de Antioquia o qual a seu passo plotou à região um novo impulso que levá-lo-ia em 1933 a elevar à categoria de corregimiento do município de Santa Bárbara.
A população da zona habita em ambas margens do caudaloso rio Cauca que parte em dois ao povo. A zona da margem direita do Cauca desenvolveu-se primeiro, mas desde 1865 tinha começado a desenvolver-se outro núcleo de colonos na margem esquerda do rio; inicialmente este grupo da margem esquerda pertenceu a outro município, Valaparaíso. No ano 1933 o governo uniu aos pobladores de ambas riberas do rio em um sozinho ente territorial de nome “A Pintada”, e só até o 20 de março de 1997 o ente territorial foi erigido como município.
Ambos margens do rio Cauca estão unidos por duas pontes que constituem um atractivo turístico, especialmente "a ponte velha", e dado que o rio, o segundo mais caudaloso de Colômbia após o Magdalena, oferece uma vista formosa. Efectivamente, quiçá um dos renglones mais importantes do património da Pintada seja esta configuração paisajística tão única que lhe plota o Cauca. A beleza paisajística do lugar é sobresaliente e plota-lhe uma visual muito sui géneris e de alta recordación para o turista. O clima, muito quente, convida por sua vez a vacacionar em sério e a esquecer das rotinas dos habitantes da alta montanha.
Os conquistadores espanhóis tinham fundado no lugar da Pintada, no século XVI, no ano 1548, uma população que chamaram Caramanta. Durante o século seguinte, no século XVII, esta estratégica zona de confluencia de caminhos cobraria grande importância e conhecer-se-ia por então como “O Passo de Caramanta”, precisamente no lugar que hoje tem chegado a ser Município da Pintada. Já desde aqueles tempos, O Passo de Caramanta se insinuava importante para o comércio da zona com os mercados do resto de Colômbia e de Espanha .
Durante o século XVIII O Passo de Caramanta cedeu importância ao Passo de Bufú, situado mais ao sul da Pintada, devido à produção de alimentos em maior escala que ali se realizava, e a qual servia de abastecimento para as regiões mineiras que se desenvolveram por então nestas zonas a resultas da colonização antioqueña. Mas mais tarde, no século XIX e mais precisamente em 1837 , construir-se-ia um novo caminho para a população de Caramanta e em 1887 a primeira ponte sobre o rio Cauca, todo o qual voltou a lhe fornecer um protagonismo definitivo ao Passo de Caramanta. Posteriormente em 1933 , chegou à zona o caminho-de-ferro que uniria a Antioquia com o Oceano Pacífico e na Pintada se inaugurou a estação Alejandro López do mesmo.
Em 1938 construiu-se outra estrada que faria parte da futura Principal de Occidente de Colômbia. Isto fez que A Pintada se consolidasse como centro neurálgico das comunicações do ocidente colombiano. Aumentou por esta razão o turismo, pois pelo comum A Pintada considerava-se só como um interessante e belo “lugar de passagem” sem que sua infra-estrutura ou património sociocultural tivessem muita importância.
Há uma lenda profunda que rodada na memória histórica do município e seus lugareños. Trata-se da lenda do Cacique Pipintá, de quem alguns sustentam que a população tomou seu nome e de quem se diz ter enguacalado numerosos tesouros que ninguém tem podido achar pese a intensas buscas. Na memória colectiva da comunidade “pintadeña" sobrevive esta história relacionada com os rasgos aborígenes fenotípicos dos antepassados, toponimias como os de Arma, Cartaza e Poblanco… Sobrevivem apellidos como Quirama e Blandón, sobrevivem mitos como A Madremonte e o Frango Maligno; sobrevivem crenças locais como o de um espectral som de sinos nos Farallones (promontórios montanhosos da região), ou o de tesouros escondidos em Cerro Amarelo. Sobrevive a nostalgia pela perda de recursos naturais como bosques, nutrias com cuja pele se fabricaram por decenios os famosos carrieles de Antioquia . Lamenta-se na actualidade a perda de recursos naturais como bosques, nutrias e outras espécies, o desaparecimento dos cultivos antigos de fumo, cacau e plátano. O desaparecimento do caminho-de-ferro também fere a alma dos pintadeños e ainda de Colômbia toda.
Em resumem, os pintadeños conformam uma comunidade que ama suas festejos tradicionais com toda sua riqueza paisajística. Suas gerações serviram de base a um legado que deixasse logo improntas materiais como a cerâmica, as guacas, os petroglifos, os caminhos, as ferramentas, e também improntas inmateriales como o conhecimento ancestral, a relação do homem com o Cosmos e seu meio, a defesa da terra e seus recursos.
Na Pintada há que observar detidamente os múltiplos caminhos da mitología indígena, da arriería paisa e das lendas. Ali há que olhar as pontes, as vias, a conformación geográfica única que distingue ao conglomerado, os espaços públicos e a a cada vez mais abundantes lugares para a recreación e o turismo.
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Há duas versões sobre o nome da população. Uma delas sustenta que nestes lugares viveu um cacique chamado Pipintá, de quem o povoado tomou seu nome. A outra versão propõe que o nome prove de uma fazenda pintada de vermelho, primeiro edifício da localidade que foi pintado, motivo pelo qual à finca dizer-lhe-iam "A Pintá", apelativo que a sua vez lhe deu nome a toda a zona.
Assim que faz a seu actual conformación político-administrativa, A Pintada conta com uma sozinha vereda denominada A Bocana, e com 13 bairros, Rua Velha, O Cruzeiro, O Quilómetro, San Miguel, Colômbia, Rua Central, Povo Novo, A Praia, San Jorge, O Carmelo, Víctor Sánchez, 13 de junho e Santa Ana.
População Total: 6.868 hab. (2009)[1]
Alfabetismo: 80.9% (2005)[2]
Segundo as cifras apresentadas pelo DANE do censo 2005, a composição etnográfica[2] do município é:
Está baseada na ganadería e em um turismo muito atraente pelo legendario, paisajístico, e pela disponibilidade de uma ampla infra-estrutura para acolher aos visitantes.
A Pintada possui importantes atractivos em matéria de infra-estrutura básica, riqueza natural, agrícola e paisajística, ao igual que a cultura e gastronomí, o qual a converte em um lugar apropriado para impulsionar projectos em matéria de turismo rural. Entre os lugares para conhecer figuram: