| A Revolução de Emiliano Sapata | |
|---|---|
| Informação pessoal | |
| Origem | Guadalajara,Jalisco |
| Informação artística | |
| Género(s) | Rock, Rock Psicodélico, Balada Romântica |
| Período de actividade | 1969—1974 (Como grupo de rock) 1975—1979 1980—Presente |
| Discográfica(s) | Polydor Records, Discos Melody |
| Artistas relacionados | Os Spiders O Tri |
| Membros | |
| Iniciais Oscar Vermelhas (Vocalista) Javier Martín do Campo (Guitarra) Carlos Vale (Guitarra, Harmonias) Francisco Martínez Ornelas (Baixo) Marco Carrasco (Batería) | |
| Antigos membros | |
| Posteriores Jorge Gámiz (Cantor) Servando Ayala Bobadilla (Teclados) Adrián Grutas (Baixo) Antonio Cruz (Batería) | |
A Revolução de Emiliano Sapata foi um agrupamento musical mexicana dos anos 1970 que conseguiu romper marcas de vendas na Europa com sua canção "Nasty Sex"("Sexo sujo"). Desvinculada com o conceito original contínua em activo interpretando baladas românticas.
Conteúdo |
Em plena era de rock psicodélico e baixo a influência hippie americana de fins dos anos '60 segundo: Javier Martin do Campo —um de seus fundadores— um grupo de jovens originarios da cidade de Guadalajara decidiram se reunir para interpretar em seu peculiar estilo canções de moda daqueles anos. Inicialmente seu afición levava-os a actuar em festas locais mas a incipiente fama estendeu-se muito cedo a uma área mais ampla da cidade. É a raiz de um concurso organizado por uma radiodifusora local telefonema: Rádio ondas da alegria (do que resultam ganhadores por abrumadora maioria de votos telefónicos) que conseguem audicionar para um importante selo discográfico. Ao início renuentes a fazê-lo assinam contrato com discos Polydor iniciando-se assim seu breve mas exitosa trajectória no mundo da música rock. Com um conceito musical original no sentido criativo emigram à Cidade de México onde nunca terminam de adaptar ao ritmo urbano e onde estabelecem a plataforma de seus novos lançamentos musicais em 1970 vê a luz seu primeiro singelo contendo os temas "Nasty Sex" e "Still dom`t (Not yet)" que escalam os níveis de popularidade rapidamente no hit parade local mas assombrosamente a nível mundial. Pelo que a casa matriz de Polydor Records lhes envia (desde Hamburgo) 5 medalhas como reconhecimento a seu alto índice de vendas (na União Americana, o Reino Unido e na Europa), de seu único grande sucesso "Nasty Sex". Inicialmente ignorava-se a origem da banda mas isso não demérito o grande impacto conseguido naquelas longínquas regiões. Posteriormente gravam o que séria seu segundo sucesso "Shit City" que consegue um sucesso médio em comparação ao primeiro.Foram convidados a actuar no Festival de Rock e Rodas de Avándaro -em setembro de 1971 - mas declinaron o convite devido à quantidade enorme de compromissos que já tinham naquele tempo. É nesse ano que participam também no filme "A verdadeira vocação de Magdalena" que estelariza a actriz e cantora Angélica María e em onde se aborda de uma maneira mais ou menos séria as temáticas que inquietavam aos jovens daquela época. Os integrantes básicos do grupo naquele tempo eram: Oscar Vermelhas (vocalista), Carlos Vale (guitarra, harmonias), Francisco Martínez Ornelas (baixo), Marco Carrasco (batería) e Javier Martin do Campo (guitarra.). CORRECÇÃO. Marco Carrasco não foi baterista deste agrupamento, foi guitarrista (harmonia) e suplido depois por Carlos Vale, o baterista em seus inícios foi Antonio Cruz. (Correcção realizada por Oscar Vermelhas vocalista e cofundador).
Pese a que o conceito musical oscilou entre várias correntes e influências a busca de novos sucessos foi infructuosa, realçando só o tema: "Pigs" que foi do último que consigo certa notoriedad. Aunado a isto o desgaste emocional que começavam a experimentar os integrantes do grupo desencadeio toda uma série de inconformidades e brigas entre eles o que propiciaria mudanças em sua formação original. Inclusive o vocalista Oscar Vermelhas hastiado da cidade e do ambiente que prevalecia entre eles, abandona definitivamente ao agrupamento (em 1974) se iniciando assim a declive.
Dentro de um meio político e social um tanto hostil, a sorte do grupo fica comprometida, as mudanças nas correntes musicais terminam por avasallar todo o que refere à psicodelia musical e o rock e ainda que poucos grupos sobrevivem à marginación dos meios em massa (É o caso do Tri, cuja fama se estendia pelas zonas suburbanas das cidades) os integrantes da "Rev" optam por dar uma mudança radical ao estilo musical se convertendo em interpretes de balada romântica o que dá fim a sua história musical no que a rock se refere. Dito mudança —segundo Antonio Cruz— foi meditado detenidamente e o decidido permitiu à banda continuar existindo no ambiente artístico, mas ainda que conseguiram a "sobrevivência" no médio artistico, os fãs originais sempre consideraram como traição a mudança de gero, já que como se menciono anteriormente poucas bandas sobreviveram com o gero original, o que provoco que nos ochentas se tivesse que importar musica de outros paises como Espanha e Argentina quando a verdadeira raiz do rock mexicano era muito mas antiga e inspirada em bases mas clasicas como a estadounidense e a britanica.
Já integrados a outra casa discográfica (Discos Melody) com outra formação que inclui a: Jorge Gamiz (vocalista), Servando Ayala Bobadilla (Teclados), Adrian Grutas (Baixo), Antonio Cruz (batería) e Javier Martin do Campo (Guitarra) conseguem resurgir nos meios através de 2 canções românticas que os colocam de novo nas listas de polularidad mexicanas. "Como te estranho"(1975) e "Minha forma de sentir"(1978) permitem que o agrupamento se realoque no gosto musical popular, sendo estes os últimos sucessos que conseguem.
A EVOLUÇÃO DA REVOLUÇÃO
A partir do polémico festival de Avándaro, a semente do que agora chamamos rock mexicano se viu condenada à inexistência que impõe a marginalidad. Não só os foros que tinha se viram mermados senão que espaços na rádio e outros meios também se acabaram. Além da cerrazón, os rockeros mexicanos enfrentaram o preconceito que equipasse (ainda) cabelo longo com delincuencia e ao oficio de músico de rock com uma alienada modalidade de vagancia. No entanto quem decidiram dedicar-se em sério e profissionalmente ao rock souberam, pese à indiferença, que não teria indústria para sua música se não venciam eles mesmos a pesada lousa do desalento. Só os valentes, os tercos ou quem combinaram em seu ser ambos factores, puderam tomar o longo e sinuoso caminho (Mc Cartney dixit) que significou abraçar uma profissão tão vilipendiada e desacreditada pelo sistema. Se foram poucos os que optaram por essa rota, são muitos menos os que, ainda hoje, se resistem a atirar a toalha. É por isso que personagens como Alex Lora, Javier Bátiz ou Javier Martín do Campo não são flor de um dia, nem se dão em maceta. A essa época de cerrazón remonta-se a origem da Revolução de Emiliano Sapata, um grupo que veio a lhe dar a Guadalajara a categoria de semillero do rock nacional e que pôde colocar, em matéria de semanas, dois temas originais nos lugares um e dois das listas de popularidade; facto inaudito em um meio hostil que tinha enclausurado ao rock nacional na penumbra do buraco funky. Desde então até nossos dias, A Revolução de Emiliano Sapata tem transitado por mudanças de alinhamento, de sede e até de género musical. Em 1975 o grupo teve que olhar, não sem sucesso, para outro mercado: o da balada romântica. Mas a esencia rocanrolera do grupo, que agora seus seguidores conhecem simplesmente como A Revo, segue destilando dos dedos de Javier Martín do Campo (O Javis), para cristalizar na ressonância que contribui o alinhamento actual com Servando Ayala, Daniel Kitroser e César Maliandi. Hoje A Revo conta em sua ter com duas dezenas de discos editados, catorze deles de balada. Desde 1994 o grupo não tinha entrado a um estudo e desde 1974 não tinha gravado rock, género no que surgiu e onde tem fundamentado sua proposta. É fácil então deduzir por que, o disco que agora tens em tuas mãos, representa em muitos sentidos em volta da Revo, uma elegante e precisa maneira de dizer “aqui estamos”. O track list deste compacto oferece uma balançada combinação de temas clássicos (regrabados com tecnologias actuais) alternados com temas novos e inéditos que dão uma boa mostra de como soa agora A Revo e de como, por trás desse nome abreviado, subsiste o som primigenio de uma banda mítica na cena nacional: A Revolução de Emiliano Sapata. Este fonograma é o resultado de um processo que tem tomado décadas e que agora rende novos frutos: é a evolução da revolução… é A Revo.
TOÑIMEX
Os Integrantes da REVO
Javier Martín do Campo/Direcção, Guitarra e voz
O mesmo alinhamento actual da Revo dá depoimento dessa conjunción de momentos, dessa progressão sonora que tem dado como resultante a um dos grupos mais significativos do rock mexicano. À frente da Revo segue seu principal protagonista, Javier Martín do Campo. Primeira e única guitarra do grupo, O Javis continua contribuindo as tonalidades características de um som já inconfundível mas sempre em evolução. Egresado da Escola de Música da Universidade de Guadalajara, fundou A Revolução de Emiliano Sapata durante a década dos setenta com tal sucesso de mercado, que a experiência allanó o caminho a outros grupos mexicanos (como O Tri, Bandido ou Náhuatl, entre muitos mais), ao mesmo tempo em que sua persistência no médio tem servido como fonte de inspiração para grupos mais recentes, mas também torales na cena rockera tapatía, como Maná ou Rostos Ocultos.
Servando Ayala/Teclados
Com mais de 23 anos no alinhamento da Revo e 42 de músico profissional; Servando Ayala (comunicólogo de profissão e músico por convicção) é e tem sido também um elemento finque na cena musical mexicana. Além de tocar com A Revo, Servando tem podido contribuir, com seu talento, ao som de outras bandas características do período como A Fachada de Pedra, 39.4, Spiders, o grupo Vierling, o grupo de jazz “Copenhague”, Kenny Avilés, Andrés Haro e contribuindo com Tony Vierling na autoria de “Back”, o tema mais conhecido deste agrupamento, também fundamental no rock mexicano.
César Maliandi/Baixo e voz
Engenheiro em electrónica e especialista em audio, também se desempenha como produtor e compositor. César Maliandi soma já quinze anos nas bichas da Revo, mas seus créditos são muitos e vão desde produzir a grupos como O Pessoal ou a cantautores como Gerardo Enciso, entre outros. Durante anos foi o bajista de Kenny e Os Eléctricos, e em seu natal Argentina conformou vários montes de Jazz. Ademais, tem tido sessões de gravação com grandes expoentes do rock argentino.
Daniel Kitroser/Batería, percussão e voz
Nasceu em Córdoba, Argentina. Sua formação musical prove de conservatorios e percusionistas em sua cidade natal. Tem quatro anos com A Revo, e tem colaborado como produtor e músico em gravações e apresentações com A Legión, Sustenta (Argentina), Gerardo Enciso, O Pessoal, Rostos Ocultos, A Dose, Rubén Rada, A Rocha, Kabah, Mitote Jazz e Hernaldo Zúñiga, entre outros.