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A zona

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A zona
TítuloA zona
Ficha técnica
DirecçãoRodrigo Plá
ProduçãoAlvaro Longoria
Pilar Benito
Rafael Corvo
Ricardo Fernandez-Deu
Desenho de produçãoAntonio Muño-Ferro
GuiãoRodrigo Pla
Laura Santullo
MúsicaFernando Velázquez
EditorQuique Cañadas
Laura Sanchez
Marga Villalonga
FotografiaEmiliano Villanueva
MontagemAna García
Nacho Ruiz Capillas
Bernat Vilaplana
VestuarioAdela Cortázar
Efeitos especiaisJuan Manuel Nogales
Sergio Ochoa
Carlos Valladares Pérez
PartilhaDaniel Giménez Cacho
Maribel Verdú
Alan Chávez
Daniel Tovar
Dados e cifras
País(é)Bandera de México México
Ano2007
GéneroDrama
Suspenso
Duração97 minutos
Idioma(s)Espanhol
Ficha em IMDb.

A zona é um filme mexicano de drama e suspenso dirigida por Rodrigo Plá sobre guião do mesmo em colaboração de Laura Santullo que foi estreada o 9 de novembro de 2007. Seus principais intérpretes foram Daniel Jiménez Cacho, Maribel Verdú, Alan Chávez e Daniel Tovar e a trama gira em torno da vida dentro de um bairro fechado. Tanto o filme como o guião e as actuações têm merecido numerosas nominaciones e prêmios.

Conteúdo

Sinopsis

O lugar conhecido como a Zona em um bairro residencial fechado, autosuficiente, com uma forte segurança privada, cujos habitantes se têm radicado ali por temor à delincuencia e o medo à violência dos quais não se sentem protegidos pelas leis nem pela polícia. Mediante um amparo judicial têm conseguido que se disponha que a polícia não possa ingressar ao lugar sem ordem judicial, mas esse privilégio pode ser revogado se se produz em seu interior um acto de violência.

Uma madrugada ingressam à Zona três jovens que vivem em um bairro muito pobre das proximidades e quando tinham entrado em uma casa para roubar são surpreendidos. Durante o incidente uma idosa é assassinada, um guarda de segurança é morrido por erro por um dos residentes, dois dos ladrões são abatidos pela guarda privada e o terceiro se escapa mas não pode sair da Zona.

Abre-se então um intenso debate entre os residentes a respeito do caminho a tomar e conquanto uma minoria quer dar parte às autoridades, a maioria dos vizinhos, temerosos de que lhe seja revogado o privilégio ao bairro e desconfiados da honestidade e eficiência da polícia decidem ocultar os factos ocorridos e perseguir por si mesmos ao prófugo; para isso fazem desaparecer os cadáveres, simulam que a morte do guarda ocorreu por um ataque cardíaco e reforçam a busca do ladrão com as câmaras de televisão e patrulhas de vizinhos armados.

Alejandro, um adolescente que vive com sua família na Zona encontra com surpresa no sótano de sua casa, ao prófugo, Miguel, um jovem de sua mesma idade que, assustado, reconhece seu delito e pede ajuda que, depois de muitas vacilações, Alejandro decide lhe brindar. Em tanto um polícia que recebe a denúncia do desaparecimento de Miguel e o depoimento de uma jovem que lhe viu ingressar à Zona, inicia uma investigação e começa a pressionar aos vizinhos da mesma.

Para livrar dessa pressão os residentes sobornan a um superior do polícia e conseguem que este seja obrigado a deixar a investigação e que a jovem testemunha, surra mediante, se atemorice e rua. Quando Miguel trata de escapar da Zona, a polícia que o vê se retira lhe deixando a graça dos vizinhos, que o linchan. Sua participação nos factos dá a Alejandro uma perspectiva diferente do mundo e vai-se da Zona para procurar seu próprio caminho.

Origem do filme

A ideia original é da escritora Laura Santullo, a mulher de Rodrigo Pla, que a desenvolveu no conto ‘’A Zona’’, que se encontra publicado no livro ‘’O outro lado’’, junto com outros que tratam sobre os temas da vigília e o onírico, a saúde e a doença. O conto –segundo Pla- reflexiona sobre a polarización social e a ideia surgiu como uma inquietude ante o crescimento no mundo da brecha entre as classes sociais. É um conto que tem muita trama, com várias cenas de acção como os tiroteios ou o assalto, o que permitiu ao director encarar uma de género policial mas que tivesse algo mais, “que fosse entretenida, que atrapasse e que ao mesmo tempo desse que pensar, que fizesse reflexionar”.[1] [2]

A adaptação

Do conto, que tem umas 12 páginas, o filme conservou seu esencia, sobretudo a relação entre os dois adolescentes que é o núcleo do mesmo mas se ampliaram e desenvolveram várias tramas paralelas que ali somente estavam insinudas, como por exemplo a referida à personagem do polícia, se deu mais forma às personagens secundárias que apareciam no relato como os dissidentes e sobretudo –diz Laura Santullo- “se dotou às personagens de consistência e ambigüedad. Sentimos que a soma destas personagens com suas avatares e contradições, são os que conformam a personagem central do filme que é esse bairro residencial onde ocorre a história: ‘’A Zona’’.[2]

Eleição dos actores

Respecto de Daniel Tovar, um actor pouco conhecido que tem um papel de importância no filme, o director manifesta que é difícil encontrar gente com trajectória que seja o suficientemente jovem para encarnar a personagem de um adolescente. A eleição de Tovar –delineada enquanto escrevia-se o guião- fazer sem conhecer seu trabalho prévio em uma série, mas apreciando que compreendia perfeitamente as emoções envolvidas e que tinha uma grande capacidade de se comover e do mostrar.

Para a personagem da mãe do protagonista que interpreta a actriz espanhola Maribel Verdú diz Pla que era importante ter uma actriz de carácter e que no entanto pudesse se avariar emocionalmente chegado o caso. Assim é a personagem de Mariana, que é uma das poucas vozes com sentido comum dentro da Zona, me pareceu que Maribel podia o fazer e de facto sua interpretação foi estupenda. É uma decisão da que estou muito satisfeito.

As locaciones

Assinala Pla que México é uma sociedade muito polarizada, com retenes e com lugares fechados integrados à vida quotidiana e com lugares como A Zona criados para viver isolados, incluindo ruas privatizadas e guardas de segurança contratados. Por exemplo há uma zona em México chamada Santa Fé onde se vêem barracas de casas residenciais e bem na frente milhões de casa pequenas habitadas por gente marginal. O director do filme não tinha vivido em um bairro desse tipo, conquanto o conhecia por filmaciones publicitárias que tinha realizado.[1]

Comentários de seu director

O director tem palavras de entendimento respecto de quem vivem em lugares como a Zona: “O medo é o motor da gente que vive na Zona. Mas insisto, também têm parte de razão. São gente que tem maiores médio económicos e que por isso são o alvo da delincuencia: sofrem assaltos, sequestros, etc. Por isso, ainda que me pareça uma decisão errada se encerrar, se podem compreender as razões de por que vivem aí.”[1]

Pla destaca que o filme não fica encerrado em uma visão sem saída e que há várias personagens que evoluem a raiz dos acontecimentos como o de Diego -o pai do menino- que termina por abandonar A Zona; e Alejandro, que começa a ver a “os outros” como pessoas e não como inimigos. Em palavras de Laura Santillo: “Pelo jeito que está apresentado o conflito todos estamos envolvidos, todos os sectores sociais, ninguém fica excluído do problema mas também não da solução, e nesse sentido não achamos que seja um filme negativo enquanto especula sobre uma possibilidade terrível de futuro, com a esperança de se propor outra forma de sociedade possível.“[1] Ao respecto a premisa do filme é que essa solução requer o concurso de todos pois nos salvamos todos juntos ou "nos vamos ir todos à mierda" como diz a personagem de Maribel Verdú.[2]

O manejo da câmara e a fotografia

Rodrigo Pla aproveita o uso das câmaras de circuito fechado para gerar a sensação de vigilância permanente e o clima de paranoia constante que se vive à espera de um "iminente" ataque. Será esta paranoia a que conduzir-lhes-á à situação na qual uma opinião perigosamente totalizadora não permite em seu seio a diversidade de pensamento, toda a acção que contradiga à maioria será rapidamente controlada.

Por outra parte, o uso de diferentes texturas na imagem realça as diferenças entre um afora polvoriento, hostil, desordenado e um adentro -o interior da Zona- mostrado tão idílico, limpo e perfeito que se volta um decorado falso e hipócrita em cujo marco, finalmente, esse conjunto de gente comum e corrente, gente que poderia ser um mesmo, acabam convertidos em uma multidão actuando como verdadeiros animais.

Relação temática com outros filmes

A crítica tem assinalado que o tema dos bairros fechados, urbanizaciones e countries, um fenómeno que tem crescido nas últimas décadas em diversos países, em especial na América latina, se encontra presente, com enfoques vários, em alguns filmes recentes. Tal é o caso do filme espanhol Pássaros mortos, de Guillermo e Jorge Sempere e dos argentinos Em uma semana sozinhos, de Celina Murga e As viúvas das quintas-feiras de Marcelo Piñeyro.

Críticas

O cronista do diário A Nação’’ descreve A Zona como “um paraíso artificial autónomo e autosuficiente, isolado do mundo real e de suas misérias, cuja manifestação mais próxima está aí nomás, do outro lado do muro: uma gigantesca villa de emergência”[3] que configura já não somente um bairro fechado senão uma cidade dentro da cidade, com milícia própria e até normas e procedimentos estabelecidos por seus residentes em algo parecido a assembleias democráticas. O filme, que combina a denúncia com o thriller, lhe serve a Pla para expor a barbarie dos que se dizem civilizados e a reacção de quem conservam reparos morais (especialmente o adolescente, para quem a experiência será decisiva). O filme está filmado com a impersonal pulcritud de uma série televisiva e assegura o impacto no ânimo do espectador com um clima de crescente tensão conquanto diminuído em parte pelas simplificações maniqueas e os sublinhados e exageros. Ainda que observam-se algumas incongruencias e uma cena desnecessária que alonga o final deve se assinalar o acerto de evitar a tentación do discurso moralizador.[3]

A crónica do diário ’’Clarín’’ enquadra o filme como “um thriller que combina um suspenso crescente com questionamentos sociais, por momentos demasiado ostensibles”[4]

Partilha

  • Daniel Giménez Cacho ... Daniel
  • Maribel Verdú ... Mariana
  • Alan Chávez ... Miguel
  • Daniel Tovar ... Alejandro
  • Carlos Bardem ... Gerardo
  • Martina de Tavira ... Andrea
  • Mario Zaragoza ... Comandante Rigoberto
  • Andrés Montiel ... Diego
  • Branca Guerra ... Luzia
  • Enrique Arreola ... Oficial Iván
  • Gerardo Taracena ... Mario
  • Noe Alvarado ... Maestro
  • Miriam Balderas ... Yolanda
  • Fernando Banda ... Alberto
  • Fernando Becerril ... Da Garza
  • Claudia Becker ... Mercedes
  • Celin Bosques ... Guarda 1
  • Alejandro Brado ... Ismael
  • Eduardo Cassas ... Residente 1

  • Diego Cataño ... Elvis
  • Juan Pablo Gruta Berea ... Bruno
  • Mayahuel do Monte ... Dorita
  • Ricardo Fernandez-Deu ... Residente 3
  • Iñaki Goci
  • Tenoch Huerta ... Mario
  • Pablo Aron Lopez ... Mauricio
  • Concepção Márquez ... Ana Maria
  • Fermin Martinez
  • Gerardo Martínez
  • Claudio Obregón ... Ricardo
  • Claudio Pastor ... Esteban
  • Ignacio Pla
  • Josefo Rodríguez ... Residente 2
  • Asur Sagada ... Carolina
  • Mayra Sérbulo ... Ernestina
  • German Valdez ... Eddie
  • Margarita Wynne ... Mulher major
  • Eileen Yañez ... Elsa

Notas

  1. a b c d ‘’Entrevisto a Rodrigo Plá, director da Zona’’] por Javier Melero e Beatriz Cebas do 12-11-2007. Data acesso 30-10-2009
  2. a b c ‘’Rodrigo Plá’’] por Juan Luis Sánchez do 8-11-2007. Data acesso 30-10-2009
  3. a b López, Fernando]: Um mundo com suas próprias leis publicado em ‘’A Nação’’ do 9-7-2009. Acesso: 30-10-09
  4. Frias, Miguel O sistema inteiro está jodido] publicado no diário ‘’Clarín’’ do 10-7-2009. Acesso 30-10-09

Referências

Enlaces externos

Nominaciones e prêmios

Ano País Organização PrêmioResultado
2008 México Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas Prêmio Ariel à Melhor Coactuación Masculina) Ganhador Mario Zaragoza
2008 México Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas Prêmio Ariel à Melhor Coactuación Masculina) Nominado Alan Chávez
2008 México Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas Prêmio Ariel à Melhor Coactuación Feminina) Ganhadora Mayra Serbulo
2008 Colômbia Festival Internacional de Cinema de Cartagena Premeio a Índia Catalina de Ouro à Melhor Fotografia Ganhador Emiliano Villanueva
2008 Colômbia Festival Internacional de Cinema de Cartagena Premeio a Índia Catalina de Ouro ao Melhor Director Ganhador Rodrigo Pla
2008 Colômbia Festival Internacional de Cinema de Cartagena Premeio a Índia Catalina de Ouro ao Melhor Filme Nominada ‘’A zona’’
2008 Espanha Círculo de Escritores Cinematográficos Prêmio ao Melhor Guião Adaptado Nominados Rodrigo Plá e Laura Santullo
2008 Alemanha Festival Internacional de Cinema de Friburgo Prêmio do Público ao Melhor Filme Ganhador Rodrigo Plá
2008 Espanha Academia das Artes e as Ciências Cinematográficas de Espanha Prêmio Goya ao Melhor Guião Adaptado Nominada Laura Santullo
2008 Estados Unidos Festival Internacional de Cinema de Miami Prêmio do Público na concorrência ibero-americana Ganhador Rodrigo Pla
2007 Canadá Festival Internacional de Cinema de Toronto Prêmio da Crítica (FIPRESCI) Ganhador Rodrigo Pla
2007 Canadá Festival do Novo Cinema de Montreal Prêmio do Público Ganhador Rodrigo Pla
2008 Espanha Rádio Nacional de Espanha Prêmio Sant Jordi de Cinema à Melhor Actriz Espanhola Ganhadora Maribel Verdú (também pelo menino de varro (2007), [[Sete mesas de billar francês** (2007) e Oviedo Express (2007).
2008 Estados Unidos Festival de Cinema Latino de San Diego Premeio Coração ao Melhor Filme Ganhador Rodrigo Pla
2008 Estados Unidos Festival Internacional de Cinema de San Francisco Prêmio do Público ao Melhor Filme Ganhador Rodrigo Pla
2008 Espanha União de Actores da Comunidade de Madri Prêmio à revelação masculina Ganhador Carlos Bardem
2008 Rumania Festival Internacional de Cinema de Transilvania Troféu Transilvania Nominado Rodrigo Pla
2008 Eslováquia Festival Internacional de Cinema de Bratislava Grande Prêmio ao Melhor Filme Nominado Rodrigo Pla
2008 Eslováquia Festival Internacional de Cinema de Bratislava Prêmio ao Melhor Filme do júri ecuménico Ganhador Rodrigo Pla
2007 Itália Festival Internacional de Cinema de Veneza Prêmio "Il cerchio non è rotondo. Cinema per a pace e a ricchezza della diversità" Ganhador Rodrigo Pla
2007 Itália Festival Internacional de Cinema de Veneza Prêmio Leone do Futuro à melhor opera prima"Luigi De Laurentiis" Ganhador Rodrigo Pla
2007 Suécia Festival Internacional de Cinema de Estocolmo Prêmio ao melhor director debutante Ganhador Rodrigo Pla
2007 Grécia Festival Internacional de Cinema de Atenas Prêmio ao melhor guião Ganhadora Laura Santullo
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