Abdelkebir Khatibi (Ao Yadida, 1938 - Rabat, 16 de março de 2009 ), foi um escritor e ensayista marroquino, e uma das figuras mais importantes de sua literatura actual.
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Este grande crítico marroquino, mas também novelista e autor teatral, foi membro da geração dos sessenta. Era um grupo que se enfrentou com as normas políticas e sociais próprias do Magreb, e que ademais conseguiu fazer uma obra de grande qualidade e originalidad, situada entre duas línguas, a árabe e a do país colonizador.
Khatibi, nascido em Marrocos, passou a França para estudar e obteve a titulación de sociólogo em Paris, na Sorbona. Escreveu uma famosa tese doctoral, Lhe Roman maghrebin (A novela magrebí) em 1968. Nesse escrito, pouco académico, aborda a narrativa em uma sociedade posrevolucionaria, mas usando um tom muito poético e pessoal; de facto recorda aí seu nascimento, origem e intenção trasgresora nestes termos: "Meu nome sugere um rito milenario, e chega-me a suceder nesta ocasião que imagino o gesto de Abraham degolando a seu filho".
Seu difundido Amour bilingue (1983) trata de seu bilingüismo (foi autor em francês e em árabe), ou melhor de sua experiência amorosa-verbal. Toda sua obra aparece impregnada de um forte lirismo crítico; aparte da tradição árabe, considerava-se ele mesmo influído por Baudelaire e por Nietzsche. E seu Correspondance ouverte é um sobresaliente carteo com Rita o Khayat, depois de ter lido a cada um a obra do outro, o que supõe um diálogo insólito no mundo árabe. Roland Barthes destacou as qualidades especiais de sua prosa em um célebre artigo: "Bonheur Khatibi".
Sua projecção em seu país foi notável e contribuiu à difusão de sua cultura em outras línguas. Era membro da União de escritores de Marrocos, desde 1976, e director da revista Signes du présent.
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