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Adam Smith (5 de junho de 1723 – 17 de julho de 1790 ) foi um economista e filósofo escocês, um dos maiores expoentes da economia clássica. Em 1776 publica: Ensaio sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, na que sustenta que a riqueza procede do trabalho. O livro foi essencialmente um estudo a respeito do processo de criação e agregado da riqueza, tema já abordado pelos mercantilistas e fisiócratas, mas sem o carácter científico da obra de Smith. Este trabalho obteve para ele o título de fundador da economia porque foi o primeiro estudo completo e sistémico do tema.
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Nasceu em Kirkcaldy (Escócia), durante o ano 1723 (baptizado no dia 5 de junho do mesmo ano); estudou nas universidades de Glasgow e Oxford. Em 1737 ingressa na Universidade de Glasgow. Nesta recebe classes de Filosofia Moral por parte de Francis Hutcheson, que à postre valer-lhe-ia ser influído pela escola histórica escocesa. É nesta matéria, na que se dedicava uma parte à moral prática, na qual Smith basearia grande parte da riqueza das nações.
Em 1740 receberia uma bolsa para ir estudar ao Balliol College de Oxford, uma universidade em decadência, como sustentaria na Riqueza das Nações. De 1748 a 1751 foi professor ayudante das cátedras retórica e literatura em Edimburgo . Durante este período estabeleceu uma estreita amizade com o filósofo David Hume, amizade que influiu muito sobre as teorias economistas e éticas de Smith.
Em 1751 foi nomeado catedrático de lógica e em 1752 de filosofia moral na Universidade de Glasgow. Em 1763 renunciou à universidade e converteu-se no tutor do III Duque de Buccleuch, a quem acompanhou a uma viagem por Suíça e França. Nesta viagem conheceu aos fisiócratas franceses, que defendiam a economia e política baseada na primacía da lei natural, a riqueza e a ordem.
Smith inspirou-se em esencia nas ideias de François Quesnay e Anne Robert Jacques Turgot para construir sua própria teoria, que estabeleceria diferenças com respeito à destes autores. De 1766 a 1776 viveu em Kirkcaldy . Foi nomeado director de Aduana de Edimburgo em 1778 , já que desempenhou até sua morte o 17 de julho de 1790 por causa de uma doença. Em 1787 foi nomeado Reitor Honorífico da Universidade de Glasgow.[1]
A Teoria dos sentimentos morais de 1759 começa pela exploração de todas as condutas humanas nas quais o egoísmo não parece desempenhar um papel determinante, como assegurava Hobbes. O que se expõe então é o processo de simpatia (ou empatía), através do qual um sujeito é capaz de pôr no lugar de outro,[2] ainda quando não obtenha benefício disso. Com isto se procura criticar à concepção utilitarista, como aparece em Hume . O desenvolvimento da obra leva à descoberta do espectador imparcial, a voz interior que ditaria a propriedade ou impropiedad das acções. Este espectador imparcial pode associar ao conceito de superyó , de Sigmund Freud.
Ao longo da obra o autor explica a origem e funcionamento dos sentimentos morais: o ressentimento, a vingança, a virtude, a admiração, a corrupção e a justiça. O resultado é uma concepção dinâmica e histórica dos sistemas morais, em oposição a visões mais estáticas como as determinadas pelas religiões. Em termos filosóficos, a natureza humana estaria desenhada para avançar fins ou causas finais que não necessariamente são conhecidos pelos sujeitos, que se guiam pelas causas eficientes.
Em 1776 A. Smith escreveu sua obra Uma investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações (ou simplesmente A riqueza das nações), pela qual é considerado por muitos especialistas o pai da Economia Política. Esta obra representa a tentativa por diferenciar a economia política da ciência política, a ética e a jurisprudencia. Um elemento fundamental para esta diferenciación foi a crítica ao mercantilismo, corrente heterogénea que vinha desenvolvendo noções económicas desde o século XV, mais vinculada aos impérios coloniales que à naciente revolução industrial.
Segundo a tese central da riqueza das nações, a chave do bem-estar social está no crescimento económico, que se potência através da divisão do trabalho. A divisão do trabalho, a sua vez, aprofunda-se à medida que amplia-se a extensão dos mercados e portanto a especialização.
Uma particularidad da obra é a proposta de que, graças à apelação ao egoísmo dos particulares se consegue o bem-estar geral.[3] Isto é muitas vezes interpretado de forma imprecisa como que simplesmente o egoísmo leva ao bem-estar geral. No entanto, bilhetes tanto desta obra como dos sentimentos morais deixam em claro que a empatía com o egoísmo do outro (em onde acentua a seguinte frase: «dá-me o que preciso e terás o que desejas») e o reconhecimento de suas necessidades é a melhor forma de satisfazer as necessidades próprias.
A obra inclui uma filosofia da história, onde a propensión a trocar exclusiva do homem se converte no motor do desenvolvimento humano. Esta obra constitui também uma guia para o desenho da política económica de um governo. Os benefícios da Mão Invisível do mercado só obter-se-ão em uma sociedade bem governada.
Entre seus contribuas mais importantes destacam-se:
A investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações tem estado sujeita a todo o tipo de interpretações. Entre elas as que mais destacam são:
A teoria clássica do comércio internacional tem suas raízes na obra de Adam Smith que propõe a interacção entre comércio e crescimento económico. Segundo os princípios estabelecidos em suas obras, os diferentes bens deverão produzir naquele país em que seja mais baixo seu custo de produção e desde ali, exportar ao resto das nações. Por tanto define a denominada «vantagem absoluta» como a que tem aquele país que é capaz de produzir um bem utilizando menos factores produtivos que outros, isto é com um custo de produção menor. Defende ademais o comércio internacional livre e sem travas para atingir e dinamizar o processo de crescimento económico, e este comércio estaria baseado no princípio da vantagem absoluta e assim mesmo crê na mobilidade internacional de factores produtivos.
Modelo:ORDENAR:Smith, Adam