Adelaide Frances Tambo, (Vereening, 18 de julho de 1929- Johanesburgo, 31 de janeiro de 2007), mais conhecida como Mama Tambo, era a esposa do político sul-africano Oliver Tambo e uma conhecida activista contra o apartheid.
Adelaide começou seu activismo político aos dez anos, quando seu pai, um doente de 82 anos, foi detido e açoitado na praça do povo. Aos 15 anos entrou no Congresso Nacional Africano (ANC), insistindo para isso de tal maneira que ademais a utilizaram de enlace e mensageira. Em 1944 conheceu a Oliver Tambo, com o que casar-se-ia em 1956, quatro dias após que este fosse liberto depois de ser detido por alta traição junto a outros 154 colegas, entre eles Nelson Mandela, em um julgamento que durou três anos e no que todos foram absolvidos. Em 1960 o casal se exilió em Londres, devido à repressão que se desatou depois de uma manifestação em Sharpeville com motivo da lei que obrigava à população negra a levar passes. Morreram 67 pessoas e posteriormente deteve-se a umas 18.000. Em Londres trabalhou como enfermeira enquanto Oliver desempenhava suas funções como presidente do ANC no exílio. Em sua casa refugiar-se vos muitos exilados sul-africanos, enquanto ela trabalhava nas campanhas de libertação de presos políticos. Regressou a África do Sul em 1990, e em 1993, depois da morte de seu marido, Adelaida foi eleita membro do Parlamento, na primeira legislatura democrática de África do Sul., cargo que manteve até 1999.
Durante muito tempo teve uma grande amizade com Winnie Mandela, à que se enfrentou liderando uma renúncia e massa da executiva da une de mulheres na ANC, por incompetência e uso irregular de fundos. Tem recebido vários prêmios reconhecendo seu trabalho, como o galardão Tambo/Makatini em África do Sul e o Noel em Reino Unido. Reuniu os discursos de Oliver e Foi fundadora da Organização Panafricana de Mulheres e o Movimento Afro-Asiático de Solidariedade.
Seu filho, Dali Tambo, é presentador de televisão em África do Sul.