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Advogado

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Advogado francês, princípios do s. XX.
Advogado inglês, princípios do s. XX.

Um advogado (do latín advocatus, "chamado em auxilio") é aquela pessoa que exerce profissionalmente a defesa jurídica de uma das partes em julgamento, bem como os processos judiciais e administrativos ocasionados por ela. Ademais, assessora e dá conselho em matérias jurídicas. Na maioria dos ordenamentos dos diversos países, para o exercício desta profissão requer-se estar inscrito em um Colégio de Advogados, ou bem ter uma autorização do Estado para exercer. Quando realizam novos contribuas originais às Ciências Jurídicas, obtêm o doctorado.

Conteúdo

Exercício profissional

Genericamente pode-se definir o termo advogado como: "pessoa com título de grau habilitado conforme à legislação da cada país, que exerce o Direito, em assistência de terceiras pessoas, sendo um auxiliar activo e indispensável na administração da Justiça de um país."

O Advogado é um profissional cujo objectivo fundamental é colaborar na defesa do valor da justiça. Conta com uma sólida formação teórica e está altamente capacitado para o desenho jurídico dos mais variados empreendimentos locais, nacionais e internacionais. Intervém na resolução de conflitos judiciais e extrajudiciais, a função pública, a magistratura, o ensino e a investigação.[1]

Encarregam-se de defender os interesses de uma das partes em litigio. Ao ser o advogado um profissional especificamente preparado e especializado em questões jurídicas, é a única pessoa que pode oferecer um enfoque adequado do problema que tem o cidadão ou 'justiciable'.

Deve destacar-se que além de sua intervenção no julgamento, uma função básica e principal do advogado é a preventiva. Com seu assessoramento e uma correcta redacção dos contratos e documentos, podem evitar-se conflitos sociais, de forma que o advogado, mais que para os pleitos ou julgamentos, serve para não chegar a eles, servindo em muitos casos como mediador extrajudicial. Tanto é de modo que na maioria dos procedimentos judiciais é obrigatório comparecer ante os tribunais assistido ou defendido por um advogado em qualidade de director jurídico, isto é todo escrito ou apresentação judicial deve ir assinada pelo cliente (ou seu representante legal, o procurador/a) e por seu advogado, o qual lhe garante um devido exercício do direito à defesa durante o processo.

Um advogado costuma ter poderes de seu defendido ou cliente mediante autorização por instrumento público, ou outorgado "apud acta" por comparecencia no julgado ou tribunal, de maneira que possa o dirigir em julgamento, ou o representar em actuações legais ou administrativas que não requerem, necessariamente, de Procurador/a de os Tribunais, e o advogado representa ao justiciable.

A actuação profissional do advogado baseia-se nos princípios de liberdade e independência. Os princípios de confiança e de boa presidem as relações entre o cliente e o advogado, que está sujeito ao segredo profissional. O advogado deve-se a seu cliente, em primeiro lugar, e deve litigar de maneira consciente com respeito à responsabilidade social na que se acha, com um actuar crítico e equilibrado ao serviço da paz social, na que colabora com os julgados e tribunais dentro do sistema judicial da cada país.

Através dos Colégios de Advogados ou organismos apropriados, dependendo do país, existem serviços de assistência jurídica gratuita para os cidadãos que carecem de meios económicos para pagar os honorarios de um advogado. São os chamados defensores "Ad honorem" no caso que asesoren desde Colégios de advogados, e advogados oficiais defensores (ou simplesmente advogados de oficio) quando dependem directamente do Estado.

As especialidades mais habituais no mundo da abogacía costumam ser: Direito civil, de família, penal, mercantil, trabalhista, tributário, constitucional, administrativo e ambiental.

Formas de organização

Tradicionalmente, os advogados exerceram sua profissão sozinhos ou em pequenos grupos. Foi nos Estados Unidos da América no final do século XIX quando os advogados começaram a se juntar em grupos maiores, tendência que passaria rapidamente a Europa e depois ao resto dos países com um desenvolvimento relevante da profissão. Como um caso muito especial pude se citar França, onde ainda hoje em dia, com algumas contadas excepções, os advogados seguem trabalhando sozinhos ou em pequenos grupos.

Generalizando, poderia dizer-se que as formas de organização que os advogados se deram são basicamente três. Em primeiro lugar, e por longe a forma mais usada, são os advogados que exercem sozinhos ou em pequenos grupos. Em segundo, ainda que é uma fórmula que se bate em retirada, estão as comunidades de teto, onde basicamente os advogados compartilham a propriedade de um inmueble ou contribuem comunitariamente às despesas gerais, e a cada um leva seus próprios clientes. Em terceiro lugar, independentemente da estrutura societaria eleita, estão os estudos de advogados ou estudos jurídicos, nos que geralmente se concentra a maior parte do trabalho complexo e relevante que se realiza em um país para empresas, governo ou pessoas.

Desde outra perspectiva, podemos dizer que os estudos de advogados se classificam em pequenos, médios e grandes. Ainda que esta nomenclatura terá um uso diferente na cada país, geralmente é aceite que um estudo pequeno tem até 50 advogados, e que um estudo é grande quando atinge ao menos os 100 advogados. Os estudos de advogados qualificam-se a si mesmos como generalistas e especialistas, ou como "one stop shop" e "boutiques", para usar uma linguagem mais contemporânea. Conquanto é verdadeiro que em general pode se observar que o tamanho dos estudos de advogados depende do tamanho da população e da economia de um país, existem excelentes exemplos de que isso não é uma regra fechada; tal é o caso de Nova Zelanda e da Irlanda, onde se encontram vários estudos com mais de 200 advogados, se tratando de populações próximas aos quatro milhões de habitantes.

Os estudos de advogados maiores na actualidade bordean os 4.000 advogados, sendo verdadeiras empresas multinacionais. A maior parte dos mega estudos (1.000 ou mais advogados) têm sua origem nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

Decálogo do Advogado

Estuda. O direito transforma-se constantemente. Se não segues seus passos, serás a cada dia um pouco menos advogado.

Pensa. O direito aprende-se estudando, mas exerce-se pensando.

Trabalha. A abogacía é uma ardua fadiga pois esta ao serviço da justiça.

Luta. Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia que encontres em conflito o direito com a justiça, luta sempre pela justiça.

Sê leal. Leal com teu cliente, ao que não deves abandonar até que compreendas que é indigno de ti. Leal para com o adversário, ainda que ele seja desleal contigo. Leal para com o juiz, que ignora os factos e deves confiar no que tu lhe dizes; e que, quanto ao direito, alguma que outra vez, deve confiar no que tu lhe invocas."

Tolera. Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua.

Tem paciência. O tempo vinga-se das coisas que se fazem sem sua colaboração.

Tem fé. Tem fé no Direito, como o melhor instrumento para a convivência humana; na justiça, como destino normal do direito; na paz, como substituto bondoso da justiça; e sobretudo, tem fé na liberdade, sem a qual não há Direito, justiça, nem paz.

Esquece. A abogacía é uma luta de paixões. Se na cada batalha fosses carregando tua alma de rancor, chegará em um dia em que a vida será impossível para ti. Concluído o combate, esquece tão cedo tua vitória como tua derrota.

Ama a tua profissão. Trata de considerar a abogacía de tal maneira que no dia em que teu filho te peça conselho sobre seu destino, consideres uma honra para ti lhe propor que se faça advogado.

Referências

Enlaces externos

Wikcionario

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"
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