| Aldemaro Romero | |
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Aldemaro Romero, fotografado em Julio de 2006 | |
| Informação pessoal | |
| Nascimento | 12 de março de 1928 , Valencia, Carabobo, Venezuela |
| Morte | 15 de setembro de 2007 , Caracas, Venezuela |
| Ocupação(é) | Pianista, director, compositor, arreglista |
| Informação artística | |
| Género(s) | Onda Nova, clássica, jazz |
| Instrumento(s) | Piano |
| Período de actividade | 1937−2007 |
(Valencia, Venezuela, 12 de março de 1928 - Caracas, Venezuela, 15 de setembro de 2007 ). Pianista, compositor, arreglista e director de orquestra venezuelano.
Conteúdo |
Começou seus estudos musicais com seu pai, Rafael Romero, quem era director da Banda do Estado Yaracuy. Aos 9 anos, já era experimentado cantor e o primeiro locutor de rádio infantil na emissora A Voz de Carabobo. Ali animava um espaço chamado A Hora Infantil junto a sua irmã Rosalía Romero, menor de idade igual que ele. Ademais, em dito espaço também vendia publicidade.
Em 1941 transladou-se a Caracas e trabalhou inicialmente junto a músicos populares do género típico conhecido como música cañonera. Paralelamente, toma classes de mecânica e de música com o compositor venezuelano Moisés Moleiro. Seu primeiro trabalho é como pianista em salões nocturnos e em orquestras de dance sendo a primeira delas a orquestra Sonora Caracas. Em 1944, assina um contrato com a emissora caraqueña Rádio Libertador na qual funge de pianista de planta. Ali conhece ao director de orquestra popular Luis Alfonzo Larrain, com quem toma classes de música e de quem recebe fundamentos de disciplina, dos quais fará uso mais tarde quando dirija seus próprios agrupamentos. Larrain atribui-lhe, graças a seu talento, o triplo papel de subdirector, arreglista e pianista de sua orquestra. Com este agrupamento inicia sua carreira de compositor com o bolero "Fica-me o consolo". Separa-se após essa orquestra ao unir ao agrupamento bailable dos cantores populares Rafael "Rafa" Galindo e Víctor Pérez, continuando seu papel de pianista. Em 1948, se independiza criando sua primeira orquestra de dance chamada "Aldemaro Romero e sua Orquestra" a qual dura até 1950, quando tem uma actuação na fita venezuelana "Três meses de vida". Realiza actuações em rádios caraqueñas e em 1952, chamado por seu amigo, o tenor Alfredo Sadel, marcha-se a Nova York assinando contrato com a disquera multinacional RCA Victor para gravar com uma orquestra de estudo, uma série exitosa de álbuns em formato LP denominada Dinner In..., oferecendo música latina popular, ideia do próprio Romero que ao final foi aceitada. Assim, o nome do jovem Maestro forma com o de veteranos músicos tais como, o argentino Terig Tucci, o mexicano Pablo Ruiz, o brasileiro Rafael "Fafa" Lemos e o cubano René Touzet parte da pléyade de artistas que deram vida a esta série discográfica.
O primeiro e mais exitoso destes álbuns foi Dinner inCaracas , gravado curiosamente com músicos estadounidenses e dois venezuelanos, um deles o próprio Romero, e o contrabajista. Esta gravação foi realizada em formato monaural, em momentos em que a estereofonía e a gravação multipista ainda não faziam seu aparecimento formal. Com este álbum superou os registos de venda até então conhecidos no mercado discográfico de América do Sul e conclui esta série em 1956, com Dinner InColômbia , gravado nos estudos de RCA Víctor Mexicana. Depois, gravou numerosos álbuns em diferentes países, entre eles, Cuba. Neste país, realiza a direcção e o arranjo para o tema "Alma Livre" gravado a dúo por Alfredo Sadel e Benny Morei.
Nos Estados Unidos, sua capacidade como arreglista e director o conduziu a colaborar com orquestras e cantores populares, como Dean Martin, Jerry Lê Lewis, Stan Kenton, Machito e Tito Ponte, entre outros. Também viajou extensivamente, desenvolvendo sua arte em numerosos países: México, Porto Rico, Colômbia, Peru, Brasil, Argentina, Espanha, França, Grécia, Suíça, Suécia, Itália, Rússia, Egipto e Japão. Em 1957 criou nos Estados Unidos uma Grande Orquestra baixo o género do mambo e é contratado para os Carnavais de Caracas, nesse ano, acompanhando ao vocalista cubano Miguel de Gonzalo. A orquestra é considerada como uma atração estrangeira por não ser venezuelanos seus integrantes, excetuando ao próprio Romero, mas isto não é obstáculo para que suas apresentações sejam exitosas.
Em 1960 volta a Venezuela, para ser o produtor e presentador do programa "O show de Aldemaro Romero" no qual cumpre outras funções mais, entre elas a de escenógrafo. Ali acompanha ou apresenta a cantores venezuelanos e estrangeiros da época como o cuarteto Os Quatro e Simón Díaz. Para setembro de 1964 participa em uma apresentação onde executa jazz demonstrando sua versatilidad musical. Para 1965, faz gravar ao vocalista juvenil Cherry Navarro o pasodoble "Adeus, Madri" em um vislumbre do que seria posteriormente, o movimento da Onda Nova. Para 1968 assinatura um novo contrato com RCA Víctor na Itália, para gravar nesse país a segunda parte de "Dinner In Caracas". Ao terminar a década, o produtor e locutor Renny Ottolina chama a Romero para compor os temas incidentales e principais da escenificación para a televisão do conto infantil "O angelito mais pequeno". Destaca de todos estes temas, o Sonho de uma menina grande, vocalizado nessa oportunidade pelo já desaparecido actor e cantor venezuelano Germán Freites.
Durante uma convalecencia,[1] Aldemaro Romero, encontra a inspiração para apresentar no ano 1968 sua criação de uma nova forma de interpretação de música venezuelana, conhecida como Onda Nova, derivada do joropo e influenciada pelo jazz e a bossanova brasileira. A ideia também surge como, até então, a música venezuelana carecia de movimentos inovadores que a fizessem se renovar. Quando Romero apresentou esta ideia a seu amigo, o contrabajista de origem austríaco Jacques Braunstein, lhe solicitando seu parecer, ele respondeu que aquilo lhe parecia "uma Onda Nova", o qual serviu de identificação ao movimento musical desde esse momento até a actualidade. No entanto, existe outra versão na que o músico Frank Hernández (colaborador de Romero nos anos de vigência do movimento) assinalou que o surgimiento da Onda Nova se deveu a um encarrego realizado por uma empresa publicitária a Romero, que não gostou a esta empresa, ainda que sim aos músicos participantes.[2] Segundo esta outra versão, o resultado foi aplicado por Romero e Hernández a "diferentes tipos de música". No entanto Hernández reafirmou o mérito do músico Braunstein, por ter dado o nome ao movimento musical.
Como consequência, de 1971 a 1973, para impulsionar este movimento Romero criou os Festivais da Onda Nova nos que se apresentaram destacados músicos e solistas tais como Franck Pourcel, Paul Mauriat, Astor Piazzolla, Juan Gabriel, Consolo Velázquez, Eliana Pitman e Marco Antonio Muñíz, além de artistas venezuelanos como Mirla Castelhanos e Alfredo Sadel. Estes festivais significaram um grande esforço económico (mais de um milhão da moeda desse momento) e organizativo para Aldemaro Romero. Desafortunadamente, estes festivais careceram de projecção no exterior, pelo que deixaram de existir, o que não impediu que Romero seguisse difundindo até onde atingiram seus esforços, tanto em Venezuela como no exterior os temas que tinha escrito em vários anos dantes, adaptados a este movimento musical.
Também teve um papel importante no campo da música culta. Em 1979 fundou a Orquestra Filarmónica de Caracas, da que foi seu primeiro director e que desapareceu anos depois, ao lhe negar apoio económico o governo do ex presidente venezuelano Jaime Lusinchi para 1983 ao lhe suspender o subsídio anual que se lhe outorgava, segundo palavras do mandatário "para evitar que Aldemaro se fizesse rico".
Também dirigiu a Orquestra Sinfónica de Londres, a Orquestra de Câmara Inglesa, a Orquestra Rumana de Rádio e Televisão e a Real Orquestra Filarmónica.
Nesta década, Aldemaro Romero incursiona no negócio discográfico com sua empresa Supra Vox na que edita por vez primeira álbuns com sua própria voz, em géneros muito diferentes aos que tinha manejado previamente, mais para comprazer um desejo pessoal que por motivos comerciais. A disquera teve uma vida efémera, mas apesar disso, Romero seguiu fazendo programas de rádio e televisão junto a seu amigo, o humorista Manuel Graterol "Graterolacho" Santander e dedicando à actividade musical em diferentes facetas tais como fazer composições e projectar vocalistas para difundir seus temas.
Nos últimos anos estava semi-retirado, pelo que sua actividade discográfica tinha cessado. Faleceu ao complicar-se o estado de sua saúde, sendo diabético, com uma oclusión intestinal na manhã do 15 de setembro de 2007 .
Em 1969 Aldemaro Romero recebeu o Prêmio da Paz dos intelectuais soviéticos, no festival de cinema de Moscovo pela música do filme A Epopeya de Simón Bolivar. Também obteve o primeiro prêmio como compositor e director no Festival das Palmas em Mallorca (Espanha), o Festival Musical dos Jogos Olímpicos na Grécia, e no Festival da Canção Latina de México . Por seu extenso trabalho, recebeu numerosos reconhecimentos em seu país, sendo galardoado com as ordens ao mérito Andrés Belo, Diego de Losada, Francisco de Miranda e as ordens do Mérito ao Trabalho, todas em sua primeira classe, concedidas pelo governo venezuelano aos políticos, artistas e pessoas com lucros excepcionais. No ano 2000 obteve o Prêmio Nacional de Música, e em 2006 os graus de Doutor honoris causa da Universidade de Carabobo e Universidade Lisandro Alvarado de Barquisimeto .
O crítico musical Eleazar López Contreras (neto do ex-presidente venezuelano do mesmo nome) escreveu o seguinte a respeito do legado de Aldemaro Romero:
Esta feliz combinação de talento, conhecimentos e experiência foi a que lhe deu lustre a sua fructífera carreira, a qual começou ao se iniciar como precoz guitarrista e locutor infantil na rádio de Valencia, onde nasceu em 1928, e culminou ao ser reconhecido mundialmente como respeitado compositor de intrincadas e originais obras de carácter académico, das quais deixou mais de oitenta — muitas delas sem estrear — quando faleceu em 2007, à idade de 79 anos.
De acompanhar a Rafael Lanzetta como guitarrista, passou a ser incipiente pianista..., todo isso (ocorreu) quando a família se mudou a Caracas em 1942. Então, escapava-se de sua casa para tocar com (conjuntos) cañoneros, em emissoras de rádio e em alguns bares com piano e cabarets, de onde seu pai, o severo mestre Rafael Romero, quem já lhe ensinava alguns rudimentos da música, o ia sacar pelas orelhas. Muito cedo, o jovem pianista passou a tocar no Hotel Majestic (alternando em dois lugares mais, pois então fazia tandas em três lugares). Tocar nesses locais significou conhecer a importantes figuras (ou a quem o seriam, como foi o caso de Celia Cruz, que em 1944 se apresentou no Majestic como integrante das bailarinas As Mulatas de Fogo). Todo isso lhe ajudou a afinar seu original estilo de pianista, mas também lhe permitiu adquirir conhecimentos que depois lhe ampliaram, desde o ponto de vista téorico —porque Aldemaro sempre foi um autodidacta—, o pianista Moisés Moleiro e o maestro Rafael Minaya.
Moleiro conduziu-o pela via da pianística e da música autóctona, enquanto Minaya ampliou-lhe sua visão da orquestación moderna e o jazz, aos quais se sentiu profundamente atraído Aldemaro, que admirava a sonoridad da orquestra de swing deste mestre dominicano-venezuelano, a qual se nutria do repertorio e som das big-bands norte-americanas. Como nesses tempos a música em Venezuela era muito elementar, este facto acordou em Aldemaro seu afán inovador, o qual se inspirou inicialmente no bailable, no grosso som da orquestra nova-iorquina de Machito e, no plano do swing e o jazz, nas em massa sonoridades de Stan Kenton, a quem posteriormente lhe fizesse alguns arranjos, levado da mão de seu amigo Chico Ou’Farrill.
Em seu curto período de aprendizagem do popular, que abarca o começo dos anos quarenta, Aldemaro se converteu em arreglista da famosa orquestra de Luis Alfonzo Larrain, de quem recebeu valiosos conselhos profissionais e o exemplo no manejo de uma orquestra, o qual lhe fez reconhecer a importância da disciplina, a organização e a boa administração em agrupamentos de qualquer natureza.
Já de pantalones longos, enquanto se desenvolvía como pianista e arreglista ocasional, ao mesmo tempo que se assomava à composição (o bolero Me fica o consolo o escreveu em 1945, aos dezassete anos), Aldemaro obteve suas primeiras experiências dentro de um corpo musical ao ingressar como pianista na Sonora Caracas e nos Caciques e, depois, como pianista-director da efémera orquestra Rafa-Víctor (na qual tocava o saxofón e clarinete Alirio Díaz). Isto lhe deu suficiente experiência para, em 1949, ingressar à orquestra de Luis Alfonzo Larrain, com a qual trabalhou durante nove meses. Nesse mesmo ano, Antonio Cortez, quem então regentaba uma loja de discos (Discolandia) no Silêncio, armou-lhe sua primeira orquestra, com a qual debutó em 1949. Dada a febre que então causava o explosivo mambo, Aldemaro gravou vários surcos em um cinema, a fim de gerar o eco conseguido pelas gravações de Pérez Prado, e escreveu um próprio: Radar.
Dado seu apego à música de Billo, o público do pátio não aceitava seu inovador som (conquanto obteve verdadeiro sucesso com Os camarones); mas teve a sorte de ser chamado a Nova York por Alfredo Sadel, com quem fez temporada record de catorze semanas no Chateau Madri, do galego Ángel López (quem dobrava como proprietário desse clube e manager de Kid Gavilán). Assinado Alfredo Sadel pela RCA mexicana, Aldemaro encarregou-se de respaldar os que foram os primeiros sucessos do jovem tenor (Senhora María, etc.), os quais arranjou arranjados com inovadoras vozes modernas, sem saxofones. Mais adiante, Aldemaro arranjar-lhe-ia a Sadel Alma livre, que o tenor gravou em Cuba fazendo dúo com Beny Morei, e todo um álbum (Festa latinoamericana), que gravaram em México.
Após a exitosa temporada de ambos venezuelanos em Nova York, e depois de viajar a Cuba e México com Sadel, Aldemaro produziu seu impactante Dinner in Caracas. Corria no ano de 1952 e o disco foi possível obrigado que o produtor Herman Díaz Jr. (da RCA) aceitou gravá-lo baixo o compromisso, feito desde Venezuela por Amável Espinha, de adquirir cinco mil discos. A cifra ficou curta e o álbum foi o mais vendido nesse ano em Venezuela e em toda Latinoamérica. Com este álbum iniciou a RCA Victor uma série de discos “Dinner”, correspondendo-lhe a Aldemaro a gravação de Dinner in Colômbia, que foi seguido com outro (Flight to Romance) contentivo de música latinoamericana. A Victor depois gravou-lhe outros discos de música venezuelana com orquestra de salão, até que Aldemaro o fez por conta própria para seu próprio selo (Cymbal), para o qual produziu O garrasí e Criollísima (que contém Concerto na planície, magnificamente orquestrado sobre a gravação original de J.V. Torrealba, graças à técnica do engenheiro de som mexicano Pancho Cárdenas, quem tinha a seu cargo as gravações de Pérez Prado e Esquivel).
Durante sua estada em Nova York, Aldemaro tocou em diversas orquestras, enviado pelo sindicato de músicos (em uma das quais acompanhou ao casal de Dean Martin e Jerry Lewis), além do fazer com a sua própria em um LP de mambos ao lado de Tito Ponte, Tito Rodríguez e Noro Morais. Com seu quinteto (de piano e vibráfono) tocou no famoso resort Grossinger’s (onde teve como bailarino a Elliott Gould, futuro esposo de Barbra Streissand). Com sua orquestra gravou também Stranger in Paradise (emulando um pouco a trombeta e som de Cerezo rosa, que acabava de ser um hit de Pérez Prado, em 1955); com o quinteto gravou diversos temas, basicamente em ritmo de mambo-jazz e cha cha chas. Em Venezuela, capitalizó seus arranjos de Dinner in Caracas e de outros álbuns similares em concertos, na Concha Acústica e em um programa de televisão (Concertos Firestone). Também produziu O Show de Aldemaro Romero, no qual apresentou a artistas como Louis Armstrong, Maurice Chevalier e Trini López, a quem acompanhou com sua poderosa orquestra (a qual teve como coristas às famosas Irmãs Dolly).
Em 1961 escutou-se o grito de Em o Ávila é a coisa!, criado por Aldemaro para os carnavais desse ano, nesse hotel. Ao redor de 1967 alternou com Tito Ponte e A Lupe no Molino de Tony Grandi (cantando Germán Fernando e Rolando Laserie), mas, anos dantes, tinha-se apresentado com sucesso em diversos palcos carnavalescos (como o Clube Casablanca) e em outros locais, acompanhando a artistas como Daniel Santos e outros.
Pouco depois, para 1969, criou a Onda Nova, com a qual vinha experimentando no recinto do Círculo Musical (clube de discos que ajudou a criar em 1963). Este estilo, que contou com o respaldo do toque oportuno toque de batería de Frank Hernández (O peru), elevou o joropo venezuelano a uma música de maior universalidade, ao ser tocado com harmonias modernas e inflexões de jazz. A Onda Nova debutó no luxuoso Novgorod de Altamira (Caracas) e culminou com três fenomenales festivais mundiais (1971-73), aos que assistiram notabilísimas figuras internacionais que contribuíram a popularizar este estilo como uma expressão renovadora da música venezuelana.
Além de suas numerosas gravações realizadas em diversos países, Aldemaro gravou em Los Angeles A Onda em inglês e The New Wave, instrumental com o guitarrista Charlie Byrd. Suas dúzias de composições incluem números como Tonta, gafa e boba, Toma o que te ofereci, O Catire e De repente. Algumas delas foram para o cinema (como o Tema de amor, para a produção ítalo-venezuelana A epopeya de Bolívar) ou para suas próprias gravações, como é o caso de Quinta Arauco, Doña Mentira, Estrada e Conde a Principal, incluídas em Dinner in Caracas Vol. 2, com o qual fechou o ciclo de música criolla com ropaje sinfónico, sem esquecer os LPs gravados em Londres com María Teresa Chacín e muitos outros dos tantos que deixa como legado musical a Venezuela e ao mundo e as apresentações pessoais em diversos palcos e festivais do mundo, nos quais cosechó aplausos e prêmios.
Em 1978, Aldemaro fundou a orquestra Filarmónica de Caracas, de onde lhe ficou o gosto por escrever obras académicas, o qual fez com grande dedicação e maestría na última década.
Ao revisar sua folha artística, podemos dizer que Aldemaro Romero foi o músico mais completo, mais polifacético, mais inovador e de maior talento que tem tido Venezuela.Modelo:ORDENAR:Romero, Aldemaro