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Alejandro Otero

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Alejandro Otero
Alejandro Otero Museum.jpg
Museu Alejandro Otero, em Caracas
Nome real Alejandro Otero
Nascimento 7 de março de 1921
O Manteco, Bandera de Venezuela Venezuela
Fallecimiento 13 de agosto de 1990 (69 anos)
Caracas, Bandera de Venezuela Venezuela
Nacionalidade Venezuelana
Área Op Art, Artes plásticas, Arte cinético
Educação Escola de Artes de Caracas
Obras destacadas Abra Solar, A Esfera Soto
Padrões Policromías, Coloritmos
Prêmios Museu Alejandro Otero
Arquivo:OteroPlazaVenezuela.jpg
Abra Solar, obra de Alejandro Otero, em Praça Venezuela, Caracas.
Escultura de Alejandro Otero, no Museu de Arte Moderno Jesús Soto.

Alejandro Otero (O Manteco - Edo. Bolívar, 7 de março de 1921 - Caracas, 13 de agosto de 1990 ) foi um importante pintor e escultor venezuelano, Filho de José María Otero Fernández e María Luisa Rodríguez. Destacam suas obras escultóricas de grande formato, do género de arte cinético, muitas das quais são exibidas em Venezuela, Estados Unidos e outros países do mundo.

Estuda em Caracas entre 1939 e 1945. Depois translada-se a Paris , onde viveu entre 1945 e 1949. Fez parte do grupo conhecido como Os Dissidentes.

O princípio de uma nova técnica artística, o começo da verdadeira abstracção em Venezuela, iniciar-se-á entre os anos 40' quando pinta As Cafeteras, série de quadros nos que o uso da linha faz quase desaparecer por completo o objecto deixando unicamente sua referência.

Este venezuelano viveu algum tempo em Paris, onde teve contacto com novas formas artísticas. Suas obras, diversas e modernas encontram-se em vários países actualmente.

Biografia

Em 1939 iniciou seus estudos na Escola de Artes Plásticas e Artes Aplicadas de Caracas baixo a tutela de Antonio Edmundo Monsanto, de quem reconheceu-se como discípulo. Otero "foi o pintor de sua geração mais capacitado para compreender e sentir a Cézanne, cuja obra o seduziu a tempo que, enquanto estudava [...] punha o método analítico do pintor francês, partindo do objecto tradicional da natureza, a figura, a paisagem" (Juan Calzadilla, 1976, p. 86).

Sendo ainda estudante, é nomeado professor do curso de Experimentación Plástica para meninos (1942) e dois anos depois professor da Cátedra de Vitrales nesta instituição, da qual egresó em dezembro de 1944. Em suas primeiras obras pertencentes ao período escolar encontram-se retratos, nus e paisagens. Neles se evidencian as buscas iniciais de síntese de elementos, características em toda sua produção plástica.

Paisagem das Flores de Catia (1941) e sua Autorretrato (1943, colecção sucessão Alfredo Boulton) registam, por outra parte, seu passo da construção dos planos às qualidades matéricas da cor.

Em 1944 realiza sua primeira exposição, junto a César Enríquez, no Ateneo de Valencia. O Governo francês e posteriormente o Ministério de Educação de Venezuela outorgaram-lhe em 1945 uma bolsa para cursar estudos em Paris, facto que representou sua primeira viagem ao exterior. Em 1946 iniciou a série de trabalhos conhecidos como Cafeteras. A influência de Picasso e as tendências gestualistas são evidentes nestas obras que, gradualmente, se despojaram de toda a representação até se transformar em linhas e estruturas de enorme força expresiva.

Otero trabalhou as formas básicas para asir a esencia plástica dos objectos; a série iniciou-se em um princípio com cacerolas (1946), cafeteras (1946-47 em um grupo de 5), cráneos (1947, em um grupo de 5) potes (1947); em 1948 realizou o grupo mais numeroso, 8 cafeteras rosa; assim mesmo trabalhou candelabros, garrafas e lustres. Sem dúvida as calaveras foram uma espécie de memento mori da figuración, como em Calavera, de 1947 (colecção Clara Diament Sujo).

Em 1948 Otero é incluído na mostra Lhes mains ebloués da célebre Galería Maeght em Paris. Em meados de janeiro de 1949 regressou a Caracas. As obras produzidas na França expuseram-se no Museu de Belas Artes, na Oficina Livre de Arte e no Instituto Pedagógico de Caracas, provocando polémicas. Em uma reseña da época, Guillermo Meneses comentava: "A pintura de Otero tem de assombrar, necessariamente. É diferente a todo o que tínhamos visto em nosso país. E, ademais, oferece uma sensação de quem está seguro de si mesmo [...] Poderíamos dizer que as linhas, as formas, os objectos têm sido aprofundados, levados até a funda atmosfera enquadrada que não existe jamais na realidade: o próprio espírito, a própria paixão, o fino cérebro do artista" (1949, cit. em 1982, p. 36).

Regressou a Paris em 1950 e junto a Pascual Navarro, Mateo Manaure, Carlos González Bogen, Perán Erminy, Rubén Núñez, Narciso Debourg, Doura Hersen, Aimée Battistini e J. R. Guillent Pérez editaram, em março de 1950, a revista Os Dissidentes, ao redor da qual se articulou um grupo do mesmo nome. Desde esta publicação propugnaron as tendências do abstraccionismo, a posta ao dia dos artistas venezuelanos em Paris e atacaram os lineamientos académicos dos velhos maestros e as ideias reaccionarias que guiavam as artes plásticas, os salões e os museus em Venezuela.

Uma nova série de sua produção artística iniciou-se em 1951, as Linhas de cor sobre fundo branco. Nestas obras Otero afasta-se do objecto e a representação para isolar a expressão pura das linhas que já estavam presentes nas cafeteras. Em 1951 participa no Salão dês Realités Nouvelles em Paris, viaja a Holanda e baixo os preceitos do Mondrian inicia seus Collages Ortogonais, barras horizontais e verticais que se entrecruzan sobre um fundo de cor em uma relação cromática serial. A primeira obra deste período apresentou-se na exposição Espace-Lumière, da Galería Suzanne Michel (Paris, 1952). Nesse ano regressa a Venezuela e participa na experiência colectiva da "Síntese das Artes Maiores" organizada pelo arquitecto Carlos Raúl Villanueva nos espaços da Cidade Universitária de Caracas, projecto que constituiu "o primeiro grande conjunto de arquitectura e arte que se erige na América Latina" (Marta Trava, 1994, p. 83).

Seus indagaciones na abstracção encontraram no facto arquitectónico uma significativa possibilidade de desenvolvimento que se aprecia no campus da Universidade Central de Venezuela, para a qual realizou quatro murales e um vitral para a Faculdade de Engenharia, em 1954, uma Policromía para a Faculdade de Farmácia, (1957) e outra para a Faculdade de Arquitectura e Urbanismo (1956). Dantes de sua participação no projecto de Villanueva, Otero tinha realizado cinco painéis em mosaico e alumínio para o Anfiteatro José Ángel Lambas de Caracas de 1953, em dois de cujos mosaicos já se apreciam os princípios dos Coloritmos; bem como Mastro Reflejante (torre corrugada de alumínio e concreto) para a Estação de Serviço As Mercedes, Caracas 1954; e Painel em mosaico e alumínio, Banco Mercantil e Agrícola, Caracas 1954.

Otero realizou sucessivamente o plafón para o Teatro do Leste, Caracas 1956; um Vitral para a casa de Alfredo Boulton, Caracas 1956; a Policromía da Unidade Residencial O Paraíso, Caracas 1957; Policromía, Edifício Easo, Caracas 1959; Painel em relevo monocromo, Acuario Colinas de Carrizal, Carrizal 1959; Cor Senital, Capilla do Ancianato Fundação Anala e Armando Planchart, Tanaguarena, 1974.

Na Escola de Artes Plásticas e Artes Aplicadas de Caracas desempenhou-se como professor de Composição e Análise (1954-55) e Vitrales (1956). Ditou classes de Apreciação Artística na Oficina Livre de Arte. Nesta época (1954-56) desenvolveu a série Horizontais Activas, nas que replanteó problemas ópticos, buscas e movimento e o desenvolvimento das possibilidades da cor.

Entre 1955 e 1960 trabalhou na etapa dos Coloritmos, tablones verticais pintados ao duco. Otero trabalhou esta série com pintura industrial aplicada com compresor e modelos sobre lâminas de formica afastando desta maneira das qualidades pictóricas para fazer questão das puramente compositivas. Em 1956 o Museu de Arte Moderno de New York adquire o Coloritmo N.° 1. Neste ano Otero é incluído na representação venezuelana à XXXVIII Bienal de Veneza com 5 obras. Os Coloritmos terão repercussão latinoamericana e merecer-lhe-ão a Otero reconhecimentos em Barranquilla (1957) e Sao Paulo (1959).

Com motivo do desacordo com os critérios manejados na entrega de prêmios do XVIII Salão Oficial Anual de Arte Venezuelano, em 1957, sustentou uma célebre polémica com Miguel Otero Silva defendendo o abstraccionismo e a modernidad. Até esse momento Alejandro Otero tinha publicado artigos combativos que tinham acordado polémicas, como a que sustentou com Mario Briceño Iragorry em 1952, mas nesta ocasião, Otero Silva e ele usaram as páginas do Nacional e O Universal, para revelar que aos abstraccionistas se lhes reprochaba uma tendência cujo "signo é a evasão" e o "frio invernadero de uma fórmula repetida" (Otero Silva, 1957, cit. em Alejandro Otero, 1993, p. 145).

Interessado no teatro, Otero realizou a cenografia para O Deus Invisível, de Arturo Uslar Pietri (Teatro Nacional, 1957), experiência que repetirá com as cenografias de Calígula, de Albert Camus (Teatro Municipal, 1958) e Fuenteovejuna, de Lope de Vega (Ateneo de Caracas, 1966). Nesta última o artista não duvidou em criar um palco de estruturas puras em contraste com os vestuarios de época.

Em 1958 obteve o Prêmio Nacional de Pintura no XIX Salão Oficial Anual de Arte Venezuelano com seu Coloritmo N.° 35. "Nesse instante a pintura abstrata, a pintura não objectiva, fica não somente reconhecida oficialmente, o qual já tinha tido lugar ao participar em salões anteriores, senão que resultava premiada como expressão de uma das principais correntes de nossa linguagem plástica. Este facto teve de revolucionar o conceito estético da mensagem pictórico, dentro do pronunciamiento genérico das diferentes tendências que vinham se revisando desde anos atrás em Venezuela" (Alfredo Boulton, 1972, III, p. 178). Participou, nesse mesmo ano, na reformulación conceptual da Escola de Artes Plásticas e Artes Aplicadas de Caracas que, a partir desse momento, se chamou Escola de Artes Plásticas Cristóbal Vermelhas, instituição na que reiniciou actividades docentes. Desempenhou-se como Coordenador do Museu de Belas Artes entre 1959 e 1960.

Otero participa em 1959 no V Bienal de Sao Paulo onde sua série dos Coloritmos fica consagrada. No final de 1960 viaja novamente a Paris, onde permaneceu até 1964. Neste período sua obra sofreu profundas mudanças ao abandonar o rigoroso e colorido abstraccionismo geométrico dos Coloritmos na série Teias Brancas, desenvolvida a partir de 1960 seguindo os postulados da monocromía. Nestas obras, a cor praticamente desaparece. O único que subsiste é a aproximação à forma plástica em superfícies monocromáticas de natureza informalista e factura pastosa.

Movimentos como o informalismo, o pop art e o novo realismo europeu, muito em boga nos primeiros anos da década dos sessenta, foram determinantes no surgimiento de uma nova série dentro de sua produção. É bem como em 1962 desenvolveu as Montagens e Colados que retomam os postulados de Marcel Duchamp e variantes de artistas como Louise Nevelson, em Collages de cartas manuscritas sobre portas carcomidas pelo tempo, como em Bonjour M. Braque, de 1961, ou montagens monocromos como O Alicate Azul, de 1961 ou Serrucho horizontal, de 1963. Nesse ano participa com 3 obras na VII Bienal de Sao Paulo.

Regressou a Caracas em 1964. Foi nomeado vice-presidente do Instituto Nacional de Cultura e Belas Artes, INCIBA, cargo que desempenhou até 1966. Começou a trabalhar os Papéis Coloridos, série que constituiu uma verdadeira síntese de suas buscas: o rigor geométrico e a expressão informal expressados através de recortes de periódico teñidos em diversas cores e colados a maneira de linhas e planos puros. Nestas obras "testemunho do tempo ao igual que as cartas, situa Otero a cor feita forma no espaço" (Inocente Palácios, 1969. p. XX). Em um ano depois, junto a Jesús Soto e Víctor Valera, representou a Venezuela na XXXIII edição da Bienal de Veneza com 49 obras de diferentes períodos. Em 1967 iniciou uma nova etapa dentro de suas buscas ao iniciar obras tridimensionais. Até esse momento as obras de Otero tinham mantido em sua participação urbana uma discreta fórmula bidimensional. "O estallido produziu-se quando o suporte plano se voltou insuficiente para conter esse espaço e o expressar" (Alejandro Otero, 1990, p. 49). A partir desse momento o interesse que Otero confere à ciência e a tecnologia perfilou o novo rumo de sua obra. Em frente a uma equipa multidisciplinario iniciou, nesse mesmo ano, o projecto da Zona Feérica do Conde, concebido como um grande espectáculo em homenagem a Caracas no cuatricentenario de sua fundação, coordenado por Inocente Palácios. Neste projecto, as estruturas criadas pelos artistas participantes eram o centro das actividades recreativas. Dentro deste contexto desenvolveu as esculturas Rotor, Vertical vibrante ouro e prata, Estrutura sonovibrátil, Roda hidroneumática, Torre acuática e Integral vibrante, inauguradas em 1968, ano no que se instalou Vertical Vibrante na cidade de Maracay e no que se desenvolveu um especial interesse pelas artes gráficas realizando aguafuertes.

Junto a Humberto Sánchez Jaimes e Luisa Palácios produziu monotipos originais para o livro Humilis herba com textos de Aníbal Nazoa em uma edição de 40 instâncias numeradas. A Gobernación do Estado Bolívar criou, em 1971, o Salão Anual de Pintura Alejandro Otero. Nesse mesmo ano obteve a bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation. Graças a ela se incorporou ao Centro de Estudos Visuais Avançados do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) onde continuou suas investigações sobre as esculturas cívicas e suas nexos com a realidade natural (luz, vento, clima) para criar "enormes volumes em aço inoxidável, de aparente fragilidad, transparentes, com aspas em direcções contrárias, corpos com movimentos internos e externos, torres astrales para uma comunicação ainda não codificada. Esculturas que são ecos de luzes e ventos" (Juan Carlos Palenzuela, 1990, p. 7). Durante sua permanência no MIT, participou em equipas multidisciplinarios que estudaram e praticaram a relação entre arte e ciência no mundo contemporâneo. As obras realizadas durante sua permanência nesta instituição (maquetas para obra a escala cívica e doméstica) expuseram-se na Galería Conkright em 1972.

Em 1973 Otero começou a trabalhar na série de pintura Tablones, "uma variante das 'linhas de cor sobre fundo branco' de 1951, ou como as obras preparatorias dos Coloritmos. Mas mais 'espaciais' que estes e em "pura cor" (José Balza, op. cit., p. 122). Nos Coloritmos, Otero tinha incluído o alvo como cor mas nos Tablones este se volta elemento organizador. Em 1975 assistiu como convidado especial à XIII Bienal de Sao Paulo, Brasil, onde apresentou um audiovisual com filmes, 1.000 diapositivas e 11 ecrãs sobre suas investigações artísticas.

O Estado venezuelano doou, em 1976, a escultura Asa Solar ao Governo colombiano. Esta foi instalada em frente ao Centro de Administração Distrital na avenida Jorge Eliécer Gaitán de Bogotá. Junto com Miguel Otero Silva e Manuel Espinoza, introduziu o projecto de criação da Galería de Arte Nacional, que iniciou suas actividades em 1976, ano em que Otero realizou, em México, duas exposições individuais. Nessa oportunidade doou a obra Casa Solar para ser colocada na entrada do futuro Museu Rufino Tamayo, artista que ao se referir a Otero expressou "há nele uma especial inquietude em descobrir novas possibilidades plásticas [...] mas o mais importante é que, na cada experimento que tem realizado, tem resolvido coisas, as converteu em factos definitivos. Acho que é um precursor, alguém que se adianta aos movimentos que virão" (O Nacional, Caracas, 31 de janeiro de 1976).

Na sede do Centro de Informação e Turismo do Governo de Venezuela em Nova York, apresentou-se o audiovisual Presentation and scale models of sculptures by Alejandro Otero. Foi nomeado Presidente da Comissão Especial de Artes Plásticas do Conselho Nacional da Cultura (CONAC). Com motivo do Bicentenario dos Estados Unidos, o Governo venezuelano ofereceu a este país a escultura Delta Solar. A doação foi aceitada pelo Congresso dos Estados Unidos. A obra instalou-se, em um ano depois, no jardim oeste do Museu do Ar e do Espaço, em Washington, o que significou um alto reconhecimento à trajectória do artista.

Otero participou, em 1977, no projecto concebido pela Corporación Olivetti para render homenagem a Leonardo dá Vinci e a um artista contemporâneo que resumisse algumas chaves da filosofia da empresa, como a relação entre o espaço e os sonhos dos homens, a integração da técnica com os elementos da natureza. Isto lhe permitiu apresentar sua Estrutura Solar, um paralelepípedo conformado por 54 aspas e mais de 10 metros de altura. A obra foi instalada no pátio de honra do Castello Sforzesco em Milão, lugar onde Leonardo projectou realizar um monumento ecuestre a Ludovico Sforza. Em 1980 a obra foi colocada permanentemente no Palácio Olivetti em Ivrea, Itália. Em 1979 ilustrou o livro de Orlando Araujo Alejandro Otero, o menino que chegou até o sol (Caracas, Edições María dei Masse, 1979).

Representou a Venezuela na XL Bienal de Veneza, celebrada em 1982. Ali apresentou-se com 13 obras de médio tamanho, maquetas, 50 desenhos, diapositivas e duas estruturas: Abra Solar e Agulha Solar, as quais foram instaladas à entrada da sede da Bienal e no Lido de Veneza. O cineasta Ángel Hurtado realizou os videos Alejandro Otero em Veneza e Abra Solar e as quatro estações. Ao ano seguinte, as estruturas que participaram na Bienal de Veneza foram instaladas na praça Venezuela e em frente à sede de Interalúmina, em Cidade Guayana, respectivamente. A série de Embolos vibratorios, levarão a médio formato as proposições já formuladas e cumpridas com suas esculturas a escala monumental. Nos espaços do Museu de Arte Contemporâneo de Caracas Sofía Imber realizou-se, em 1985, a maior exposição retrospectiva de sua obra. A mostra incluiu 763 peças que abarcavam todas as etapas de sua produção plástica. Em 1986 instalou na praça A Democracia, no Complexo Hidroeléctrico Raúl Leoni Guri, Estado Bolívar, a Torre Solar, obra que, a julgamento do artista, foi sua obra mais importante até esse momento (Anne de Blanco, 1986, p.28).

Incorporou-se, em 1987, ao Centro de Investigações IBM de Venezuela como investigador visitante. Com a assistência de Ana Margarita Blanco experimentou com as possibilidades do desenho com computador, cujos resultados foram publicados, dois anos mais tarde, em Alejandro Otero: Saúdo ao século XXI, livro que o artista dedicou como um tributo aos homens de ciência. A Primeira Bienal de Arte de Guayana, celebrada em 1987, no Museu de Arte Moderno Jesús Soto serviu de marco para render-lhe homenagem. A esta instituição museística doou, ao ano seguinte, trinta e três obras para sua colecção. Em 1990 a Galería Proposta Três mostrou, pela primeira vez ao público, os Monocromos. Com o artigo "Só quisesse ser pontual" obteve o Prêmio Henrique Otero Vizcarrondo ao melhor artigo de opinião, publicado no Nacional. Nesse ano falece aos 69 anos.

Por decreto presidencial e como homenagem póstumo o 14 de agosto a Fundação Museu de Arte A Rinconada assumiu o nome de Fundação Museu de Artes Visuais Alejandro Otero. A Gobernación do Estado Bolívar criou o Prêmio de Artes Plásticas Alejandro Otero. Representou em 1991 a Venezuela na XXI Bienal de Sao Paulo com 75 obras e é-lhe outorgada uma Menção Honorífica pós-mórtem. Apresentou-se nesse evento o video Alejandro Otero: Arte para o século XX, realizado por Xavier Sarabia.

Em comemoração do primeiro aniversário de seu fallecimiento, o Museu de Artes Visuais Alejandro Otero organizou uma exposição que incluiu a versão definitiva dos Collages Ortogonais realizados por médio do computador e o primeiro ensaio de escultura para a intemperie em cor Uma flor para Nora. Dois de suas obras foram restauradas e instaladas na autopista Caracas-A Guaira: Abra solar e Os Cerritos, esta última realizada com Mercedes Pardo. A Fundação Galería de Arte Nacional (FGAN) possui de Otero várias obras, pertencentes a suas diversas etapas.

Prêmios

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