Alejandro Romualdo Vale Palomino (Trujillo,19 de dezembro de 1926 - Lima, 27 de maio de 2008 ) foi um poeta e jornalista peruano. Pertenceu à Geração do 50. Ganhador do Prêmio Nacional de Poesia em 1949 . A noite do 27 de maio de 2008, o poeta foi achado sem vida em sua moradia do distrito limeño de San Isidro.
CANTO CORAL A TÚPAC AMARU, QUE É A LIBERDADE
"Eu já não tenho paciência para aguentar tudo isto" Micaela Bastidas
Fá-lo-ão voar Com dinamita. Em massa carregá-lo-ão, arrastá-lo-ão. A golpes encher-lhe-ão de pólvora a boca. Voá-lo-ão:
E não poderão o matar!
Pôr de cabeça. Arrancarão seus desejos, seus dentes e seus gritos. O patearán a toda a fúria. Logo o sangrarán:
E não poderão o matar!
Coroarão com sangue sua cabeça; seus pómulos, com golpes. E com pregos seus costillas. Fá-lhe-ão morder o pó. Golpeá-lo-ão.
E não poderão o matar!
Sacar-lhe-ão os sonhos e os olhos. Quererão descuartizarlo grito a grito. Cuspi-lo-ão. E a golpe de matança Fincá-lo-ão.
E não poderão o matar!
Pôr no centro da praça, boca acima, olhando ao infinito. Lhe amarrarán os membros. À má atirarão.
E não poderão o matar!
Quererão voá-lo e não poderão o voar. Quererão rompê-lo e não poderão o romper. Quererão matá-lo e não poderão o matar.
Quererão descuartizarlo, triturarlo, manchá-lo, pisotearlo, desalmarlo. Quererão voá-lo e não poderão o voar. Quererão rompê-lo e não poderão o romper. Quererão matá-lo e não poderão o matar.
Ao terceiro dia dos sofrimentos, quando se cria todo consumado, gritando: Liberdade! sobre a terra, tem de voltar.
E não poderão o matar!
Modelo:ORDENAR:Romualdo, Alejandro