| Alfons Figueras | |
|---|---|
| Nome | Alfons Figueras |
| Nascimento | 15 de outubro de 1922 Villanueva e Geltrú, Barcelona |
| Morte | 6 de julho de 2009. |
| Ocupação | Historietista |
| Nacionalidade | Espanhola |
| Movimentos | Escola Bruguera |
| Obras notáveis | Aspirino e Colodión Topolino, o último herói |
Alfons Figueras i Fontanals, também conhecido como Alfonso (seu mesmo nome, mas em castelhano), foi um historietista espanhol (Villanueva e Geltrú, Barcelona, 15 de outubro de 1922 - 6 de julho de 2009 ),[1] adscrito à segunda geração ou geração do 57 da Escola Bruguera, junto a autores como Gin, Ibañez, Nadal, Raf, Segura, Martz Schmidt ou Vázquez.[2] É o criador de personagens como Aspirino e Colodión e Topolino, o último herói.
Conteúdo |
Em seu povo natal conheceu a Salvador Mestres, quem pôs-lhe em contacto com o mundo da banda desenhada. Ainda que durante a guerra civil trabalhou em diversas publicações, é nos anos 40 quando se iniciou como profissional no mundo da historieta, trabalhando para o editoriais Marco, Bruguera e Hispano Americana. Desta última publicou vários trabalhos em revista-a Lendas Infantis, onde, entre outras coisas, se ocupava de calcar páginas a cor dos clássicos norte-americanos (Flash Gordon, Tarzán, Terry e os piratas, etc), para poder as plotar depois em alvo e negro, ou para que actuassem de viñetas de enlace.[3] Nesta ocupação coincidiu com outros famosos desenhistas, como Juan García Iranzo.
Entre 1946 e 1947 publicou várias séries de historieta de desenho realista, como Mysto (revista Garotos, 1946), Mr. Radar (revista O Coyote, 1947) e O Homem Eléctrico (também no Coyote, nesse mesmo ano). Depois destas publicações, abandonou definitivamente o estilo realista para centrar-se na historieta humorística.
Entre 1948 e 1956 Figueras realizou média centena de séries diferentes para semanários humorísticos, entre as que destacam:
Em 1956 transladou-se a Venezuela , país no que residiu durante doze anos, para trabalhar em uns estudos de desenhos animados.
Ao regressar, seguiu trabalhando na animação, mas uma série de falhanços empurrou-lhe a voltar à historieta. Vovió a trabalhar para as revistas de Bruguera, para as que criou alguns de suas personagens mais conhecidas, como:
Figueras compatibilizou estes trabalhos com a realização de atiras de imprensa, como Dom Plácido (1970), para A Vanguardia, ou O Bon Jan (1976) e Mr. Hyde (1987), para Avui. Também escreveu artigos e reseñas para diferentes meios, como Totem.[4]
Em 1988 colaborou na remozada TBO de Edições B com novas séries, como Fortunato ou Histórias extraordinárias. Nesse mesmo ano, obteve o Grande Prêmio do Salão da Banda desenhada de Barcelona.
O estilo de Figueras, com uma marcada predilección pelo humor surrealista e fantástico, resulta incomum no marco da historieta humorística espanhola. Em sua obra tiveram uma grande influência o cinema cómico mudo, o cinema fantástico, as novelas de género e as bandas desenhadas clássicas norte-americanos, como a atira cómica Krazy Kat, de George Herriman.