| Alfredo Yabrán | |
|---|---|
| Nascimento | 1 de novembro de 1944 Entre Rios, |
| Fallecimiento | 20 de maio de 1998 (53 anos) Entre Rios, |
| Nacionalidade | argentina |
| Ocupação | empresário |
Alfredo Yabrán (n. Larroque, Entre Rios, 1 de novembro de 1944 - Estadia San Ignacio - (supostamente morrido) 20 de maio de 1998 ) foi um homem de negócios da Argentina, com uma profunda vinculação com o governo de Carlos Saúl Menem. Voltou-se conhecido por acusações do ex ministro de economia Domingo Cavallo, e ter-se-ia suicidado o 20 de maio de 1998, quando estava por ser detido no marco das investigações pelo assassinato de José Luis Cabeças. Segundo a autópsia o corpo era de Yabrán, mas atraentemente, sua cara estava desfigurada e sua contextura física não coincidia com o corpo do empresário. Muitos asseguram que não era Yabrán. Há que ter em conta que foi no governo de Menem quando a justiça opinou que não era ele.
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Yabrán nasceu na província dentre Rios em 1944, e transladou-se à cidade de Buenos Aires a princípios dos 60. Cedo começou a fazer negócios em áreas de segurança e transacções bancárias. Nos 70 já era um dos principais accionistas de Ocasa. A fins do governo de Raúl Alfonsín passou a operar segurança aeroportuaria.
Em uma sessão do congresso de 1995 , o então ministro de economia Domingo Cavallo denunciou a Yabrán como uma sorte de líder mafioso, com protecção política e judicial. Neste momento Yabrán faz-se conhecido para o público em general, ainda que sua identidade era desconhecida em grande parte e a imprensa não contava com nenhuma foto dele.
Legalmente, Yabrán só declarava possuir umas poucas empresas de pouca importância, mas Cavallo o acusava de manejar, mediante testaferros, outras companías mais importantes. Entre elas, o correio Oca (que manejava o 30% do mercado postal argentino), Ocasa (que Yabrán declarava ter vendido) e a companhia de transporte e logística Villalonga Furlong. Estas empresas venderam-se a seguir ao Grupo Exxel por 605 milhões de dólares. Dito grupo nega que Yabrán tenha sido o vendedor.
A acusação principal contra Yabrán era que suas empresas de transporte e segurança seriam utilizadas para ocultar tráfico de drogas ou armas ou lavagem de dinheiro.
Em um princípio, Yabrán mantinha um baixo perfil mediático e só falava mediante voceros, até as acusações mediáticas de Cavallo. O fotógrafo José Luis Cabeças, de revista-a Notícias, foi o primeiro em conseguir fotografá-lo.[1] Pouco depois foi assassinado, e pessoas do meio de Yabrán viram-se implicadas no caso. A partir de então viu-se obrigado a sair em público e fazer declarações ao respecto.
Quando se opinou uma ordem de detenção contra Yabrán, este passou à clandestinidade. Cinco dias depois, o 20 de maio de 1998 , Alfredo Yabrán suicidou-se disparando-se com uma escopeta, que lhe desfiguró o rosto e fazia ao cadáver irreconhecível.[2]
Segundo a investigação forense, o cadáver era de Yabrán, mas alguns meios de comunicação puseram em dúvida a possibilidade do suicídio dada a longitude da bala do canhão e os braços de Yabrán. Isto deu pé a uma lenda urbana que propõe que Yabrán não ter-se-ia suicidado realmente senão que teria realizado uma montagem para que assim o parecesse. Durante o ano 2002 teve lugar nos Estados Unidos uma transacção comercial supostamente realizada por Yabrán. No entanto, a teoria mais aceitada é que um terceiro teria tentado suplantarlo, apresentando documentos adulterados e imitando a assinatura de Yabrán.[3]
A morte de Yabrán e as teorias sobre a possível montagem são aludidas na canção A Argentinidad ao Pau de Bersuit Vergarabat, do ano 2004. Em um fragmento em que se gritam frases soltas semejando a um canillita vendendo diários, se diz "Encontraram o boneco de Yabrán, com um tiro na cabeça.". Dita menção não foi refletida com imagens particulares dentro do videoclip de dito tema.
Durante a interpretação ao vivo da canção O Salmón, Andrés Calamaro menciona a frase Não me excita cagar com Yabrán onde deveria dizer 'Não me excita cagar no mar'.[4]
Durante o ano 2008 tem lugar a emissão da série televisiva Vidas Roubadas. Nesta a personagem Ástor Monserrat, interpretado por Jorge Marrale, é retratado de uma forma similar à percepción popular de Yabrán: dito personagem dirige actividades ilícitas desde o anonimato, usando negócios legítimos como ecrã para ocultar suas actividades reais, e gozando mediante práticas corruptas com protecção política e judicial.
Ao voltar-se conhecido mediáticamente e cercado por investigações judiciais, a personagem de Monserrat recorre a suicidar-se com uma escopeta, mas depois descobre-se que se tratava de um engano, e que em realidade outra pessoa de contextura similar se suicidou em seu lugar. De acordo a vários meios, o suicídio de Monserrat na ficção traça paralelismos com o caso de Yabrán e as hipóteses do possível engano.[5]
Modelo:ORDENAR:Yabran, Alfredo