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Alga

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Para outros usos deste termo, veja-se Alga (desambiguación).
Exemplo de um alga pluricelular.

Chamam-se algas a diversos organismos autótrofos de organização singela, que fazem a fotosíntesis produtora de oxigénio (oxigénica) e que vivem na água ou em ambientes muito húmidos. Pertencem ao reino Protista.

As algas não se classificam dentro do reino vegetal, isto é, não são plantas (Embriophyta). Trata-se de um grupo polifilético ou artificial (não é um grupo de parentesco), e não tem portanto já uso na classificação científica moderna, ainda que segue tendo utilidade na descrição dos ecosistemas acuáticos.

O estudo científico das algas chama-se Ficología. Usa-se também mas menos Algología, um termo ilegitimamente construído com uma raiz latina (alga) e outra grega (logos); presta-se ademais a confusão com a ciência homónima da dor, que é uma especialidad médica.

Muitas algas são unicelulares microscópicas, outras são coloniales e algumas têm desenvolvido anatomías complexas, inclusive com tecidos diferenciados, como ocorre nas algas pardas. As maiores, membros do grupo anterior, formam corpos laminares de dezenas de metros de longitude.

Conteúdo

Classificação

As algas constituem um conjunto polifilético, isto é, que seus membros estão dispersos entre diferentes grupos de parentesco (grupos ou clados monofiléticos).

  1. Cianobacterias (Cyanobacteria). Telefonemas tradicionalmente algas verdeazuladas ou algas azuis, que é o que literalmente significa seu antigo nome sistémico, cianofíceas (Cyanophyceae).
Alguns outros grupos de procariontes realizam formas de fotosíntesis não oxigénicas, mas não costumam ser tratados como algas, senão como bactérias ou arqueas.
  1. Fio Euglenófitos (Euglenophyta). Formas unicelulares de água doce dotadas de plastos verdes, emparentadas estreitamente com os Kinetoplástidos, um grupo que inclui tanto a formas unicelulares heterótrofas dos mesmos ambientes como aos protistas que produzem a doença do sonho (Trypanosomátidos).
  2. Fio Dinoflagelados (Dinoflagellata, Pyrrophyta para os botánicos). São protistas unicelulares que em sua maioria apresentam plastos de diferentes cores, derivados por endosimbiosis de outras algas unicelulares. As zooxantelas a sua vez são dinoflagelados endosimbióticos que crescem em diferentes animais acuáticos marinhos, especialmente corais. Os Dinoflagelados estão muito proximamente emparentados com os Ciliados e, mais ainda, com os Apicomplejos, o grupo que inclui ao parasita que produz a malaria (Plasmodium).
  3. Fio Cromófitos (Chromophyta) ou Heterokontófitos (Heterokontophyta): Um clado (grupo evolutivo) de protistas muito heterogéneo que inclui entre seus membros a alguns dos mais importantes fotosintetizadores acuáticos, como as algas douradas (Crisófitos, Chrysophyta), as algas pardas (Feófitos, Phaeophyta) ou as diatomeas (Bacilariófitos, Bacillariophyta ou Diatoma). Também se incluem aqui alguns grupos heterótrofos, como os Oomycetes, que até que recentes avanços genéticos permitiram comprovar sua verdadeira filiación, se classificavam entre os hongos (“pseudohongos“).
  4. Fio Haptófitos (Haptophyta=Coccolithophoridae), chamados às vezes Prymnesiophyta. Unicelulares cujas escamas carbonatadas (cocolitos) contribuem de forma importante aos sedimentos oceánicos.
  5. Fio Criptófitos (Cryptophyta). Formas unicelulares flageladas de águas frias, sobretudo marinhos.
  6. Fio Glaucófitos (Glaucophyta=Glaucocystophyta). São protistas unicelulares de água doce que se caracterizam por conter cianelas, que são plastos com características típicas das cianobacterias e ausentes dos plastos do resto das algas e plantas (por exemplo, uma parede residual de peptidoglucano e carboxisomas).
  7. Fio Rodófitos (Rhodophyta). São as algas vermelhas. Em algumas classificações classificam-se dentro do reino vegetal (Plantae).
  8. Fio Clorófitos (Chlorophyta). São as algas verdes, de uma de cujos ramos evolutivas evoluíram as plantas terrestres. Actualmente classificam-se dentro do reino vegetal (Plantae).
Os três últimos fios estão emparentados entre si e são os chamados eucariontes fotosintéticos primários, descendentes directos do eucarionte em cujo seio uma cianobacteria se converteu no primeiro plastidio (Baldauf, 2003).

Há vários grupos mais diversamente relacionados com os anteriores que podem se considerar algas. E alguns, como os ciliados, são comummente heterótrofos, mas com formas portadoras de algas endosimbióticas que ecologicamente são “algas unicelulares”.

Dada a polifilia do grupo, refletida na classificação de acima, não se podem fazer muitas generalizações válidas.

As formas unicelulares eucarióticas costumam ser nuas e flageladas, conservando em sua maioria a capacidade de fagocitar. Uma excepção importante constituem-na as diatomeas, que aparecem recobrir por uma teca. Os haptófitos (ou cocolitofóridos) estão rodeados de escamas.

As formas pluricelulares costumam apresentar paredes celulares e plasmodesmos (pontes de citoplasma entre células contíguas), e às vezes desenvolvem estruturas anatómicas intrincadas, especialmente as algas pardas e as algas vermelhas. São característicos os ciclos vitais complexos com alternancia de gerações. Os órgãos formadores de gametos (gametocistes) e esporas (esporocistes) são unicelulares (com a sozinha excepção de algumas algas verdes do género Chara). Em general, as células reproductoras são flageladas.

Biotipos

Além de formas estritamente unicelulares apresentam-se entre as algas formas coloniales ou pluricelulares com estruturas e anatomías às vezes convergentes que se costumam classificar nos seguintes biotipos:

Ecología

Charca eutrofizada com uma forte proliferación de algas.
Alga sobre rochas em Shihtiping , Taiwan

A função ecológica mais conhecida das algas é a produção primária, são os principais produtores de matéria orgânica a partir da inorgánica no mar, desta maneira a matéria orgânica ingressa às correntes tróficas. Este passo pode produzir pelo consumo de algas, a absorción de nutrientes dissolvidos de origem vegetal por outros organismos, ou pela descomposição destas.

Sobre a distribuição das algas pode afirmar-se que são cosmopolitas, isto é vivem em todos os climas, se encontram aclimatadas às mais diversas situações ambientais. Há algas em todos os ambientes acuáticos onde existe luz, tanto de água doce como de água salgada, umas vezes no plancton outras no bentos. Encontram-se também em ambientes terrestres húmidos, como é o caso do verdín que cresce em solos, em muros, em cortezas de árvores, etc.

São notáveis as algas que formam associações simbióticas com organismos heterótrofos. Este é o caso das que formam líquenes em associação com hongos. Também dos simbiontes unicelulares que se encontram em muitos animais marinhos.

Existem formas unicelulares hipertérmofilas, crescendo em fontes termales, entre as algas vermelhas. São de grande interesse biológico, porque esta condição é única entre os organismos eucariontes.

Um forte interesse antrópico determina o estudo destes organismos, são por isso reseñables os afloramientos ou blooms produzidos por algumas algas eucariontes unicelulares que protagonizam às vezes marés tóxicas.

Simbiosis

Diferentes algas aparecem formando notáveis simbiosis metabólicas. Trata-se de associações mutualísticas nas que organismos com metabolismos diferentes se associam, se beneficiando mutuamente de suas respectivas habilidades.

Parasitismo

Há vários casos notáveis em que algas aparecem implicadas em relações parasitarias.

Listagem de géneros notáveis de algas

Usos das algas

Imagem de cochayuyo secàndose

As algas podem ser utilizadas para produzir biocombustibles (bioetanol, biobutanol e biodiésel), por outra parte, no mundo da estética utilizam-se por suas propriedades hidratantes, antioxidantes e regeneradoras.

Gastronomia

As algas servem como alimento em algumas partes do mundo. Exemplos de algas comestibles são: Kombu, Gim, Nori, Hijiki, Karengo (Porphyra columbina), Espagueti de mar (Himanthalia Elongata), e o "Cochayuyo" (Durvillaea antarctica) nos paises do sul do pacífico.

Veja-se também

Referências

Enlaces externos

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