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Altruismo

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Altruismo.

O altruismo (do francês antigo "altrui" = dos outros) pode-se entender como:

De acordo à Real Academia Espanhola, o altruismo prove do francês "altruisme" e designa a [1. m.] Diligência em tentar o bem alheio ainda a costa do próprio.

O termo altruismo refere-se à conduta humana e é definido como a preocupação ou atenção desinteresada pelo outro ou os outros, ao invés do egoísmo. Costumam existir diferentes pontos de vista sobre o significado e alcance do altruismo.

Altruismo é o sentimento ou tendência de fazer o bem aos demais, ainda a costa do próprio proveito.

Chama-se altruísta à pessoa que professa o altruismo.

Conteúdo

Altruismo em psicologia e sociologia

O filósofo francês Auguste Comte acuñó a palavra "altruisme" (com a acepción número 3) em 1851 e esta foi adoptada depois pelo castelhano. Muitos consideram seu sistema ético algo extremo, no que os únicos actos moralmente correctos são aqueles que tentam promover a felicidade de outros. Isto levou ao desenvolvimento da acepción das pessoas 1.

É aquela conduta que beneficia a outros, que é voluntária e cujo autor não antecipa benefícios externos.


(...)Altruismo, segundo diversas correntes sociológicas, incluindo a corrente mais céptica, não é outra coisa que uma forma de hedonismo gerada por um terceiro para o indivíduo protagonista que, longe de pertencer a si mesmo, pertence aos demais. Está nomeado como uma virtude quando, nos seres humanos nos que recae, implica uma perda do eu em favor do superyó do indivíduo. Deste modo, a vida para estes seres humanos altruístas encontra seu "sentido de vida" em algo alheio a elas, acessório, que lhes livra da dor que implica a sensação de não fazer nada.

Altruismo em etología e biologia evolucionista

A abeja, um símbolo do altruismo.

O altruismo em etología e, portanto, na biologia evolucionista, é o padrão de comportamento animal no qual um indivíduo põe em risco sua vida para proteger e beneficiar a outros membros do grupo. Quase todas estas teorias nos explicam como um indivíduo pode sacrificar inclusive sua própria sobrevivência por proteger a dos demais, ainda que sempre acrescentam o facto de que entre os membros desse grupo tem de se achar algum membro que compartilhe parte de seus mesmos genes. Esta seria uma maneira de assegurar a continuidade de sua informação genética. Pese a isso, esta teoria resulta insuficiente para explicar as condutas altruístas que se desenvolvem para indivíduos não emparentados, isto é, com os que não se compartilha informação genética.

Para explicar o altruismo não emparentado, se tem postulado que, nestes casos, a conduta altruísta se leva a cabo quando o indivíduo espera de alguma forma ser recompensado pelo outro ou por algum outro membro do grupo; ou que por último algumas das condutas altruístas podem ser o resultado da necessidade do indivíduo de se sentir aceitado pelo grupo, por se sentir partícipe dentro dele, com o qual indirectamente também obtém um benefício. Esta acepción foi proposta por cientistas que exploravam as razões pelas que poderia ter evoluído o comportamento não egoísta. Aplica-se não só às pessoas (altruismo psicológico), senão também a animais e inclusive a plantas.

Existe, no entanto, uma interpretação da noção de altruismo contrária à anteriormente exposta. Em sua obra O gene egoísta (1976), Richard Dawkins acusa a estas teses de desviar-se do darwinismo ortodoxo e propõe, a mudança, uma concepção que entende a evolução considerando o bem do indivíduo (gene), e não o da espécie, como factor capital. Dawkins sustenta que o que habitualmente se entende por altruismo, isto é: a conduta de um organismo quando se comporta de tal maneira que contribua a aumentar o bem-estar de outro ser semelhante a expensas de seu próprio bem-estar[2] tratar-se-ia de um altruismo individual aparente e, pelo mesmo, a conduta contrária seria um egoísmo individual aparente. Assim, sua tese forte consiste em que existe uma lei fundamental denominada egoísmo dos genes que explica tanto o altruismo como o egoísmo individual desde o ponto de vista genético. Em definitiva, Dawkins sustenta que a interpretação ortodoxa da selecção natural darwiniana é aquela que a concebe como selecção de genes (egoísmo do gene), e não como selecção de grupos (altruismo entre indivíduos).

Aparecimento do altruismo em humanos

Investigações mostram que o altruismo aparece no ser humano ao cumprir os 18 meses, ao igual que no chimpancé; o que sugere que os seres humanos têm uma tendência natural a ajudar aos demais.

Pese a isto, cabe destacar que alguns filósofos como J.S.Mill defendiam que o ser humano não é naturalmente altruísta, senão que precisa ser educado para chegar ao ser.

Referências

  1. (em inglês) http://www.etymonline.com/index.php?term=altruism Altruism]
  2. Dawkins (1976/2000) O gene egoísta, Salvat Editores, S.A., 2ª edição, Barcelona, p.19

Veja-se também

Enlaces externos

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