O termo América Latina ou Latinoamérica (em português: América Latina; em francês: Amérique Latine) tem vários usos e connotaciones divergentes:[3]
A designação não se aplica em nenhum dos casos aos países de língua não latina de América do Sul (como Surinam e Guyana), as Caraíbas (dezenas de ilhas de fala inglesa e holandesa), ou América central (como Belice, que tem ao inglês como idioma oficial).
Na jerga internacional geopolítica, é comum usar o termo composto América Latina e as Caraíbas para designar todos os territórios do Hemisfério Ocidental que se estendem ao sul dos Estados Unidos, incluindo os países de fala não latina.
Os países que integram Latinoamérica compartilham algumas similitudes culturais, por ter sido territórios coloniales de Espanha , Portugal e França. Entre eles se observam também grandes variações linguísticas, étnicas, sociais, políticas, económicas e climáticas, pelo que não se pode falar de um bloco uniforme.
Conteúdo
|
|
A raça da América Latina, |
O termo foi utilizado pela primeira vez em Paris em 1856 em uma conferência do filósofo chileno Francisco Bilbao[4] e, no mesmo ano, pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo em seu poema As duas Américas.[5]
O termo América Latina foi apoiado pelo Império Francês de Napoleón III durante sua Invasão francesa de México como forma de incluir a França entre os países com influência na América, e para excluir aos anglosajones. Desde seu aparecimento, o termo tem ido evoluindo para compreender um conjunto de características culturais, étnicas, políticas, sociais e económicas. [1]
O termo "Latinoamérica" ou "América Latina", apesar de ser comummente aceitado pela população dos países a que se refere, tem seus detractores, em especial entre os grupos hispanistas, indigenistas e antirracistas. Os primeiros por dar prioridade à influência espanhola e os dois últimos por considerar que se trata de um termo eurocentrista imposto pelos colonizadores, já que jamais poderiam se considerar de origem latino, nem os indígenas, nem os afroamericanos, decisivos cuantitativa e qualitativamente na composição da população. Inclusive em muitos casos os indígenas não falam idiomas europeus. Como concessão ante estas críticas, na actualidade se utilizam outras palavras como "Hemisfério", "Hemisfério Ocidental" ou "as Américas", em plural. No entanto, também há quem pensa que estes termos têm sido inventados pelos estadounidenses para apropriar do nome da América" com fins hegemónicos e que, dado que o continente é um só, não se deve usar a palavra em plural. Também se questiona o uso do termo "hemisfério", pois pode referir a qualquer parte do mundo e também porque, como sucede com "hemisfério ocidental", implica uma dissolução da própria identidade americana. Adicionalmente, as nações e povos não latinos das Caraíbas consideram que o termo "América Latina" não os abarca, porque não falam uma língua romance.
O uso mesmo do nomeie a América" tem sido historicamente controvertido. Simón Bolívar quis chamar a toda a região "Colômbia", em honra a Cristóbal Colón.[6] Segundo o parecer do Libertador, Colón tinha mais mérito que Américo Vespucio para dar nome ao continente. Antigamente, utilizava-se o termo "Índias Ocidentais" para nomear ao continente. O subcontinente sul também era chamado "América Meridional" ou "América do Meio dia". Quanto ao subcontinente norte, a Nova Espanha era também conhecida como a América Setentrional, México se declarou independente com esse nome durante o Congresso de Anáhuac em 1813 .
O termo latinoamericano também é criticado quanto a que, segundo muitos estudiosos, parece integrar de maneira forçada às colónias francesas que em pouco se parecem histórica e culturalmente ao resto das regiões latinoamericanas, devido à política de Napoleón III durante a intervenção francesa em México, que segundo ele justificava o estabelecimento de um "Império Latinoamericano" baixo a influência francesa. O escritor mexicano Carlos Fontes, por sua vez, acuñó a variante "Indo-Afro-Ibero América" em seu livro Valente Mundo Novo. No entanto, contemporaneamente apontar à península Ibéria (Espanha e Portugal) como único integrador da população destes países americanos exclui à grande população de imigrantes originarios de outros países da Europa e o mundo, como por exemplo Itália, Alemanha, Armenia, Chinesa, Índia, Líbano, etc.. É importante recordar que uma vez obtida a independência de Espanha e Portugal e durante o século XIX novos grupos de imigrantes passaram a conformar a população de muitos destes países e se misturaram com os diferentes grupos existentes nas diferentes regiões da América. Ademais, hoje existe um grande número de imigrantes na população tanto do Canadá como dos Estados Unidos procedentes de outros países da América.
Vai cobrando força em âmbitos internacionais uma nova postura teórica sobre o conceito América Latina que se vincula mais a aspectos antropológicos e sociológicos que ao linguístico, e parte do conceito horizonte cultural.[6] Entende-se por este último ao espaço geográfico e temporal no que prevalecem pautas culturais comuns, as quais podem incluir a utilização de uma língua determinada. Neste sentido, os partidários desta postura entendem que países das Caraíbas, Centro e Sudamérica como Jamaica, Surinam, Barbados ou Belice são parte da América Latina, já que as pautas culturais da população dos mesmos possuem similaridades com outros países latinoamericanos, diferenciando das práticas das nações da América Anglosajona, à que vêem como outro horizonte cultural. Assim mesmo, a região francófona do Canadá (pese a que o francês é uma língua latina) inclui-la-iam na América Anglosajona, pelos mesmos motivos anteriormente expostos. Entre os partidários desta postura encontramos a reconhecidos estudiosos, como Miguel Vermelhas Mix, Ricardo Méndez, Pedro Cunill Grau, John Escola, Rodolfo Bertoncello, Diego M. Rios e Andrea Salleras.
O emprego do termo americano para referir-se de maneira exclusiva aos habitantes dos Estados Unidos realizou-se de maneira abusiva como muitos estadounidenses utilizam com frequência o nome abreviado América (em inglês, America) para referir a seu país. No entanto, são americanos todos os que habitam o continente. Para evitar a ambigüedad utiliza-se o termo panamericano para referir-se a algo relativo a todos os países da América.
O termo «Latinoamérica» tem um sentido de supra-nacionalidade respecto dos estados-nação. Dito sentido supra-nacional confluye em diferentes iniciativas comuns que tendem à formação de organismos políticos que o articulem, como a Comunidade Sudamericana de Nações actualmente constituída em UNASUR/UNASUL e em pleno processo de aprovação a nível de tratado pelos congressos respectivos. A Unidade Latinoamericana é um conceito político-cultural estendido por América Latina anterior aos tempos da independência, e que deve ser distinguido claramente do panamericanismo. Partidos políticos, sectores sociais, intelectuais e artistas das mais diversas extracções têm expressado reiteradamente sua adesão às mais diversas formas de unidade latinoamericana, desde organizações supranacionales como a Associação Latinoamericana de Integração (ALADI) até instâncias de coordenação política como a Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina (COPPAL), culturais como a União de Universidades da América Latina e as Caraíbas (UDUAL) ou sectoriais que adoptam a forma de uniões latinoamericanas.
As similitudes históricas e culturais dos povos latinoamericanos têm levado a criar a ideia da América Latina como uma pátria grande comum.[7] O plano de regularización de imigrantes procedentes de países fronteiriços iniciado por Argentina em 2006 leva o nome, precisamente, de Pátria Grande.[8]
Derivado da ideia genérica de unidade latinoamericana desenvolveram-se projectos e instâncias políticas de integração das nações latinoamericanas. Estes projectos têm tomado corpo principalmente na ALADI, mas também em diversos projectos de integração física, logística e cultural e se expressaram em um corpo teórico particular a respeito do processo de integração. No marco da integração latinoamericana desenvolveram-se também experiências mais ou menos exitosas de integração subregional, como o Mercosul, a Comunidade Andina, ou o Sistema da Integração Centroamericana (SICA), que tem levado à teoria da integração latinoamericana a sustentar diferentes modelos de interrelación entre os processos de integração subregional, latinoamericano e continental. Em Norteamérica , México é o único membro latinoamericano do TLCAN e é observador nas 3 principais agrupamentos latinoamericanos de Centro e Sudamérica.
Nos últimos anos, sobretudo na última década, os governantes dos países latinoamericanos têm dado passos firmes e pronunciaram-se a favor de uma aceleração na integração regional.
Mencionam-se ademais os territórios que fariam parte da América Latina segundo a connotación literal do termo: as províncias de Quebec , Nova Escócia e Novo Brunswick no Canadá; os Estados de Luisiana , Flórida, Califórnia e Novo México em EE.UU.; e os territórios franceses de Guyana Francesa, Clipperton, Guadalupe, Martinica, San Bartolomé, San Martín e San Pedro e Miquelón.
Cabe destacar que certas regiões latinoamericanas dependem de certos países.
Um deles é Porto Rico desde 1898, que depois de uma guerra entre Espanha e Estados Unidos passou a depender deste país norte-americano. Pois este país não conseguiu encontrar sua independência, como o tinham conseguido Cuba e Filipinas, que também pertenceram à soberania espanhola e que passou também ao domínio dos Estados Unidos. Porto Rico é uma ilha hispanohablante. Juridicamente é bilingüe, no sentido de que tanto o espanhol como o inglês são idiomas oficiais, sendo o espanhol o idioma vernáculo falado pela totalidade da população. O inglês ensina-se como segunda língua, ainda que menos de 5% da população é totalmente bilingüe.
O 23 de julho de 1967, os puertorriqueños foram às urnas a votar pelas opções apresentadas pelos movimentos estadolibristas, estadistas e independentistas, só o 0.6% votos vai para os independentistas. A reafirmación do Estado Livre Sócio estabelecido por comum acordo baixo os termos da Lei 600 de 1950 e a Resolução Conjunta 447 de 1952 do Congresso dos Estados Unidos como comunidade autónoma permanentemente associada a Estados Unidos da América ganha por um 60.4% dos votos. Enquanto um 39% vota para solicitar do Congresso dos Estados Unidos da América a admisión de Porto Rico na união americana como estado federado.
O 14 de novembro de 1993, os puertorriqueños foram às urnas a votar pelas opções apresentadas pelos movimentos estadolibristas, estadistas e independentistas. Os três principais partidos políticos apresentaram suas definições, utilizando como emblemas três figuras geométricas. O Estado Livre Sócio triunfou por mais de 38,000 votos (826,326 (48.6%) votos) sobre a Estadidad (788,296 (46.3%) votos) e teve 75,620 (4.4%) votos por Independência.
No entanto, o Partido Independentista Puertorriqueño promove a independência completa da ilha. Em isto têm entrado em controvérsia e discussão entre políticos e cidadãos puertorriqueños com ideias divididas, outros a favor e outros na contramão inclusive se considerou uma injerencia política de parte do presidente actual de Venezuela , Hugo Chávez, em exigir aos Estados Unidos que seja concedida a independência. Ainda que assim que a independência entrou em agenda da ONU e concluiu-se que só dependerá dos cidadãos a independência da ilha ou não do país. Entre o 18 e 19 de novembro de 2006 uma reunião que se realizou na Cidade do Panamá (Panamá), se consistiu em um conclave internacional de delegados de vinte e dois países (entre eles de quinze partidos políticos no poder), que participaram dos trabalhos em apoio à independência e soberania de Porto Rico, conhecido como o Congresso Latinoamericano e Caribeño pela Independência de Porto Rico. No Panamá reiterou-se a solidariedade com a causa da independência de Porto Rico, criaram-se comités de apoio que na cada país difundirão a luta pela independência de dita nação latinoamericana, e se ofereceu, a Porto Rico e os Estados Unidos, os bons oficios necessários para conduzir ao diálogo que leve à solução do problema colonial. Também a representante do partido socialista na França, Ségolène Royal, candidata para as eleições presidenciais de seu país em 2007 , também brindou seu apoio a favor da independência e soberania do país caribeño. Também os partidos que estão no poder em Espanha , como o Partido Popular e o Partido Socialista Operário Espanhol, governada actualmente pelo presidente, José Luis Rodríguez Zapatero.
O caso de Guayana Francesa, Guadalupe e Martinica não são colónias da França, mas fazem parte da França, como departamento de ultramar (DOM, Départements d'outremer). Em mudança as áreas insulares de Saint-Pierre e Miquelon, San Bartolomé e San Martín, são uma colectividad da França.
No caso da Guayana Francesa, alguns intelectuais membros da Unasur, conhecidos como a emancipación socialismo do século XXI têm tido algumas ideias aspiracionistas para que este território possa conseguir seu total e completa independência. Segundo o pensamento é completar uma América do Sul, sobre uma plena soberania própria deste departamento ultramarítimo algo similar como ocorre em Nova Caledonia na Oceania [2].
Vista da Cidade do Panamá, um dos centros bancários maiores da região. Centro Internacional de Bogotá, uma das zonas urbanísticas e financeiras mais importantes de Bogotá . |
A economia de Latinoamérica a preços de mercado (PPA), chega a ser a 4° maior e potente a nível mundial com 6.08 trillones de dólares. Está baseada maioritariamente em uma economia secundária e/ou terciária. Nos últimos anos produziram-se grandes avanços a nível político, económico e social, produzindo um desenvolvimento acelerado em praticamente todos seus países. A região é ademais a maior produtora de alimentos no mundo, e conta com inumeráveis recursos naturais e algumas das maiores reservas de hidrocarburos no mundo.
A economia maior de Latinoamérica é o Brasil com um PIB (PPA) de 2.0 biliões de dólares (2009). A nível mundial localiza-se no 8° posto, e sua economia está baseada na produção de bens e serviços. Está incluída na teoria BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e Chinesa), demonstrando que para o ano 2050 chegarão a ser, junto com a dos Estados Unidos, as 6 economias maiores do mundo.
A segunda economia regional é México, com um PIB (PPA) de quase 1.5 biliões de dólares (2009). México localiza-se na posição 11ª a nível mundial. A economia de México baseia-se principalmente na produção e manufacturación de bens industriais e serviços. Também faz parte da teoria BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e Chinesa). México é o único país de Latinoamérica que é incluído no Índice de Bonos Governamentais (WGBI por suas siglas em inglês), o qual em lista às economias mais importantes do mundo em termos de bonos de dívida governamental.
A terceira economia regional é a Argentina, com um PIB (PPA) de 584.392 milhões de dólares (2009). Tem uma economia baseada principalmente na produción de bens e serviços. É o principal exportador de alimentos do mundo e sua indústria está em pleno desenvolvimento depois de anos de estancamento. É o maior produtor de software da região e, junto com Brasil, são os únicos países onde se estão a desenvolver com rapidez os pólos tecnológicos. Na Argentina é onde a indústria automotriz, farmacêutica e tecnológica mais tem crescido nos últimos anos.
A economia de Colômbia é a quarta da América Latina segundo o FMI, com um PIB (PPA) de até 400 mil milhões de dólares (2009). Colômbia tem experimentado um crescimento média anual de 5,5% desde 2002. O principal produto de exportação de Colômbia é o petróleo, cujas reservas estimadas em 1.506 milhões de barris, são desenvolvidas por Ecopetrol (14 %) e sociedades anónimas. Outras explorações importantes são as de carvão e ouro, mas também a de esmeraldas cuja produção lidera a nível mundial. Assim mesmo se destacam a indústria têxtil, a alimenticia e a automotriz, e a produção de petroquímicos, biocombustibles, aço e metais.
Segundo dados do FMI, se mede-se o PIB PPA per capita em 2009 , o índice oscila entre os 14.561 da Argentina e os 1.339 de Haiti. Considerando o PIB Nominal per capita em 2009 , todos os países de latinoamericanos estão entre os postos 47° (Venezuela) com 11.789 dólares per capita e 150° (Haiti) com 733 dólares per capita dentro dos 180 países nos que se mede este parámetro. No referente ao índice de desenvolvimento humano, todos os países da região estão entre os postos 44° (Chile) e 149° (Haiti) entre 158 países, segundo os dados de 2007.
Tenta-se a integração económica a nível continental através da Aladi e o SELA. No entanto existem vários blocos sub-regionais. Assim, México faz parte do TLCAN com os Estados Unidos e Canadá. Por sua vez, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e República Dominicana têm vigente um tratado de livre comércio com os Estados Unidos (DR-CAFTA), e outros tratados com Canadá e México através do CARICOM. Também Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela têm seu próprio bloco, chamado neste caso a Alternativa Bolivariana para a América Latina e as Caraíbas. Em América do Sul existe um bloco predominante, o Mercosul, integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, com Bolívia, Chile, Colômbia e Peru como membros associados. Também no sul do continente, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru conformam a Comunidade Andina de Nações, da que os países vizinhos são membros associados. Fora do âmbito continental, Chile, México e Peru fazem parte da APEC (Foro de Cooperação Económica Ásia-Pacífico).
México e Chile são os únicos países que fazem parte da OCDE.
A crise económica dos Estados Unidos e Europa recém golpeou a Latinoamérica no final de 2008 , pois tem tido uma diminuição do comércio mundial e uma diminuição dos fluxos de capital. A região contraiu-se 1.9 % em 2009, e registará uma alça de 4.9% em 2010, sendo uma das regiões de maior crescimento no mundo. Ademais, vários organismos multilaterais investiriam cerca de $90.000 milhões entre o 2009 e o 2010. Assim, o Banco Mundial investiria $35.600 milhões; o BID, $29.500 milhões; a Corporación Andina de Fomento, $20.000 milhões, o Banco Centroamericano de Integração Económica, $4.200 milhões; e o Banco de Desenvolvimento das Caraíbas, $500 milhões. Os organismos multilaterais financiarão projectos de infra-estrutura, programas sociais e créditos comerciais, além de apuntalar a liquidez dos bancos, entre outros usos.[9]
| PIB (PPA) - 2009 | PIB (PPA) per capita - 2009 | PIB (nominal) - 2009 | PIB (nominal) per capita - 2009 |
|---|---|---|---|
|
|
|
|
| INB (Método Atlas) per capita - 2008 | INB PPA per capita - 2008 | Desenvolvimento Humano - 2007 | (G20) Países Integrantes - 2008 |
|---|---|---|---|
|
|
|
Índice Favorável Índice Desfavorável
| País | Desigualdade de rendimento[18] Coef. Gini (2009) | Desenvolvimento Humano[19] IDH (2009) | Desempenho Ambiental[20] EPI (2010) | Qualidade de vida[21] índice (2005) | Expectativa de vida[22] Anos (2007) | Índice de pobreza[23] % população com menos de 2 dólares diários (2009) |
| 50,0 | 0,866 (H) | 61,0 | 6.469 | 75,2 | 11,3 | |
| s/d | 0,772 (M) | 69,9 | s/d | 76,0 | s/d | |
| 58,2 | 0,729 (M) | 44,3 | 5.492 | 65,4 | 30,3 | |
| 55,0 | 0,813 (H) | 63,4 | 6.470 | 72,2 | 12,7 | |
| 52,0 | 0,878 (H) | 73,3 | 6.789 | 78,5 | 2,4 | |
| 58,5 | 0,807 (H) | 76,8 | 6.176 | 72,7 | 27,9 | |
| 47,2 | 0,854 (H) | 86,4 | 6.624 | 78,7 | 8,6 | |
| s/d | 0,863 (H) | 78,1 | s/d | 78,5 | s/d | |
| 54,4 | 0,806 (H) | 69,3 | 6.272 | 75,0 | 12,8 | |
| 49,7 | 0,747 (M) | 69,1 | 6.164 | 71,3 | 20,5 | |
| 53,7 | 0,704 (M) | 54,0 | 5.321 | 70,1 | 24,3 | |
| 59,5 | 0,532 (M) | 39,5 | 4.090 | 61,0 | 72,1 | |
| 55,3 | 0,732 (M) | 49,9 | 5.250 | 72,0 | 29,7 | |
| 48,1 | 0,854(H) | 67,3 | 6.766 | 76,0 | 4,8 | |
| 52,3 | 0,699 (M) | 57,1 | 5.663 | 72,7 | 31,8 | |
| 54,9 | 0,840 (H) | 71,4 | 6.361 | 75,5 | 17,8 | |
| 53,2 | 0,761 (M) | 63,5 | 5.756 | 71,7 | 14,2 | |
| 49,6 | 0,806 (H) | 69,3 | 6.216 | 73,0 | 18,5 | |
| 50,0 | 0,777 (M) | 68,4 | 5.630 | 72,4 | 15,1 | |
| 46,2 | 0,865 (H) | 59,1 | 6.368 | 76,1 | 4,2 | |
| 43,4 | 0,844 (H) | 62,9 | 6.089 | 73,6 | 10,2 |
| Países por Exportações 2007 - 2008 | Países por Importações 2007 - 2008 | Maior Dívida pública por país 2007 | Países por utentes de Internet 2007 - 2008 |
|---|---|---|---|
|
|
| População (2009)[28] | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nº | País ou dependência | População | |||||
| 1º | 192.483.000 | ||||||
| 2º | 107.550.697 | ||||||
| 3º | 45.310.000 | ||||||
| 4º | 40.134.425 | ||||||
| 5º | 29.132.013 | ||||||
| 6º | 28.664.000 | ||||||
| 7º | 17.033.000 | ||||||
| 8º | 14.129.000 | ||||||
| 9º | 14.027.000 | ||||||
| 10º | 11.204.000 | ||||||
| 11º | 10.090.000 | ||||||
| 12º | 10.033.000 | ||||||
| 13º | 9.879.000 | ||||||
| 14º | 7.542.800 | ||||||
| 15º | 7.466.000 | ||||||
| 16º | 6.349.000 | ||||||
| 17º | 6.163.000 | ||||||
| 18º | 5.743.000 | ||||||
| 19º | 4.579.000 | ||||||
| 20º | 3.982.000 | ||||||
| 21º | 3.361.000 | ||||||
| 22º | 3.322.576 | ||||||
| 23º | 436.131 | ||||||
| 24º | 415.908 | ||||||
| 25º | 287.730 | ||||||
| 26º | 199.509 | ||||||
| 27º | 29.376 | ||||||
| 28º | 7.492 | ||||||
| 29º | 7.036 | ||||||
| 30º | 1 | ||||||
| Total | 579.692.118 | ||||||
A maior parte da população na América Latina está composta por jovens, menores de 25 anos. Ainda que a esperança de vida média varia entre os 70 e 80 anos de idade na maioria dos países, são excepção Argentina, Chile,[29] Cuba, Porto Rico e Uruguai, incluindo também a província canadiana de Quebec e o território francês de ultramar de San Pedro e Miquelon, onde os adultos superam à população juvenil. O envejecimiento é progressivo nos demais países dependendo da melhora das condições económicas. Esta alta taxa de população juvenil deve-se à alta natalidad devida aos casais a idade temporã e a pouca difusão dos métodos anticonceptivos.
América Latina caracteriza-se por ser uma das zonas mais urbanizadas do mundo, onde cerca do 78% da população vive em contextos urbanos, em particular em países como Venezuela, Uruguai, Argentina,Colômbia e Chile, onde cerca do 90% da população é urbana. No entanto, é importante considerar que os critérios para determinar o urbano diferem de um país a outro, assim por exemplo, enquanto em Venezuela e México se considera urbana a toda aglomeración de população com 2.500 ou mais habitantes, em países como Argentina, Colômbia ou Bolívia é considerada urbana uma aglomeración de 2.000 habitantes; em Equador e Costa Rica considera-se urbano aos centros administrativos de províncias e cantones, e na Nicarágua a aglomeraciones de 1.000 habitantes, sempre que contem com características urbanas como electricidade e comércio.[30]
A população urbana latinoamericana caracteriza-se por concentrar-se em grandes áreas metropolitanas, como por exemplo, São Paulo, México, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Bogotá, Lima, Santiago, Caracas, as quais têm experimentado grandes fluxos migratorios desde as áreas rurais e desde as cidades menores, ao menos desde começos do século XX. Em contraparte, em alguns países, como Guatemala, Honduras ou Haiti, mais da metade da população é rural.[30]
América Latina é a zona do planeta com maior diversidade étnica e oferece uma amalgama de povos cuja presença e percentagem varia de um país a outro dependendo dos movimentos migratorios recebidos ao longo de sua história. Podem-se distinguir quatro grupos predominantes:[31] [32] [33] [34] Amerindios, Mestizos, Criollos e Afroamericanos (negros, mulatos e zambos).
Os amerindios são a população primigenia da América. Populações provenientes da Ásia entraram através do estreito de Bering durante a última glaciación, faz uns 25.000 anos, e colonizaron os dois subcontinentes. Ainda que não ficam quase populações sem algum grau de mestizaje , os países onde a percentagem de amerindios é maior são Guatemala, Equador, Peru e Bolívia. Também existem significativas comunidades indígenas em México, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Panamá, Colômbia, Venezuela, Brasil, Paraguai e Chile.[35]
Mestizo ou mestiza é um termo que prove do latín mixticius' (mistura ou misto). A RAE define-o como o que nasce de pai e mãe de raças diferentes, em especial de homem branco e indígena, ou de homem indígena e mulher branca. No entanto nos últimos anos o termo raça tem caído em desuso em âmbitos académicos, sendo substituído pelo conceito de etnia.[36] No termo mestizo há certa imprecisión, já que em castelhano aplicou-se em especial para os indivíduos resultado do mestizaje entre espanhóis e amerindios. Esquece-se com este uso que uma considerável parte do mestizaje na América hispânica se fez entre alvos com negros, negros com amerindios ou o mestizaje secundário de mestizos com amerindios e negros. Os indomestizos, adquiriam tal denominação por exibir um fenotipo, que indicava que eram a mistura de um mestizo e uma índia, no caso do zambo, de um negro e um amerindio, bem como um alvo com negro no caso do mulato ou pardo, e de um mestizo ao resultado de um alvo com amerindio, e deste resultado com outro amerindio, resulta um indomestizo. Os países com predominio de população mestiza são: Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai e Venezuela.[37] [38] Também existem cifras significativas de população mestiza em países como Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Peru, Guatemala, República Dominicana, e a província canadiana de Quebec.
Denomina-se criollos aos descendentes de colonos espanhóis, e por extensão, a todos os de origem europeu. Os países com maioria de população de ascendência européia são Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica e Uruguai.[39] Porto Rico (Estados Unidos) e San Pedro e Miquelón (França) -territórios dependentes- também são de maioria criolla.
À imigração de Espanha e Portugal durante a conquista e, sobretudo, durante a colónia, somaram-se posteriormente imigrantes de outros países europeus, principalmente da Itália, Alemanha, Reino Unido, França, Irlanda e Croácia. Argentina, Brasil, Uruguai e Chile incrementaram notavelmente sua população recebendo importantes fluxos migratorios provenientes da Europa a partir da segunda metade do século XIX, principalmente de Espanha e Itália no caso da Argentina e Uruguai; e de Portugal, seguido da Alemanha, Itália e Espanha, no caso do Brasil. Em Chile imigraram principalmente espanhóis, alemães, britânicos e yugoslavos. Cuba recebeu uma considerável imigração baseada, quase em sua totalidade, em espanhóis. Costa Rica, apesar de não ter recebido imigração recente européia de consideração, mantém a hispanidad homogénica entre sua população proveniente da colónia. Porto Rico sim recebeu imigração européia, principalmente da mesma Espanha e também da França, mas a princípios do século XIX. Colômbia, Paraguai, México e Peru receberam imigração européia no século XX, mas em um fluxo muito menor. Venezuela, sendo hoje em dia um país mestizo, teve grande imigração também no século XX, especialmente de espanhóis, portugueses, italianos, e uma pequena percentagem de alemães, graças ao crescimento económico pela descoberta do petróleo. Também podemos incluir cá a província canadiana de Quebec e o território francês de ultramar de San Pedro e Miquelón; ambas têm ascendência européia procedente da França desde a conquista e a época colonial. Ainda que no primeiro somaram-se também outros imigrantes, principalmente do Reino Unido, Itália, Grécia, Espanha, Portugal, e da mesma França, além de alguns países árabes.
Estudos recentes do DNA mitocondrial, só transmitido através das mães, na população de fenotipia branca nestes países revelam que existe também uma percentagem de mestizaje nesta população. O que coincide com os dados históricos de predominio de imigrantes masculinos.[40]
Os países com uma população de origem predominantemente africano ou mulato (mestizo europeu-africano) são Cuba, Haiti, a República Dominicana e os territórios franceses de ultramar: a Guayana Francesa, as áreas insulares de Guadalupe, Martinica, San Bartolomé e San Martín. Em menor proporção países como Brasil, Colômbia, Costa Rica, Belice, Equador, Guatemala, Honduras, Peru, Porto Rico, Venezuela, Uruguai e Bolívia; possuem também população negra e mulata. A imigração africana diferenciou-se das outras em que maioritariamente foi forçada fruto do tráfico de escravos.
Cabe também mencionar aos zambos (mestizos africano-amerindios) com comunidades presentes no Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e costa caribe de Centroamérica . Nesta última zona são denominados garífunas e falam uma língua própria do tronco arawak caribeño.
Latinoamérica também tem recebido minorias de imigrantes do Longínquo oriente, tanto da Ásia do Leste como do Sudeste Asiático, estes imigrantes se foram misturando progressivamente com a população local dando lugar a novos tipos de mestizaje. Provem principalmente da China, Japão, Filipinas, Coréia e Laos, formando em certos países importantes comunidades: japoneses principalmente no Brasil, México, Peru, Argentina, Paraguai e Bolívia;[41] chineses na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Nicarágua, Paraguai, Peru e Porto Rico; filipinos na Argentina, México, Peru e Porto Rico; coreanos no Brasil, Paraguai, Argentina, Peru, e Chile;[42] laosianos na Argentina. Cabe destacar que a comunidade chinesa no Peru, é a mais importante e numerosa da região.
Desde fins do século XIX tem chegado a América Latina uma importante quantidade de imigrantes provenientes do Oriente Próximo, principalmente de origem árabe e judeu, ainda que não exclusivamente. Conquanto muitos deles arribaron directamente desde o Império otomano, anteriormente a 1918 , a maior parte prove directamente de países como Líbano, Síria, Turquia, Israel ou os Territórios Palestinianos. Instalaram-se principalmente em países como Argentina, Chile e Brasil.
É significativo, por exemplo, o fluxo de palestinianos que chegou a Chile desde o século XIX; estes imigrantes formam actualmente a colónia palestiniana mais importante e numerosa fosse do mundo árabe com ao redor de 450.000 - 500.000 membros.[43] [44]
Os judeus, por sua vez, emigraram principalmente a Argentina, onde formam a comunidade hebréia mais numerosa de Latinoamérica, bem como a Brasil, Chile, México e Panamá, desde Europa e o Oriente Próximo. Actualmente a população de judeus estima-se em: Argentina 185.000, Brasil 96.700, Chile 75.000, Panamá 54.600 e México 39.800.[45] A maior parte dos judeus que chegaram a Latinoamérica é de origem askenazí provenientes da Europa do Leste. Também são numerosos os judeus de origem sefardí, os quais proviam dos Balcanes, Turquia e Palestiniana.
Também nesta região vivem gitanos de diferentes grupos sub-étnicos oriundos da Ásia e Europa (Espanha, os Balcanes, Rumania, etc.), instalados principalmente em países como Brasil, Argentina e Chile, mais reduzidos em México, Colômbia, Equador e Peru.
A seguir, um quadro realizado de acordo às estimativas de distribuição étnica levadas a cabo pelo académico mexicano Francisco Lizcano Fernández em 2005. Ditas cifras não se encontram exentas de controvérsia, pois não coincidem necessariamente com a informação oficial dos diferentes países:
| Composição Étnica da América Latina 2005[39] | ||||||||
| País | População1 | % Amerindios | % Criollos | % Mestizos | % Mulatos | % Negros | % Zambos2 | % Asiáticos |
| | 12,646.000 | 39.0% | 9.9% | 41.0% | 5.0% | 5.0% | 0.0% | 0.1% |
| | 11,385.000 | 53.0% | 4.0% | 42.0% | 0.0% | 0.0% | 0.2% | 0.8% |
| | 28,662.000 | 45.5% | 12.0% | 32.0% | 9.7% | 0.0% | 0.0% | 0.8% |
| | 8,329.000 | 55.0% | 15.0% | 28.0% | 2.0% | 0.0% | 0.0% | 0.0% |
| P. Indomestizos | 58,022.000 | 46.9% | 10.4% | 35.4% | 5.7% | 1.1% | 0.0% | 0.5% |
| | 2,856.000 | 8.0% | 10.0% | 32.0% | 27.0% | 5.0% | 14.0% | 4.0% |
| | 24,170.000 | 2.7% | 16.9% | 37.7% | 37.7% | 2.8% | 0.0% | 2.2% |
| P. Afromestizos | 69,131.000 | 2.4% | 18.5% | 46.9% | 27.1% | 3.6% | 0.6% | 0.9% |
| | 11,199.000 | 0.0% | 37.0% | 0.0% | 51.0% | 11.0% | 0.0% | 1.0% |
| | 3,915.000 | 0.0% | 74.8% | 0.0% | 10.0% | 15.0% | 0.0% | 0.2% |
| | 170,406.000 | 0.4% | 53.8% | 0.0% | 39.1% | 6.2% | 0.0% | 0.5% |
| | 8,373.000 | 0.0% | 17.0% | 0.6% | 75.0% | 7.0% | 0.0% | 0.4% |
| P. Afrocriollos | 193,893.000 | 0.4% | 51.6% | 0.0% | 40.8% | 6.7% | 0.1% | 0.4% |
| | 6,278.000 | 8.0% | 1.0% | 91.0% | 0.0% | 0.0% | 0.0% | 0.0% |
| | 6,417.000 | 7.7% | 1.0% | 85.6% | 1.7% | 0.0% | 3.3% | 0.7% |
| | 98,872.000 | 14.0% | 15.0% | 70.0% | 0.5% | 0.0% | 0.0% | 0.5% |
| | 5,071.000 | 6.9% | 14.0% | 78.3% | 0% | 0 % | 0.6% | 0.2% |
| | 42,105.000 | 1.9% | 23.5% | 60.1% | 11.0% | 3.2% | 0.1% | 0.0% |
| | 5,496.000 | 1.5% | 20.0% | 74.5% | 3.5% | 0.0% | 0.0% | 0.5% |
| P. Mestizos | 122,134.000 | 12.5% | 13.7% | 72.4% | 0.7% | 0.0% | 0.2% | 0.5% |
| | 37,032.000 | 1.0% | 85.0% | 11.1% | 0.0% | 0.0% | 0.0% | 2.9% |
| | 15,211.000 | 8.0% | 52.7% | 39.3% | 0.0% | 0.0% | 0.0% | 0.0% |
| | 4,024.000 | 0.8% | 82.0% | 15.0% | 0.0% | 0% | 2.0% | 0.2% |
| | 3,337.000 | 0.0% | 88.0% | 8.0% | 4.0% | 0.0% | 0.0% | 0.0% |
| P. Criollos | 59,604.000 | 2.7% | 76.7% | 18.4% | 0.2% | 0.0% | 0.1% | 1.8% |
| Totais | 502,784.000 | 9.2% | 36.1% | 30.3% | 20.3% | 3.2% | 0.2% | 0.7% |
Notas;
|
|
Este artigo ou secção precisa referências que apareçam em uma publicação acreditada, como revistas especializadas, monografías, imprensa diária ou páginas de Internet fidedignas. Podes acrescentá-las assim ou avisar ao autor principal do artigo em sua página de discussão colando: {{subst:Aviso referes a América Latina}} |
A maioria da população latinoamericana professa o cristianismo, principalmente o cristianismo católico. Aparte deste (que é professado pela maioria da população), o cristianismo protestante se professa de forma minoritária (ainda que influente) em países como Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, México, Guatemala e Porto Rico (neste último, a população que professa o protestantismo se equilibra quase com os que professam o catolicismo). É de mencionar que em nenhum país latinoamericano o protestantismo passa a ser a religião mais professada, como sim ocorre em países anglosajones americanos. Também cabe mencionar as crenças indígenas que se conservaram até o dia de hoje, e que ademais são praticadas mediante rituales em países como Bolívia, Guatemala, México e Peru. Em México e Guatemala, a mais conhecida é a típica oferenda de dia de mortos. Em Bolívia e Peru faz-se um ritual conhecido como oferenda à Pachamama e a Challa.
Em Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Brasil, Haiti, e nas regiões francesas de ultramar (Guadalupe, Guayana Francesa e Martinica), alguns rituales de origem africano se entremezclan com práticas propriamente cristãs derivando em rituales tais como: Santería, Umbanda e Macumba Candomblé.[6]
Costa Rica tem a religião Católica Apostólica Romana como oficial segundo sua constituição política, ainda que com liberdade de culto. Com a imigração, também têm chegado outras religiões como o islão, o judaísmo, o hinduismo, o budismo, o sintoísmo e outros.
Na actualidade há países dentro da região, onde a igreja católica tem estatuto oficial e em outros não, isto é, que se declaram estados laicos. Em países onde o catolicismo goza de oficialidad são: Costa Rica, Haiti e Panamá. Países declarados laicos são: Argentina, Bolívia (desde 2009), Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador (desde 2008), El Salvador, Guatemala, Honduras, México (desde 1991), Nicarágua, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
No Brasil também há pessoas que professam o espiritismo por influência de Chico Xavier, tornando a Brasil a maior comunidade espírita do mundo.[cita requerida]
A saúde pública varia em cobertura e qualidade segundo o país. A atenção sanitária na região é gratuita com contadas excepções. Nas áreas rurais e nos países mais pobres não existe a infra-estrutura adequada e escasean certos medicamentos, no entanto, em países como Cuba, Argentina, Costa Rica, Colômbia, Uruguai ou Venezuela entre outros, se encontram alguns dos melhores hospitais do mundo, bem como centros de investigação avançada quanto a matéria de saúde se refere.
|
|
Este artigo ou secção precisa referências que apareçam em uma publicação acreditada, como revistas especializadas, monografías, imprensa diária ou páginas de Internet fidedignas. Podes acrescentá-las assim ou avisar ao autor principal do artigo em sua página de discussão colando: {{subst:Aviso referes a América Latina}} |
A desigualdade social e a pobreza seguem sendo os principais desafios de toda a região: segundo relatórios da CEPAL América Latina é a região mais desigual do mundo. De acordo com o Banco Mundial, o 25% da gente sobrevive com menos de 2 dólares diariamente. Os países com maior desigualdade na região em 2006 foram: Bolívia (60,1), Haiti (59,2), Paraguai (57,8), Chile (57,1) e Brasil (50,5), enquanto os países com menor desigualdade na região são: Cuba (o país de menor desigual em toda a região), ademais estão a Nicarágua (43,1), Equador (43,7), Venezuela (44,1), Uruguai (44,9) e Argentina (45,9). Um dos aspectos da desigualdade e a pobreza na América Latina é a desigualdade no acesso aos serviços públicos básicos.
No 2003 existiam ao menos uns 100 mil meninos que viviam órfões nas ruas, e mais de 17 milhões de meninos menores de 14 anos que estavam na necessidade de trabalhar. Desses 17 milhões, uns 8 milhões prestavam serviços por dívidas, trabalho forçado, prostituição, pornografía e outras actividades reñidas com os fins que perseguem Unicef e outras instituições em defesa dos menores.
Os indicadores fornecidos por Cepal mostram também uma evolução desigual nos diferentes países e a incidencia que têm as orientações de política económico-social em atenuar ou agravar a magnitude e consequências da pobreza estendida.
Arquivo:Map-Romance Latin America.svg Línguas romances na América latina: espanhol, português, francês. |
Como seu nome indica, os idiomas oficiais e maioritários dos países da América Latina são línguas romances como o espanhol, o francês e o português. No entanto, dentro destes territórios fala-se uma multidão de línguas de origem precolombino, com estatus oficial reconhecido ou não, que enriquecem o património linguístico do continente. Algumas destas outras línguas são:
A cultura da América latina têm como principal característica o sincretismo de culturas muito diferentes, sendo as principais fontes:
A educação primária é obrigatória, gratuita e dada pelo estado na maioria dos países, ainda que também existem centros de educação privados por pagamento, com excepção de Cuba. Devido às condições económicas de vários países, existem ainda deficiências tanto no médio rural como no médio suburbano, o que produz uma fonte de desigualdade social. Mais de 15 milhões de meninos entre 3 e 6 anos, o 40% dos meninos desta idade, estão sem escolarizar. Destes, ao redor de 7% estão desnutridos. Ao redor de 32 milhões de pessoas são analfabetas na região.[47]
A duração média dos estudos em colégios ou escolas de primária é de 12 anos, em alguns é de 11 anos. A duração das carreiras nas universidades costuma ser de 5 anos.[48]
As universidades que destacam por seu nível académico segundo as últimas classificações são a Universidade Nacional Autónoma de México (México),a Universidade de Porto Rico (Porto Rico) a Universidade de São Paulo, a Universidade Estatal de Campinas e a Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), a Universidade de Guadalajara (México), a Universidade dos Andes e a Universidade Central de Venezuela (Venezuela), a Universidade Nacional de Colômbia (Colômbia), a Universidade do Panamá (Panamá), a Universidade de Buenos Aires (Argentina), a Universidade Católica Santa María A Antiga (Panamá), a Universidade de Chile e a Universidade Católica de Chile (Chile), e a Universidade de Havana (Cuba).
A primeira universidade fundada na América é a Universidade Santo Tomás de Aquino de Santo Domingo em 1538. Depois no ano 1551 fundaram-se a Universidade de San Marcos de Lima e a Universidade de México. Ainda que a decana tem que ser considerada a Universidade de Lima porque é a única que tem continuado seu labor até nossos dias sem interrupção.
A Literatura latinoamericana principalmente nas línguas espanhola e portuguesa é conhecida em todo mundo. Prova do amplo reconhecimento desta são os prêmios Nobel concedidos a seus escritores: Gabriela Mistral (1945), Miguel Ángel Astúrias (1967), Pablo Neruda (1971), Gabriel García Márquez (1982) e Octavio Paz (1990). E os prêmios Cervantes como Augusto Roa Bastos, J. L. Borges, Gonzalo Vermelhas e Jorge Edwards.
Gabriel García Márquez é considerado o escritor Latinoamericano mais importante de toda a história e um dos mais reconhecidos do mundo já que com um realismo mágico singelo e bem estruturado tem conseguido atrapar ao leitor de tal maneira que possa 'sentir' e 'observar' a história que está a descrever, ao igual que sua novela Cem anos de solidão é considerada uma obra mestre da literatura hispanoamericana e universal. É uma das obras mais traduzidas e lidas em espanhol. Foi catalogada durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola como a segunda obra mais importante da língua castelhana após Dom Quijote da Mancha do escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra e portanto a obra mais importante a nível latinoamericano.
A música latina é quiçá a manifestação cultural mais conhecida e a que mais tem influído em outras culturas a nível mundial. Curiosamente é onde o sincretismo cultural é mais patente. Sua importância é devida não só à qualidade da própria música, senão à influência que tem exercido esta, principalmente dos ritmos caribeños, sobre outras músicas como o jazz, rock ou pop rock.
De Cuba provem o são, a guaracha e o chachachá.
O merengue e a bachata são conhecidas mundialmente como músicas próprias da República Dominicana.
O Reggaeton surge como resultado da fusão de diferentes ritmos como o Hip Hop e o Reggae. Tem suas origens em Porto Rico, e sua cena musical estende-se por todo o continente. Tambien em Porto Rico provem a mundialmente reconhecida Molho e a infusion de ritmos africanos, indigenas e próprios da region que deu passo à Bomba e a Plena.
A samba e a bossa nova são conhecidas mundialmente como músicas próprias do Brasil.
A ponta, de origem hondureño, é um dance muito peculiar por seus movimentos rápidos e coordenados de caderas, com um verdadeiro parecido à samba brasileira.
Em Colômbia originou-se a cumbia. Também têm tido reconhecimento mundial o bambuco, o porro e o vallenato.
O tango, de origem rioplatense, foi a música de dance de moda durante o primeiro terço do século XX. O rock latino tem tido difusão no continente e para além de suas fronteiras desde a década de 1980 .
O mariachi de México é um dos ritmos mais representativos da música latina no mundo, a sua vez como a música ranchera (que inclui o estilo de banda em suas derivadas versões) e do mesmo modo a musica norteña. Também conta com música nativa como os sones do huapango, sendo a letra mais reconhecida A bamba. A música de trío é um estilo romântico típico do país, e o mambo (originario também de Mexico) foi criado pelo cubano Dámaso Pérez Prado.
O festival de música mais destacado de Latinoamérica é o Festival Internacional da Canção de Vinha do Mar, que se celebra anualmente nesta cidade chilena.
A filmografía latinoamericana é rica e diversa apesar de seus orçamentos modestos. Historicamente os principais centros de produção têm sido México, Brasil, Colômbia, Cuba e Argentina.[49]
O cinema iberoamericano floresceu depois do aparecimento do som, o que supôs uma barreira idiomática à exportação de Hollywood ao sul da fronteira nas primeiras décadas. Nos 1950s e 1960s surgiu o movimento do Terceiro cinema, liderado pelos cineastas Argentinos Fernando Solanas e Octavio Getino. Mais recentemente um novo estilo de dirigir e contar histórias tem sido denominado "novo cinema latinoamericano".
O cinema argentino foi uma grande indústria na primeira metade do século XX. A indústria resurgió depois da ditadura militar produzindo a ganhadora do Oscar A história oficial em 1985 e mas recentemente O segredo de seus olhos (2010). a crise económica Argentina afectou à produção cinematográfica dos últimos 1990s e primeiros 2000s, mas as carências económicas se suplieron com talento e vários filmes argentinos triunfaram internacionalmente como O filho da noiva (2000), Nove rainhas (2000), A Ciénaga (2000) e O abraço partido (2004).
Entre o cinema do Brasil, destaca o cinema novo movimento criado a partir de um particular modo de fazer cinema com guiões intelectuais, críticos e com mensagem política além de uma fotografia baseada na luz das paisagens tropicais. O cinema brasileiro não costuma ter muita saída fosse do país mas se triunfaram fosse filmes Central do Brasil (1999), Cidade de Deus (2003) e Tropa de elite (2007).
O cinema cubano desde a revolução é produzido pelo Instituto de cinematografía cubano. O mais destacado cineasta deste país é Tomás Gutiérrez Alea com produções como Fresa e chocolate.
O cinema mexicano em sua idade dourada dos 1940s presumía de uma indústria comparável à do Hollywood de seu tempo. Com estrelas como María Félix, Dores do Rio, Pedro Infante, Jorge Negrete ou Cantinflas e directores como o espanhol Luis Buñuel. Nos anos 1970 México foi a localização de muitos filmes de acção e de horror. Recentemente o cinema mexicano tem resurgido com filmes como Amores Cães (2000) e E tua mamãe também (2001) que têm levado a seus directores Alfonso Cuarón e Alejandro González Iñarritu a Hollywood. Alejandro González Iñárritu dirigiu em (2006) Babel e Alfonso Cuarón dirigiu Children of Men em (2006) e Harry Potter and the Prisoner of Azkaban em (2004). O também mexicano Guillermo do Touro e seu intimo amigo e director destacado de Hollywood, dirigiu O laberinto do fauno (2006) e produziu O Orfanato (2007). Carlos Carreira (O crime do pai Amaro), e o roteirista Guillermo Arriaga são também conhecidos cineastas mexicanos.
Também têm triunfado em Hollywood actores latinos como Carmen Miranda, Andy García ou Salma Hayek, bem como o director méxico-estadounidense Robert Rodríguez.
Na parte teatral também é organizado na América Latina, especificamente em Colômbia , o Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá, que está consolidado como o festival de teatro maior do mundo e se realiza a cada dois anos. Ali chegam funções de países de todas as partes do mundo, com mais de 800 funções de 100 companhias internacionais e 170 companhias Colombianas. Tem sido tanto o sucesso deste festival que se chegou a considerar a Bogotá como a cidade teatro do mundo.
Apesar da riqueza da arte precolombino a pintura na América latina tem estado mais influenciada pelos estilos pictóricos europeus. Durante o período colonial, a mistura de tradições indígenas e européias (devida aos ensinos dos frailes cristãos) produziu uma arte cristã particular chamado arte indocristiano. Mas maioritariamente a tradição da arte indígena foi arrinconada durante este período, devido à influência dos movimentos pictóricos europeus, principalmente a pintura barroca espanhola, portuguesa e francesa, que a sua vez seguiam os cánones clássicos marcados pelos maestros italianos. Em general este eurocentrismo artístico começou a decaer a princípios do século XX quando os artistas latinoamericanos começaram a reconhecer sua condição diferencial e começaram a seguir um caminho próprio.
A começos do século XX, a arte latinoamericana inspirou-se muito no movimento constructivista russo. Atribui-se a Joaquín Torres García e Manuel Rendón a importação do movimento constructivista a Latinoamérica desde Europa.
O muralismo é o principal movimento artístico surgido em Latinoamérica e é representado por pintores como Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros, José Clemente Orozco, Rufino Tamayo em México, e Pedro Nel Gómez e Santiago Martínez Delgado em Colômbia . Algumas das obras muralistas mais impressionantes podem-se encontrar em México, Colômbia, Nova York, San Francisco, Los Angeles, Chicago e Filadelfia.
A pintora mexicana Frida Kahlo quiçá é a artista latinoamericana mais conhecida. Pintou representações de sua própria vida e a cultura mexicana em um estilo próprio que combinou o realismo, o simbolismo e o surrealismo. As obras de Kahlo têm o preço de venda mais alto de toda a pintura latinoamericana. [50]
Actualmente o pintor, escultor e desenhista Colombiano Fernando Botero é considerado o artista vivo originario de Latinoamérica mais cotado actualmente no mundo. Ícono universal da arte, sua extensa obra é reconhecida por meninos e adultos de todas partes por igual.
América Latina destaca em desportos como futebol, basquete, vóleibol, hockey, boxe, tênis, atletismo e surf; em menor medida são praticados o esgrima, a luta grecorromana, a natación e o remo em kayak .
Assim mesmo, há outros desportos de equipa que são praticados em alguns países, como o basebol na região das Caraíbas, Cuba, Colômbia, Nicarágua, Peru, Porto Rico, República Dominicana, México, Panamá e Venezuela; e o rugby na Argentina, Chile e Uruguai. Ademais, Argentina, Brasil e Chile destacam-se na prática do pólo.
Também se praticam os desportos de luta como o judo, que é muito bem praticado no Brasil, Cuba e Venezuela. O taekwondo é comum em Equador , Colômbia, México, Peru e Venezuela. A luta livre é comum em México (como máximo expoente reconhecido mundialmente), Bolívia e Peru. O boxe é comum em Cuba , Colômbia, México, Panamá, Peru e Porto Rico, destacando Héctor Camacho e Félix Tito Trinidad (Porto Rico), Julio César Chávez e Óscar da Hoya (México), Roberto Durán (Panamá), Kina Malpartida (Peru), entre outros. Destaca o karate em Costa Rica, Peru, Porto Rico e Venezuela; o kick boxing na Argentina, Colômbia e Porto Rico; e o vale tudo e Jiujitsu (ou Jujutsu brasileiro) no Brasil. Este último estilo de combate foi criado pela família Gracie.
Também se pratica o automovilismo na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Peru. O ciclismo pratica-se em Bolívia e Colômbia; o alpinismo na Argentina, Bolívia, Chile e Peru; O patinaje de velocidade pratica-se em Colômbia . No caso do tênis, actualmente destacam vários jogadores no top tem, especialmente de Chile e Argentina.
No desporto mais popular do mundo, o futebol, cabe mencionar que dois dos jogadores mais destacados a nível mundial são latinos: Maradona (Argentina), e Pelé (Brasil). As equipas da região enfrentam-se entre eles a nível de clubes na Copa Libertadores da América, e na Copa América a nível de selecções.
Independentemente de seu nível de popularidade, alguns países têm definido uma disciplina como Desporto nacional por lei. Tal é o caso da Argentina (Pato),[51] Colômbia (Tejo)[52] e Chile (Rodeio chileno).[53]
Os desportistas desta região têm tido sucessos a nível internacional ou mundial nos mais importantes torneios, como os Jogos Olímpicos de verão e de inverno, e nos mundiais de futebol. A nível continental destacam-se nos Jogos Panamericanos, os Jogos Centroamericanos e das Caraíbas, os Jogos Odesur, os Jogos Bolivarianos, os Jogos Iberoamericanos (em determinados eventos desportivos), e na Copa América.
Alguns países da América Latina estão influenciados ainda pela discriminação para a mulher e também o maltrato. No entanto, esta tendência está a reverter-se lentamente. Hoje em dia a maioria dos países reconhecem o direito das mulheres à saúde, ao trabalho, ocupação de cargos superiores, políticos, etc., e inclusive castiga-se o maltrato com sanções severas. Outros direitos que também têm sido reconhecidos são tanto o de fazer parte do exército como o de realizar o serviço militar. Ironicamente, em muitos países em onde uma mulher pode realizar o serviço militar, nada mais é voluntário enquanto no caso do homem, a realização deste serviço é obrigatório. Outro é o caso de Costa Rica e Panamá que não têm exército.
Refere-se aos direitos à educação, assim também à vestimenta, alimentação e protecção contra maltratos. Nesta região alguns meninos ou jovens adolescentes são vítimas dos maltratos, exploração, pedofilia ou acosso sexual. Alguns países já qualificam leis para sancionar estas práticas motivadas pelo maltrato e a discriminação. Existem sistemas de educação gratuita à que coincide a maior parte dos estudantes, que nestes países não conta com altos recursos económicos. Também existem estabelecimentos privados que só são acessíveis às famílias de maiores recursos. O mesmo palco repete-se para as universidades. Cuba é no único país que não conta com instituições privadas e sua população acede aos direitos educacionais de maneira gratuita.
Isto se refere à protecção dos empregos das pessoas, alguns países não têm estas leis quando se trata de um despedimento injusto. Em Bolívia, o caso é lamentável que para conseguir trabalho é formar de um partido político e se não é assim os direitos aos empregos não são respeitados. Em mudança em outros se existe essas sanções, sobretudo contra os despedimentos injustos e a exploração.
As práticas homossexuais são legais em todos os países nesta região. O último país em despenalizarlas foi a Nicarágua, deixando de considerar delito a homosexualidad no código penal que entrou em vigor no 2008.
Ainda sendo forte a homofobia dentro de algumas sociedades desta região os legisladores têm feito esforços que têm conseguido que América latina seja um dos lugares com as legislações mais tolerantes e progressistas do mundo. A maioria dos países têm legislação contra a discriminação por orientação sexual, entre estes estados estão Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Nicarágua, Peru, Uruguai, Venezuela, bem como Porto Rico e todas as dependências francesas das Caraíbas.
Pelo momento os países da região que têm aprovado leis que permitem a união civil para casais homossexuais, em todo seu território são: Colômbia (2007),[54] Uruguai (2008)[55] e Equador (2008)[56] Existem leis de união civil regionais em México,[57] Argentina[58] e Brasil.[59] No Uruguai adquirem-se direitos de união civil depois de 5 anos de convivência. Em mudança Honduras e Costa Rica têm proibido expressamente o casal homossexual.
Em dezembro de 2009, a Assembleia de Representantes do Distrito Federal em onde se assenta a Cidade de México emitiu uma lei que permite o Casal entre pessoas do mesmo sexo, bem como a possibilidade de que ditas casais adoptem filhos. Sendo esta a primeira cidade da região no permitir.[60]
Ademais persistem algumas discriminações na legislação, como a diferente idade de consentimento sexual para os homossexuais em Chile e a proibição de servir no exército no Panamá.
Refere-se ao direito os povos indígenas, como também dos descendentes da África. Como o racismo ainda é forte, alguns países têm reconhecido seus direitos como é o caso de Bolívia assim também em Cuba, Venezuela e especialmente Colômbia onde sua protecção é de carácter constitucional. Trata-se de que nestes povos sejam reconhecidos todos seus direitos como cidadãos, e que possam fazer parte da política.
Rodolfo Neri Vela, primeiro mexicano no espaço em 1985. |
Na América Latina, a ciência está mayormente concentrada na astronomia, os centros mais importantes encontram-se em países como Argentina, Chile, Brasil,Colômbia,México e Porto Rico, este último com a colaboração da NASA.
Brasil apresentou, entre 2007 e 2008, o maior crescimento de produção científica entre todas as nações do mundo: passou de pouco mais de 19 mil a ao redor de 30 mil artigos publicados em revistas científicas indexadas. Superou a Rússia e os Países Baixos e atingiu o 13º posto entre melhore-los produtores de conhecimento do mundo, contribuindo o 2,12% dos artigos de 183 países.[61]
Em Cuba , a biotecnología encontra-se sumamente desenvolvida desde os anos oitenta, destacando-se centros como o de ¨Inmunología Molecular¨, o de Medicina Tropical¨, que contam com sucursais e empresas mistas em todo mundo. A saúde pública e seus membros são um renglón exportável de primeira ordem, o país além de prestar ajudem gratuita a muitos países subdesarrollados, oferta suas capacitados médicos e equipas a países com níveis mais altos de desenvolvimento.
México, por sua vez, tem tido notorios avanços na ciência e a tecnologia. Segundo a informação proporcionada por Scopus , um banco# de dados bibliográfico de informação científica, o portal site espanhol SCImagocolocou a México no lugar número 28 de uma lista internacional, considerando um total de 82,792 publicações, e também no lugar número 34, considerando seu puntaje de 134 no índice h. Os cálculos de ambas avaliações correspondem ao período 1996-2008.
Depois de sua aprovação pelo Congresso, México dispõe-se a iniciar a construção das instalações da Agência Espacial Mexicana ao longo e largo da nação. Propõe-se que a sede seja construída em Hidalgo (estado) No Orçamento de Egresos da Federação 2010, aprovado na Câmara de Deputados, se autorizaram já dez milhões de pesos a se exercer nesse rubro.[62]
Em México, instituições governamentais tais como a Secretaria da Defesa Nacional (SEDENA) e a Armada de México contribuem desenvolvendo microprocesadores, I.A. militar, sistemas computacionales, foguetes e mísseis além de diversos dispositivos electrónicos para uso das Forças Armadas ou sua venda a outras nações de Latinoamérica. Cabe destacar que, de acordo ao lugar AllBusiness.com. um da cada quatro electrodomésticos que se vendem nos Estados Unidos são de origem mexicanos.
Em 1995 a Unesco elegeu à Argentina como a sede para instalar o Observatório Pierre Auger em Malargüe, província de Mendoza, o qual começou a funcionar em 2005. Trata-se de um projecto conjunto a mais de 20 países no que colaboram uns 250 cientistas a mais de 30 instituições, com a finalidade de detectar partículas subatómicas que provem do espaço exterior denominadas raios cósmicos.
A investigação em ciência e tecnologia em Colômbia é manejada por Colciencias . Existem 2,422[63] grupos de investigação aprovados por esta instituição que certificam a qualidade das publicações científicas.
As instituições com mais grupos de investigação são:[63]
Quanto a localização geográfica, os departamentos com maior actividade científica são:[63]
As forças armadas da região são geralmente de médio e grande tamanho com exércitos profissionais dotados em seu generalidad de moderno equipamento e munição; especializados sobretudo em missões de paz das Nações Unidas e em realização de tarefas conjuntas com outros exércitos do continente ou do mundo.
As potências militares na região são: Brasil com mais de 104 milhões de efectivos em reserva e activos, seguido de México com 57 milhões de efectivos em reserva e activos, e finalmente Argentina com 20 milhões de efectivos em reserva e activos. Alguns países carecem de ejercito como Costa Rica ou Panamá, no entanto estes destinam seus recursos económicos a outros sectores mais benéficos como a recuperação de um ecosistema ou a manutenção integral do médio ambiente.
Países como México, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela, contam com exércitos bem dotados. Cuba, Equador e Uruguai, possuem umas forças armadas estáveis e proporcionadas. Estados como Bolívia, Paraguai, República Dominicana, e grande parte dos países de Centroamérica, têm exércitos de pequenos a médios, com menos dotação e treinamento.
O serviço militar mantém-se obrigatório para os varões em Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, sendo voluntário para as mulheres. É voluntário, sem discriminação de sexo, em países como Argentina, Chile, Peru, El Salvador, Honduras, Nicarágua, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
<ref> não é válido;
pois não há uma referência com texto chamada orçamento2010