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Antifúngico

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Entende-se por antifúngico ou antimicótico a toda a substância que tem a capacidade de evitar o crescimento de alguns tipos de hongos ou inclusive de provocar sua morte. Dado que os hongos além de ter usos beneficiosos para o ser humano (fermento do pão, hongos de fermentación dos queijos, os vinhos, a cerveja, entre outros muitos exemplos) fazem parte do colectivo de seres vivos que podem originar doenças no ser humano, o conhecimento e uso dos antifúngicos é de vital importância à hora de tratar muitas doenças.

Candida albicans ao microscopio electrónico.

Conteúdo

Lembrança histórica

Ainda que as tentativas científicas de encontrar substâncias que fossem efectivas contra os hongos são mais antigos, é a partir da década de 1940 quando se aplicam no estudo dos benzinidazoles, trabalho que dará seu fruto a partir da década de 1960.[1] Outras linhas de investigação, a partir de substâncias elaboradas por outros seres vivos, levam à descoberta em 1955 da anfotericina B, e a seu uso em humanos a partir de finais da década de 1950. Esta substância, ao demonstrar sua utilidade, converte-se no padrão de referência de todos os novos antifúngicos descobertos desde então, sobretudo porque podia se utilizar por via parenteral.[2]

A partir deste momento são numerosos as descobertas de novas substâncias que têm propriedades antifúngicas. A maioria só ocuparão um lugar no tratamento tópico (clotrimazol, miconazol ou econazol, por citar só os primeiros de uma longa lista), mas alguns deles atingirão maior transcendencia pela possibilidade dos usar por via parenteral, o que lhes dá uma vital importância no tratamento de doenças mortais até esse momento. Assim, na década de 1970 aparece a flucitosina; na de 1980 , o ketoconazol; na de 1990 , o fluconazol e o itraconazol, bem como melhoras nas formulaciones de antifúngicos mais antigos. Nos primeiros anos do século XXI têm aparecido ou encontram-se em avançado estudo ao menos oito fármacos novos, e estão a pesquisar-se novos grupos que podem trazer consigo a síntese de melhores antifúngicos.

Classificação

Apoiando no Sistema de Classificação Anatómica, Terapêutica, Química auspiciado pela OMS, podemos classificá-los da seguinte maneira:[3]


Grupo D01A: Antifúngicos para uso dermatológico tópico
D01AA Antibióticos[4] D01AA01 Nistatina.

D01AA02 Natamicina.

D01AA03 Hachymicina (ou Tricomicina).

D01AA04 Pecilocín.

D01AA06 Mepartricín.

D01AA07 Pyrrolnitrín.

D01AA08 Griseofulvina.

D01AC Derivados imidazólicos e

triazólicos[5]

D01AC01 Clotrimazol.
Estructúra química do Imidazol

D01AC02 Miconazol.

D01AC03 Econazol.

D01AC04 Clormidazol.

D01AC05 Isoconazol.

D01AC06 Tiabendazol.

D01AC07 Tioconazol.

D01AC08 Ketoconazol.

D01AC09 Sulconazol.
Estrutura química do triazol

D01AC10 Bifonazol.

D01AC11 Oxiconazol.

D01AC12 Fenticonazol.

D01AC13 Omoconazol.

D01AC14 Sertaconazol.

D01AC15 Fluconazol.

D01AC16 Flutrimazol.

D01AE Outros.[6] D01AE01 Bromoclorosalicilanilida.

D01AE02 Metilrosanilina.

D01AE03 Tribromometacresol.

D01AE04 Ácido undecilénico.

D01AE05 Polinoxylina.

D01AE06 2-(4-clorfenoxi)-etanol.

D01AE07 Clorfenesina.

D01AE08 Ticlatone.

D01AE09 Sulbentina.

D01AE10 Etil hidroxibenzoato.

D01AE11 Haloprogina.

D01AE12 Ácido salicílico.

D01AE13 Sulfuro de selenio.

D01AE14 Ciclopirox.

D01AE15 Terbinafina.

D01AE16 Amorolfina.

D01AE17 Dimazol.

D01AE18 Tolnaftato.

D01AE19 Tolciclato.

D01AE21 Flucytosina.

D01AE22 Naftifina.

D01AE23 Butenafina.

J02A Antimicóticos para uso sistémico
J02AA Antibióticos[7] J02AA01 Anfotericina B.

J02AA02 Tricomicina (ou Hachymicina).

J02AB Derivados imidazólicos[8] J02AB01 Miconazol.

J02AB02 Ketoconazol.

J02AC Derivados triazólicos[9] J02AC01 Fluconazol.

J02AC02 Itraconazol.

J02AC03 Voriconazol.

J02AC04 Posaconazol.

J02AX Outros.[10] J02AX01 Flucitosina.

J02AX02 Caspofungina.

J02AX03 Micafungina.

J02AX04 Anidulafungina.


Observe-se que alguns antifúngicos aparecem em duas listagens. Isto é assim porque podem se utilizar tanto por via tópica como sistémica. Do mesmo modo podem encontrar-se alguns destes fármacos etiquetados de forma diferente. Isto se deve a que o produto pode ter outras propriedades e se incluiu também dentro do grupo correspondente. Assim, por exemplo, o Ketoconazol o podemos encontrar como D01AC08 (antifúngico tópico derivado do imidazol), como J02AB02 (antifúngico sistémico derivado do imidazol) e como G01AF11 (antiséptico urinario derivado do imidazol).

Ficam também fora desta classificação os produtos de fitoterapia , bem como outros que possam ser utilizados de forma exclusiva em veterinária.

Recomendações de uso

O principal problema dos antifúngicos, ao igual que do resto dos antibióticos, é a possibilidade de aparecimento de resistências aos mesmos por parte dos seres vivos objecto de seu uso. Nos hongos reconhecem-se três formas diferentes de resistência aos antifúngicos, e ao menos uma delas depende do contacto que tenham tido previamente os hongos com as substâncias implicadas. Assim, o uso de produtos inadequados, à dose inadequada, ou durante um período de tempo demasiado curto, pode facilitar a mudança nas características do hongo e passar de ser sensível a um antifúngico a resistente ao mesmo. E não somente isso. A similar estrutura de muitos dos antifúngicos empregados faz que apresentem resistência cruzada.
Os quirófanos são uma possível fonte de infecção hospitalaria
Isto é, que sendo um hongo resistente a um membro do grupo (por exemplo o itraconazol, derivado triazólico) pode também apresentar resistência aos outros fármacos do mesmo grupo (por exemplo o fluconazol, outro derivado triazólico).[11]

Os médicos hospitalarios têm de enfrentar-se a infecções mais complicadas e resistentes ao tratamento, pelo que têm especial cuidado em utilizar os antifúngicos, e em general todos os antibióticos, da forma mais útil possível. Por isso na maioria dos hospitais se elaboram protocolos e guias de uso de antifúngicos com a dupla finalidade de curar a doença o dantes possível e evitar o aparecimento de novas resistências. Do mesmo modo, e como norma geral, a maioria dos organismos estatais responsáveis pelo controle dos medicamentos de uso humano têm elaboradas guias de prescripción em antibioticoterapia.[12]

O uso racional dos antifúngicos, e dos antibióticos em general, é uma responsabilidade de todos de cara ao futuro.

Os antifúngicos do século XXI

O voriconazol, posaconazol, caspofungina, micafungina e anidulafungina são fármacos que têm visto a luz neste século. Os dois primeiros como perfeccionamiento dos derivados do núcleo triazólico já existentes (itraconazol) e os três últimos como derivados das equinocandinas, que possivelmente tenham grupo próprio em um futuro.[13]

Moléculas em estudo e que ainda não têm sido aprovadas há bastantees, em diferentes estádios de investigação. Entre elas podemos destacar:

Notas

  1. Fortún Abete, J. «Antifúngicos: azoles, imidazoles,triazoles», Medicine, 1998; 7(91): pg. 4231s
  2. Dr. Luis Thompson, «História dos antifúngicos» no site Medwave (julho de 2005) (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  3. Página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública com busca do ATC no Index 2008 (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  4. ATC index 2008 da página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  5. ATC index 2008 pára Derivados Imidazólicos e Triazólicos da página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).]
  6. ATC index 2008 da página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).]
  7. Veja-se ATC index 2008 para os Antimicóticos de uso sistémico, da página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  8. Veja-se ATC index 2008 para os Derivados Imidazólicos da página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  9. Veja-se ATC index 2008 para os Derivados triazólicos, da página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  10. Veja-se ATC index 2008 para «Outros», na página site do WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology do Instituto Noruego de Saúde Pública (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  11. Pedro Barreda: «Mau uso dos antibióticos», no site Pediatraldia (2007) (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  12. Protocolo de uso de antifúngicos (novembro de 2006), em Juntadeandalucia.é (texto PDF) (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
  13. J.L. Rodríguez Tudela, Micología médica. ICAAC 2004 em microbisome.com (texto PDF) (enlace consultado o 13 de setembro de 2008).
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