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Apología de Sócrates

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Para outros usos deste termo, veja-se Apología de Sócrates (Jenofonte).

A Apología de Sócrates, composta entre 393 e 389 a. C., é um diálogo de Platón que dá uma versão da defesa do mesmo Sócrates depois de ser acusado de corromper aos jovens e desprezar aos deuses. A apología reflete a defesa de Sócrates em frente ao júri da cidade de Atenas e portanto a palavra apología tem o significado original de defesa formal das opiniões de um, do latín "apologĭa "que a sua vez prove do grego ἀπολογία «defesa», «justificativa», também «elogio». O texto, pertencente ao ciclo platónico de obras socráticas ou de juventude, resgata o texto da apología (defesa) de Sócrates ante o tribunal, bem como constitui a apología (elogio) que faz Platón de seu maestro.

Conteúdo

Introdução

Sócrates começa dizendo que não sabe se os atenienses (assembleia geral) têm sido já persuadidos pelos que o acusam. Este começo é crucial para estabelecer o tema de todo o discurso, pois é frequente que Platón comece seus diálogos socráticos expondo a ideia geral do texto. Neste caso, o diálogo abre-se com "Cidadãos atenienses!, Ignoro que impressão terão acordado em vocês as palavras de minhas acusadores". Leste ignoro, de facto sugere que a filosofia exposta na Apología vai consistir inteiramente em uma sincera admisión de ignorância, pois todo seu conhecimento procede de seu não saber nada: "Só sei que nada sei".

Sócrates pede ao júri que não lhe julgue por suas habilidades oratorias, senão pela verdade que estas convocam. A sua vez, assegura que não vai utilizar ornamentos retóricos nem frases cuidadosamente preparadas, senão que vai dizer em voz alta o que se lhe passe pela cabeça, as mesmas palavras que utilizaria no ágora e nas reuniões, mas apesar disto demonstra ser um maestro em retórica, e que não é sozinho elocuente e persuasivo, senão que sabe jogar com o júri. O discurso, que tem posto aos leitores de seu lado durante mais de dois milénios, não consegue lhe ganhar o julgamento. Sócrates foi condenado a morte, e tem sido admirado por sua acalma aceitação disso.

A acusação

Os três homens em apresentar cargos contra Sócrates são:

Os cargos contra Sócrates

Sócrates diz que tem que refutar dois tipos de acusações diferentes: os velhos cargos de que é um criminoso e um curioso que pergunta até ao céu e a terra, e os mais recentes cargos legais de corromper aos jovens e de crer em coisas sobrenaturales de sua própria invenção, em vez dos deuses da polis. Sobre os velhos cargos diz que são o resultado de anos de rumores e preconceito, e portanto não podem ser respondidos. Sócrates desvirtúa estes "cargos informais" dando-lhes uma aparência legal dizendo: "Socrates comete delito ao pesquisar os fenómenos celestes e subterrâneos, como, segundo eles, converte o argumento mais débil no mais forte, instruindo isto a outros, e sem crer nos deuses, isto é, é ateu. Também diz que estas alegações nasceram da boca de verdadeiro poeta cómico, isto é, Aristófanes.

A apasionada defesa de Sócrates ao ser acusado de sofista (e curioso), não é mais que uma distracção das outras, mais graves, acusações, pois os sofistas não eram condenados a morte na Grécia; ao invés, eram frequentemente procurados pelos pais para ser tutores de seus filhos, pelo que Sócrates diz que não pode ser confundido com um sofista, já que estes são sábios (ou acham que o são), e estão bem pagos, enquanto ele é pobre (apesar de ser frequentemente visto nas mesas de jogo), e diz não saber absolutamente nada.

A Apología divide-se em três partes. A primeira para própria defesa de Sócrates, e que contém as partes mais famosas do texto, como a lembrança de sua visita ao Oráculo de Delfos e seu refutación a Meleto.

Primeira parte

Sócrates começa dizendo ao júri que suas mentes têm sido envenenadas por seus inimigos enquanto eram jovens e impresionables e que sua reputação de sofista tem sido imposta por seus inimigos, os quais são maliciosos e lhe têm inveja. Diz, no entanto, que estes vão permanecer no anonimato, salvo Aristófanes, o poeta cómico. Responde depois à acusação de corromper aos jovens argumentando que o os corromper de forma deliberada é uma ideia incoerente. Depois explica que todos seus problemas começaram com a visita ao oráculo, depois do qual, recuenta esta. Querefonte foi ao Oráculo de Delfos para perguntar se tinha alguém mais sábio que Sócrates, ao que o deus respondeu que não o tinha. Quando Querofonte lho referiu a Sócrates este lho tomou como uma adivinanza, pois clamava não possuir sabedoria grande ou pequena, mas também que era contrário à natureza dos deuses o mentir.

Por conseguinte Sócrates partiu em uma "missão divina" para resolver o paradoxo (que um homem ignorante pudesse ser também a pessoa mais sábia da cidade)e tentou demonstrar que o deus se equivocava. Depois disto, se proclamando a voz do oráculo (23e), procede a perguntar sistematicamente aos políticos, poetas e artesãos, determinando ao final que os primeiros são impostores, os segundos não compreendiam suas próprias obras ao igual que os visionarios e os profetas não compreendem suas visões, e que os terceiros também não se livram de ser pretenciosos. Por sua vez, ele se pergunta assim mesmo se preferiria ser um impostor, como a gente com a que fala, e de novo falando como a voz do oráculo responde que não, pois prefere ser ele mesmo.

Sócrates diz que estas perguntas indiscriminadas lhe ganharam a reputação de cotilla ou curioso, mas a partir daí ele interpreta sua missão na vida como a prova de que a verdadeira sabedoria pertence exclusivamente aos deuses, e que a sabedoria humana tem pouco ou nenhum valor. Tendo refutado os preconceitos, Sócrates começa a defender dos cargos formais de corrupção dos jovens e ateísmo.

O primeiro que faz Sócrates é acusar ao que lhe acusa, Meleto, cujo nome significa "aquele ao que se importa", de não lhe importar as coisas que diz importar. Enquanto interroga a Meleto, diz que ninguém corromperia intencionadamente a outro, pois depois correria o risco de que este lhes danificasse no futuro. Este tema da corrupção é importante por duas razões: primeiro pois parece ser a acusação mais grave que se lhe imputa, o corromper aos jovens lhes ensinando uma versão de ateísmo, e o segundo, porque Sócrates clama que se Meleto está convencido, deve ser porque Aristófanes corrompeu as mentes de sua audiência, quando esta era jovem (com sua obra As Nuvens, escrita 24 anos dantes).

Procede depois a defender da acusação de ateísmo tendendo uma armadilha a Meleto até que este se contradiz dizendo que Sócrates é um ateu e que crê em semidioses e espíritos. Sócrates humilha a Meleto perguntando ao corte se este tem passado algum teste que mostre se sabe identificar contradições lógicas.

Em uma das partes mais controvertidas da obra, Sócrates afirma que não tem tido maior bem para Atenas que sua preocupação por seus parceiros cidadãos, que a riqueza é uma consequência da bondade, e que os deuses não permitem que um homem bom seja danificado por um pior que ele. Clama ser um tábano e o estado um grande cavalo preguiçoso que precisa ser acordado.

Para provar isto, Sócrates recorda ao júri de seu daimon, que ele vê como uma experiência sobrenatural. Reconhece que isto fará suspeitar a muitos de que realmente inventa deidades, mas não faz concessões neste respecto, apesar de estar ao tanto das suspeitas que isto levantaria. Sócrates proclama não ter sido nunca um professor, já que não tem dado seu conhecimento a outros. Por esta razão não se lhe pode fazer culpado do que fazem outros cidadãos. Se tem corrompido a alguém, diz, Por que não vão como testemunhas?, se têm sido corrompidos, Por que não tem intercedido a família em seu benefício? ademais muitos destes familiares foram ao julgamento em defesa de Sócrates.

Para concluir esta parte, Sócrates recorda aos júris que não vai recorrer aos truques comuns de prantos, nem trará a seus três filhos para provocar sua compaixão. Afirma não temer à morte e assegura que não actuará de maneira contrária a seu dever religioso, pelo que confiará plenamente em sua sólida argumentación e na verdade para se ganhar o veredicto. O júri, no entanto, encontra-o culpado por 281 votos a 220.

Segunda parte

Sócrates propõe um castigo alternativo que não lhe gerasse popularidade. Como benfeitor de Atenas oferece comida gratuita no Pritaneo, um dos edifícios que albergava a membros da assembleia, o que era uma honra reservada a atletas e outros cidadãos importantes. Considera depois a prisão seguida de uma multa de 100 dracmas, pois não tinha suficiente dinheiro para pagar uma multa maior. O júri, considerando-o uma soma muito pequena comparada com o castigo proposto pela acusação, opta pela condenação a morte. Os amigos de Sócrates dispõem-se a aumentar a soma inicial a 3.000 dracmas, mas a assembleia não vê isto como uma alternativa, pelo que se decidem pela pena de morte bebendo cicuta.

Terceira parte

A alternativa proposta por Sócrates enfadou ao júri. 360 votaram pela sentença a morte, e só 141 votaram em favor da multa de 3.000 dracmas. Sócrates, então, responde ao veredicto, referindo-se primeiro aos que votam por sua morte. Afirma que não tem sido a falta de argumentos por sua vez o que tem dado resultado a sua condenação, senão sua repulsión por rebajarse às habituais práticas sentimentalistas que podiam se esperar de qualquer que se encontra ante uma condenação a morte e insiste, de novo, que a cercania da morte não exime a um de seguir o caminho da bondade e a verdade. Profetiza que críticos mais jovens e severos seguirão seus passos, lhes submetendo a uma examinación mais rigorosa de suas próprias vidas.

Para aqueles que votaram a seu favor diz que seu "daimon" não quis deter em seu discurso pois considerava que era a forma correcta de actuar. Como consequência, a morte deve ser uma bênção pois, ou constituirá a aniquilación (trazendo paz a todas suas preocupações) ou uma migração a outro lugar no que conhecer as almas de gente tão famosa como Hesíodo e Homero ou heróis como Odiseo, com os que pode continuar seu labor de perguntar tudo.

Sócrates conclui a Apología dizendo que não guardará rancor contra os que lhe acusaram e condenado, e em um acto de total confiança lhes pede que cuidem de três filhos enquanto estes crescem, se assegurando de que estes ponham o bom por adiante de seu próprio interesse.

Ao final de tudo, Sócatres diz: "É hora de ir-se, eu para morrer, e vocês para viver. Quem de nós vai a uma melhor sorte, ninguém o sabe, só os deuses o sabem"

Referência bibliográfica

Veja-se também

Enlaces externos

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