A arqueologia medieval é uma disciplina de recente criação, tem como fim estudar as sociedades medievales à luz da documentação material. Apesar de que seus antecedentes se podem rastrear ao menos no século XIX, tem adquirido um estatuto científico autónomo unicamente a partir da segunda metade do século XX. Sua presença universitária é ainda limitada, de maneira que as empresas de arqueologia e alguns museus e outras entidades seguem tendo um papel muito relevante no desenvolvimento da disciplina. Na actualidade editam-se três revistas dedicadas a esta temática em Espanha, Arqueologia e Território Medieval (Jaén), Arqueologia Medieval (Barcelona) e o Boletim de Arqueologia Medieval Espanhola (Madri).
Em Espanha seu desenvolvimento tem tido lugar especialmente a partir da década de 1980 , quando começaram a se celebrar os primeiros Congressos de Arqueologia Medieval Espanhola (Huesca 1985, Madri 1987, Oviedo 1989, Alicante 1994, Valladolid 2000), e quando se publicou a primeira reflexão teórica por parte de M. Barceló e sua equipa de colaboradores (Arqueologia Medieval, nas afueras do medievalismo, 1988). Actualmente vários são os centros que em Espanha estão dedicados à Arqueologia Medieval, entre os quais cabem destacar a especialistas como Juan Antonio Quirós Castillo, da Universidade do País Basco, Ricardo Esquerdo Benito, da Universidade de Toledo, Lauro Olmo Enciso, da Universidade de Alcalá, Sonia Gutierrez Lloret, da Universidade de Alicante, Vicente Salvatierra, da Universidade de Jaén,Magdalena Valor Piechota, da Universidade de Sevilla, José Avelino Gutiérrez González da Universidade de Oviedo, Luis Caballero Zoreda do Conselho Superior de Investigações Científicas, Agustín Azkarate da Universidade do País Basco ou Antonio Malpica Pescoço, da Universidade de Granada.