«Arquitectura» prove do grego «αρχ» (arch), cujo significado é chefe\a, quem tem o comando», e de «τεκτων»(tekton), isto é «construtor ou carpintero». Assim, para os antigos gregos o arquitecto é o chefe ou o director da construção e a arquitectura é a técnica ou a arte de quem realiza o projecto e dirige a construção dos edifícios e estruturas, já que, para os antigos gregos, a palavra «Τεχνη (techne)» significa saber fazer alguma coisa. Dela procedem as palavras "Técnica" e também "Tectónico" (Construtivo). Em seu sentido mais amplo, William Morris deu a seguinte definição:
Tomando em conta a opinião do arquitecto Bruno Zevi:
Em esencia o que nos diz é que a arquitectura não se baseia na construção em se, senão mais bem nos vazios e a adaptação destes através da interpretação deles mesmos ao conviver com o ser humano.
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Tradicionalmente, a arquitectura tem sido considerada uma das sete Belas Artes. Determinados edifícios ou outras construções são obras de arte já que podem ser considerados primariamente em função de sua forma ou estrutura sensível ou de sua estética. Desde este ponto de vista, ainda que os meios da arquitectura possam consistir em muros, colunas, forjados, tetos e demais elementos construtivos, seu fim é criar espaços com sentido onde os seres humanos possam desenvolver todo o tipo de actividades. É neste "fazer sentido" em que pode se distinguir a arquitectura (como arte) da mera construção. Assim é como esta é capaz de condicionar o comportamento do homem no espaço, tanto física como emocionalmente. Ainda que na actualidade costuma considerar-se que a principal actividade da arquitectura vai dirigida ao desenho de espaços para o refúgio e a habitação (as moradias), só a partir do século XIX começaram os arquitectos a preocupar pelo problema do alojamento, a habitabilidad e a higiene das moradias, e a ampliar seu âmbito de actuação para além dos monumentos e edifícios representativos.
A evolução à especialização e a separação de âmbitos trabalhistas é similar à de outras profissões. Nos séculos passados os arquitectos ocupavam-se não só de desenhar os edifícios senão que também desenhavam praças, alamedas e parques, especialização que hoje se conhece como exteriorismo ou paisajismo. A especialização dos arquitectos na criação de objectos de uso nas edificaciones, como os muebles, tem dado como resultado o nascimento da profissão de desenho industrial. Hoje, os profissionais que projectam e planificam o desenvolvimento dos sistemas urbanos são os urbanistas. Os urbanistas são arquitectos profissionais com especialização em urbanismo, existindo outros profissionais de apoio para a criação da cidade como Geografos, Sociólogos, Engenheiros, Advogados especializados através de posgrados em temas relacionados com a cidade, bem seja gestão, planejamento ou desenho urbano.
Em general, todos os grandes Arquitectos do século XX, entre os que podemos mencionar a Mies vão der Rohe, Lhe Corbusier, Frank Lloyd Wright, Louis Kahn ou Alvar Aalto, têm dado a seu oficio uma definição diferente, enfocando sua finalidade de maneira diferente. Muito interessante como compendio e reflexão sobre as diversas definições de arquitectura ao longo da história é a obra do crítico italiano Bruno Zevi "Architettura in Nuce".
Segundo o tópico popular, no tratado mais antigo que se conserva sobre a matéria, De Architectura, de Vitruvio , Século I a. C., diz-se que a arquitectura descansa em três princípios: a Beleza (Venustas), a Firmeza (Firmitas) e a Utilidade (Utilitas). A arquitectura pode-se definir, então, como um equilíbrio entre estes três elementos, sem ultrapassar nenhum aos outros. Não faria sentido tratar de entender um trabalho da arquitectura sem aceitar estes três aspectos.
No entanto, basta com ler o tratado para percatarse de que Vitruvio exigia estas características para alguns edifícios públicos muito particulares. De facto, quando Vitruvio se atreve a tentar uma análise da arte sobre o que escreve, propõe entender a arquitectura como composta de quatro elementos: ordem arquitectónico (relação da cada parte com seu uso), disposição ("As espécies de disposição [...] são o traçado em planta, em alçado e em perspectiva"), proporção ("Concordancia uniforme entre a obra inteira e seus membros") e distribuição (em grego oikonomía, consiste "no devido e melhor uso possível dos materiais e dos terrenos, e em tentar o menor custo da obra conseguido de um modo racional e ponderado").
Suas dúvidas ao respecto são bastante intensas, pois mais quatro páginas adiante divide a arquitectura em três partes: Construção, Gnómica e Mecânica. Por interessante e sugerente que seja, não deve se esquecer que este tratado é o único tratado clássico que nos chegou, e a probabilidade de que seja o melhor de sua época é pequena.
A história das diversas versões do tratado de Vitruvio resume bem o conflito à hora de definir a arquitectura. Em 1674 Claude Perrault, médico fisiólogo especializado em disección de cadáveres e bom desenhista, publica sua tradução resumida do tratado de Vitruvio, que fica totalmente reorganizado. O resumem de Perrault é o médio pelo que se conheceu Vitruvio e que desde então influiu nos tratados e teorias dos séculos seguintes. E é nesse resumem no que a tríade vitruviana vai ver a luz.
A diferença substancial entre a versão de Perrault e as anteriores radica, segundo José Luis González Moreno-Navarro, em que Perrault tergiversa "o carácter sintético da arquitectura em uma visão estritamente analítica e fragmentada em três ramos autónomos [o que] é uma consequência de sua estrutura mental [...] formada ao longo de uma vida dedicada à análise dos organismos vivos, que evidentemente em nenhum momento recomponía e voltava a dar vida". Pelo contrário, segundo Vitruvio:
No âmbito académico o processo produção arquitectónica, ou de projecto, envolve a sensibilidade como médio de recorte das diferentes disciplinas associadas, e ainda porquanto em épocas passadas se escrevessem extensos tratados, hoje em dia o legal e o técnico ditam as normas, mas não os modos. É então a arquitectura —desde o contemporâneo e apoiada nos novos recursos tecnológicos— um exercício no que efectivamente se envolvem ordem, síntese, semiología, matéria, mas ainda mais importante que aquilo, é um trabalho criativo, innovativo, inédito, sempre que se exclua a arquitectura produzida desde a indústria imobiliária.
A importância da arquitectura no século XX tem sido enorme, pois seu exercício foi responsável de não menos da terceira parte dos materiais acarretados pela humanidade nesse lapso.[1]
Durante este período, não só se produziu um grande aumento de população, com suas correspondentes necessidades edificatorias (especialmente de moradias), senão também importantes movimentos de populações, desde as zonas rurais às urbanas e, terminada a Guerra Fria, desde os países pobres aos países ricos. Os movmientos migratorios têm suposto, não só um aumento da demanda de novos edifícios nas zonas urbanas, senão também o abandono do património construído que, em muitos casos, se perdeu definitivamente.
Esta constante mudança nas necessidades e usos associados à edificación permite explicar outra das características da Arquitectura moderna. Este constante replanteo de conceitos, que se remonta até a Ilustração, se desenvolveram diferentes e numerosos estilos arquitectónicos com o afán de dar uma resposta a esta interrogante; no século XIX, produz-se o abandono da ortodoxia neoclásica em favor de um eclecticismo estilístico de carácter historicista, dando lugar ao neogótico, neorrománico, neomudéjar... Só com a chegada do século XX surgem estilos realmente originais, como o Arts and Crafts, o Art Nouveau, o Modernismo, o Bauhaus, o Estilo Internacional, o Pós-Modernismo, etc.
Qualquer cultura ou civilização humana tem sua própria tradição arquitectónica que implica diferentes maneiras de pensar, ordenar e criar estruturas ou espaços físicos derivadas das particularidades do ambiente físico no que se desenvolveram (clima, materiais de construção...) como do ambiente cultural (história, religião, estrutura social, tecnologias...).
Fallingwater de Frank Lloyd Wright |
A cúpula de Santa María do Fiore de Florencia . |
Cúpula do Panteón de Agripa |
Villa Capra, de Palladio . |
Machu Picchu: yacimiento arqueológico inca em Peru . |
Chalet Solans Arquitectura ecléctica. |
Wfm stata center MIT nos Estados Unidos |
Moderna arquitectura mexicana. |
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