A arquitectura andina é o estilo distintivo dos países que fazem parte da coordillera andina, desenvolvida pelas diversas culturas prehispánicas ao longo de Venezuela , Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina durante os séculos XIV e XV, aunando elementos iconográficos emblemáticos.
Na arquitectura andina é importante tomar em conta a conceptualización da Cosmovisión, a mesma que determina os espaços em função do passo do sol, dando desta maneira o sentido de espacialidad, tomando como referência ao ÑAUPA PACHA (norte do mundo andino; este do mundo ocidental.- Lozano, Alfredo.- Cusco Cosqo, Modelo Simbólico da Cosmología Andina 1990).
O extenso uso do adobe e madeira nas areas costeras, tão igual como o uso de pedras exactamente lavradas e adosadas nas areas de coordillera bem como o manejo dos níveis e a andenería como parte da contextualización orgânica da obra com o meio, têm sido marcas indiscutibles da arquitectura andina.
O mais famoso exemplo desta arquitectura é Machu Picchu, a "cidade perdida", pela cultura inca e redescubrierto o arqueólogo Hiram Bingham em 1911.
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Para entender a concepção andina dentro do plano arquitectónico tem sido necessário realizar uma breve síntese a respeito do espaço, e percepción dos povos originarios do mundo Abya Yala (actual América).
O sentido do espaço andino percebe-se em três planos que são o vertical, o horizontal e o aureolar, este espaço tem uma "kancha" ou lugar em comum conhecido como o "kay pacha" ou núcleo, este espaço como o Computador de Vida (SUMAK KAWSAY) é o eixo dos planos horizontal, vertical e aureolar e que portanto tem um valor energético que influência o pensamento dos RUNAS (gente do mundo andino).
Este plano horizontal mostra-nos como se situam os campos energéticos com relação ao ciclo solar, isto é, os solsticios e equinoccios, é aqui onde se marca ÑAUPA PACHA (Norte Andino
As sikis ou bases, regem a escala do poder na sociedade precolombina; isto é, começando por um ser superior, o governo e o povo. Esta hierarquia é similar à de outras culturas e até hoje, em muitas delas, se mantém vigente.
Paccha é o espaço paralelo e o tempo. Este plano é o resumem de dois anteriores. O núcleo ou "kay paccha" é o espaço vivo, o presente, é a esencia de todo o que se constrói na cultura andina.