Arte moderna é um termo referido à maior parte da produção artística desde finais do século XIX até aproximadamente nos anos 1970,[1] por oposição à denominada arte académica, que representaria a tradição; enquanto a arte moderna representaria a experimentación.[2] Produções recentes são com frequência denominadas arte contemporâneo, ainda que este termo também se refere à arte da Idade Contemporânea (desde mediados do século XVIII). Há que entender, por tanto, que o conceito de arte moderno não é cronológico, senão estético; de estilo, de sensibilidade ou inclusive de atitude: um pintor academicista como William Adolphe Bouguereau (morrido em 1905) não faz arte moderno, enquanto Vincent vão Gogh (morrido em 1890) indubitavelmente sim.
A arte moderna representa como inovação em frente à tradição artística da arte ocidental uma nova forma de entender a estética, a teoria e a função da arte, em que o valor dominante (em pintura ou escultura) já não é a imitação da natureza ou sua representação literal. A invenção da fotografia tinha feito esta função artística obsoleta. Em seu lugar, os artistas começaram a experimentar com novos pontos de vista, com novas ideias sobre a natureza, materiais e funções artísticas, com frequência em formas abstratas.
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Em sua origem, dada sua natureza reactiva, a arte moderna é um fenómeno exclusivamente europeu, ainda que em algumas ocasiões propunha-se a necessidade de busca de tradições alternativas fosse da arte ocidental (na arte africana -cubismo-, ou na arte japonesa -impresionismo-) ou fora das fases mais clasicistas da própria tradição ocidental (prerrafaelismo).
A rejeição à arte moderna foi muito forte desde que começou a acuñarse o conceito, não só nos ambientes sociais conservadores que os artistas modernos procuravam epatar, senão entre intelectuais que se ocuparam muito seriamente de sua análise, como foram os casos, em Espanha, de Eugenio d'Ors, autor da lapidaria frase: Todo o que não é tradição, é plagio; ou José Ortega e Gasset, que titulou uma de suas obras: A deshumanización da arte.
O comunismo soviético e o fascismo italiano, que desde sua origem e durante os anos 1920 estiveram estreitamente vinculados às vanguardias (constructivismo, futurismo), comprovaram a partir dos anos 1930 a necessidade de encauzar sua manipulação propagandística no terreno da estética através de uma arte bem mais facilmente digerible pelas massas. Encontraram soluções quase idênticas no que se conheceu como realismo socialista ou arte fascista. No caso do nazismo, identificou a arte moderna com o que denominou arte degenerado dos dementes e das raças inferiores, por contraposição aos valores de uma pretendida estética aria ou arte ario. Não obstante, a perseguição aos judeus e a ocupação alemã da Europa durante a Segunda Guerra Mundial deu opurtunidad para o expolio mais ou menos disimulado de muitas peças de arte moderno por parte dos dirigentes nazistas (que não o destruíam, senão que lho apropriavam).
Simultaneamente, o capitalismo estadounidense, em mudança, assumiu com grande dinamismo a arte moderna, implicando no processo produtivo e aproveitando suas grandes possibilidades para o mercado.[3]
Precedentes das ideias artísticas modernas já podem ver na obra dos grandes mestres barrocos (Velázquez ou Rembrandt); de autores de finais do século XVIII e começos do MAIS xIX ou menos próximos ao romantismo (Goya, David, Delacroix, Gericault, Friedrich, Turner, William Blake); e de autores de mediados do século MAIS xIX ou menos próximos ao realismo (Corot, Millet, Courbet, escola de Barbizon, William Morris). Para essas datas começa a ser usual a percepción do artista moderno como um incomprendido social, alheio às instituições; ainda que paradoxalmente termine criando sua própria institucionalidad alternativa (Salon dês Refusés, 1863 -salão dos recusados-).
O impresionismo e o posimpresionismo significaram já uma arte decidida a experimentar com novos modos de representação da luz e o espaço através da cor e a pintura, e da vibração da matéria em escultura (Rodin). Nos anos prévios à Primeira Guerra Mundial, uma explosão de criatividade teve lugar com o fauvismo, cubismo, expresionismo e futurismo.
A Primeira Guerra Mundial trouxe consigo o fim desta fase, mas indicou o início de uma série de movimentos antiartísticos, como a dada e o trabalho de Marcel Duchamp e o surrealismo. Também grupos como de Stijl e Bauhaus acabavam de começar a desenvolver novas ideias sobre a interrelación das artes, arquitectura, desenho e educação artística.
A arte moderna foi introduzido na América durante a Primeira Guerra Mundial quando um número de artistas nos bairros de Montmartre e Montparnasse em Paris fugiram da guerra. Francis Picabia (1879-1953), foi o responsável pela chegada da arte moderna à cidade de Nova York. No entanto, foi somente depois da Segunda Guerra Mundial quando os Estados Unidos se converteram no centro de atenção dos novos movimentos artísticos. Nos anos 1950 e 1960 viram o aparecimento do expresionismo abstrato, op art, pop art e minimalismo; no final dos anos 1960 e nos anos 1970, tinham aparecido o Happening, Fluxus, land art, performance art, arte conceptual e fotorrealismo.
A teoria postestructuralista tem acuñado o termo "postmoderno", já que desde essa teoria se vislumbra a imposibilidad de seguir criando desde os preceitos da originalidad e a novidade (elementos próprios da modernidad); em lugar disso se aponta a elementos como reinterpretaciones, resignificaciones e o giro linguístico com o fim de ampliar o conceito de arte e o estabelecer como um acto comunicativo.
Este tipo de práticas iniciam-se desde o questionamento da instituição da arte a partir da obra de Marcel Duchamp Fonte (1917), um objecto quotidiano descontextualizado e exibido provocativamente como obra de arte (um urinario posto ao revés). Mas este pensamento começa-se a ampliar e a tomar seriamente desde a década dos setenta até nossos dias com o redescubrimiento da obra de Duchamp e dos Dadaistas de princípios do século XX a mãos de artistas como Robert Rauschemberg, teóricos como Rosalind Krauss e toda a escola postestructuralista, que pusierón este pensamento dentro do main stream internacional.
Nesta época, um número de artistas e arquitectos tinham começado a recusar a ideia de "moderno" e começaram a criar obras tipicamente posmodernistas. De ali a relevância da Crise das vanguardias artísticas e o debate modernidad-postmodernidad. Começando desde era-a de posguerra, menos artistas usavam pintura como médio principal. Em seu lugar, generalizaram-se as grandes instalações. Desde os anos 1970, a média art converteu-se em uma categoria por si mesmo, com um emergente número de artistas experimentando com as novas tecnologias. O videoarte é o exemplo melhor conhecido.