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Arteria

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O sistema arterial.

Em anatomía uma arteria é a cada um dos copos que levam o sangue oxigenada desde o coração às demais partes do corpo. Excepções a esta regra incluem as arterias pulmonares e a arteria umbilical.

Etimología: o termo "arteria" prove do grego ἀρτηρία, «cano, condução (que enlaça)» + ter/tes/tr (gr.) [que faz] + -ia (gr.)

O sistema circulatorio, composto por arterias e veias, é fundamental para manter a vida. Sua função é a entrega de oxigénio e nutrientes a todas as células, bem como a retirada do dióxido de carbono e os produtos de elimino, a manutenção do pH fisiológico, e a mobilidade dos elementos, proteínas e células do sistema immune. Nos países desenvolvidos, as duas causas principais de fallecimiento, o infarto de miocardio e o derrame cerebral, são ambos o resultado directo do deterioro lento e progressivo do sistema arterial, um processo que pode durar anos. (Ver aterosclerosis).

Conteúdo

Histología

Secção transversal de uma arteria
Histología da parede arterial

As arterias são condutos membranosos, elásticos, com ramificações divergentes, encarregados de distribuir por todo o organismo o sangue expulsado das cavidades ventriculares do coração na cada sístole.

A cada copo arterial consta de três capas concêntricas:[1]

  1. Interna ou íntima: constituída pelo endotelio (um epitelio simples plano), uma lâmina basal e uma capa conjuntiva subendotelial. A íntima está presente a todos os copos (arterias ou veias) e sua composição é idêntica em todos. A classificação dos copos depende por tanto da descrição histológica das outras duas capas.
  2. Média: composta por fibras musculares lisas dispostas de forma concêntrica, fibras elásticas e fibras de colágeno , em proporção variável segundo o tipo de arteria. Nas arterias, a média é uma capa de aspecto compacto e de espessura regular.
  3. Externa: formada por tecido conjuntivo laxo, composto fundamentalmente por fibroblastos e colágeno. Em arterias de diâmetro superior a 1 mm, a nutrición destas túnicas ou capas corre a cargo dos vasa vasorum; seu inervación, dos nervi vasorum (fenómenos vasomotores).

Os limites entre as três capas estão geralmente bem definidos nas arterias. As arterias apresentam sempre uma lâmina elástica interna separando a íntima da média, e (a excepção das arteriolas) apresentam uma lâmina elástica externa que separa a média da adventicia. A lâmina elástica externa continua-se com frequência com as fibras elásticas da adventicia.

Estrutura dos copos sanguíneos

Secção de uma arteria.

Na circulação geral ou sistémica, o sangue que sai impulsionada do coração passa através de um sistema de copos arteriales de diâmetro a cada vez mais reduzido, até chegar aos tecidos, para voltar depois ao coração através do sistema venoso. Em esquema, o trajecto pode-se resumir como segue:

Tabela 1. Principais copos sanguíneos
Tipo de copo Diâmetro (mm) Função
Aorta 25 Amortiguación do pulso e distribuição
Arterias elásticas 1-4 Distribuição
Arterias musculares 0.2-1.0 Distribuição e resistência
Arteriolas 0.01-0.02 Resistência (regulação fluxo/pressão)
Capilares 0.006-0.010 Troco gases/nutrientes/desechos
Vénulas 0.01-0.02 Intercâmbio, recolhida e capacitancia
Veias 0.2-5.0 Capacitancia (volume sanguíneo)
Veia cava 35 Recolhida

Além de em o diâmetro, os diferentes copos apresentam diferenças na composição das três capas.

Arterias elásticas

Conformam as grandes arterias, como a aorta, a arteria pulmonar, a carótida, a arteria subclavia ou o tronco braquiocefálico. Neste caso, a média está formada por uma sucessão de lâminas elásticas concêntricas, entre as que se dispõem as células musculares lisas. As lâminas elásticas externa e interna são mais difíceis de distinguir que nas arterias musculares, devido à importância do componente elástico da média. O predominio de componentes elásticos é fundamental para a propriedade pulsátil das arterias.

Arterias musculares

Constituem as arterias pequenas e médias do organismo. A média forma uma capa compacta, essencialmente muscular, com uma fina rede de lâminas elásticas. As lâminas elásticas interna e externa são bem visíveis. Exemplo: as arterias coronarias.

A maior parte do volume sanguíneo encontra-se nas veias e vénulas, enquanto a maior queda de pressão ocorre nas pequenas arterias e nas arteriolas.

Arteriolas

São as arterias mais pequenas e contribuem de maneira fundamental à regulação da pressão sanguínea, mediante a contracção variável do músculo liso de suas paredes, e à regulação do contribua sanguíneo aos capilares.

De facto, a regulação principal do fluxo sanguíneo global e da pressão sanguínea general produz-se mediante a regulação colectiva das arteriolas: são os principais canos ajustables no sistema sanguíneo, onde tem lugar a maior queda de pressão. A combinação da despesa cardíaca e a resistência vascular sistémica, que se refere à resistência colectiva de todas as arteriolas do organismo, são os principais determinantes da pressão arterial em um momento dado.[2]

Capilares

Os capilares são as regiões do sistema circulatorio onde tem lugar o intercâmbio de substâncias com os tecidos adjacentes: gases, nutrientes ou materiais de elimino. Para favorecer o intercâmbio, os capilares apresentam uma única célula endotelial que os separa dos tecidos. Ademais, os capilares não estão rodeados por músculo liso. O diâmetro de um capilar é menor que o diâmetro de um glóbulo vermelho (que normalmente mede 7 micrometros de diâmetro exterior), pelo que a seu passo pelos capilares, os glóbulos vermelhos devem se deformar para poder os atravessar. O pequeno diâmetro dos capilares proporciona uma grande superfície para favorecer o intercâmbio de substâncias.

Nos diferentes órgãos, os capilares realizam funções similares, mas especializam-se em uma ou outra:

Pressão arterial

O sistema arterial é a porção do sistema circulatorio que possui a pressão mais elevada. A pressão arterial varia entre o bico produzido durante a contracção cardíaca, o que se denomina pressão sistólica, e um mínimo, ou pressão diastólica entre duas contracções, quando o coração se expande e se enche. Esta variação da pressão nas arterias produz o pulso, que pode se observar em qualquer arteria, e que reflete a actividade cardíaca. As arterias, devido a suas propriedades elásticas, também ajudam ao coração a bombear sangue, geralmente oxigenada, para os tecidos periféricos. [3]

História

Entre os gregos clássicos, as arterias consideravam-se como "canos ocos" responsáveis pelo transporte de ar aos tecidos, ligadas à traqueia. Esta interpretação deve-se a que, nos organismos mortos, as arterias se encontram vazias, porque todo o sangue passa ao sistema venoso.

Na idade média, considerava-se que as arterias transportavam um fluído, denominado sangue espiritual" ou "espírito vital", diferente do conteúdo das veias. Esta teoria remonta-se até Galeno. No período medieval tardio, a traqueia,[4] e os ligamentos também se denominavam "arterias".[5]

William Harvey descreveu e popularizó o conceito moderno do sistema circulatorio e as funções de arterias e veias no século XVII. Ainda que o espanhol Miguel Servet descreveu a circulação pulmonar um quarto de século dantes que Harvey nascesse, o escreveu em um livro de Teología (Christianismi Restitutio, publicado em 1553), que foi considerado como herejía e lhe conduziu à fogueira. Em consequência, quase todas as cópias do mesmo foram queimadas excepto três, que foram descobertas décadas mais tarde.

Alexis Carrel a princípios do século XX foi o primeiro em descrever a técnica de sutura de copos e anastomosis, e realizou com sucesso muitos transplantes de órgãos em animais, abrindo assim a via à moderna cirurgia vascular.

Veja-se também

Enlaces externos

Referências

  1. Kierszenbaum, A.L. (2007). Histology and cell biology: an introduction to pathology, 2nd edição, Mosby Inc.. ISBN 0-3230-4527-8.
  2. Klabunde, R.E. (2005). Cardiovascular physiology concepts, Lippincott Williams & Wilkins. ISBN 0-7817-5030-X.
  3. MOMMA, UR; Jean Hopkins, Charles William McLaughlin, Susan Johnson, Maryanna Quon Warner, David LaHart, Jill D. Wright (1993). Human Biology and Health, Englewood Cliffs, New: Camisola Prentice Hall. ISBN 0-13-981176-1.
  4. Oxford English Dictionary.
  5. Shakespeare, William. Hamlet Complete, Authoritative Text with Biographical and Historical Contexts, Critical History, and Essays from Five Contemporary Critical Perspectives. Boston: Bedford Books of St. Martins Press, 1994. pg. 50.
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