| Arturo Meza | |
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Arturo Meza em 2000 na UNAM. | |
| Informação pessoal | |
| Nome real | Arturo Meza |
| Nascimento | 15 de dezembro de 1956. |
| Origem | Tocumbo, Michoacán, México |
| Ocupação(é) | Músico, escritor, poeta, médico. |
| Informação artística | |
| Género(s) | Rock, rock progressivo, folk, norteña, são, blues, sinfónica. |
| Instrumento(s) | voz, guitarra, baixo fretless, harmônica, teclados, harpa, armonio. |
| Período de actividade | 1977 à data. |
| Discográfica(s) | Gente de México |
| Artistas relacionados | Decibel, Krol Voldarepet Knat Didáctico, Chac Mool, Jorge Reis, A Tribo, Rodrigo González, Gerardo Enciso, Rafael Catana, Roberto González, Bob Dylan, Charly García. |
| Site | |
| Sitio site | www.arturomeza.com |
Arturo Meza (n. Tocumbo Michoacán, México; 15 de dezembro de 1956 ) é um importante compositor, músico, multiinstrumentista, cantor, poeta e escritor independente mexicano. Artista prolífico, criador de uma vasta obra e inventor de instrumentos musicais (mezáfono, teclaedro, oglio e yeloguerlizet). A base de sua composição é o folk, a canção sem mais instrumentação que a voz, guitarra e ocasionalmente uma harmônica, ainda que tem incursionado nos mais diversos ritmos musicais, como a música sinfónica, rock progressivo, rock, blues e tradicional mexicana (norteña e são). Suas letras são uma obra poética em si mesma. Dentre os compositores independentes contemporâneos de canções em seu país, é o que maior obra tem realizada e publicada.[1]
Conteúdo |
As influências da obra de Meza podem dividir-se em duas: as musicais e as literárias pela razão mencionada. A base musical de sua obra é a popular -voz, diversos tipos de guitarras e sintetizadores- ainda que tem incursionado na composição de música sinfónica executada com sintetizadores. Dada a extensa obra publicada por Meza e a variedade de influências e ritmos nos que tem incursionado, podemos esboçar as linhas gerais de influência: a canção denominada de autor, com influências de Charly García -ao que tem reversionado duas ocasiões- Bob Dylan, Leonard Cohen, Jaime López, Rafael Catana, Gerardo Enciso -contemporâneo destes três últimos-; uma forte influência do progressivo pela inclusão permanente de sintetizadores e arranjos de tipo sinfónico em grande número de suas canções.
Por outro lado, em suas letras e obra literária tem à inclusão de elementos indígenas e de tipo mexicanista e por outro lado a tradição mitológica medieval e européia dos que toma simbolismos e metáforas variadas. Sua obra condensa influências igualmente variadas e sua poética é a esencia de suas canções pela riqueza de imagens e metáforas que tem incluído.
Segundo o referido em várias entrevistas e no booklet de seu disco Dedopingüe, Meza aprendeu a tocar a guitarra na infância em seu povo natal Tocumbo, Michoacán, com o trío norteño integrado pelo maestro Manuel Sobrancelha, um pedreiro apodado Cuachangas e Meza, quem tinha que ficar afora das cantinas por ser menor de idade. "Acho que as influências musicais dão-se na pubertad. A meu me influencio a música ranchera e norteña dos Broncos de Reynosa, Alegre-los de Teerão, As Jilguerillas, José Alfredo Jiménez ou Cuco Sánchez, que foi com a que aprendi a tocar e cantar",[2] Mais tarde conheceu a The Beatles, Bob Dylan e The Kinks. Aos quinze anos emigrou à Cidade de México.
Seus inícios formais foram com Decibel e Rendimento Liberto, "um quinteto formado por Alberto Herr, percussões; Juan Wolfgang Cruz, baixo; Juan Andrade, vogais; Carlos Alvarado, flautas e clarinete; e o próprio Meza nas guitarras"[3] em 1976. Para 1977 integrou Krol Voldarepet Knact Didáctico, um colectivo de música experimental baseado na influência do rock progressivo, Krzystof Penderecki e Giorgio Ligetti.
A primeira etapa de Meza como músico, de 1976 a 1984 é a da realização de música com um fim místico e ceremonial. Uma de suas maiores influências é a obra de Josefa Rosalía Luque Álvarez, religiosa argentina quem através de obras como "Origens da Civilização Adámica" e "Harpas Eternas" narra a vida de Jesús e os esenios. Arturo retomou alguns textos e os musicalizó, mas dita influência será um referente em todo seu labor artístico e pessoal venidera. Seu estilo não pode encausarse totalmente em uma sozinha corrente, já que mediante seus conhecimentos musicais e filosóficas procura e conduz à relajación do ser. Nesses anos Meza realiza música como forma de introspección e procurando experiências e estados metafísicos[4] (a dito trabalho o chamou música ersal, como suas obras Suite Koradi ou Inprincípio ), mas tem preferido a realização de canções para levar sua mensagem de uma forma mais aberta e facilmente cognoscible. Um dos princípios de seu pensamento é a salvação do homem e do género humano mediante o amor puro como energia única.
É em 1984 quando iniciou sua carreira solista com a gravação e publicação do disco Não nos vamos ir sem o mar, o qual surge como uma fusão de textos e música européia e originaria. Daqui por diante dedicar-se-á à composição de sua obra mais conhecida,[6] a mesma que tem interpretado ao longo e largo de México e outros países como Estados Unidos, Bolívia e Espanha, com canções baseadas na guitarra e voz, género que considerou menos algum tempo e que lhe serviu como veículo para dar a conhecer sua mensagem de amor, união e a difusão de vários princípios que muitos de seus seguidores que enchem seus concertos.[7] Desde o início de suas apresentações, Meza promoveu que seu público convivesse entre si para gerar laços de fraternidad e levar à prática os princípios que enuncia, o que se converteu já em um costume entre os mesmos.
Aunada a seu labor artístico Meza fundou o selo discográfico Gente de México que tem produzido discos de vinil, cassettes e discos compactos dado que ideológicamente se manteve fora de qualquer convênio comercial com as empresas discográficas. Também tem promovido a saúde física e espiritual realizando terapias de sanación e preparando medicamentos naturais. Do mesmo modo, participa em concertos de apoio a causas sociais como as do EZLN e promovido a abertura de comedores populares.
Por muitos anos Meza editou uma quantidade reduzida de discos de vinilo e cassettes hoje inconseguibles, que se venderam de forma pessoal em suas apresentações ou em lugares alternativos como o Tianguis do Chopo, se copiando e se distribuindo de pessoa em pessoa e com o arribo de internet mediante mp3. É até faz uns cinco anos quando cópias remasterizadas de suas obras em discos compactos se vendem com regularidade em algumas livrarias e lojas de discos.
Acompanhado pelo geral unicamente de sua voz e de uma omnipresente guitarra electroacústica Kramer modelo Strat, apresentou-se na maior parte das cidades grandes de México; em datas mais recentes tem viajado a Chicago , Illinois, Estados Unidos, onde se apresenta exitosamente com frequência. Actualmente encontra-se realizando uma série de concertos por México para celebrar 30 anos de actividade artística.
Tem em seu ter 32 produções discográficas, somando mais de 270 canções conhecidas:
Tem musicalizado textos de François Villon, Rubén Darío, Jorge Luis Borges, Denise Levertov, Nezahualcoyotl, Boanergés de Magdaló, Luis G. Franco, William Blake, Mario Santiago Papasquiaro, Margarito Cuéllar, José Eugenio Sánchez, Arnulfo Vigil, Rei Bohindra, Charly Garcia e Josefa Rosalía Luque.
Com Arturo Meza têm colaborado os músicos:
José Luis Fernández Ledezma, Germán Bringas, Julio Sandoval, Octavio Patiño "Blu", Carmen Leñero, Eblén Macari, José Luís Almeida, Emiliano Marentes, Alberto Herr, Juan Wolfgang Cruz, Armando Nava-Loya, Jaime Moreno, Villarreal, Maja Rustige, Marisa De Lille, Pedro Tello, Jorge Reis, Félix Betanzos, Adriana Calleja, Víctor Manuel Corral, Carlo Bernal, Lieto Bozz, Alquimia, e Undersun, entre outros.
Julio Sandoval e Octavio Patiño "Blu" (como Os galaverianos); Diego González, Edgar Hernández, Gustavo García e Mauricio Barquera (Como Alacrángeles) e Adriana Calleja.
Em 2003 a cantora Ana de Alva publicou o disco duplo "Ángel de Varro", onde interpretou canções de Arturo Meza. No participaram os músicos Héctor Buraco, Jorge Luis "Cox" Gaytán, Jorge García, Sergio Calderón, Elena Sánchez e César “Perico o payaso louco” (A Cadela), Daniel Rivadeneyra (Forja-a), Daniel Soberanes, [Tizoc Briseño][7], José Tavares, Norma Villarreal, Ramón Sánchez, Salvador Moreno (A Casta), Armando Velasco, Enrique Valadez, Germán Bringas, Rafael Catana, José Luis Fernández Ledezma, Mónica da Águia, Arturo González, Margarita Botello, Agustín Pimentel, David Méndez, Alejandro Méndez, Ramiro Ramírez, Nina Galindo, Noemí Mondragón e Baldomero Jiménez.
Sua prosa se influência principalmente do realismo mágico e da novela mexicana de princípios do século XX. Na maior parte de seus textos utiliza um modo discursivo proveniente das classes baixas, escrito com a pronunciación literal. Tem publicado em prosa:
Tem publicado:
No ano 2004, na cidade de Guadalajara , México, o grupo de teatro chamado Memória A ,fez uma montagem teatral com uma adaptação do conto Ansina como endenantes do livro homónimo. Fabián Luévano fez a dramaturgia e a sua vez dirigiu esta montagem que teve uma excelente resposta por parte do público. Sobre a obra, que presenció Arturo Meza, o crítico Jorge Fábregas comentou: "há que os felicitar porque fazem um teatro crítico, entusiasta e que procura a originalidad".[8]
Modelo:ORDENAR:Meza, Arturo