? Australopithecus afarensisFaixa fóssil: Plioceno Inferior - Superior | |
|---|---|
"Lucy", reconstrução no Museu Nacional de Antropologia de México. | |
| Estado de conservação | |
| Extinto (fóssil) | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Fio: | Chordata |
| Classe: | Mammalia |
| Ordem: | Primates |
| Família: | Hominidae |
| Género: | Australopithecus |
| Espécie: | A. afarensis |
| Nome binomial | |
| Australopithecus afarensis Johanson; White & Coppens, 1978 | |
Australopithecus afarensis é um homínido extinto da subtribu Hominina que viveu entre os 3,9 e 3 milhões de anos dantes do presente. Era de contextura delgada e grácil, e acha-se que habitou só na África do este (Etiópia, Tanzania e Kenia). A maioria da comunidade científica aceita que pode ser um dos ancestros do género Homo.[cita requerida]
Conteúdo |
Foi descoberto o 24 de novembro de 1974 por Donald Johanson, Yves Coppens e Tim White em Hadar, Etiópia. O espécimen encontrado naquele momento foi mundialmente conhecido como Lucy.[1]
Esta descoberta destacou sobre os demais por muitas qualidades, especialmente por ser o Australopithecus melhor conservado descoberto até aquela data. Assim foi possível comprovar que a capacidade para caminhar erguido, como os humanos actuais, foi muito anterior ao crescimento do cérebro. O estudo de seu dentadura aclarou aspectos fundamentais sobre a evolução dos homínidos e descobriu a evolução simultânea de géneros, de maneira que a linha Paranthropus, se apartou de outras e em particular da que evoluiu para Homo.[cita requerida]
Os restos de Lucy foram encontrados no lugar onde habitava a tribo Afar, daí o nome afarensis, e junto com outros doze indivíduos da mesma espécie, incluído cráneos, conformam o que se chama "a primeira família".
A. afarensis é, como todo Australopithecus, um primate bípedo erguido, mas diferente a nós em vários aspectos:
Como se disse, o cráneo relativamente pequeno, com um volume parecido ao dos antropomorfos actuais, ainda que em comparação com o tamanho do corpo era relativamente grande. Ademais, sua cara era bastante grande e projectava-se adiante do cráneo, devido ao tamanho dos dentes (prognatismo).
A diferença dos antropomorfos, os caninos de A. afarensis são reduzidos ainda que projectam-se ligeiramente adiante do dente adjacente. Os incisivos são grandes (sócios ao regime frugívoro). Os molares e premolares são de tamanho substancial, com superfícies planas.
De sua boca também se conclui que o paladar é muito similar ao do homem actual porque ainda que grande, forma uma curva que não é parabólica, nem de lados paralelos, como nos grandes simios.
A forma da pelvis é importante já que dela se realizaram estudos necessários para determinar o caminhar bípedo erguido dos Australopithecus; é de seu pequeno tamanho em comparação aos antropomorfos e apresenta um canal de parto, na fêmea, mais pequeno que o actual e com uma notoria forma de riñón. As fêmeas da espécie não precisavam ter um grande canal de parto, devido ao pequeno tamanho do cráneo das crianças.
Alguns autores localizam a A. afarensis e a A. anamensis em um género aparte chamado Praeanthropus.[2]