| Bananas | |
|---|---|
| Título | Bananas / A loucura está de moda |
| Ficha técnica | |
| Direcção | Woody Allen |
| Produção | Axel Anderson, Antonio Encarnación, Jack Grossberg, Manolon Villamil, Ralph Rosenblum |
| Desenho de produção | Ed Wittstein |
| Guião | Woody Allen e Mickey Rose |
| Música | Marvin Hamlisch |
| Cenografia | Herbert F. Mulligan |
| Vestuario | Herbert F. Mulligan |
| Partilha | Woody Allen, Louise Lasser, Carlos Montalbán, Natividad Abascal, Jacobo Morais, Howard Cosell, Sylvester Stallone |
| Dados e cifras | |
| País(é) | Estados Unidos |
| Ano | 1971 |
| Género | Comédia |
| Ficha em IMDb. | |
Bananas, conhecida em castelhano também como A loucura está de moda (em Venezuela ), de 1971 , é o terceiro filme que dirigiu Woody Allen, e que ademais escreveu e protagonizou. Baseia-se em uma série de gags estruturados como uma sátira política. Bananas serve ademais como marco para desenvolver chistes visuais, às vezes inclusive escatológicos, caindo muitas vezes em uma fina comédia física ou slapstick. Allen aproveita também para homenagear e parodiar uma das sequências mais famosas do cinema mundial: as escadas de Odessa, cena do filme O acorazado Potemkin (1925) do russo Sergéi Eisenstein. Há também óbvias referências à cultura televisiva estadounidense (que, como Woody Allen o propõe, é chave para a política, fazendo desta um híbrido de diplomacia-espectáculos).
Conteúdo |
Está centrado em um dos tipos de personagens raros que são típicos das fitas de Allen. Neste filme Allen actua como um mediocre trabalhador, Fielding Mellish, quem tenta impressionar a Nancy (Lasser), uma activista social de quem se apaixonou. Tratando de saber detalhes sobre a revolução de San Marcos para impressionar a sua amada, Mellish visita a ilha tentando mostrar sua preocupação pelos nativos. No entanto, é quase assassinado pelo ditador que governa a ilha, só para ser depois salvado por uns revolucionários, e por isto Mellish fica em dívida com eles por ter recebido sua ajuda. Mellish une-se a uma guerrilha rebelde e aprende torpemente "como ser um revolucionário"; inclusive em um esforço para alimentar às tropas vai um restaurante local de San Marcos e em uma maneira tipicamente nova-iorquina ordena milhões de sandwiches (com uns barris de salada de col). Quando a revolução é um sucesso, o líder rebelde (em uma paródia de Castro ) perde a sensatez e começa a dar ordenes absurdas e contradictorias (ordenando por lei que a roupa interior deve ser levada por fora), forçando aos rebeldes a pôr ao próprio Mellish como seu presidente. Quando Mellish viaja de volta a EEUU para obter auxilio financeiro em favor de seu regime, se reúne com seu ex noiva activista e é descoberta sua real identidade, pelo qual é levado a julgamento. Em uma clássica cena no corte, Mellish tenta defender-se assim mesmo de uma série de testemunhas que o incriminam (incluindo a J. Edgar Hoover disfarçado como uma mulher negra), só para ser liberto com a condição de que nunca se mude à comunidade do juiz. Mellish termina casado com Nancy e viaja com ela em lua de mel.
O título é uma broma, "Bananas" é um termino por "loucura", tanto como uma referência à frase "república bananera" describendo o sentido do filme. O título também pode ser um troça respetuosa para Os quatro cocos, o primeiro filme pelos Irmãos Marx, por quem Allen estava influenciado na época. Não obstante, quando Allen lhe perguntaram porque o filme se chamava Bananas, sua resposta foi, "Porque não há bananas aí".
As mais famosas cenas de Allen no filme incluem a prova de um gimnasio-escritório de trabalho (uma referência aos Tempos Modernos de Chaplin), suas covardes tentativas de defender a uma mulher da terceira idade contra os matones de um metro (incluindo entre os agressores a Sylvester Stallone), seu indiscreto tentativa de comprar pornografía em uma loja de revistas em general (em frente a um público de ambos sexos e de toda a idade), e uma série de pequenas desgraças pelas que passa em San Marcos quando trata de aprender várias técnicas de guerra de selva".
Ademais notável é o regresso de Fielding aos EE.UU. como o Presidente de San Marcos, onde é saudado por um representante do Departamento de Estado e pelo Sr. Hernandez, o intérprete oficial. Depois que umas poucas gentilezas são trocadas resulta óbvio que Fielding fala e entende perfeitamente o inglês, e depois o Sr. Hernandez é perseguido por dois homens com redes para atrapar borboletas.
No começo e ao final do filme, há duas cenas de absurdismo absoluto onde o programa Mundo dos Desportos da corrente ABC cobre um assassinato ao vivo em San Marcos, completado com o locutor Howard Cossel gritando "Se acabou todo para O Presidente!" ao igual que se cobre ao vivo a lua de mel de Fielding Mellish com Nancy, como se fosse um combate de boxe.
Um problema de continuidade neste filme ocorre durante o assassinato do Presidente original de San Marcos. O assassino saca seu revólver e começa a disparar. A câmara (agora em frente do revólver) mostra que ficam três balas. Logo a câmara muda ao gatillo, e, sem pausa, o assassino dispara umas nove balas com a mesma pistola. No entanto, também pode ser interpretado como um chiste, já que é provável de que Allen fosse consciente do facto de que o revólver de seis tiros só dispara seis vezes.