Fecha pelo lado sul o Foro Romano, limita ao oeste com o Vicus Iugarius separando do templo de Saturno e ao este com o Vicus Tuscus que a separa do templo dos Dióscuros.
Foi começada a construir por Julio César no 54 a. C., de quem tomou o nome sobre o espaço dantes ocupado pela Basílica Sempronia, erigida em 169 a. C. por Tiberio Sempronio Graco, pai dos tribunos da plebe Tiberio e Cayo, quem para edificá-la teria demolido a casa de Escipión o Africano e algumas lojas das Tabernae veteres. Para despejar o solar, César teve ademais que deslocar a tribuna de oradores à extremidade oeste do Foro Romano. A Basílica Julia foi acabada por Augusto , mas incendiou-se no 14 a. C. e foi reconstruída pelo mesmo imperador que a dedicou a seus filhos adoptivos Cayo e Lucio no 12. Sofreu um novo incêndio em época de Carino em 283 e voltou a ser restaurada com Diocleciano. Uma última destruição parcial sucedeu com o saque de Alarico sendo reconstruída pelo prefecto urbano Gabinio Vetio Probiano.
Actuava como sede do tribunal dos Centunviros, cento oitenta juízes que eram o total dos quatro tribunais juntos.
Era de grandes dimensões (109x48 metros) com uma nave central de 82x18 metros em torno da qual tinha quatro naves menores abovedadas em dois andares e com arcos enquadrados por semicolumnas. A nave central dividia-se em quatro partes por cortinajes ou estruturas de madeira que quando se requeria se retiravam para deixar o espaço vazio.
Na escalinata do pórtico encontram-se jogos gravados no mármol branco como uma espécie de damas chinesas ou um círculo dividido em segmentos.
Coordenadas: