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Bem-estar social

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O bem-estar social chama-se-lhe ao conjunto de factores que participam na qualidade da vida da pessoa e que fazem que sua existência possua todos aqueles elementos que dê lugar à tranquilidade e satisfação humana. O bem-estar social é uma condição não observable directamente, senão que é a partir de formulaciones como se compreende e se pode comparar de um tempo ou espaço a outro. Ainda assim, o bem-estar, como conceito abstrato que é, possui um importante ónus de subjetividad própria ao indivíduo, ainda que também aparece correlacionado com alguns factores económicos objectivos. O bem social não implica um colectivismo, onde todos são, teoricamente, donos de todo mas a propriedade, posse e uso se transformam em uma abstracção para o povo (vgr. o Estado Soviético). Não assim para uma minoria usurpadora que ocupa o vértice da pirâmide social, desde onde usa e abusa da propriedade e desde ali administra a abundância e escassez: o domínio do homem. Tal como no capitalismo plutocrático.

Conteúdo

Bem-estar económico

A medida do bem-estar económico tem sido objecto de intenso debate devido à dificuldade de definir que deve se entender por bem-estar. Convencionalmente optou-se por tomar, como medida do bem-estar, a quantidade de bens materiais e serviços úteis produzidos por um país, dividido entre o número de seus habitantes (o que se conhece com o nome de PIB per capita) ou alguma medida directamente relacionada com esta. Ainda assim, existem outras medidas alternativas que se discutem mais adiante.

Para rendas nacionais baixas a Renda per capita é muito melhor indicador do bem-estar social. Uma das razões é que a esperança de vida está positivamente correlacionada com o PIB per capita quando este se situa entre 0 e 4000 dólares, mas a partir de 10000 dólares mal existe correlação entre ambos,[1] por exemplo. Outros factores que contribuem ao nível de vida material de uma população são:[2]

PIB per capita

O PIB per capita é a quantidade de bens e serviços úteis disponíveis para uma pessoa dentro de um país, medido a preços de mercado. Os três factores que mais contribuem ao incremento do PIB per capita são:

Devido às fortes críticas que tem sofrido o PIB per capita como índicador do bem-estar social,[3] outros indicadores ou medidas do bem-estar social têm sido criadas. São um exemplo:


Índice de Pobreza Humana (IPH)

Em mudança, o IPH tenta medir o nível de pobreza existente em um país. Este índice foi elaborado por Nações Unidas e no caso das economias em desenvolvimento (já que existe outro índice para os países da OCDE) compreende:

Por conseguinte, este último índice é mais elevado nos países de maior pobreza.

Bem-estar subjetivo

O bem-estar subjetivo é qualquer medida da quantidade de bem-estar que dizem ter as pessoas de um país. Uma medida disto por exemplo é índice de bem-estar subjetivo, que se elabora a partir de encuestas , se calcula a partir da percentagem de pessoas que se consideram "felizes" ou "muito felizes" menos a percentagem de pessoas que se consideram "não muito felizes" ou "infelices".

A encuesta mundial de valores de 1990 mostrou que este índice variava desde -2% para Bulgária até o 90% para a Islândia. Observou-se ao igual que sucede com a esperança de vida, que para níveis de renda baixa existe uma correlação mais alta entre bem-estar subjetivo e PIB per capita. Para rendas mais altas segue existindo correlação ainda que mais moderada. O coeficiente de correlação r entre as duas variáveis considerando todos os trechos de renda foi alto (r = 0,74).[4]

Crítica: o PIB per capita como indicador de bem-estar

O PIB per capita real de uma economia costuma utilizar-se como indicador do nível de vida médio dos particulares de um país, e o crescimento económico costuma se ver portanto como um indicador do aumento no nível de vida médio.

Não obstante, apresentam-se alguns problemas ao calcular o crescimento mediante PIB per capita com a finalidade de medir o crescimento do bem-estar, por exemplo:

Outras medidas de rendas nacionais, como o Índice de bem-estar económico sostenible ou o Indicador de progresso real, têm sido desenvolvidas como tentativa de oferecer uma visão mais completa do nível de bem-estar, ainda que não se chegou a um consenso quanto a que medida, se existe, é melhor que o PIB. Este indicador segue sendo com diferença a medida mais utilizada, especialmente se temos em conta que, independentemente de todo o demais, um aumento do PIB real implica um aumento da disponibilidade de emprego, necessária para a sobrevivência da maioria dos particulares.

Referência histórica

Os próprios criadores do sistema de contabilidade nacional que deu lugar à medida do PIB advertiram das limitações desta medida como medida do bem-estar social.[5] John Maynard Keynes, John Hicks e Simon Kuznets desenvolveram o sistema de contabilidade nacional porque seus governos precisavam melhores médios para gerir suas economias em frente às espectaculares flutuações do Ciclo económico no período de entreguerras. Kuznets criador do sistema norte-americano unificado de contabilidade nacional, advertiu em 1934 ao Congresso de que:

é muito dificil deduzir o bem-estar de uma nação a partir de sua renda nacional (per capita)[6]
Simon Kuznets, 1934

No entanto considerou que suas advertências eram ignoradas e que tanto economistas como políticos acostumavam a equiparar prosperidade e crescimento do PIB per capita. Anos mais tarde ampliou seu criticismo no mesmo sentido quando declarou:

Há que ter em conta as diferenças entre quantidade e qualidade do crescimento, entre seus custos e seus benefícios e entre o prazo curto e o longo. [...] Os objectivos de "mais" crescimento deveriam especificar de que e para que[7]
Simon Kuznets, 1962

Referências

  1. Ronald Inglehart, Modernização e Posmodernización: a mudança cultural, económico e politico em 43 sociedades, Ed. Século XXI, Madri, 2000, pp. 78
  2. Paul Krugman, Era-a das perspectivas limitadas, Ed. Ariel, Barcelona, 1998, ISBN 84-344-1432-5, pp. 19
  3. Como exemplo, alguns economistas têm objetado que o PIB mede só um aspecto parcial do bem-estar económico objectivo
  4. Ronald Inglehart, Modernização e Posmodernización: a mudança cultural, económico e politico em 43 sociedades, Ed. Século XXI, Madri, 2000, pp. 81
  5. Clive Hamilton, O fetiche do crescimento, Ed. Laetoli, 2006, p.33
  6. citado por C. Cobb, T. Halstead e J. Rowe, The Atlantic Monthly, Outubro 1995
  7. Ibidem

Veja-se também

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