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Bochica

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Monumento a Bochica no município de Cuitiva (Boyacá).

Bochica personagem Muisca, organizador social e bienhechor na mitología chibcha. Em alguns casos assimila-se que Nemqueteba e Bochica são a mesma personagem, dado que suas descrições físicas são idênticas, por isso se entende que se trata de um idoso vindo deste cavalgando, que durante muitos anos conviveu com os antigos chibchas lhes ensinando a elaboração de vasijas, manufacturas, orfebrerías, comércio bem como também normas éticas e morais. Anos depois afastar-se-ia por Sogamoso despedido por todos os Chibchas. Quando Chibchacúm indignado pela corrupção dos habitantes de Bacatá , desbordó os rios e produziu o diluvio, os sobrevivientes invocaram a Bochica e este apareceu sobre o arco íris, arrojou seu ceptro de ouro e abriu o cauce às águas formando o Salto de Tequendama. Depois castigou a Chibchacúm obrigando-o a sustentar a terra sobre seus ombros. Algumas vezes representava-se-lhes com três cabeças.

Conteúdo

Descrição Física

Segundo o Sacerdote Lucas Fernández Piedrahita, em seu célebre texto "História geral das Conquistas do Novo Reino de Granada." Capitulo III, afirma sobre Bochica : "...só com os três epítetos referidos. Este tal, dizem que tinha a barba muito crescida até a cintura, loe cabelos recolhidos com uma fita como trenza posta á a maneira que os antigos fariceos usavam os pilacterios ou coroas com que se rodeavam as cabeças, trazendo colocados no meio da frente os preceitos do Decálogo. Pois á esse modo, referem, usava-lhe, e essa forma nos rodetes que se põem os índios nas cabeças, colocam uma rosa de plumas, que lhes cai sobre as sobrancelhas. Andava este homem com as plantas nuas, e trazia uma almalafa posta, cujas pontas juntava com um nodo sobre o ombro; de onde acrescentam ter tomado o traje, o uso do cabelo, e de andar descalzos." [1]

O Sacerdote reseña muitos benefícios que os nativos atribuíam a Bochica dando énfasis ao relato de quando ocorreu a inundação da sabana ou pampa de Bogotá pelo rio Funza, chegou Bochica, e com o bordon ferindo em uma serranía, abriu caminho às águas que deixaram depois a terra plana de maneira que pudesse se habitar como anteriormente, criando de passagem um salto de água no lugar do desborde chamado o salto de Tequendama.

Importância Cultural

Esta personagem é uma lenda cultural importante em Colômbia já que sua imagem tem sido recreada em múltiplas ocasiões dentro do imaginario colectivo deste país. Considera-se o fundador da sabana de Bogotá . Dantes da chegada desta personagem na actual Sabana de Bogotá existia um gigantesco lago que impedia que os seres humanos povoassem esta fértil meseta. Bochica rompeu uma gigantesca rocha com sua vara e criou o Salto do Tequendama o que permitiu o assentamento humano dos Chibchas nesta região.

Tergiversación Histórica

Durante o processo da Colonização, que se fez nas Americas, a evagelizacion realizou um sincretismo cultural das Religiões indígenas e as Monoteistas de Occidente meio ao Eurocentrismo. Muitas das histórias dos Sacerdotes/Cronistas que reseñaron os costumes indígenas, foram tergiversaciones das histórias reais, adaptandas às crenças Cristãs. A modo de exemplo podem resaltarce a Virgen de Guadalupe(quem apresenta história indígena). Este processo de Sincretismo procuro fundamentar a evangelización dos povos nativos, baixo os critérios de ser povos atrasados e ignorantes, e em um segundo plano reafirmar a iconografía religiosoa Cristã nestes. Este ponto é importante realçá-lo, devido às mau interpretações que se lhe têm dado à suposta imagem de Bochica, que responde mas aos canones bíblicos de personagens religiosos que aos valores indígenas dos Muiscas.

O Bochica descrito por Piedrahita, responde a esses valores estéticos e ideológicos dos líderes religiosos Cristãos, presentes na literatura cronista da época, em onde se realçam características próprias do Cristianismo como: a cor de pele, olhos, cabelos, discriminação ante a figura feminina, ou mitos como o diluvio, que somado à suposta ignorância dos nativos, permitiu a atitude evangelizadora da personagem na cultura Muisca. Isto se creio como uma ponte para a inserção da iconografía religiosa cristã, que termino por destruir e desfigurar a Cosmogonía indígena do povo Muisca.

Suposta, relação com outros povos

[cita requerida] Desde a mesma chegada dos Espanhóis tem-se-lhe identificado com Nemqueteba ou Idacanzas,o civilizador ou instrutor dos muiscas, quem chegou cavalgando um estranho animal. É claro que os Chibchas não conheciam cavalos, burros ou camelos e que os cuadrupedos que se podiam cavalgar neste continente corresponderiam aos lumes ou vicuñas de Peru mas que estes são incapazes de sustentar um homem adulto. A elevada moral e instrução desta personagem é ademais admirável; toma-se-lhe como um benfeitor incondicional, que teria afastado por Sogamoso e regressado para salvar a este povo do que poderia ser a versão muisca do Diluvio Universal. a relação com o facto de que os Incas em Peru tinham um mito similar com uma personagem de idêntica descrição física e moral chamado Viracocha. Em Venezuela também há similitudes quanto a estes relatos, para os indígenas Tamanacos, o deus se chamava Amalivaca, este também era de segundo a descrição de raça branca.Em Mesoamérica as coicidencias do mito são igualmente evidentes. Para os Toltecas chamava-se Quetzalcóatl tinha uma descrição física similar que resultaria fatal aos Aztecas no século XVI, seus costumes recordam às duas personagens anteriores, de facto proibiu os sacrifícios humanos que eram muito populares nos Toltecas e criou um código de ética similar aos costumes cristãos. Um pouco mais ao sul os Mayas veneraban a Kukulcán que não era outra coisa que o mesmo Quetzacoatl. No istmo de Tehuantepec os Zapotecas e Mixtecas chamaram-lhe : Wixipecocha e ao igual que em todos os casos anteriores era um idoso de raça branca, cavalgando um anímal misterioso chegado deste, com uma inteligência superior e de uma moral muito elevada.


Veja-se também

Notas

  1. ↑ Piedrahita, Lucas, História Geral das Conquistas do Novo Reino de Granada, Cap. III [1]
Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/t/e/Ate%C3%ADsmo.html"
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