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Branca Sánchez

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Branca Sánchez
Nome real Branca Sánchez
Nascimento 2 de março de 1946
Bandera de México México, D.F., México
Morte 7 de janeiro de 2010 (63 anos)
Bandera de México México, D.F., México
Ficha em IMDb.

Branca Sánchez (México, D. F., 2 de março de 1946 – México, D. F., 7 de janeiro de 2010 [1] ), foi uma actriz mexicana.

Filha de Luis Sánchez Silva, compositor, e Ofelia da Fonte, actriz de rádio. Inicia sua carreira artística à idade de nove anos na radionovela “Conflito” ao lado de sua mãe, à qual seguiram muitas outras como “A Família Quiñones” e “A morte está em casa”. Em 1957 debuta em televisão no teleteatro “Noites de angústia” ao lado de Ignacio López Tarso e Silvia Derbez. De seu debut em televisão Branca recorda: "Esse teleteatro foi ao vivo, ainda não tinha videotape. Era como uma versão de "Jane Eyre" adaptada à actualidade daquela época. Eu estava muito tranquila e minha mamãe nerviosísima. Tudo estava perfeito, o aparelho, a roupa, os ensaios. À hora do programa tinha uma cena onde Silvia Derbez me lia um conto -eu era ainda uma menina- e enquanto me lia o conto descobri a câmara, que não tinha dantes visto para nada. Fiquei vendo à câmara fascinada. Ao acabar o programa chegou Miko Villa, o director, e disse-me: "Tudo esteve muito bem, mas pajareaste durante a cena da leitura do conto". E eu pois se, é que descobri ao monstro esse que era a câmara e me distraí."

A primeira telenovela em que participou Branca foi "A casa do ódio", também ao vivo, com Carmen Montejo, Eduardo Fajardo e Patricia Morán, dirigida por Ernesto Alonso. Sua primeira telenovela gravada foi "Meu segredo". A partir de então participa em um grande número de telenovelas, entre as que se encontram as clássicas "Os Miseráveis", "Os Bandidos de Rio Frio" e "Teresa Raquín" produzidas pelo canal 13, e as históricas, "A Tormenta", "A Constituição" e "Senda de Glória". Branca conta-nos sobre sua experiência em "A Constituição" ao lado de María Félix: "Minha personagem aparecia muito com María. Eu tinha uma boa relação com ela, apesar de que ela não falava com as mulheres, só platicaba com os homens. Mas como eu era muito amiga de Enrique, então me concedia a honra de platicar comigo e me dava conselhos. Lembro-me que nessa época me ia eu a casar, e me dizia: "Vais casar-te?, "Pois sim senhora, já me caso". "E já o pensaste bem?" "Se senhora, já o pensei". "Um erro, um erro". Portou-se muito linda comigo. Minha personagem era o de uma rapariga muito morena, que era descriminada por sua cor e a personagem de María a protegia"

A telenovela mais importante na carreira de Branca, e também sua favorita, foi J.J. Juiz", na que ela tinha o estelar protagónico. Também trabalhou em um sinnúmero de teleteatros para o canal 13, como "Canção de Navidad", "A dama da alva"," O Gesticulador" e "Rosalba e os Llaveros" entre outros, e mais tarde para Televisa, "A Herdeira" e "Uma mulher sem importância", esta última de Oscar Wilde.

Em teatro Branca debuta em 1963 em fá-la “Rapariga de campo” de Cliffrod Odets, dirigida por Dimitrios Sarrás, que depois foi seu maestro. Outra de suas primeiras obras foi "A vidente" em onde alternou com Dores do Rio. Desta obra Branca recorda o seguinte episódio: "Lolita era uma senhora adorable, muito querida por todo mundo. Quando já estávamos para estrear, me disse, referente a minha cor de cabelo, que é castaño claro cenizo, quase verdoso nesse então: "Por que não te aclaras tua cor de cabelo, te vais ver mais linda". Eu pensei que não tinha caso, mas eu muito desciplinada, a obedeci e me aclarei o cabelo. A noite da estréia saio ao palco e vejo a Lolita com minha cor de cabelo. Fez-me aclarar-mo para pôr-lho ela. Foi uma obra muito bem montada, e Lolita nos tratou muito bem a todos. Fazia eu uma personagem pequena, o de uma jornalista. Estavam na partilha também Jacqueline Andere, Fernando Luján e Magda Donato."

Em 1964, Branca é dirigida pelo maestro Julio Bracho na obra "Uma noite com Casanova" em onde alternou com actores da talha de José Gálvez, Magda Guzmán e Andrea Palma. Mais tarde Branca obtém vários prêmios por seu labor em teatro. Entre eles está o Heraldo à melhor actriz de teatro em 1969 e 1976 por “Os assassinos cegos” e “O pássaro azul” respectivamente, ambas dirigidas por Julio Castillo. De "Os assassinos cegos", Branca recorda: "Os assassinos cegos" foi uma obra de Héctor Mendoza, bastante média, por verdadeiro, mas da que Julio Castillo fez uma posta em cena fantástica. Originalmente estávamos na partilha Irma Lozano e eu. Só que Irma se embarazó e saiu da obra. Então eu passei a fazer o papel de Irma e chamaram a Susana Alexander para o que ia fazer eu. O ser dirigida por Julio Castillo para mim foi um parteaguas em minha carreira, porque foi como conhecer outra forma de fazer teatro, totalmente diferente. Julio era um tipo muito talentoso, não muito culto, mas muito talentoso, pelo mesmo não tinha os limites que a cultura te põe. Foi uma experiência muito enriquecedora trabalhar com ele."

Em 1976 a Associação Mexicana de Críticos de Teatro distingue-a com o prêmio à melhor actriz de teatro pela obra “Aquelarre”, dirigida por Nancy Cárdenas e em onde actuou ao lado de Susana Alexander. Branca recorda sobre esta obra: "Aquelarre foi uma produção de Susana e minha, éramos muito amigas. Agora nos distanciámos um pouco ela e eu por coisas da vida, mas eu a quero muito. Os direitos da obra tinha-os a mamãe de Susana, Brígida Alexander. O papel que fazia Brígida o alternava com minha mamãe, Ofelia da Fonte, foi algo muito bonito que estivessem as mamães de ambas. As temporadas que fazia minha mamãe eram mais tranquilas; as de Brígida eram um relaxo, discutiam elas muito, se brigavam. Passamo-la muito bem. Depois fomos-nos de gira. Também estava o que era meu marido então, Roberto Os, o papai de minha filha. Foi uma obra muito exitosa, tanto em México como em província. Em Tijuana revelamos as 300 representações."

Posteriormente Branca Sánchez é dirigida por Alexandro Jodorowsky na obra de August Strindberg titulada "O sonho", em onde alternava com José Alonso e na que faziam catorze personagens a cada um. Desta obra Branca conta-nos: "Jodorowsky foi-se e deixou-nos a obra para que no-la aprendiéramo e nos disse "Lha aprendem e então a montamos". Aprender-se uma obra sem montagem é muito difícil e pior uma obra na que há que memorizarse catorze personagens. Depois regressou e montou-a muito rápido. É uma obra muito bonita mas não tivemos muito sucesso, acho que não atingimos nem as cem representações."

Em 1981 Branca obteve o prêmio à melhor actriz de comédia por “O ano próximo da mesma hora”, obra dirigida por Rogelio Guerra, quem também actuava; em 1985 o prêmio à melhor tiple por “Duas tandas por um boleto”, outorgado pela União de Críticos de Teatro; em 1998 à melhor coactuación feminina por "Três mulheres altas” com Carmen Montejo. Em 2007 , Branca participa com sucesso na obra "Como envelhecer com Graça", novamente ao lado de Susana Alexander, se mantendo em um ano em cartaz.

Em cinema, o momento mais prolífico de sua carreira foi nos anos sessenta. Seu debut cinamatográfico marca-o a fita Eu, o mujeriego, ao lado de Antonio Aguilar, à que seguiram Os mediocres e Canta meu coração. Seu primeiro estelar foi na fita Os noivos de minhas filhas, com Amparo Rivelles, Julio Alemão, Maricruz Olivier e Julissa. A esta seguiram outros papéis importantes como Matar é fácil (Sergio Véjar, 1966), Proibido (Raúl de Anda, 1968) e a série de Chucho o Rompido (Alfredo Zacarías, 1968). Dirigiram-na cineastas tão prestigiados como Julio Bracho (Em procura de um muro, 1973) Arturo Ripstein (Tempo de morrer, 1965), e Jaime Humberto Hermosillo (María de meu coração, 1979). Branca Sánchez esteve a ponto de fazer um filme dirigido por Emilio "Índio" Fernández. Em maio de 1976, o "Índio" foi a dar ao cárcere por ter matado em defesa própria a um jovem ébrio que disparou na contramão dele e um grupo de amigos. Estando no cárcere, o "Índio" viu a telenovela "Minha irmã a Nena", na qual aparecia Branca e decidiu que tinha que a conhecer, pois lhe parecia uma actriz com muita anjo e muito talento. Quando saiu livre, o "Índio" chamou a Branca a sua casa e lhe ofereceu protagonizar o filme que estava a preparar, México Norte, que era uma nova versão de sua exitosa Pueblerina. Branca teve várias entrevistas com o "Índio"; inclusive compraram vestuario e uma peluca para que ela usasse no filme. Desafortunadamente Conacine pôs como condição ao "Índio" para lhe financiar a filmación, que levará como protagonista a Patricia Reis Spíndola, pelo que Branca ficou fora de um projecto para o que o "Índio" a considerava indispensável. Nos últimos anos Branca tem tido participações tanto estelares -Contigo na distância, um belo curto dirigido por Tomás Gutiérrez Alea, baseado em um guião de uma oficina de Gabriel García Marquez- como também de suporte -As delícias do casal (Julián Pastor, 1965), Pedras verdes (Ángel Flores Torres, 2001) e Pele de víbora (Marcela Fernández Violante, 2002). No 2009, estreia-se seu filme mais recente, titulada Inimigos íntimos, de Fernando Sariñana, interpretando a uma mulher madura que não aceita o passo dos anos. Também fez um papel como a cooprotagonista nos simuladores no capítulo Amor de mãe interpretando a uma mulher madura a quem não gosta de gastar.

Branca Sánchez esteve casada com Roberto Schlosser, pai de sua filha Valerie e posteriormente com o empresário Garret J. Woodside II, e com o corredor de autos de Fórmula 3, o libanês José Antonio Massad. De 2004 a 2006, Branca ocupou o posto de Secretária do Tesouro da Associação Nacional de Actores. Ocupou o cargo de Presidenta da Comissão de Honra e Justiça da AND até sua fallecimiento.

Referências

Modelo:ORDENAR:Sanchez, Branca

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