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Cérebro

cérebro - Wikilingue - Encydia

Cérebro humano. Observe-se a abundância de circunvoluciones na superfície dos hemisférios.
Cérebro de rato. Observe-se a escassa superfície dos hemisférios e o prominente bulbo olfatorio (esquerda).

O cérebro é um órgão do sistema nervoso rico em neurónios com funções especializadas, localizado no encéfalo dos animais vertebrados e a maioria dos invertebrados. No resto, denomina-se ao principal órgão ganglio ou conjunto de ganglios.

Conteúdo

Prehistoria do cérebro

A existência de primordios cerebrais localiza-se, ao menos, na chamada explosão cámbrica quando se observam moluscos e vermes que, além de um sistema nervoso vadio periférico e difuso distribuído em uma simetría radial, possuem um conjunto de ganglios neurales que regem várias actividades do organismo destes animais primitivos; nos vermes, peripatos, artrópodos e procordados observa-se o início da cerebración, isto é, o início da organização de um conjunto de ganglios nervosos reitores que servem de interfase coordenadora entre o interior do corpo do animal e o exterior do mesmo.

A localização cefálica de nenhum modo tem sido a esmo: nos primitivos vermes, artrópodos e procordados com corpo longilíneo e de simetría bilateral (a mesma que mantém o Homo sapiens), o sistema nervoso central se localiza na parte anterior ou delantera já que é (por exemplo, em um verme) a primeira parte em entrar em um intenso contacto com o médio ambiente; do mesmo modo, histológicamente pode-se observar um nexo inicial (embrional) entre as células dérmicas e as nervosas do cérebro, já que os neurónios seriam mutadas e evoluídas mediante uma grande especialização de células dérmicas. Ao tomar postura erguida, animais como os primates passam a ter o sistema nervoso central (e sua parte principal: o cérebro) já não na parte delantera de seu corpo, senão em sua parte superior (em ambos casos: sua cabeça). Também é explicable filogenéticamente a corticalización, isto é, o aparecimento e desenvolvimento do córtex cerebral a partir do sistema límbico, e seu progressivo desenvolvimento em áreas de arquitectura neuronal a cada vez mais complexas.

Este desenvolvimento filogénetico pode-se perceber ontogenéticamente na cada embrião de animal cordado ao observar o telefonema recapitulación de Häckel. A estrutura precursora do sistema nervoso é o cano neural, uma estrutura que aparece na parte externa dos embriões em fase de exploração reticular gástrula. Este cano, ao longo da embriogénesis sofre uma série de modificações que dão lugar à estrutura madura. O primeiro deles é o aparecimento de três expansões, três vesículas: o encéfalo anterior, o encéfalo médio e o encéfalo posterior; sua cavidade, cheia de líquido, é precursora dos ventrículos cerebrais. Depois, estas três vesículas dão lugar a cinco que, em seu ganho de complexidade, sofrem uma série de plegamientos que fazem que a estrutura não seja já linear.[1]

Características gerais

Nos vertebrados o cérebro encontra-se localizado na cabeça, protegido pelo cráneo e em cercanias dos aparelhos sensoriales primários de visão, ouvido, balanço, gosto, e olfacto.

Os cérebros são sumamente complexos. A complexidade deste órgão, emerge pela natureza da unidade que nutre seu funcionamento: o neurónio. Estas se comunicam entre si por médio de longas fibras protoplasmáticas telefonemas axones, que transmitem comboios de pulsos de sinais denominados potenciais de acção a partes distantes do cérebro ou do corpo as depositando em células receptoras específicas.

A função biológica mais importante que realiza o cérebro é administrar os recursos energéticos dos que dispõe o animal para fomentar comportamentos baseados na economia de sua sobrevivência. Em base a isto emergem comportamentos que promovem, o que nós denominamos bem-estar', mas que o animal singelamente observa como a acção menos cara que lhe permite continuar vivendo seu presente.

Os cérebros controlam o comportamento activando músculos, ou produzindo a secreción de químicos tais como hormonas. Ainda organismos unicelulares podem ser capazes de obter informação de seu médio ambiente e actuar em resposta a isso.[2]

As esponjas que não possuem um sistema nervoso central, são capazes de coordenar as contracções de seus corpos e até seu locomoción.[3]

No caso dos vertebrados, a espinha dorsal contém os circuitos neuronales capazes de gerar respostas refletes e padrões motores simples tais como os necessários para nadar ou caminhar.[4] No entanto, o comportamento sofisticado baseado no processamento de sinais sensitorias complexas requer das capacidades de integração de informação com que conta um cérebro centralizado.

Regiões

Corte sagital de um cérebro humano: posição dentro do cráneo.

No cérebro dos cordados identificam-se as seguintes regiões:

Neurotransmisión

A sinapsis permite aos neurónios comunicar-se entre si, transformando um sinal eléctrico em outra química.

A transmissão da informação dentro do cérebro bem como seus aferencias produz-se mediante a actividade de substâncias denominadas neurotransmisores, substâncias capazes de provocar a transmissão do impulso nervoso. Estes neurotransmisores recebem-se nas dendritas e emitem-se nos axones. O cérebro usa a energia bioquímica procedente do metabolismo celular como desencadenante das reacções neuronales.

A cada neurónio pertence a uma região metabólica encarregada de compensar a deficiência ou excesso de ónus em outros neurónios. Pode-se dizer que o processo se completou quando a região afectada deixa de ser activa. Quando a activação de uma região tem como consequência a activação de outra diferente, se pode dizer que entre ambas regiões tem tido um intercâmbio biomolecular. Todos os resultados e reacções desencadenantes são transmitidos por neurotransmisores , e o alcance de dita reacção pode ser imediata (afecta directamente a outros neurónios pertencentes à mesma região de processo), local (afecta a outra região de processo alheia à inicial) e/ou global (afecta a todo o sistema nervoso).

A acetil colina, um neurotransmisor.

Dada a natureza da electricidade no cérebro, conveio-se em chamá-lo bioelectricidad. O comportamento da electricidade é essencialmente igual tanto em um condutor de cobre como nos axones neuronales, conquanto o que porta o ónus dentro do sistema nervoso é o que faz diferente o funcionamento entre ambos sistemas de condução eléctrica. No caso do sistema nervoso, porta-o o neurotransmisor.

Um neurotransmisor é uma molécula em estado de transição, com déficit ou superávit de ónus. Este estado de transição dá-lhe um tempo máximo de estabilidade de umas quantas vibrações moleculares. Durante esse tempo, a molécula tem de acoplar ao receptor postsináptico adequado, caso contrário degrada e fica como residuo no líquido cefalorraquídeo. Os astrocitos encarregam-se de limpar dito fluído destes desechos, permitindo que as futuras neurotransmisiones não se vejam interferidas.

O agotamiento somático do neurónio acontece no momento que as produções de vesículas com neurotransmisores é inferior às vesículas presinápticas usadas, chegando a existir potenciais de acção mas sem ter vesículas disponíveis para continuar com o processo. Estes casos dão-se muito frequentemente nos processos de aprendizagem, em onde o neurónio tem de investir um alto custo em neurotransmisores para que possa existir uma recepção óptima por alguma dendrita próxima e especializada em processar essa informação. Os potenciais de acção não transmitidos, produzem iones de calcio no médio, saturándolo deste ion que é capaz de facilitar a condução eléctrica. Elevados os índices deste ion, o potencial eléctrico tem maior probabilidade de dar o salto a uma dendrita próxima, e mediante as forças electrostáticas, melhorar a cercania entre axón-dendrita, diminuindo a resistência e os iones de calcio necessários no médio cefalorraquídeo.

Deste modo, o esquema de funcionamento seria o seguinte: o neurónio A demanda pacote de energia, o neurónio B recebe o estímulo. O neurónio B processa pacote de energia, o neurónio B emite pacote de energia com ónus eléctrico. O pacote é transmitido pelo corpo do axón graças ao recubrimiento lipídico de mielina, e é levado até a dendrita do neurónio A que tem por costume receber esse tipo de pacotes. O triaxón do neurónio B liberta o pacote e o neurónio A decompõe-no e assim sucessivamente.[5]

Estrutura celular

Apesar do grande número de espécies animais nos que se pode encontrar cérebro, há um grande número de características comuns em sua configuração celular, estrutural e funcional. A nível celular, o cérebro compõe-se de duas classes de células: os neurónios e as células gliales. Cabe destacar que as células gliales possuem uma abundância dez vezes superior à dos neurónios; ademais, seus tipos, diversos, realizam funções de sustenta estrutural, metabólico, de isolamento e de modulación do crescimento ou desenvolvimento.[6] Os neurónios ligam-se entre si para formar circuitos neuronales similares (mas não idênticos) aos circuitos eléctricos sintéticos. O cérebro divide-se em secções separadas espacialmente, composicionalmente e em muitos casos, funcionalmente. Nos mamíferos, estas partes são o telencéfalo, o diencéfalo, o cerebelo e o tronco do encéfalo. Estas secções podem-se dividir a sua vez em hemisférios, lóbulos, corteza, áreas, etc.

A. Vista esquemática de um potencial de acção ideal, mostrando suas diferentes fases. B. Registo real de um potencial de acção, normalmente deformado, comparado com o esquema devido às técnicas electrofisiológicas utilizadas na medida.

A característica que define o potencial dos neurónios é que, a diferença da glía, são capazes de enviar sinais a longas distâncias.[6] Esta transmissão realiza-se através de sua axón, um tipo de neurita longo e delgado; o sinal recebe-a outro neurónio através de qualquer de seus dendritas. A base física da transmissão do impulso nervoso é electroquímica: através da membrana plasmática dos neurónios produz-se um fluxo selectivo de iones que provoca a propagación em um só sentido de uma diferença de potencial, cuja presença e frequência transporta a informação.[7] Agora bem, este potencial de acção pode transmitir de um neurónio a outra mediante uma sinapsis eléctrica (isto é, permitindo que a diferença de potencial viaje como em um circuito convencional) ou, de forma bem mais comum, mediante uniões especializadas denominadas sinapsis.[8] Um neurónio típico possui uns milhares de sinapsis, conquanto alguns tipos possuem um número muito menor.[9] Deste modo, quando um impulso nervoso chega ao botão sináptico (o fim do axón), se produz a libertação de neurotransmisores específicos que transportam o sinal à dendrita do neurónio seguinte, quem, a sua vez, transmite o sinal mediante um potencial de acção e assim sucessivamente.[5] A recepção do neurotransmisor realiza-se através de receptores bioquímicos que se encontram na membrana da célula receptora. Esta célula receptora costuma ser um neurónio no cérebro, mas quando o axón sai do sistema nervoso central seu alvo costuma ser uma fibra muscular, uma célula de uma glándula ou qualquer outra célula efectora. Agora bem, no caso de que se trate de que a célula aceptora se encontre no sistema nervoso central, esta pode actuar como um neurónio activadora (isto é, que incrementa o sinal excitatoria que tem recebido) ou bem inhibidora (isto é, que diminui a frequência dos potenciais de acção quando transmite seu sinal).[6]

Corte histológico do cerebelo ao microscopio, desenhado por Santiago Ramón e Cajal.

Quanto a massa cerebral, os axones são seus componente maioritário. Em alguns casos os axones de grupos de neurónios seguem tractos conjuntos. Em outros, a cada axón está recobrir de múltiplas capas de membrana denominada mielina e que é produzida por células gliales. Deste modo, fala-se de substância cinza como aquela rica em somas neuronales e de substância branca como a parte rica em axones (isto é, fibras nervosas).

A nível de estrutura histológica, as preparações de cérebro realizam-se comummente com tinciones argénticas (isto é, que empregam sais de prata como o cromato de prata), como as desenvolvidas por Camilo Golgi e Santiago Ramón e Cajal.[10] Já que o tecido cortical tem uma grande abundância de somas neuronales e a tinción argéntica só tiñe uma fracção das células presentes, estas técnicas permitiram o estudo de tipos celulares concretos. Não obstante, a abundância de interconexiones entre neurónios deu lugar a diferentes hipóteses sobre a organização do cérebro, como a que sugeria que os neurónios eram uma rede em contínuo (sustentada por Camilo Golgi) e como a que indicava que os neurónios eram entes individuais (sugerida por Cajal, que resultou ser correcta e que recebe o nome de doutrina do neurónio).[11]

Morfología cerebral humana

Visão lateral dos lóbulos cerebrais.

O telencéfalo é a parte mais volumosa do cérebro humano. Cobre pela parte dorsal ao cerebelo, estando separado dele pela loja do mesmo. Está dividido pela cisura interhemisférica em dois hemisférios unidos entre si pelas comisuras interhemisféricas e possuem em seu interior os ventrículos laterais como cavidade ependimaria. A cada hemisfério possui várias cisuras que o subdividen em lóbulos:[12]

Ainda que ambos hemisférios humanos são opostos, não são a imagem geométrica investida um do outro. Desde um ponto de vista puramente morfológico são asimétricos. Esta asimetría depende de uma pauta de expressão genética também asimétrica durante o desenvolvimento embrionario do indivíduo, e não está presente a parentes próximos na filogenia ao humano como pode ser o chimpancé. Por esta razão, o estudo de impressões craneales de antepassados do género Homo tem entre seus objectivos determinar a presença ou não de asimetría no telencéfalo, já que é um rasgo de aumento da especialização, de uma capacidade cognitiva mais complexa.[13]

As diferenças funcionais entre hemisférios são mínimas e só em algumas poucas áreas se puderam encontrar diferenças quanto a funcionamento, existindo excepções em pessoas que não se observaram diferenças. A diferença de concorrências entre os dois hemisférios cerebrais parece ser exclusiva do ser humano. Disse-se que a linguagem e a lógica (as áreas actualmente mais conhecidas especializadas na linguagem são a Broca e a de Wernicke , ainda que ao fazer um processo linguístico é provável que todo o cérebro esteja envolvido -quase indubitavelmente as áreas da memória participam no processo da linguagem-, as áreas de Broca e de Wernicke se encontram na maioria dos indivíduos no hemisfério esquerdo; por sua vez as áreas mais envolvidas na lógica e actividades intelectuais localizam-se principalmente no córtex pré-frontal, tendo quiçá as áreas temporárias esquerdas grande importância para processos de análise e síntese como os que permitem fazer cálculos matemáticos) estas áreas dotam ao indivíduo de maior capacidade de adaptação ao médio, mas com processos de aprendizagem bem mais dilatados, e como tal mais dependentes de seus progenitores durante a etapa de criança.

Funções

O cérebro processa a informação sensorial, controla e coordena o movimento, o comportamento e pode chegar a dar prioridade às funções corporales homeostáticas, como os batidos do coração, a pressão sanguínea, o balanço de fluídos e a temperatura corporal. Não obstante, o encarregado de levar o processo automático é o bulbo raquídeo. O cérebro é responsável da cognición, as emoções, a memória e a aprendizagem.

A capacidade de processamento e armazenamento de um cérebro humano regular supera ainda às melhores computadores hoje em dia [cita requerida]. Alguns cientistas têm a crença que um cérebro que realize uma maior quantidade de sinapsis pode desenvolver maior inteligência que um com menor desenvolvimento neuronal.

Até não faz muitos anos, se pensava que o cérebro tinha zonas exclusivas de funcionamento até que por médio de imagenología se pôde determinar que quando se realiza uma função, o cérebro actua de maneira semelhante a uma orquestra sinfónica interactuando várias áreas entre si. Ademais pôde-se estabelecer que quando uma área cerebral não especializada, é danificada, outra área pode realizar uma substituição parcial de suas funções.

Capacidades cognitivas

Nos lóbulos parietales desenvolve-se o sistema emocional e o sistema valorativo. O sistema emocional está ainda que compromete a todo o cérebro-e em retroalimentación, a todo o corpo do indivíduo- se localiza principalmente na área bastante arcaica chamada sistema límbico, dentro do sistema límbico as 2 amígdalas cerebrais (situadas a cada uma por trás do olho, a uma profundidade de aproximadamente 5 cm), se focalizan as emoções básicas (temor, agressão, prazer) que temos e que damos quando algo ou alguém interfere na actividade que esteja a fazer no exterior. Por outra parte está o sistema valorativo, este é a relação que existe entre os lóbulos pré-frontais (que como seu nome o indica está atrás da frente) e as amígdalas cerebrais, essa relação "física" se chama hipocampo.

Cérebro e linguagem

A percepción sonora da fala produz-se no giro de Heschl, nos hemisférios direito e esquerdo. Essas informações transferem-se à área de Wernicke e ao lóbulo parietal inferior, que reconhecem a segmentação fonemática do escutado e, junto com o córtex pré-frontal, interpretam esses sons. Para identificar o significado, contrastam essa informação com a contida em várias áreas do lóbulo temporário.

A área de Wernicke, encarregada da decodificación do ouvido e da preparação de possíveis respostas, dá passo depois à área de Broca, na que se activa o accionamento dos músculos fonadores para assegurar a produção de sons articulados, o que tem lugar na área motora primária, de onde partem as ordens aos músculos fonadores.

Regeneração cerebral

O cérebro humano adulto, em condições normais, pode gerar novos neurónios. Estas novas células produzem-se no hipocampo, região relacionada com a memória e a aprendizagem. As células mãe, origem desses neurónios, podem constituir assim uma reserva potencial para a regeneração neuronal de um sistema nervoso danificado.

Não obstante, a capacidade regenerativa do cérebro é escassa, em comparação com outros tecidos do organismo. Isto se deve à escassez dessas células mãe no conjunto do sistema nervoso central e à inhibición da diferenciación neuronal por factores microambientales.

Recentes estudos apontam para novas linhas de investigação, as quais se baseiam na observação de cérebros que têm sofrido traumas e no que se encontraram neurónios onde devesse ter tido tecido cicatrizal. Isso aponta a que, dado o caso de precisar as regiões danificadas, as células gliales devidamente estimuladas pelas células T ou timocitos, pudessem receber a informação que codifique uma mudança em sua estrutura; chegando a transformar em um neurónio.

Anatomía comparada

Três grupos de animais, com algumas excepções, têm cérebros notavelmente complexos: os artrópodos (por exemplo, os insectos e os crustáceos), os cefalópodos (pulpos, calamares e moluscos similares) e os craniados (vertebrados principalmente). O cérebro dos artrópodos e os cefalópodos surge desde um par de nervos paralelos que se estendem ao longo do corpo do animal. O cérebro dos artrópodos tem grandes lóbulos ópticos por trás da cada olho para o processado visual e um cérebro central com três divisões.

O cérebro dos craniados desenvolve-se desde a secção anterior de um único cano nervoso dorsal, que mais tarde se converte na medula espinal, logo a medula espinal (sempre evolutiva e filogenétiamente) teria veccionado (usando a terminología de Piaget ou evoluído complejificándose e se transformando sucessivamente na ponte de Varolio e o tronco encefálico; já nos peixes e, principalmente, nos tetrápodos primitivos (anfibios, reptiles) teria surgido o "cérebro límbico" (sistema límbico). Os craniados têm o cérebro protegido pelos ossos do neurocráneo. Os vertebrados caracterizam-se pelo aumento da complexidade do córtex cerebral à medida que sobe-se pelas árvores filogenético e evolutivo. O grande número de circunvoluciones que aparecem no cérebro dos mamíferos é característico de animais com cérebros avançados. Estas convoluciones surgiram da evolução para proporcionar mais área superficial (com mais matéria cinza) ao cérebro: o volume mantém-se constante ao mesmo tempo que aumenta o número de neurónios. Por isso, é a superfície, e não o volume (absoluto nem relativo), o que condiciona o nível de inteligência de uma espécie. Este é um erro muito comum que deve ser tido em conta. Não obstante, se comparássemos dois cérebros da mesma espécie poderíamos aproximar que há mais possibilidades que o cérebro maior dos dois tenha uma maior superfície, ainda que também não isto é definitorio da qualidade intelectiva cognitiva senão que se considera como factor finque para maiores capacidades intelectivas e cognitivas à arquitectura do cérebro: por exemplo os Homo neanderthalensis podiam ter cérebros tão volumosos ou mais que os do Homo sapiens actual mas a arquitectura cortical de seus cérebros estava mais dedicada a controlar seus fortes musculaturas enquanto nos Homo sapiens as áreas corticales mais desenvolvidas se localizam nas zonas dedicadas à linguagem simbólica e as áreas pré-frontais e frontais -em especial do hemisfério esquerdo- em onde se realizam as sínteses que dão por resultado processos elaborados de reflexão, cognición e intelección.

Nos insectos, o cérebro pode-se dividir em quatro partes: os lóbulos ópticos, que localizados depois dos olhos, processam os estímulos visuais; o protocerebro, que responde ao olfacto; o deutocerebro, que recebe a informação dos receptores táctiles da cabeça e as antenas; e o tritocerebro.

Nos cefalópodos, o cérebro divide-se em duas regiões separadas pelo esófago do animal e conectadas por um par de lóbulos. Recebem o nome de massa supraesofágica e massa subesofágica.

Patologia

O cérebro, junto com o coração, é um dos dois órgãos mais importantes do corpo humano. Uma perda de funcionalidade de algum destes dois órgãos leva à morte. Por outro lado, os danos no cérebro causam perdas de transacção neuroquímica, dificultando a expressão de rasgos do comportamento precisados de inteligência, memória e controle do corpo. Na maior parte dos casos, estes danos costumam dever-se a inflamaciones, edemas, ou impactos na cabeça. Os acidentes cerebrovasculares produzidos pelo bloqueio de copos sanguíneos do cérebro são também uma causa importante de morte e dano cerebral.

Outros problemas cerebrais podem-se classificar melhor como doenças que como danos. As doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, a esclerosis lateral amiotrófica e a doença de Huntington estão causadas pela morte gradual de neurónios individuais e actualmente só se podem tratar seus sintomas. As doenças mentais como a depressão clínica, a esquizofrenia, a desordem bipolar têm uma base biológica teórica no cérebro e costumam se tratar com terapia psiquiátrica.

Algumas doenças infecciosas que afectam ao cérebro vêm causadas por vírus ou bactérias. A infecção das meninges pode levar a uma meningitis. A encefalopatía espongiforme bovina, também conhecida como o mau das vacas loucas, é uma doença mortal entre o ganhado e se associa a priones . Assim mesmo, verificou-se que a esclerosis múltipla, a doença de Parkinson e a doença de Lyme, bem como a encefalopatía e a encefalomielitis, têm causas virales ou bacterianas.

Algumas desordens do cérebro são congénitos. A doença de Tay-Sachs, a síndrome X frágil, a síndrome deleción 22q13, a síndrome de Down e a síndrome de Tourette estão associados a erros genéticos ou cromosómicos.

Cérebro humano e inteligência artificial

Existe a tendência a comparar ao cérebro com os condutos electrónicos do homem. Não se deve fazer, pois se costuma cair em demagogia e inclusive, falacias argumentales. Não existe base científica que consiga demonstrar sem margem de erro que os dados das comparações sejam fiáveis ao 100%, pelo que esses estudos são estimativas por comparação entre conceitos equivalentes. Conquanto as equivalencias podem chegar a satisfazer os requerimientos de certos cientistas, eles mesmos reconhecem seus limites à hora de entender o funcionamento exacto do cérebro.

Em um passado, a euforia dos engenheiros pelos lucros tecnológicos, levaram-lhes a comparar os processos cerebrais com os electrónicos, estabelecendo equivalencias. Não obstante, os interesses económicos de empresas valem-se desses estudos para seus fins comerciais. Assim, estes estudos sempre saem da mão de algum ente privado, sem uma concordancia com alguma universidade de prestígio que avale esses resultados. Temos o caso da típica comparação que existe entre as memórias de computadores, bem como de outros métodos de reter informação, e a capacidade rememorativa do cérebro humano. A companhia Laboratórios de Tecnologia Avançada da Corporación RCA oferece estas comparações, segundo publicaram-se na revista “Business Week”: Por isso, com toda a tecnologia humana existente, o cérebro humano ainda tem uma capacidade 10 vezes maior que o que está armazenado nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos, 500 vezes maior que um sistema de cor de um computador avançado e 10.000 vezes maior que o que está registado na “Encyclopedia Britannica.”[cita requerida]

A diferença dos computadores (o que está em alvo permanece em alvo) o cérebro não perde o tempo nem desaprovecha as supostas regiões 'não usadas'. Dada sua grande capacidade de optimizar a energia, os neurónios sempre interaccionan para evitar um custo maior, pelo que as regiões 'não usadas' passam a se converter em regiões pouco optimizadas. Um neurónio sem usar é mais cara de manter que quando esta se liga a uma malha sináptico. Por isso, quando um neurónio fica isolado do resto, sua tendência é a morrer, e não a ficar em alvo.[cita requerida]

Disto se desprende os comportamentos curiosos das pessoas quando têm de incorporar novos enlaces a seus esquemas sinápticos. Por exemplo, tratar de fazer entender a uma abuelita o funcionamento de um caixa automático pode ser desesperante, suas faculdades mentais estão acostumadas a tratar com pessoas, sua optimização sináptica está adaptada a pessoas, não com máquinas; mudar toda a inércia cerebral de um idoso que tem baseado sua experiência bancária à comunicação humana, é muito caro, a tendência sempre será a ir ao conhecido. Agora ponhamos a um menino de 5 anos em frente a uma máquina, supondo que em sua curta vida só tenha jogado com brinquedos tradicionais, o menino cedo aprenderá a se entender com o constructo electrónico.

No funcionamento de um computador não se permite a modificação das malhas electrónicas, por ser Hardware. A grande vantagem do cérebro em frente a um computador, não é a capacidade de armazenamento nem de processo de informação, senão a de adaptação e constante busca da optimização da energia pela modificação de seu próprio 'Hardware'.

No campo da inteligência artificial existe um paradoxo denominado paradoxo de Moravec. Esta dita que, de forma antiintuitiva, o pensamento razonado humano requer de pouca computação, enquanto as habilidades sensoriales e motoras, não conscientes e compartilhadas com outros muitos animais, requerem de grandes esforços computacionales. Este princípio foi postulado por Hans Moravec e outros na década dos 80. Como Moravec disse: «é fácil comparativamente conseguir que os computadores mostrem capacidades similares às de um humano adulto em testes de inteligência, e difícil ou impossível conseguir que possuam as habilidades perceptivas e motrizes de um bebé de um ano».[14]

O cérebro em dados

  • A cada uma das quais se encontra interconectadas até com 10.000 conexões sinápticas. A cada milímetro cúbico de córtex cerebral contém aproximadamente 1.000 milhões de sinapsis.[16]
  • Se trata-se de estudar enquanto faz-se desporto (por exemplo), a mesma energia que o cérebro deveria estar a empregar para essa actividade, a deriva a outras funções relacionadas com a aprendizagem, concentração e atenção.
  • Quanto mais treine-se em realizar várias actividades ao mesmo tempo, menos energia empregará o cérebro em realizar essas mesmas funções em um futuro, pois não precisará criar os enlaces sinápticos necessários que lhe permitem esse tipo de "multitarea".
  • Diferentes regiões cerebrais entrando em jogo com consumos paralelos mermaran a qualidade das actividades.
  • O cérebro não pode nem deve consumir mais de 20% da energia geral do corpo[cita requerida]. É a quantidade que suporta o ser humano, mais energia possivelmente desemboque em patologias mentais; menos energia causaria uma desconexão imediata das partes menos representativas à hora de conservar o estado homeostático (analogamente ao que suporia ligar um electrodoméstico cortocircuitado em sua electrónica ou seus componentes eléctricos, o cérebro que aumenta seu consumo a mais de 20% tem algo rompido e o que o diminui, é que não lhe chega o contribua suficiente, o cérebro tem um consumo nominal dependente do trabalho a realizar).[cita requerida]

Estes e outros dados similares nos levam a concluir que o cérebro humano é a realidade mais eficiente quanto a consumo e transformação da energia se refere, no que nos pudemos encontrar neste universo. É uma verdadeira máquina da transformação da energia e um exemplo a seguir pelos estudiosos da termodinámica. Podemos-nos perguntar que sentido ou significado tem, ou que função desempenha, esta espantosa capacidade do cérebro humano que reside em sua optimizada maneira de memorizar e em seu constante aumento da velocidade de processar informação. Nossa resposta é que essa dotação gigantesca está aí, esperando a que se lhe ensine qual é a disposição sináptica que permitirá às espécies mais evoluídas, subsistir por mais tempo sobre a terra.[cita requerida]

Neuroplasticidad

Artigo principal: Neuroplasticidad

A neurocidad é o processo de modificação da organização neuronal do cérebro a resultas da experiência. O conceito sustenta-se na capacidade de modificação da actividade dos neurónios, e como tal foi descrita pelo neurocientífico polaco Jerzy Konorski.[18] A capacidade de modificar o número de sinapsis , de conexões neurónio-neurónio, ou inclusive do número de células, dá lugar à neuroplasticidad. Historicamente, a neurociencia concebia durante o século XX um esquema estático das estruturas mais antigas do cérebro bem como da neocorteza. Não obstante, hoje em dia sabe-se que as conexões cerebrais variam ao longo da vida do adulto, bem como é também possível a geração de novos neurónios em áreas relacionadas com a gestão da memória (hipocampo, giro dentado).[19] Este dinamismo em algumas áreas do cérebro do adulto responde a estímulos externos, e inclusive atinge a outras partes do encéfalo como o cerebelo.[20]

De acordo aos conhecimentos científicos da neuroplasticidad, os processos mentais (o facto de pensar, de aprender ) são capazes de alterar a pauta de activação cerebral nas áreas neocorticales. Assim, o cérebro não é uma estrutura inmutable, senão que responde à experiência vital do indivíduo. Esta mudança no paradigma da neurociencia tem sido definido pelo psiquiatra canadiano Norman Doidge como «um das descobertas mais extraordinárias do século XX»[21]

Veja-se também

Referências

  1. Guyton, AC; Hall, JE. (2006) Medical Physiology, Elsevier Saunders. 11th edition.
  2. Gehring, 2005
  3. Nickel, 2002
  4. Grillner & Wallén, 2002
  5. a b Bear, Mark F.; Barry W. Connors, Michael A. Paradiso (2006). Neuroscience, Philadelphia, Pennsylvania: Lippincott Williams & Wilkins. OCLC 62509134. ISBN 9780781760034.
  6. a b c Kandel, ER; Schwartz JH, Jessel TM (2000). Principles of Neural Science, McGraw-Hill Professional. ISBN 9780838577011.
  7. Hodgkin, A.L.; Huxley, A.F. (1952), «Currents carried by sodium and potassium ions through the membrane of the giant axon of Loligo» (w), The Journal of physiology 116 (4): 449, http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1392213, consultado o 2009-04-26 
  8. Squire, Larry R.; Floyd Bloom, Nicholas Spitzer (2008). Fundamental Neuroscience (Digitised on-line by Googlebooks), Academic Press. ISBN 0123740193, 9780123740199. Consultado o 26-12-2008.
  9. Hyman, Steven E.; Eric Jonathan Nestler (1993). The Molecular Foundations of Psychiatry (Digitised on-line by Googlebooks), American Psychiatric Pub. ISBN 0880483539, 9780880483537. Consultado o 26-12-2008.
  10. Ramón e Cajal, Santiago (1899). Comparative Study of the Sensory Areas of the Human Cortex.
  11. Sabbatini R.M.E. April-July 2003. Neurons and Synapses: The History of Its Discovery. Brain & Mind Magazine, 17. Retrieved on March 19, 2007.
  12. Rouviére, H. (1959), Compendio de anatomía e disección, http://books.google.co.uk/books?hl=em , consultado o 2009-04-26 
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  16. AlonsoNanclares et a o., 2008
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Bibliografía

Enlaces externos

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