| Príncipe de Vergara | |
|---|---|
| Madri, Espanha | |
| 245px Vista para o norte de cale-a Príncipe de Vergara a seu passo pela Praça do Marqués de Salamanca | |
| Historial de nomes | General Mola (1939-1981) |
| Inauguração | século XIX |
| Longitude | 4,2 km |
| Orientação | sul a norte. |
| • sul | Rua de Alcalá |
| • norte | Praça do Peru |
| Numeração | 1-2 ao 271-280 |
| Distritos | Salamanca, Chamartín |
| Bairros | Recoletos/Goya, Castelhana/Lista, O Viso, Cidade Jardim, Nova Espanha, Hispanoamérica |
| Estações de Metro de Madri | Príncipe de Vergara |
| linhas de autocarro EMT | 7 16 29 51 52 N1 N2 |
Cale-a Príncipe de Vergara é uma rua de Madri (Espanha) que se desenvolve desde a rua de Alcalá até a praça do Peru. Discurre pelos distritos de Salamanca (onde é fronteira dos bairros de Recoletos e Castelhana, na acera dos ímpares, e Goya e Lista na dos pares) e Chamartín (onde separa O Viso de Cidade Jardim e Prosperidade, para depois atravessar Hispanoamérica e só uma maçã em Nova Espanha). Atravessa várias praças: Marqués de Salamanca, Cataluña, Equador, República Dominicana para terminar na já mencionada do Peru.
Dedicou-se a rua ao general Baldomero Espartero ainda que nunca se conheceu com este nome senão com um dos muitos títulos nobiliarios que teve esta personagem. Algo parecido ocorreu na cidade de Valladolid cuja rua dedicada igualmente a este general recebeu o rótulo de Rua Duque da Vitória, outro de seus títulos nobiliarios.
Após a Guerra Civil Espanhola a rua mudou de nome (mudança impulsionada principalmente desde o Carlismo) passando a chamar-se General Mola em memória deste general, cujas "façanhas" se desenvolveram principalmente na África e cuja participação foi chave no bando sublevado contra a República. Finalmente em 1981 , durante o mandato de Enrique Terno Galván já em democracia como prefeito socialista de Madri, recuperou seu nome inicial junto a outras vinte e sete ruas. Não obstante, conservam seu nome tanto o Colégio Público General Mola como o pequeno Bilhete do General Mola, ao princípio da via.
Foi uma via aberta no final do século XIX no recém construído bairro de Salamanca. Em sua origem saía dos terrenos onde se encontrava o final dos chamados Campos Elíseos, lugar onde foram fuzilados após os acontecimentos do 22 de junho de 1866 os 66 sargentos de Artilharia do Quartel de San Gil que apoiavam a Juan Prim. O primeiro trecho que se construiu chegava até o Passeio de Rodada (hoje rua de Francisco Silvela) e é quase plano, sem grandes desniveles.
A rua foi traçada a modo de bulevar com árvores e jardins a todo o longo do centro. No final dos anos 60 do século XX se remodeló e foram suprimidos os bulevares para dar mais espaço à circulação de automóveis. É por essas datas quando arranca o prolongamento de General Mola, enlaçando com o Quartel das Quarenta Fanegas da Policia civil (então só acessível desde a rua de Serrano). É precisamente nos arredores de dito quartel onde se começam as edificaciones do que será o futuro Bairro de Hispanoamérica, como parte do património da Associação pró-órfões da Policia civil. Não será até finais dos anos 80, com a unificação dos dois trechos da linha 9 do Metro de Madri que os últimos solares situados nos arredores da Estação de Cruz do Raio se povoem com edifícios de entidades bancárias e aseguradoras em torno do complexo formado pelo Auditório Nacional de Música, a nova tenencia de prefeitura de Chamartín e o novo Museu da Cidade.
De facto mais de um terço da linha 9 corre a todo o longo da rua, desde seu nascimento junto à Estação de Príncipe de Vergara até a Estação de Pío XII, e tem sido o autêntico motor da revalorización da parte do bairro de Chamartín, uma zona anteriormente desprezada como as afueras. Anteriormente a isso só a linha 51 da EMT, com cabeceira ao final da rua, dava serviço a toda a rua unindo com o centro, motivo pelo qual incorpora os primeiros autocarros-verme, que depois passarão à Castelhana. A outra linha da EMT que discurre integra pela rua, a 29, é menos usada por então ao acabar em Goya / Felipe II, longe do grande núcleo de intercâmbio de viajantes que é a praça de Cibeles
Devido a sua longitude, largura e facilidade de acesso, e a que em vários pontos da rua se produziram atentados terroristas de ETA, tem sido usada como manifestódromo em várias ocasiões. Igualmente costuma utilizar-se em parte em provas desportivas urbanas ou reivindicativas como a festa da Bicicleta. De facto, tentou-se instalar um velódromo urbano nos domingos pela manhã na primeira parte da rua, mas o contínuo incremento do tráfico deu ao fracasso com os planos, permanecendo só dois meses.
A primeira parte do prolongamento é conhecido como a costa do mueble por se ter chegado a reunir na rua e parte da vizinha López de Buracos até 20 estabelecimentos dedicados à venda de muebles.
Existem nesta cale edifícios notáveis e históricos: