A caloría (símbolo cal) é uma unidade de energia do já em desuso Sistema Técnico de Unidades, baseada no calor específico da água. Ainda que no uso científico actual, a unidade de energia é o julho (do Sistema Internacional de Unidades), permanece o uso da caloría para expressar o poder energético dos alimentos.
A caloría foi definida pela primeira vez pelo professor Nicolas Clément em 1824 como uma caloría-kilogramo e assim se introduziu nos dicionários franceses e ingleses durante o período que vai entre 1842 e 1867.
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Define-se a caloría como a quantidade de energia calorífica necessária para elevar um grau centígrado a temperatura de uma grama de água pura, desde 14,5 °C a 15,5 °C, a uma pressão normal de uma atmosfera.
Uma caloría (cal) equivale exactamente a 4,1868 julhos (J), enquanto uma kilocaloría (kcal) é exactamente 4,1868 kilojulios (kJ).
A caloría técnica surgiu como consequência do abandono da teoria do calórico: supunha-se que a transmissão de calor se produzia pelo passo de um verdadeiro fluído (o calórico) de um corpo a outro. Essa quantidade de calórico medir-se-ia em calorías. Descartada a teoria do calórico, e reconhecido o facto físico de que o calor é uma manifestação da energia, se definiu a caloría como uma unidade de energia do sistema métrico de unidades (e mais adiante do sistema Técnico de Unidades). Actualmente a caloría não se inclui na categoria das unidades energéticas do Sistema Internacional de Unidades (SE).
As quantidades de calor Q medem-se com calorímetros especializados nos que intervém a seguinte fórmula física:
onde
é a massa,
o calor específico e
o incremento de temperatura que experimenta o corpo.
Algumas definições obsoletas da caloría referem-se a duas calorías diferentes:
Os seres vivos, como o ser humano, precisam energia para poder viver. Os organismos alimentam-se para obter combustível, a energia que lhes permite desenvolver suas funções vitais. Por esta razão entende-se que a alimentação é a principal fonte de energia nos seres vivos. A energia que os seres vivos precisam se obtém dos macronutrientes contribuídos pelos alimentos que consome, e diferentes alimentos contribuem diferentes quantidades de energia.[2]
As calorías (ou energia) que se precisam ao longo do dia se empregam nos seguintes aspectos:
A caloría emprega-se como um índice para medir a energia dos alimentos ingeridos e poder assim elaborar dietas adequadas e com frequência "baixas em calorías" (costumam supor uma redução de 30%)[3] que permitam a perda de importância corporal naqueles casos que se tenha diagnosticado sobrepeso. Em qualquer caso, as dietas por embaixo de 1.200 kcal estão consideradas como perigosas, já que são deficientes em alguns nutrientes importantes. Em alguns alimentos caracterizam-se as calorías lixo (denominadas também como calorías vazias), já que é energia que se obtém de determinados alimentos sem valor nutritivo, como podem ser os refrescos azucarados (tipo Coca-bicha e bebidas alcohólicas, os quais contribuem umas 7 kcal/g). Da mesma forma define-se em algumas dietas popularmente a caloría negativa como a que existe em certos alimentos capazes de fazer consumir mais energia em sua digestión que a que contribuem. Mas ainda não existem evidências científicas ao respecto.
A frigoría é a unidade de energia utilizada nos sistemas de referigeração e é equivalente a uma kilocaloría negativa.
Outras medidas de energia são: