| Camilo Mineiro | |
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| Nascimento | 17 de novembro de 1917 Zacatecoluca, El Salvador |
| Fallecimiento | 6 de maio de 2005 San Salvador, El Salvador |
Camilo Mineiro foi um pintor, muralista e grabador salvadoreño, nascido o 17 de novembro de 1917 em Zacatecoluca, El Salvador.
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Começou a pintar aos 13 anos. Cursó estudos de pintura na Escola Nacional de Artes Gráficas de El Salvador baixo a direcção do maestro Carlos Imery. Foi becado pelo Estado salvadoreño, e estudou em México com os grandes muralistas Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros. Desde muito jovem se afilió ao Partido Comunista Salvadoreño, o que lhe valeu viver no exílio durante longo tempo. Sua obra encontra-se dispersa em toda Latinoamérica, particularmente em México, Cuba, Nicarágua, e outros países.
Foi mestre em 1960 da Escola de Artes Plásticas da Universidade de El Salvador. Cedo chegou a converter no director da Oficina de Artes. Também trabalhou no departamento de Jornalismo da UES.[1] [2] [3]
Deu seus conhecimentos sobre pintura e gravados nas aulas de desenho da Universidade Politécnica (Upoli), dirigida pelo arquitecto Américo Tapia.
Dado o ambiente da revolução não era rara a visita de artistas internacionais identificados com a causa; para o caso, deram-se cita nas capital figuras do muralismo italiano como Mauricio Gobernatori, Sergio Michillini e Giancarlo Splendiani, que pintaram a história da Nicarágua e sua revolução. Managua, também foi visitada pelos mexicanos Arnold Belkin, que pintou no Palácio Nacional de Cultura, a obra O prometeo, uma apología ao herói mexicano Emiliano Sapata; e Felipe Castelhanos, o que pintou O 25 aniversário do terramoto. O contacto com ditos artistas de talha internacional deu-lhe a possibilidade a Mineiro de madurar como pintor.[4]
Mineiro, tratou de plasmar em suas obras a realidade social dos povos latinoamericanos. Viveu exilado na Nicarágua na década dos 80, como protegido do governo sandinista, apoiou o resurgimiento de uma variante do muralismo "realista-social" (como o vivido nos anos da revolução mexicana).
As pinturas, gravados e serigrafías de Camilo Mineiro, encontram-se em diferentes cidades da América Latina, no Museu de Arte Moderno de Nova York e museus europeus.
A respeito de suas pinturas, ele afirma que:
Ademais, deixava muito clara qual era sua inspiração principal ao pintar:
Encomendou-se-lhe em repetidas ocasiões que ilustrasse as portadas de importantes escritores latinoamericanos como Hugo Lindo, Pancho Lara, José Martí e José Napoleón Rodríguez Ruiz.[5]
Mineiro, junto ao chileno Víctor Canifru e o colombiano Daniel Polido, incursionan na arte de pintar nos muros das ruas. Um dos murales de muito valor estético que pintou Mineiro está localizado nas paredes do parque As Mães, em Managua. A imagem de dita obra foi registada pelo pesquisador David Kunzle, no texto The mural of revolutionary Nicarágua 1979-1993. Pese a seu valor histórico e estético do muralismo do século XX, o mural não goza de nenhuma protecção.
Sabe-se que Mineiro tem pintado murales em México, Cuba e o mesmo El Salvador. Suas pinturas, gravados e serigrafías, encontram-se em diferentes cidades da América Latina, no Museu de Arte Moderno de Nova York e Europa.[4]
Mineiro falando sobre a arte, opinava que:
Como parte de sua obra social, doou 20 obras à Associação Ágape de El Salvador, com o sentido de beneficiar aos mais desprotegidos. Suas doações têm sido múltiplas. Esta última levava o lema: Nossa identidade pura sem artificios comerciais.[4]
Em 1996 , o governo de El Salvador, outorgou-lhe o Prêmio Nacional de Cultura; assim mesmo, no 2001, a Universidade de El Salvador outorgou-lhe um Doctorado Honoris Causa.
Ademais, ganhou diferentes prêmios tais como Menção de Honra, Acuarelas (1943), Obteve o primeiro lugar em pintura e gravado, Instituto Politécnico Nacional, México D.F. (1958), Prêmio El Salvador, Segundo certamen anual de Pintura Cigarrería Morazán (1970), Diploma, Museu Nacional de Arte Moderno. A Bienal Americana de Gravado, Municipalidad de Mendoza, Argentina (1978).[6]
Camilo Mineiro morreu em San Salvador, o 6 de maio de 2005.