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Capital humano

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O capital humano é um termo usado em certas teorias económicas do crescimento para designar a um hipotético factor de produção dependente não só da quantidade, senão também da qualidade do grau de formação e produtividade de envolvidas em um processo produtivo.

A partir desse uso inicialmente técnico, estendeu-se para designar o conjunto de recursos humanos que possui uma empresa ou instituição económica. Igualmente fala-se de modo informal de melhora no capital humano quando aumenta o grau de destreza, experiência ou formação das pessoas de dita instituição económica.

Nas instituições educativas designa-se ao "conjunto de conhecimentos, habilidades, destrezas e talentos que possui uma pessoa e a fazem apta para desenvolver actividades específicas"

Esta teoria sustenta-se em uma dupla interpretação e fundamentación. A primeira de carácter economicista: a produtividade do trabalhador está em função da educação recebida. A maior especialização (via sistema educativo formal), via trabalho (não formal) aumenta a produtividade e se vê compensada pelos salários mais altos. A segunda de carácter asignacionista: a educação tem fundamentalmente funções de atribuição». As calificaciones escolares proporcionam um critério de selecção pessoal» aos empresários. A educação tem efeitos « não cognitivos»: influi na atitude e comportamento dos trabalhadores.

Conteúdo

História

O crescimento económico é o aumento da produção de bens e serviços. Frequentemente o crescimento económico vai acompanhado deuna melhora das condicioens de vida, por isso muitas políticas económicas perseguem o crescimento económico. O crescimento económico pode conseguir-se aumentando a quantidade de factores produtivos (trabalho e capital físico), melhorando a qualidade de ditos factores e/ou aumentando a eficiência com a que estes se combinam nos processos produtivos. Os dois últimos objectivos referem-se ao aumento ou melhora do capital humano. O conceito de capital humano foi esboçado em meados do século passado a partir do estudo sociológico realizado por Theodore Schultz e Gary Becker. De acordo com o trabalho destes autores e outros estudos posteriores, grande parte do crescimento económico das sociedades ocidentais podia explicar-se se introduzia-se um variável telefonema capital humano, correlacionada com o nível de formação especializada que tinham os agentes económicos ou indivíduos de uma sociedade.

Estes trabalhos introduziram na política económica a noção de investimento em capital humano", que supõe, em definitiva, uma melhora na qualidade do factor trabalho que pode contribuir ao crescimento económico por duas vias diferentes, ainda que interrelacionadas:

  1. Aumentando a produtividade dos factores produtivos, e.
  2. Impulsionando o progresso técnico e, por tanto, melhorando a eficiência com a que estes se combinam.as pessoas[1]

A investigação sobre o capital humano começou com a questão de por que os nas sociedades ocidentais os operários tinham uma productivdad mais alta. A resposta parecia ser que se devia às diversas inovações tecnológicas que se tinham levado a cabo, pois para estes autores a automação produzida por estas inovações tecnológicas na produção industrial provocariam um aumento dos postos de trabalho intelectuais em detrimento dos puramente físicos, considerados como os de maior risco para o trabalhador.

CH como factor de produção

A ideia de introduzir as habilidades humanas na função de produção é uma ideia procedente dos trabalhos de Uzawa (1965) e Lucas (1988). De acordo com seus trabalhos a função de produção de uma economia poderia representar por uma função de Cobb-Douglas:[1]

(1) Y = A\cdot K^\alpha H^{1-\alpha}

Onde:

Y\,, é a produção ou output total da economia.
K\,, representa a quantidade de capital físico.
H\,, representa a quantidade de capital humano.
0 < \alpha < 1\,, é a percentagem de participação do capital físico.

Estes dois autores usaram essa função para representar uma economia de dois sectores com crescimento endógeno, nos que a evolução temporária do capital físico e o capital humano variavam mediante as equações:

(2) \dot{K}_t = A\cdot K_t^\alpha H_t^{1-\alpha} - C_t -\delta_k K_t, \qquad 
\dot{H}_t = B\cdot K_t^\eta H_t^{1-\eta} -\delta_g H_t

Onde:

[\ ]_t\,, indica o valor de uma magnitude no instante t.
C_t\,, é o consumo no instante t.
\delta_k, \delta_h\,, são as taxas de depreciación do capital físico e humano.

Este é um modelo no que, tal como se segue da segunda das equações (2), o capital humano se acumula tanto mais rápido quanto mais capital físico exista. Isto é como Lucas e Uzawa presupusieron que formar capital humano (conhecimentos e mão de obra mais qualificada) se forma tanto mais favoravelmente quanto mais capital físico exista, para fazer possível esse processo. Desde que o primeiro termo supere à "depreciación" ou obsolescencia do capital humano, representado pelo segundo termo, o capital humano aumentará.

Referência

  1. ↑ Sala-i-Martin, 2000, p. 158-159.

Bibliografía


Veja-se também

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"