Visita Encydia-Wikilingue.com

Caricatura

caricatura - Wikilingue - Encydia

Para outros usos deste termo, veja-se Desenho animado.
Darwin caricaturizado em 1870 por John Tenniel.

Uma caricatura (da italiano caricatura: carregar, exagerar) é um retrato que exagera ou distorsiona a aparência física de uma pessoa ou várias, em ocasiões um estrato da sociedade reconocible, para criar um parecido facilmente identificable e, geralmente, humorístico. Também pode se tratar de alegorias. Sua técnica usual baseia-se em recolher os rasgos mais marcados de uma pessoa (lábios, sobrancelhas, etc.) e exagerá-los para causar comicidad ou para representar um defeito moral através da deformação dos rasgos.

A caricatura política nasce propriamente na França, depois das ilustrações alusivas a temas controvertidos e de personagens como Napoleón III e Luis Felipe, que punham em teia de julgamento sua credibilidade ante a opinião pública. Estas ilustrações foram impulsionadas graças à difusão da litografia que permitiu a fundação de jornais ilustrados em um maior número. A caricatura política é desde então um sistema de luta dirigido com virulencia contra personagens da vida pública, com o ânimo de ridiculizarlos para realçar seus erros. Ademais contribui uma visão não formal à opinião pública, permitindo reviver o passado graças à faculdade do homem de integrar elementos heterogéneos à visão histórica.

A caricatura também se usa abundantemente na historieta, mas sem limitar a um género concreto, podendo aparecer em hagiografías como o Buda de Osamu Tezuka ou em relatos costumbristas como os de Daniel Clowes.

Autorretrato caricaturesco de Francisco de Goya, desenhado em uma de suas cartas a Martín Zapater. Nele se apresenta chato, como se descreve a si mesmo em seu epistolario.[1]

Conteúdo

Características

A caricatura como género artístico costuma ser um retrato, ou outra representação humorística que exagera os rasgos físicos ou faciais, a vestimenta, ou bem aspectos comportamentales ou os modais característicos de um indivíduo, com o fim de produzir um efeito grotesco. A caricatura pode ser também o médio de ridiculizar situações e instituições políticas, sociais ou religiosas, e os actos de grupos ou classes sociais. Neste caso, costuma ter uma intenção satírica mais que humorística, com o fim de alentar a mudança política ou social. A forma mais comum das caricaturas políticas e sociais é a viñeta. Conquanto o termo caricatura é extensible aos exageros por médio da descrição verbal, seu uso fica geralmente restringido às representações gráficas.

Existem caricaturistas de muito diferentes índoles, temas e estilos, já que a caricatura, com muito poucas palavras (em alguns casos, sem palavra alguma) permite também fazer comentários políticos em chave de humor verdadeiros chistes visuais, e por isso quase todos os diários do mundo costumam incluir uma ou mais caricaturas em sua secção de opinião, também costumam se observar caricaturas exentas em outros mass média, por exemplo em certa revista de comics, geralmente de índole satírica.

História

Caricatura de Gustave Eiffel.
Caricatura de Lenin , 1920.
Caricatura de Hitler , Franco e Mussolini.

A caricatura, em seu sentido moderno, nasceu em Bolonha no final do século XVI, na escola de arte fundada por uma família de pintores, os Carracci. Os estudantes desta academia divertiam-se fazendo retratos dos visitantes baixo a aparência de animais ou objectos inanimados, isto chegou a ser compartilhado por Gianlorenzo Bernini. O grabador Pier Leone Ghezzi, que trabalhava em Roma , continuou essa tradição e, por um módico preço, caricaturizaba aos turistas. O que estes artistas italianos faziam eram retratos humorísticos para uso privado e quase nunca resultavam satíricos ou maliciosos, neste sentido Giandomenico Tiepolo também incursionó no género da caricatura.

Em Espanha certos trabalhos de Goya têm visos de forte caricatura. Apesar de que seus principais iniciadores da caricatura espanhola não se mostrarian até faz mais de um século. Seus decanos foram Tomás Padró Pedret, Francisco Ortego Vereda (1833-81) e José Luis Pellicer, o segundo foi um excelente cronista humorístico dos tipos de sua época e autor de sátiras políticas no jornal O Fisgón. Segue a pléyade de humoristas das publicações do último momento do reinado de Isabel II e das etapas sucessivas (A Gorda, A Magra, Gil Blas), nos que a intenção política, evidente, priva sobre a entidade artística do desenho. Já a começos de nosso século, o grande caricaturista madrileno é Ramón Cilla (1859-1937), de indudable estilo. Depois, abre-se na imprensa espanhola, diária ou semanal, toda uma rica etapa de caricaturistas. Já que é na primeira metade do século XX na que se consolida uma espécie de escola espanhola de caricatura tendo entre seus expoentes a Luis Bagaría, este trabalhou junto a Opisso e Junceda na célebre revista Cu-cut!.

Em tanto género a caricatura política nasce na Inglaterra; a sátira impressa evidenció as lutas entre o Papado e Lutero, e inclusive Luis XIV foi vítima de temporãs caricaturas. No entanto, o género de caricatura política só se estabeleceu até 1770, quando na Inglaterra se tomou como uma arma de defesa contra quem manejavam assuntos de Estado. O pintor William Hogarth entre os séculos XVII e XVIII realizou ilustrações zombadoras de crítica social, decididamente dedicados à caricatura estiveram George Cruikshank (século XVIII/XIX), James Gillray ( séculos XVIII-XIX) e seu coetáneo Thomas Rowlandson, Max Beerbohm (século XIX), Henry Maio Bateman e o célebre John Tenniel quem, a mais de fazer-se mundialmente conhecido pelas ilustrações dedicadas a Alicia no País das Maravilhas foi um dos mais destacados caricaturistas da revista "Punch".

Possivelmente o caricaturista político estadounidense mais notável do século XIX foi Thomas Nast, criador dos símbolos dos partidos Republicano e Democrata, o elefante e o asno, respectivamente. Nesse século também destacaram Joseph Keppler, fundador (em 1826) e editor do semanário humorístico "Puck", e seu sócio Bernhard Gillam, quem atacaram a corrupção dos dirigentes políticos, bem como aos muitos empresários adinerados da época, a estes se somou o também estadounidense Garry Trudeau, no século XX se destacaram David Levine, Sam Viviano e Ao Hirschfeld.

Sem dúvidas o máximo expoente da caricatura tem sido o francês decimonónico Honoré Daumier quem trabalhou junto a Achille Devéria, Raffet e Gerard este último mais conhecido por seu pseudónimo Grandville nas revistas Lhe Silhoutte e Lhe Charivari; a maestría genial de Daumier é atingida também por Gustave Dourei, sendo dignos de mencionar Gavarni (Guillaume Sulpice Chevalier), André Gill e seus trabalhos na revista Lhe Père Duchêne ilustrei". Tanto em Toulouse-Lautrec como em Juan Cinza, que actuaram nas revistas Lhe Rire e L´Assiette au Beurre, respectivamente, encontramos também elementos de caricatura, enquanto o crítico e escritor Jules Husson Champfleury escrevia a primeira História da caricatura.

Na Itália da primeira metade de século XX o pintor Ottone Rosai recorreu a formas caricaturescas, e cabe destacar os nomes de Umberto Tirelli, Galantara e Scalarini, bem como a sátira de Mario Sironi já entrado no século.

Na Áustria de fins da Belle Époque, sobresalieron os ilustradores da revista satírica Simplicissimus.

Durante a República de Weimar na Alemanha, os integrantes da Nova Objetividad (por exemplo Grosz) realizaram obras pictóricas e ilustrações de forte estilo caricaturesco, algo semelhante realizou o pintor Expresionista Belga James Ensor e também em muitas de suas xilografías o grabador Frans Masereel. Na Alemanha actual sobresale o hiperrealista Sebastian Kruger.

Em México desde o século XIX descollaron valiosos caricaturistas: José Guadalupe Posada, Eduardo do Rio, Constantino Escalante e os contemporâneos Miguel Covarrubias e Angel Boligan. Em El Salvador, o mais notável no século XX foi Toño Salazar.

Venezuela actualmente tem como grande expoente a Hermann Mejía e como o mais conhecido Pedro León Sapata, para só mencionar duas.

Na Argentina e Uruguai desde fins de século XIX vieram-se destacando valiosos artistas da caricatura: José María Cao Luaces, Alberto Breccia, Landrú, Oski, Caloi, Hermenegildo Sábat, Andrés Cascioli, Crist, Lucas e Carlos Nine, Jorge Sanzol, Daniel Paz, Rudy, Lang, Napo, Faruk, Langer, Mordillo e Quino entre muitos outros que se destacaram na caricatura sociopolítica, enquanto Calei, Florencio Molina Campos e Lino Palácio se destacaram por seus entrañables ilustrações caricaturescas de tipos e costumes, sendo célebres por suas caricaturas os jornais O Mosquito e Dom Quijote (fins de século XIX) e as revistas Caras e Caretas (inícios de s XX), Tia Vicenta (anos 1960s) e Humor Registado (anos 1980s).

O Museu do Desenho e a Ilustração de Buenos Aires possui uma completa colecção de originais destes autores e publicações, além de uma ampla quantidade de gravados dos autores europeus e norte-americanos do século XIX, que expõe habitualmente em suas mostras temáticas.

A caricatura literária

No âmbito literário também é frequente falar de caricatura" e, em tal sentido caricaturas literárias" são em verdadeiro aspecto as obras de Cervantes , Alonso Jerónimo de Salas Barbadillo ou as do chileno contemporâneo Jenaro Prieto.

Referências

  1. Cfr. Francisco de Goya, Cartas a Martín Zapater, ed. lit. de Mercedes Águeda e Xavier de Salas, Três Cantos (Madri), Istmo, 2003, págs. 344-348. ISBN 978-84-7090-399-1.

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/t/e/Ate%C3%ADsmo.html"