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Carlos Matus

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Carlos Matus, criador do Planejamento Estratégico Situacional e um dos impulsores da economia chilena em 1970 .

Carlos Tulio Matus Romo (19 de novembro de 1931 , Santiago de Chile - †21 de dezembro de 1998 , Caracas, Venezuela), foi um economista e Ministro de Economia, Fomento e Reconstrução de Chile no governo de Salvador Além Gossens.

Conteúdo

Biografia

Se graduó como engenheiro Comercial na Universidade de Chile no ano 1955, obteve um MPA na Harvard University, especializado em Alta Direcção e Planejamento Estratégico.

Desde o ano 1957 até 1959 Carlos Matus trabalhou como assessor do Ministro de Fazenda e como Professor Assistente da Cátedra de Política Económica nos Cursos de Posgrado em Planejamento e Desenvolvimento ditados por CEPAL e o ILPES em Santiago de Chile. Também Foi membro de várias missões de assessoria em planejamento dirigidas a diversos países latinoamericanos.

Entre 1965 e 1970 foi director da Divisão de Serviços de Assessoria do ILPES, Nações Unidas - Chile; dirigiu a equipa de técnicos que desenvolve a metodología de Planos Operativos Anuais (POA), que se difundiu para boa parte dos países latinoamericanos, com missões em Centroamérica , Brasil, República Dominicana, Equador, Bolívia, Peru, Colômbia, etc.

Em 1970, durante o governo do Presidente Salvador Além, Carlos Matus é nomeado Presidente da Companhia de Aço do Pacífico (CAP), e cria o complexo siderometalúrgico, entidade que compreende mais de 40 empresas do ramo. Posteriormente foi nomeado Ministro de Economia de Chile e Presidente do Conselho da Corporación de Fomento e Produção (CORFO). Em 1973 actuou como assessor económico do Presidente da Republica e como Presidente do Banco Central de Chile.

Em 1973 é encarcerado pelo governo de Pinochet. Passou dois anos nos campos de concentração da Ilha Dawson e Ritoque; ali começou a escrever as primeiras páginas do livro Planejamento de Situações", o qual culminou após ficar em liberdade e exiliarse em Venezuela.

Em outubro de 1975 Carlos Matus chego a Venezuela e incorporou-se ao CENDES (Centro de Estudos do Desenvolvimento, da Universidade Central de Venezuela), onde trabalhou como investigador, e foi assessor do Ministro de Fazenda Héctor Hurtado. Continua em 1978 como Director do Projecto de Assessoria ao Ministério de Fazenda de Venezuela "Modernização do Sistema Fiscal", do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Desde 1982 actuou como consultor do Escritório Central de Coordenação e Planejamento em Venezuela (CORDIPLAN), colaborando no desenho de IVEPLAN (Instituto Venezuelano de Planejamento) e em sua posta em marcha; foi assessor na reforma do sistema de planejamento e as inovações metodológicas do VII Plano da Nação, primeira tentativa na América Latina de aplicar o Planejamento Estratégico Situacional (PES).

Em 1986 retira-se das Nações Unidas, actuando como consultor do ILPES no Escritório Sanitário Panamericana em Caracas e Washington. Em 1988 desenha a estrutura da Fundação ALTADIR, organismo pioneiro na América Latina para o desenvolvimento do Planejamento Estratégico e as técnicas de Alta Direcção. Desenha o Curso de Alta Direcção do ILDIS, na Fundação Friedriech Ebert da Alemanha.

Como Presidente da Fundação ALTADIR desenvolve um intenso labor de docencia em Planejamento, para difundir o Método PES; ditando cursos a profissionais d Brasil, Venezuela, Venezuela, Equador, Colômbia, Argentina, Chile, etc.

Carlos Matus faleceu o 21 de dezembro de 1998 em Caracas, rodeado de sua família: sua esposa, seus três filhos e seus oito netos( Rodrigo Andrés Matus, Carlos Rodrigo García, Roberto Enrique García, Sol Patricia García, entre outros. Sonhou sempre com voltar a Chile, e regressar definitivamente a sua casa de Ilha Negra, seu principal refúgio intelectual. Ali passava longas temporadas escrevendo, pensando, criando. Também a Ilha Negra era a inspiração para a Pintura, para o talhado em madeira; era o espaço ideal para coleccionar antigüedades, e para recordar a seu amigo o poeta Pablo Neruda, quem também amava esse lugar. Matus decidiu viver eternamente ali: no jardim que olha ao imenso Pacífico estão espalhadas suas cinzas.

Livros

Estratégia e plano (1972)

Este livro refere-se a topicos que se relacionam com o desenvolvimento e a importância da política em sua devir. Matus desenvolve dois conceitos relacionados com o desenvolvimento: a)Velocidade da Mudança. b)Direcção da Mudança

Planejamento de situações (1977)

Carlos Matus pretende sentar as bases de uma investigação que vá para além do problema da estratégia de acção económica e se adentre no âmbito de uma teoria geral da acção política de classes, da qual o planejamento económico é um método auxiliar. Desenvolve-se a tese de que o planejamento económico deve se definir de novo, tanto em sua concepção como em suas técnicas e que o caminho para essa redefinição exige:

a) Construir uma teoria geral da acção política de classes, onde o planejamento político e o plano político constituem um bom exemplo da mais geral das teorias sobre decisões sociais;

b) Que o planejamento económico deve abandonar sua concepção puramente normativa para adentrarse no campo da estratégia e tácticas de acção se incorporando criticamente à corrente do pensamento cibernético e da teoria geral de sistemas; e

c) Que as técnicas de planejamento económica não podem se conceber em forma isolada das técnicas de planejamento política, desde o momento que o planejamento económico é só um aspecto, conquanto muito importante, do planejamento político, e existem fortes relações entre ambas.

Sobre esta base, Carlos Matus, desenvolve os seguintes temas:

1) Sobre os sistemas autopoiéticos: os conceitos de sistema e estrutura; a transformação estrutural; o papel da cibernética. Conclui-se que o passo da cibernética funcional à estrutural será um grande apoio para a teoria da transformação social sempre que se redefinam conceitos básicos como o de estado, por exemplo.

2) Sobre a teoria das situações sociais: o conceito de situação; genosituación e fenosituación; a situação como unidade dialéctica; a transformação de entidades antagónicas. Conclui-se que o énfasis deve ser posto na fenosituación para destacar o papel das forças sociais na construção da situação.

3) Sobre as categorias e leis fenosituacionales e genosituacionales: os factos sociais e as estruturas situacionales; o âmbito e alcance das leis fenosituacionales; as leis genosituacionales; o carácter das leis macro e microsituacionales.

4) As estruturas na genosituación: as relações desiguais; a contradição dialéctica; a relação situação-palco; a estrutura económico-social; a estrutura político-jurídica; a estrutura ideológica; os estudos na formação da consciência social (preconciencia; consciência fenosituacional primária; consciência fenosituacional corporativa; consciência fenosituacional de classe; consciência genosituacional de classe).

5) As forças sociais: grupos, classes e forças sociais; o conceito de força; propriedades das forças; medida do valor de uma força; correlação de poder e correlação de forças; acção sincronizada, sorpresiva e fraccionada das forças.

6) A transformação das situações: as vias da transformação; modelos; processo de transformação; avanço, retrocesso, consolidação e salto.

7) Mecânica do planejamento de situações.

8) Situação-objectivo e utopia pura e concreta.

Bases Teóricas do Orçamento por Programas

Editorial AVPP, Caracas, 1978 (em colaboração com Marcos Makón e Victor Arrieche)


Guia de Análise Teórico

Fundação Altadir, Caracas, 1980

Planejamento e governo (1987)

Este trabalho apresenta dez tese que explicam a ineficacia dos governos da região, os quais mostram uma brecha considerável entre os planos e as decisões que orientam sua acção. O planejamento da acção de um governo é útil na medida que constitui um cálculo que precede e preside sua acção. Nos países latinoamericanos existe uma brecha entre planos e processo de tomada de decisões diárias, pelo qual os governos se vêem dominados pelo intrascendente e a imprevisión. É preciso criar capacidade de governo mediante a formação de um estrato político-técnico e a adopção de técnicas de governo e planejamento adequadas à complexidade da sociedade. O nível tecnopolítico é um estrato pouco desenvolvido na América Latina; deve decidir ou ajudar a decidir objectivos e propor médios para criar recursos; seu âmbito de acção é toda a sociedade; não requer os dotes carismáticos do dirigente; deve ser cientista social virado para a acção; deve estar preparado para o planejamento político.

O planejamento de situações é um instrumento útil para apoiar ao tecnopolítico.

A ineficacia geral dos governos da região pode ser sustentada nas seguintes teses:

1) O planejamento é primitivo, rígida e impotente para servir à direcção política que governa um sistema complexo e incerto. O planejamento de situações pretende resolver este problema.

2) Os métodos de governo do Estado, dos partidos políticos e das forças sociais são primitivos e ineficaces, o que exige formar dirigentes nas ciências e técnicas de governo.

3) A cultura política, inmediatista e pragmática, interessa-se mais por problemas intermediários do sistema político que por problemas terminais do sistema social.

4) Há que reformar o planejamento, as técnicas de governo e a cultura política, de modo que os programas eleitorais e os planos de governo se convertam em acção que incida nos problemas nacionais.

5) O sucesso do planejamento radica na articulação do planejamento directivo com a operacional.

6) Há que elevar a capacidade de governo, já que um sistema directivo primitivo não pode governar um sistema social complexo.

7) O planejamento económico deve converter-se em planejamento estratégica e situacional da acção de governo.

8) O planejamento em um médio resistente deve conceber-se como planejamento de uma estrutura conflictiva na que nenhum agente tem poder decisivo sobre os outros, que se interseca com uma estrutura hierárquica. O planejamento de situações possui características apropriadas ao respecto.

9) O programa de governo, a gobernabilidad do sistema social e a capacidade de governo (triângulo de liderança) conformam um sistema de relações no que descansa a eficácia do plano de governo.

10) As práticas de governo na América Latina falham no planejamento directivo e na gerencia por operações (inclui-se gráficos).

(Pehuén, 1990)

O Método PES: Entrevista a Carlos Matus

Caracas, 1994

Reingeniería Pública

Fundação Altadir, Caracas, 1994

Sobre a Teoria das Macroorganizaciones

Fundação Altadir, 1994


Chimpancé, Maquiavello e Gandhi

Fundo Editorial Altadir, Caracas, 1995


O Líder sem Estado Maior

Fundo Editorial Altadir, La Paz, 1997.

Os 3 Cintos de Governo

Fundação Altadir, Caracas, 1997.

O Método MAPP

Caracas, 1998.

Teoria do Jogo Social

Fundação Altadir, Caracas, 2000

Enlaces relacionados

Teoria do Jogo Social

Fundação Desenvolvo de Ciências e Métodos de Governo [1]

Precedido por:
Pedro Vuskovic
Ministro de Economia, Fomento e
Reconstrução de Chile

1972
Sucedido por:
Fernando Flores
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