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O catolicismo (do grego καθολικός (katholikós) 'universal, que compreende todo') é o ramo do cristianismo com maior número de fiéis, seguido pelo protestantismo. Dividiu-se posteriormente em cismas como os da Igreja romana, a Igreja ortodoxa e a Igreja anglicana.
Na Igreja católica, que abarca o conjunto de igrejas que se declaram em comunión com a autoridade do bispo de Roma, o Papa, existem diferentes ritos, como o romano, grego ou oriental. Existem, ademais, denominações ortodoxas independentes de Roma, como é a Igreja ortodoxa, que depende dos diferentes Patriarcados, tendo um que é primus inter pares entre os patriarcas, o Patriarca de Constantinopla.
O caso da Igreja anglicana, que se forma pelo cisma da reforma (inclusive bem mais tarde), que não é católica, manteve por muito tempo o mesmo dogma e doutrina da Igreja romana, mas hoje tem diferencias produto da separada evolução da cada uma. A Comunión Anglicana abarca a todas as igrejas que seguem dita comunión, e que se sentem em directa relação com o Arcebispo de Canterbury, que é a cabeça da igreja por concessão do Monarca britânico.
Uma denominação cristã é católica quando sua doutrina é católica.
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A Igreja católica apostólica romana estende-se principalmente em países da Europa do sudoeste, Europa central e da América Latina e em Filipinas.
É a igreja cristã com maior extensão e a mais antiga das religiões cristãs, da qual se derivam outras igrejas autodenominadas católicas, seu centro actual é o Vaticano, em Roma (Itália), onde reside o Papa, quem é considerado pelos católicos romanos como cabeça do Colégio dos Bispos, enquanto sucessor de San Pedro, Vicario de Cristo e Pastor da Igreja. A sede papal residiu em Aviñón , França, em um breve período de tempo da Baixa Idade Média.
Os dogmas católicos são as crenças essenciais que identificam e definem o credo católico em frente a outras confesiones cristãs, conquanto algumas destas crenças são comuns a outras denominações cristãs (e.g. Encarnación, Trinidad). Para um católico o dogma é uma verdade revelada por Deus e proposta pela Igreja, para a crença dos fiéis.
Os dogmas católicos baseiam-se na Biblia e na Tradição Apostólica. Bem como os hebreus tinham sua tradição (que foi a base de grande parte dos livros do Antigo Testamento), assim os católicos têm a tradição apostólica transmitida de geração em geração de forma escrita e oral.
Alguns dogmas essenciais são:
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Os católicos reconhecem sete sacramentos, os quais foram instituídos pelo mesmo Jesucristo:
Nominalmente, a palavra baptizar significa "submergir", "introduzir dentro da água"; a imersão na água simboliza o acto de sepultar ao catecúmeno na morte de Cristo de onde sai pela resurrección com O (cfr. Rm. 6, 3-4; Col 2, 12) como nova criatura (2 Co. 5, 17; Ga. 6, 15) (Catecismo, n. 1214).
Entre os sacramentos, ocupa o primeiro lugar porque é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no espírito e a porta que abre o acesso aos outros sacramentos. Segundo o catecismo (n. 1213), pelo Baptismo os cristãos são libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus, chegam a ser membros de Cristo e são incorporados à Igreja e factos partícipes de sua missão.
A Sagrada Eucaristía culmina a iniciación cristã. Os que têm sido elevados à dignidade do sacerdocio real pelo Baptismo e configurados mais profundamente com Cristo pela Confirmação, participam por médio da Eucaristía com toda a comunidade no sacrifício mesmo do Senhor. [1]
Cabe mencionar que para o catolicismo romano a Eucaristía não representa um símbolo senão que é Jesucristo mesmo com seu corpo, sangue, alma e divinidad presentes na Eucaristía, devido a isto é chamado O Santísimo Sacramento.
Com o Baptismo e a Eucaristía, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos "sacramentos da iniciación cristã", cuja unidade deve ser salvaguardada. É preciso, pois, explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária para a plenitude da graça bautismal (cf OCf, Praenotanda 1). Efectivamente, aos baptizados "o sacramento da confirmação une-os mais intimamente à Igreja e enriquece-os com uma fortaleza especial do Espírito Santo. Desta forma comprometem-se bem mais, como autênticas testemunhas de Cristo, a estender e defender a fé com suas palavras e suas obras" (LG 11; cf OCf, Praenotanda 2) [2]
De acordo com o catecismo da Igreja católica:
Com a sagrada unción dos doentes e com a oração dos presbíteros, toda a Igreja inteira encomenda aos doentes ao Senhor sufriente e glorificado para que os alivie e os salve. Inclusive anima-os a unir-se livremente à paixão e morte de Cristo; e contribuir, assim, ao bem do Povo de Deus" (LG 11). [4]
"A aliança matrimonial, pela que o varão e a mulher constituem entre sim um consórcio de toda a vida, ordenado por sua mesma índole natural ao bem dos cónyuges e à geração e educação da prole, foi elevada por Cristo Nosso Senhor à dignidade de sacramento entre baptizados" (CIC, can. 1055,1) [5]
A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a suas Apóstoles segue sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos: é, pois, o sacramento do ministério apostólico. Compreende três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado. [6]
Os dez mandamientos: segundo o Catecismo da Igreja Católica, adaptados dos livros de Éxodo (20, 2-17) e Deuteronomio (5, 6-21), são os seguintes:
Todos estes se resumem em um só: Amarás a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo.
Aos pecados capitais opõem-se-lhes sete virtudes:
Ademais, consideram-se as Virtudes Teologales e as Cardinales.
Com base no anterior o catecismo da Igreja Católica reconhece dois tipos de pecados, veniales e mortais.[8] Para que um pecado seja mortal (infracção grave que destrói a caridade do homem) se requerem três condições: ‘É pecado mortal o que tem como objecto uma matéria grave (falta a um dos 10 mandamientos) que seja cometido com pleno conhecimento (que a pessoa saiba que a falta é um pecado) e deliberado consentimento (que a pessoa esteja consciente do que faz e não o faça baixo pressão de pessoas ou circunstâncias).
O pecado venial é uma infracção leve, que conquanto não rompe a relação de amizade do homem com Deus, como o faz o pecado mortal, sim deteriora essa relação, e dispõe ao homem para cair em pecado mortal. Em palavras do pai Jorge Loring, no livro "Para Salvar-te", uma tosse pequena, mas descuidada, pode levar à sepultura. Um ponto negro em um dente não é nada, mas se não lho ensinas ao dentista, cedo todo o dente ficará danificado, e até pode ser necessária a extracção.
Segundo o catecismo da Igreja católica, existem actos bons e actos maus (cf. 1755-1756), onde um acto moralmente bom supõe ao mesmo tempo a bondade do objecto, do fim e das circunstâncias. Uma finalidade má corrompe a acção, ainda que seu objecto seja de seu bom (como orar e ayunar "para ser visto por outros").
Em mudança um acto mau pode ser mau já seja porque o objecto da eleição seja mau (como blasfemar) ou porque a finalidade desse acto seja ilícita. Independentemente das circunstâncias e das intenções, são sempre gravemente ilícitos por razão de seu objecto; por exemplo, a blasfemia e o perjurio, o homicídio e o adultério. Não está permitido fazer o mau para obter um bem.
São sete:
A corrente que durante o século XIX se denominou catolicismo liberal, tem raízes que se remontam em vários séculos atrás. Neste caso, à época do Renacimiento, unidas ao chamado humanismo cristão, cujo principal expoente foi Desiderius Erasmus de Rotterdam, e para o caso espanhol, o grupo de intelectuais reunidos em torno da Universidade de Alcalá de Henares, fundada pelo cardeal Jiménez de Cisneros.
Mais adiante, no século XVIII, a Ilustração influiu em vários círculos de católicos franceses, belgas, alemães e holandeses, constituindo-se doutrinas (regalismo, galicanismo, molinismo, febronianismo e josefismo, entre outras) que exaltavam o individualismo e a racionalización das concepções e expressões religiosas (livre albedrío, moral austera, rejeição às práticas barrocas) ao igual que uma modificação da organização religiosa, ao apoiar as tentativas de criação de Iglesias nacionais.
O catolicismo contemporâneo distingue-se por suas tentativas de conciliar sua doutrina com os conhecimentos científicos e proclamar a Doutrina Social da Igreja Católica Apostólica Romana como forma de influir na vida sociopolítica mundial.
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