Um chiste é uma pequena história ou uma série curta de palavras, ambas imaginadas, (e muito poucas vezes reais) falada ou escrita com a intenção de fazer rir ao oyente ou leitor, isto é, o receptor. Normalmente tem fins humorísticos, ainda que há chistes com connotaciones políticas, rivalidades desportivas, etc. Diz-se que há chistes "bons" e chistes "maus", dependendo do efeito final causado; muitas vezes isto é influenciado directamente por como se apresenta o chiste, ou seja, como se conta um chiste.
A maioria dos chistes tem duas partes: a introdução (por exemplo, "Um homem entra a um bar...") e uma graça, que unida com a introdução provoca uma situação graciosa que faz rir à audiência.
Uma broma, em mudança, consiste em criar uma situação cómica a partir de uma pessoa, uma situação ou um evento reais, enquanto um gag difere do chiste em que o humor não é verbal senão visual (por exemplo lançar uma tarta de nata à cara de alguém).
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O por que nos rimos tem sido estudado em numerosas ocasiões por experientes no campo da psicologia, é o caso de:
inconscienteVeremos como as representações [[]]s podem emergir ao consciente de uma maneira desfigurada em factos que trascienden nossa vida diária. Dois factos, de muitos, nos que se pode apreciar este fenómeno são: os actos frustrados e o chiste.
Os actos frustrados são acções causales e somáticas e actos ou operações frustradas que têm um sentido (levam uma mensagem) e um propósito (cumprem uma função), resultado de um conflito intra psíquico por uma luta de forças, no aparelho psíquico, de representações inconscientes (reprimidas), que querem devir conscientes, contra as representações conscientes (manifestas). Esta luta de forças produz uma interferência entre a representação-consciente (perturbadora) e a representação-inconsciente (perturbada), produzindo-se um refrenamiento e sofocación. Assim, se suscita uma transacção entre sistemas (Consciente-Inconsciente) sem sucesso nem falhanço de nenhum.
O anterior produz muitos comportamentos apreciables, como ser o esquecimento de nomes próprios, no que não só se esquece, senão que se recorda erroneamente e vão à consciência nomeies sustitutivos, que persistem com tenacidad. De aqui que Freud deduze que existe uma determinada conexão com o nome erróneo e o esquecido. Às vezes, o nome é esquecido como garantia de propósito. O mesmo aplica-se ao esquecimento de palavras estrangeiras e de séries de palavras. Do mesmo modo produzem-se os enganos orales ou lapsus linguae, nos que o engano obedece à perturbación causada por uma ideia reprimida ou semi-reprimida, estranha à que se quer expressar; pode ocorrer por substituição de palavra ou por semelhança ou semilicadencia.
Em qualquer caso, a perturbación ocorrida tenta evitar que acorde a lembrança de uma sensação penosa ou desagradable. E o que nunca falta em toda a classe de enganos (orales, escritas, de leitura, de nomes, de acções, esquecimentos, etc.) é a palavra ou ideia perturbadora, seja qualquer a causa de que proceda, a que impede a uma representação inconsciente devir consciente.
Estas lembranças que podem causar displacer se apresentam como sustitutivos de outras impressões e abarcam toda a vida do indivíduo, não estão presentes na memória, mas são evocados por acontecimentos no instante ou história do indivíduo e é de modo que desejam exteriorizarse e nesse processo são perturbados. Ditos lembranças são as denominadas lembranças infantis encubridores, os quais não são exclusivamente visuais e em nenhum se observa à própria pessoa.
No caso do chiste, Freud acha que um fenómeno que ocorre é o de condensación, que consiste na fusão de duas palavras formando uma sozinha, e por esse motivo, ainda que se trate de um engano, resulta chistosa; como no caso de Heine e a palavra "familionar", na que o sujeito quer dizer "familiarmente", mas que se perturba com a ideia de que essa familiaridad só lhe é possível a um "millionario" e isso motivou à fusão de palavras.
Também se aprecia outro elemento nos chistes: a deslocação, para o qual Freud alude a um sinfín de exemplos. A deslocação conduz, pelo geral ao sofismo ou à simpleza. Ao mesmo tempo, podem ter chistes que empregam um material em outro sentido, jogo de palavras de duplo sentido com alusão ou encubrimiento de ideia. E a graça do chiste não se encontra no pensamento expressado, senão na ideia latente ou no propósito que leva. Todos estes e os de formação verbais subordinan ao conceito de formação de sustitutivos.
Sobre as tendências do chiste, Freud distingue o chiste inocente (que encontra um fim em si mesmo e mantém um jogo de palavras) e o chiste tendencioso (que ao mesmo tempo é hostil ou agressivo e obsceno ou erótico). A relação entre o chiste erótico do meramente sujo encontra-se na assimilação infantil das funções sexuais e as de defecación, substituindo nestes chistes como nos hostis a agressão de palavra à de obra.
O chiste traz consigo a consecución de prazer, o que pode deduzir do facto que obedece à satisfação da tendência (hostilidade ou obscenidad). Por isso, o chiste produz regozijo ao vencer um obstáculo exterior e um interior. Neste último a contribuição de prazer obedece a uma economia de despesa psíquico e à poupança da coerción.
Facilmente pode observar-se, no chiste, como o desejo se realiza, disfarçando a intenção para burlar à censura e vencer a coerción. Então, podemos ver a relação entre o chiste e o sonho, nos que se apresentam os mesmos fenómenos: deslocação, condensación, elaboração inconsciente, etc. Ainda que uma grande diferença entre ambos é que surgem em domínios diferentes da vida anímica e em lugares do sistema psicológico muito afastados um do outro: o sonho procura satisfazer uma necessidade e poupar displacer, enquanto o chiste procura conseguir prazer.
Os chistes são um dos mecanismos mais comuns de acosso ou violência na escola (mobbing) usado pelos abusivos para demonstrar seu superioridad sobre os acossados fazendo referência a eles usando palavras ofensivas incorporadas a uma situação graciosa que faz sentir mau ao acossado ante os demais.
As bromas em forma verbal directa ou agora muito comummente através dos sms ou internet são poderosos e subtis mensageiros que impunemente, a maioria das vezes, conseguem ser escutados". Com a desculpa de que são sozinho para rir conseguem em muitos casos ser poderosos mecanismos de violência usados em muitos campos, político, entre géneros, racistas, etc.
Estudos recentes demonstram que os homens com maior quantidade de testosterona são os que mayormente realizam em um grupo as bromas ou burlas para o outro indivíduo, em vez do fazer em forma de violência fisica como se para em tempos passados(guerras, conflitos, etc).
Chistes racistas, por exemplo "os chistes de galegos" (forma denigrante e ofensiva pela que alguns sudamericanos chamam aos espanhóis); chistes crueis, sobre temas de doenças ou sobre pessoas com discapacidades.
Há chistes que têm cruzado as fronteiras dos países, inclusive têm sido modificados para acomodar a cultura onde se expresse, se diga o nome da personagem principal do chiste ou o povo ao que o chiste faz referência (dito por alguém pertencente ao mesmo povo).
Também os chistes se classificaram informalmente dependendo de sua “cor”, ou seja seu grau de picardía ou vulgaridad contida. Por exemplo, os “chistes brancos” (ou chistes de salão) são aceitáveis por “puros” e sem nenhum tipo de ofensividad verbal, enquanto os “chistes vermelhos” (ou “chistes verdes”) mencionam um conteúdo sexual ou obsceno.
Também estão os chistes negros, que são para se burlar de doenças, discapacidades ou a morte. Exemplo: burlar-se de alguém que se cai de um edifício e se morre é humor negro.
Também existem as chamadas "paródias". Trata-se dos chistes que burlam a pessoas particulares ou a etnias em particular usando algum representativo ou frase que dito ou visto de certa forma cause riso. Exemplo: pôr em burla as patadas giratórias de Chuck Norris é fazer uma paródia sobre ele.