O cinema (abreviatura de cinematógrafo ), também chamado cinematografía, é a técnica que consiste em projectar fotogramas de forma rápida e sucessiva para criar a impressão de movimento, mostrando algum vídeo ou filme. A palavra cinema designa também as salas ou teatro no qual se projectam os filmes.
Etimológicamente, a palavra cinematografía foi um neologismo criado no final do século XIX composto a partir de duas palavras gregas. Por um lado κινή (kiné), que significa movimento" (ver, entre outras, "cinético", "cinética", "kinesiología", "cineteca"); e por outro de γραφouς (grafós). Com isso se tentava definir o conceito de imagem em movimento".
Como forma de narrar histórias ou acontecimentos, o cinema é uma arte, e comummente, considerando as seis artes do mundo clássico, lho denomina sétima arte. Não obstante, devido à diversidade de filmes e à liberdade de criação, é difícil definir o que é o cinema hoje. No entanto, as criações cinematográficas que se ocupam da narrativa, montagem, guionismo, e que na maioria dos casos consideram ao director como o verdadeiro autor, são consideradas manifestações artísticas, ou cinema arte (cinema de arte). Por outra parte, à criação documental ou jornalística classifica-lha segundo seu género. Apesar disto, e pela participação em documentales e filmes jornalísticos de pessoal com visão própria, única e possivelmente artística (directores, fotógrafos e camarógrafos, entre outros), é muito difícil delimitar a qualidade artística de uma produção cinematográfica. A indústria cinematográfica converteu-se em um negócio importante em lugares como Hollywood e Bombay (o denominado "Bollywood"; um vocabulario básico de termos relacionados com o cinema asiático).
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A história do cinema começa o 28 de dezembro de 1895 , data na que os irmãos Lumière projectaram publicamente a saída de operários de uma fábrica francesa em Lyon, a demolição de um muro, a chegada de um comboio, e um barco saindo do porto.
O sucesso deste invento foi imediato, não só na França, senão também em toda a Europa e América do Norte. Em um ano os irmãos Lumière criavam mais de 500 filmes, marcadas pela ausência de actores e os decorados naturais, a brevedad, a ausência de montagem e a posição fixa da câmara. Mas os espectadores acabaram aburriéndose pelo monótono das tomadas. E foi George Méliès quem aprofundou pela primeira vez no facto de contar histórias ficticias e quem começou a desenvolver as novas técnicas cinematográficas, sobretudo em 1902 com "Viagem à lua" e em 1904 com "Viagem através do impossível", aplicando a técnica teatral ante a câmara e criando os primeiros efeitos especiais e a ciência-ficção filmada. A partir de então a cinematografía não fez mais que melhorar e surgiram grandes directores como Ernst Lubitsch, Alfred Hitchcock, Fritz Lang, ou Charles Chaplin que mantiveram em constante evolução a técnica até que em 1927 se estreia o primeiro filme com som O cantor de jazz, a partir da qual o cinema tal e como se conhecia deixo de existir e se impuseram guiões mais complexos que se afastavam dos estereotipados personagens que a época muda tinha criado.
Foi nesse mesmo ano 1927 quando a Paramount Pictures cria a técnica cinematográfica conhecida como dobragem.
Ao cabo dos anos a técnica permitiu a incorporação da cor, chegando em 1935 com "A feira das vaidades" de Rouben Mamoulian, ainda que artisticamente conseguiu sua máxima plenitude em 1939 com "O que o vento se levou". A cor demorou mais em ser adoptado pelo cinema. O público era relativamente indiferente à fotografia em cor opostamente ao alvo e negro. Mas ao melhorar os processos de registo da cor e diminuir os custos em frente ao alvo e negro, mais filmes filmaram-se em cor.
Assegurando seu lugar em sucessão ao cinema clássico como por sua proximidade ao postmodernismo.
A realização é o processo pelo qual se cria um vídeo. Usualmente, no cinema de produção industrial podem distinguir-se cinco etapas de realização: desenvolvimento, preproducción, rodaje, postproducción e distribuição. A realização supõe assumir decisões tanto a nível artístico como produtivo, e a limitação unicamente está dada pelos meios disponíveis (orçamento do que se dispõe e equipa com que se conta).
Produção: O produtor cinematográfico é o encarregado dos aspectos organizativos e técnicos da elaboração de um filme. Está a cargo da contratação do pessoal, do financiamento dos trabalhos e do contacto com os revendedores para a difusão da obra. Se sua tarefa limita-se a alguns aspectos pontuas do processo técnico ou criativo, chama-lho "co-produtor".
Também fazem parte da área o director de produção, o produtor executivo, o chefe de locaciones e o assistente de produção.
Direcção: O director cinematográfico é o profissional que dirige a filmación de um filme, o responsável pela posta em cena, dando pautas aos actores e à equipa técnica, tomando todas as decisões criativas, seguindo seu estilo ou visão particular. Supervisionando o decorado e o vestuario, e todas as demais funções necessárias para levar a bom termo o rodaje.
Também fazem parte da área o assistente de direcção e o denominado script ou continuista. Por outro lado, trabalha em conjunto com o director de actores.
Guião: O roteirista é a pessoa encarregada de confeccionar o guião, já seja uma história original, uma adaptação de um guião precedente ou de outra obra literária. Muitos escritores converteram-se em roteiristas de suas próprias obras literárias. Dentro do guião cinematográfico distinguem-se o guião literário ou cinematográfico, que narra o filme em termos de imagem (descrições) e som (efeitos e diálogo), e está dividido em actos e cenas, e o guião técnico, que agrega ao anterior uma série de indicações técnicas (tamanho de plano, movimentos de câmara, etc.) que servem à equipa técnica em seu labor.
Também podem colaborar com o roteirista outros escritores (co-roteiristas) ou contar com dialoguistas que estão especializados em escrever diálogos.
O papel do roteirista é muito importante, pois seu trabalho é a base de todo o projecto, se o guião é bom o director pode fazer um filme excelente, mas se este é deficiente ainda que o director tenha muitos recursos, o filme ficará vazio.
Som: Em rodaje, os encarregados do som cinematográfico são o técnico de som e os microfonistas. Na postproducción somam-se o editor de som, o compositor da música incidental e os artistas de efeitos sonoros (foley) e de dobragem, para gerar a banda sonora original.
Fotografia: O director de fotografia é a pessoa que determina como se vai ver o filme, isto é, é quem determina, em função das exigências do director e da história, os aspectos visuais do filme: o enquadre, a iluminação, a óptica a utilizar, os movimentos de câmara, etc. É o responsável por toda a parte visual do filme, também desde o ponto de vista conceptual, determinando a tonalidad geral da imagem e a atmosfera óptica do filme.
A equipa de fotografia é o mais numeroso e compõe-se, além do director de fotografia, do camarógrafo, o primeiro assistente de câmara ou foquista, o segundo assistente de câmara, o cargador de negativos, o gaffer ou chefe de eléctricos, os eléctricos ou operadores de luzes, os grip ou operadores de travelling ou dolly, os estabilizadores de câmara (steady cam) e outros assistentes ou aprendices.
Montagem: A montagem cinematográfica é a técnica de montagem das sucessivas tomadas registadas no filme fotográfica para dotá-las de forma narrativa. Consiste em escolher (uma vez que se rodou o filme), ordenar e unir uma selecção dos planos registados, segundo uma ideia e uma dinâmica determinada, a partir do guião, a ideia do director e o contribua do montador.
O montador hoje em dia trabalha com plataformas e programas profissionais como Avid ou outros métodos de montagem digital. Pode ter um assistente e ao mesmo tempo costuma trabalhar em conjunto com o cortador de negativos, encarregado de realizar o armado da primeira cópia editada em filme, baseado na lista de cortes, gerada pelo sistema de edição off-line.
Arte (Desenho de produção): A área artística pode ter um director de arte ou vários, de ser necessário. No caso de ter mais de um, estes estão coordenados por um desenhador de produção, quem está a cargo da estética general do filme. Estes directores terão assistentes e encarregados específicos, como escenógrafos, encarregados de vestuario, costureiras, maquilladores, cabeleireiros/as, utileros e outros membros suplementares como pintores, carpinteros ou construtores. Também dependem desta área especialistas nos efeitos visuais e ópticos que se realizem no rodaje, bem como outros efeitos realizados durante a fase de postproducción.
Stunts: (Duplo (cinema)) Os dobros de risco ou dobros de acção são as pessoas que substituem ao actor nas cenas de risco. Onde a integridade física do actor ou actriz poderiam estar em risco. Em alguns casos a cena de acção demanda dos actores certas habilidades dos quais carecem, neste caso um especialista é contratado para realizar dita cena. Em outros casos o mesmo actor tem as capacidades necessárias para realizar a cena de acção no entanto substituem-no por um duplo para evitar o risco de um acidente e assim atrasar toda a filmación.
Storyboards: O storyboard é um guião gráfico que se utiliza para definir as sequências, bem como as variações de plano, gestos e posições dos actores, na cada uma das cenas dantes da rodar; nele vemos como se de um comic se tratasse o filme completo. Ademais este elemento é fundamental para o bom entendimento da equipa técnica para o que se vai rodar, incluindo anotações com as dificuldades de alguns planos ou coisas a ter em conta. Na criação de um storyboard, as personagens e o fundo podem-se retratar unicamente mediante silhuetas, mas sempre recalcando os elementos importantes na acção como podem ser setas para indicar movimento de câmara ou de actores, ou a expressão de um actor em um plano determinado.
Na teoria cinematográfica, o género refere-se ao método de dividir aos filmes em grupos. Tipicamente estes géneros estão formados por filmes que compartilham certas similitudes, certos tópicos, tanto no narrativo como na posta em cena.
Cinema independente: Um filme independente é aquela que tem sido produzida sem o apoio inicial de um estudo ou produtora de cinema comercial. O cinema de indústria pode ser ou não de autor, enquanto o cinema independente o será quase sempre. Actualmente existem muitos países que não têm uma forte indústria do cinema, e toda sua produção pode ser considerada independente.
Cinema de animação: O cinema de animação é aquele no que se usam maioritariamente técnicas de animação. O cinema de imagem real regista imagens reais em movimento contínuo, decompondo em um número discreto de imagens por segundo. No cinema de animação não existe movimento real que registar, senão que se produzem as imagens individualmente e uma por uma (mediante desenhos, modelos, objectos e outras múltiplas técnicas), de forma tal que ao se projectar consecutivamente se produza a ilusão de movimento. Isto é, que enquanto no cinema de imagem real se analisa e decompõe um movimento real, no cinema de animação se constrói um movimento inexistente na realidade.
Cinema documental: O cinema documental é o que baseia seu trabalho em imagens tomadas da realidade. Geralmente confunde-se documental com reportagem, sendo o primeiro eminentemente um género cinematográfico, muito unido às origens do cinema, e o segundo um género televisivo.
Cinema experimental: O cinema experimental é aquele que utiliza um médio de expressão mais artístico, esquecendo da linguagem audiovisual clássico, rompendo as barreiras do cinema narrativo estritamente estruturado e utilizando os recursos para expressar e sugerir emoções, experiências, sentimentos, utilizando efeitos plásticos ou rítmicos, unidos ao tratamento da imagem ou o som.
Cinema de autor: O conceito de cinema de autor foi acuñado pelos críticos dos Cahiers du Cinéma para referir-se a um verdadeiro cinema no que o director tem um papel preponderante na tomada de todas as decisões, e em onde toda a posta em cena obedece a suas intenções. Costuma chamar desta maneira aos filmes realizados baseando em um guião próprio e à margem das pressões e limitações que implica o cinema dos grandes estudos comerciais, o qual lhe permite uma maior liberdade à hora de plasmar seus sentimentos e inquietudes no filme. No entanto, grandes directores da indústria, como Alfred Hitchcock, também podem ser considerados «autores» de seus filmes.
Define-se de acordo com seu âmbito de aplicação e recepção, já que não costuma tratar de um cinema unido à indústria, e não se dirige a um público amplo senão específico, e compartilha a priori um interesse por produtos que se acham fora dos cánones clássicos. Um subgénero importante poderia ser o cinema abstrato.
A teoria do cinema baseia-se no princípio de sequências de fotografias contínuas, isto é o cinema trata de representar a fotografia em uma sequência contínua para mostrar movimento sem interrupções.
O cinema clássico tem um estilo que enfatiza a continuidade e comprensibilidad do filme. Normalmente tem caracteres fortes constantes durante todo o filme e um argumento com um final feliz. O cinema moderno não enfatiza estas características, ao invés, recusa o cinema clássico e seu estilo; e tenta romper todo esse estilo e todas as convenções desta. Directores diferentes utilizam montos variantes do estilo 'moderno'.
O cinema nasceu no século XIX como consecución de uma longa corrente de inventos e descobertas em torno da fotografia. O feitiço que causava a projecção de sombras chinescas ou desenhos de longínquos países mediante lustres mágicos se uniu aos avanços da fotografia. Como fenómeno de massas, podemos falar do nascimento do cinema com os irmãos Lumière. Mas não há que esquecer que estes o que fizeram foi perfeccionar o Kinetoscope de Thomas Alva Edison. E que teve muitos outros inventos que giraram em torno de como captar o movimento.
Foi Thomas Alva Edison o criador, ademais, do formato cinematográfico por excelencia, o 35 mm, sobre um suporte de nitrato de celulosa. Este formato e os de largo superior devieram os de uso profissional, ainda que teve outros muitos empregados por cineastas ou pela própria televisão:16 mm, 9,5 mm, Súper 8, etc.