O citoplasma é a parte do protoplasma que, em uma célula eucariota, se encontra entre o núcleo celular e a membrana plasmática.[1] [2] Consiste em uma emulsión coloidal muito fina de aspecto granuloso, o citosol ou hialoplasma, e em uma diversidade de orgánulos celulares que desempenham diferentes funções.
Sua função é albergar os orgánulos celulares e contribuir ao movimento dos mesmos. O citosol é a sede de muitos dos processos metabólicos que se dão nas células.
O citoplasma divide-se em ocasiões em uma região externa gelatinosa, próxima à membrana, e implicada no movimento celular, que se denomina ectoplasma; e uma parte interna mais fluída que recebe o nome de endoplasma e onde se encontram a maioria dos orgánulos.[3] O citoplasma encontra-se nas células procariotas bem como nas eucariotas e nele se encontram vários nutrientes que conseguiram atravessar a membrana plasmática, chegando desta forma aos orgánulos da célula.
O citoplasma das células eucariotas está subdividido por uma rede de membranas conhecidas como retículo endoplasmático (liso e rugoso) que servem como superfície de trabalho para muitas de suas actividades bioquímicas.
O retículo endoplasmático rugoso está presente a todas as células eucariotas (inexistente nas procariotas)[4] e predomina naquelas que fabricam grandes quantidades de proteínas para exportar. É contínuo com a membrana externa da envoltura nuclear, que também tem ribosomas aderidos.
Conteúdo |
No citoplasma existe uma rede de filamentos proteicos, que lhe conferem forma e organização interna à célula e permitem seu movimento.[5] A estes filamentos denomina-se-lhe citoesqueleto. Existem vários tipos de filamentos:
A sua vez, estas estruturas mantêm uma relação com as proteínas, e originam outras estruturas mais complexas e estáveis. Assim mesmo, são responsáveis pelo movimento citológico.
O médio intracelular está formado por uma solução líquida denominada hialoplasma ou citosol. Os orgánulos estão contidas em uma matriz citoplasmática. Esta matriz é a denominada citosol ou hialoplasma. É um material acuoso que é uma solução ou suspensão de biomoléculas vitais celulares. Muitos processos bioquímicos, incluindo a glucólisis, ocorrem no citosol.
Em uma célula eucariota, pode ocupar entre um 50% a um 80% do volume da célula. Está composto aproximadamente de 70% de água enquanto o resto de seus componentes são moléculas que formam uma dissolução coloidal. Estas moléculas costumam ser macromoléculas.
Ao ser um líquido acuoso, o citosol carece de forma ou estrutura estáveis, conquanto, transitoriamente, pode adquirir dois tipos de formas:
As mudanças na forma do citosol devem-se às necessidades temporárias da célula com respeito ao metabolismo, e joga um importante papel na locomoción celular.[5]
O citoplasma compõe-se de orgánulos com diferentes funções. Entre os orgánulos mais importantes encontram-se os ribosomas, as vacuolas e mitocondrias. A cada orgánulo tem uma função específica na célula e no citoplasma. O citoplasma possui uma parte do genoma do organismo. Apesar de que a maior parte se encontre no núcleo, alguns orgánulos, entre eles as mitocondrias ou os cloroplastos, possuem uma verdadeira quantidade de DNA.[6] [7]
Os ribosomas são gránulos citoplasmáticos encontrados em todas as células, e medem ao redor de 20 nm. São portadores, ademais, de ARN ribosómico.
A síntese de proteínas tem lugar nos ribosomas do citoplasma.[8] Os ARN mensageiros (ARNm) e os ARN de transferência (ARNt) sintetizam-se no núcleo, e depois transmitem-se ao citoplasma como moléculas independentes. O ARN ribosómico (ARNr) entra no citoplasma em forma de uma subunidad ribosomal. Dado que existem dois tipos de subunidades, no citoplasma unem-se as duas subunidades com moléculas ARNm para formar ribosomas completos activos.[9]
Os ribosomas activos podem estar suspensos no citoplasma ou unidos ao retículo endoplásmico rugoso.[10] Os ribosomas suspendidos no citoplasma têm a função principal de sintetizar as seguintes proteínas:
O ribosoma consta de duas partes, uma subunidad maior e outra menor; estas saem do núcleo celular por separado.[11] Por experimentación pode-se induzir que se mantêm unidas por ónus, já que ao se baixar a concentração de Mg +2, as subunidades tendem a se separar.
Os lisosomas são vesículas esféricas,[12] dentre 0,1 e 1 μm de diâmetro. Contêm ao redor de 50 enzimas, geralmente hidrolíticas, em solução ácida; as enzimas precisam esta solução ácida para um funcionamento óptimo.[13] Os lisosomas mantêm separadas a estas enzimas do resto da célula, e assim previnem que reajam quimicamente com elementos e orgánulos da célula.
Os lisosomas utilizam suas enzimas para reciclar os diferentes orgánulos da célula,[13] englobándolas, digiriéndolas e libertando seus componentes no citosol. Este processo denomina-se autofagia, e a célula digiere estruturas próprias que não são necessárias. O material fica englobado por vesículas que provem do retículo endoplásmico e do aparelho de Golgi formando um autofagosoma. Ao unir-se ao lisosoma primário forma um autofagolisosoma e segue o mesmo processo que no anterior caso.
Na endocitosis os materiais são recolhidos do exterior celular e englobados mediante endocitosis pela membrana plasmática, o que forma um fagosoma. O lisosoma une-se ao fagosoma formando um fagolisosoma e verte seu conteúdo neste, degradando as substâncias do fagosoma. Uma vez hidrolizadas as moléculas utilizáveis passam ao interior da célula para entrar em rotas metabólicas e o que não é necessário para a célula se elimina fora desta por exocitosis .
Os lisosomas também vertem suas enzimas para afora da célula (exocitosis) para degradar, ademais, outros materiais.
Em vista de suas funções, sua presença é elevada em glóbulos brancos, como estes têm a função de degradar corpos invasores.
A vacuola é um saco de fluídos rodeado de uma membrana. Na célula vegetal, a vacuola é uma sozinha e de tamanho maior; em mudança, na célula animal, são várias e de tamanho reduzido. A membrana que a rodeia se denomina tonoplasto. A vacuola da célula vegetal tem uma solução de sais minerales, açúcares, aminoácidos e às vezes pigmentos como a antocianina.
A vacuola vegetal tem diversas funções:
A função das vacuolas na célula animal é actuar como um lugar onde se armazenam proteínas;[14] estas proteínas são guardadas para seu uso posterior, ou mais bem para sua exportação fora da célula mediante o processo de exocitosis. Neste processo, as vacuolas fundem-se com a membrana e seu conteúdo é transladado para afora da célula. A vacuola, ademais, pode ser usada para o processo de endocitosis; este processo consiste em transportar materiais externos da célula, que não são capazes de passar pela membrana, dentro da célula.[15]
O retículo endoplasmático é um complexo sistema e conjunto de membranas conectadas entre si,[16] que forma um esqueleto citoplásmico. Formam um extenso sistema de canais e mantêm unidos aos ribosomas. Sua forma pode variar, já que sua natureza depende do arranjo de células, que podem estar comprimidas ou organizadas de forma solta.
É um conjunto de cavidades fechadas de forma muito variável: lâminas alisadas, vesículas globulares ou canos de aspecto sinuoso. Estes se comunicam entre si e formam uma rede contínua separada do hialoplasma pela membrana do retículo endoplasmático. Em consequência, o conteúdo do líquido do citoplasma fica dividido em duas partes: o espaço luminar ou cisternal conteúdo no interior do retículo endoplasmático e o espaço citosólico que compreende o exterior do retículo endoplasmático.[5]
Suas principais funções incluem:
Quando a membrana está rodeada de ribosomas, se lhe denomina retículo endoplasmático rugoso (RER).[17] O RER tem como função principal a síntese de proteínas, e é precisamente por essa razão que se dá mais em células em crescimento ou que segregan enzimas.[18] Do mesmo modo, um dano à célula pode fazer que tenha um incremento na síntese de proteínas, e que o RER tenha formação, previsto que se precisam proteínas para consertar o dano.
As proteínas transformam-se e deslocam a uma região do RER, o aparelho de Golgi. Nestes corpos sintetizam-se, ademais, macromoléculas que não incluem proteínas.
Na ausência de ribosomas, denomina-se-lhe retículo endoplasmático liso (REL). Sua função principal é a de produzir os lípidos da célula, concretamente fosfolípidos e colesterol, que depois passam a fazer parte das membranas celulares.[13] O resto de lípidos celulares (ácidos grasos e triglicéridos) sintetizam-se no seio do citosol; é por essa mesma razão que é mais abundante em células que tenham secreciones relacionadas, como, por exemplo, uma glándula sebácea. É escasso, no entanto, na maioria das células.[5]
O aparelho de Golgi, nomeado por quem descobriu-o, Camillo Golgi, têm uma estrutura similar ao retículo endoplasmático; mas é mais compacto. Está composto de sacos de membrana de forma discoidal e está localizado cerca do núcleo celular.[5]
Um dictiosoma é o nome ao que se lhe dá à cada pilha de sacos. Medem ao redor de 1 µm de diâmetro e agrupa umas 6 cisternas, ainda que nos eucariotas inferiores seu número pode chegar a 30. Nas células eucarióticas, o aparelho de Golgi encontra-se mais ou menos desenvolvido, segundo a função que desempenhem. Na cada caso o número de dictiosomas varia desde uns poucos até numerosos.
O aparelho de Golgi está formado por uma ou mais séries de cisternas ligeiramente curvas e alisadas limitadas por membranas, e a este conjunto conhece-se como empilhamento de Golgi ou dictiosoma.[19] Os extremos da cada cisterna estão dilatados e rodeados de vesículas que ou se fundem com este comportamento, ou se separam do mesmo mediante gemación.[20]
O aparelho de Golgi está estruturalmente e bioquímicamente polarizado. Tem duas caras diferentes: a cara cis, ou de formação, e a cara trans, ou de maduración.[21] A cara cis localiza-se cerca das membranas do RE. Seus membranas são finas e sua composição é similar à das membranas do retículo. Ao redor dela se situam as vesículas de Golgi, denominadas também vesículas de transição, que derivam do RE. A cara trans costuma estar cerca da membrana plasmática. Seus membranas são mais grossas e assemelham-se à membrana plasmática. Nesta cara localizam-se umas vesículas maiores, as vesículas secretoras.[5]
Suas funções são variadas:
A mitocondria é um orgánulo que pode ser achado em todas as células eucariotas, ainda que em células muito especializadas podem estar ausentes. O número de mitocondrias varia segundo o tipo celular,[23] e seu tamanho é geralmente dentre 5 μm de longo e 0,2 μm de largo.
Estão rodeadas de uma membrana dupla.[23] A mais externa é a que controla a entrada e saída de substâncias dentro e fora da célula e separa o orgánulo do hialoplasma. A membrana externa contém proteínas de transporte especializadas que permitem o passo de moléculas desde o citosol para o interior do espaço intermembranoso.[24]
As membranas da mitocondria constituem-se de fosfolípicos e proteínas.[23] Ambos materiais se unem formando um retículo lípido proteico. As mitocondrias têm diferentes funções:
A membrana interna está dobrada para o centro, dando lugar a extensões denominadas cristas, algumas das quais se estendem a todo o longo do orgánulos.[24] Sua função principal é ser principalmente a área onde os processos respiratórios têm lugar. A superfície dessas cristas têm gránulos em sua longitude.
O espaço entre ambas membranas é o espaço intermembranoso. O resto da mitocondria é a matriz.[25] É um material semi-rígido que contém proteínas, lípidos e escasso DNA.
A matriz consta de uma composição de material semifluido. Tem uma consistência de gel devido à presença de uma elevada concentração de proteínas hidrosolubles, e conforma-se de 50% de água e inclui:
Esta membrana da mitocondria tem uma superfície maior devido às cristas mitocondriales. Tem uma maior riqueza de proteínas que outras membranas celulares. Entre seus lípido não há colesterol, e é rica em um fosfolípido pouco frequente, a cardiolipina.[5]
Suas proteínas são variadas, mas distinguem-se:
A membrana externa da mitocondria tem parecido a outras membranas celulares, em especial à do retículo endoplasmático. Entre seus componentes sobresaltan:[5]
Sua composição é parecida à do hialoplasma. Entre suas funções existem:[5]
Os peroxisomas (ou microcuerpos) são corpos com membrana, esféricos, com um diâmetro dentre 0,5 e 1,5 μm. Formam-se por gemación a partir do retículo endoplasmático liso. Além de ser granulares, não têm estrutura interna. Têm um número de enzimas metabólicamente importante, em particular a enzima catalasa, que cataboliza a degradação de peróxido de hidrógeno. Devido a isto se lhes dá o nome de peroxisomas. A degradação de peróxido de hidrógeno é representada em uma equação.
Levam a cabo reajas de oxidación que não produzem directamente energia utilizável pelo resto da célula (não geram ATP).[25] Nos peroxisomas também se degradam purinas, e nas plantas, intervêm na fotorrespiración. Também se sintetiza água oxigenada (H2Ou2), e é metabolizada dentro do peroxisoma.
pnb:سائٹوپلازم