Claude Perrault ( * Paris, 25 de setembro de 1613 - ibíd. 9 de outubro de 1688 ) foi um célebre arquitecto, físico, mecânico, médico e naturalista francês, membro da Academia de Ciências. Foi irmão do escritor Charles Perrault, autor de contos tão célebres como Caperucita vermelha, A Cenicienta ou A bela durmiente.
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Suas obras arquitectónicas mais notáveis são: columnata do Louvre; capilla de Nossa Senhora de Navona, na igreja dos Mínimos; tradução dos dez livros de arquitectura de Vitruvio ao francês; disposição das cinco espécies de colunas, segundo o método dos antigos. Entre 1673 e 1677 construiu para Colbert o castelo de Sceaux. O Observatório de Paris também é obra sua. Do mesmo modo traduz de “De architectura libri decem” ao francês. Lhes dix livres d¨architecture de Vitruve, corrigez et traduits nouvellement em Français, em 1673 (Os Dez livros de arquitectura de Vitruvio, corrigidos e traduzidos novamente ao francês.)
O Castillo Sceaux e o Parque Sceaux estão situados em Sceaux, no departamento de Hauts-de-Seine (França). Claude Perrault, Lhe Brun, Lhe Nôtre... os artífices desta espléndida mansão e de seu parque, propriedade de Colbert, o célebre intendente de finanças de Luis XIV, rivalizan entre si por seu prestígio. O castelo, destruído e posteriormente reconstruído no século XIX, é hoje em dia o Museu de Ile-de-France, uma verdadeira mina de informações sobre o domaine, as cerâmicas, as residências reais desaparecidas e sobre as paisagens da região desde o século XVII.
A criação da Real Academia de Arquitectura em 1671 teve por principal objectivo a elaboração de uma doutrina global de arquitectura que permitisse explicar a eclosión da arquitectura francesa baixo Luis XIV (reinado 1643-1715) e, sobretudo, preservar a linha geral e sua tradição. O debate doctrinal girava em torno do texto de Vitruvio, Os dez livros de arquitectura, único tratado de arquitectura da Antigüedad que perduraría até essa data mas que devia ser analisado mais a fundo devido aos pontos escuros e enigmáticos ainda sem resolver. Claude Perrault recebe o encarrego de uma nova tradução do texto de Vitruvio, e um rigoroso comentário do mesmo “que reafirmou seu prestígio intelectual” a partir de 1666 aproximadamente. Mas o resultado não corresponde em absoluto com o esperado pela Academia.
“Suas teorias radicais que anunciaram o nascimento do racionalismo francês e que fizeram parte da malha de ideias da Ilustração européia”.
Quanto a suas obras científicas destacam: Ensaio de física e A Mecânica dos animais. A obra naturalista de Perrault enquadra-se na filosofia cartesiana, muito estendida na época segundo a qual, os animais podiam ser considerados como máquinas e seus órgãos como as peças cuja engrenagem explicava as funções vitais. Não obstante, Perrault era um cristão convencido, e negou-se a aceitar que tal maquinaria pudesse se pôr em marcha em ausência de uma alma que lhe plotasse movimento.
A abreviatura Perrault emprega-se para indicar a Claude Perrault como autoridade na descrição e classificação científica dos vegetales. (Ver listagem de espécies descritas por este autor em IPNI )
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